A possibilidade de uma nova edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) voltou ao centro do debate nesta terça-feira (16), após declarações da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.
Em entrevista ao programa Bom dia, ministra, a titular da pasta comentou o planejamento do governo federal para concursos públicos nos próximos anos e sinalizou que não há previsão de um novo processo seletivo. Porém, há expectativas de que o próximo CNU deve ocorrer apenas em 2027.
Haverá um novo CNU?
De acordo com a ministra, a expectativa do Ministério da Gestão é realizar uma terceira edição do Concurso Nacional Unificado em 2027, desde que haja continuidade de uma política de valorização e renovação do serviço público após as eleições de 2026.
“Assim, em 2027, no próximo governo, haverá condições de realizar uma nova edição do Concurso Nacional Unificado, desde que haja autorização para novas vagas. Isso vai depender de quem estiver no comando e das definições do governo”, afirmou a ministra.
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Ao comentar o déficit de servidores em diversos órgãos federais, Esther Dweck destacou que áreas como IBGE, Ministério da Saúde e Ministério da Cultura seguem demandando reforço de pessoal. Segundo ela, uma nova edição do CNU permitiria a abertura de vagas não apenas para essas instituições, mas também para outros órgãos que enfrentam escassez de servidores.
A ministra lembrou ainda que, desde 2015, aproximadamente 160 mil servidores deixaram a administração pública federal. Mesmo com as duas edições já realizadas do CNU e outros concursos recentes, o número de vagas abertas ainda não foi suficiente para recompor integralmente esse quadro.
Estudos de pessoal seguem em andamento
O Ministério da Gestão tem realizado, de forma contínua, estudos de dimensionamento de força de trabalho. O objetivo é mapear com precisão as necessidades de cada órgão e embasar futuras autorizações para concursos públicos, incluindo eventuais novas edições do CNU.
Esses levantamentos são fundamentais para definir não apenas a quantidade de vagas, mas também quais carreiras e áreas estratégicas devem ser priorizadas em próximos certames.
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Nomeações: o que esperar para 2025 e 2026?
Em relação às nomeações, a ministra foi clara ao afirmar que não estão previstas novas convocações em 2025, com exceção das vagas da Fiocruz, que ainda estão em análise.
Já para 2026, a expectativa é de novas nomeações, tanto do CNU quanto de outros concursos federais. No entanto, a definição do número de vagas e das carreiras contempladas dependerá da aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.
Impacto das eleições de 2026
Questionada sobre o calendário eleitoral, Esther Dweck afirmou que as eleições de 2026 não devem comprometer as nomeações do CNU. Isso porque a homologação dos resultados finais está prevista para ocorrer antes do período vedado pela legislação eleitoral.
Para cargos que não exigem curso de formação, a homologação deve acontecer entre abril e maio. Já para as carreiras que possuem curso de formação, o processo pode sofrer um pequeno atraso, estimado em cerca de um mês, mas ainda assim dentro do prazo permitido antes das eleições.
O que isso significa para quem estuda?
Embora a próxima edição do CNU não deva ocorrer antes de 2027, as declarações reforçam que o modelo do concurso unificado segue no radar do governo federal. Para os candidatos, isso indica a importância de um planejamento de médio e longo prazo, especialmente para quem almeja carreiras federais.
Além disso, o volume de aposentadorias e a necessidade de recomposição do quadro funcional continuam sendo fatores que sustentam a realização de novos concursos nos próximos anos.












