A Guerra da Angola, também conhecida como Guerra Civil Angolana, teve início em 1975 e terminou apenas no ano de 2002.
Com a falta de estrutura política e governamental, a antiga colônia portuguesa travou uma guerra em busca de sua independência. Na época, o país não possuía estabilidade na economia e na política, além disso, Angola também não tinha força militar, nem habitantes suficientes e capacitados para desenvolver a reconstrução de seu território após os combates. Muitas das pessoas que viviam no país vieram de Portugal e, com o ápice da guerra, decidiram voltar à sua terra natal.
Enfraquecida pela guerra, Angola, também era explorada pelas potências militares, que se aproveitavam de sua riqueza em recursos minerais, e sofreu invasões de outros países, principalmente da África do Sul.
Índice
- Acordo de Alvor e a Guerra Civil Angolana
- O Papel da Guerra Fria no conflito angolano
- O Acordo de Paz
- Angola atualmente
Acordo de Alvor e a Guerra Civil Angolana
Por possuir uma localização geopolítica estratégica, tendo fronteira com o Congo, Zâmbia e Namíbia, Angola, que é situada na costa ocidental do continente africano, era um território cobiçado entre as grandes potências da época. O país permaneceu colônia até 1975, ano em que a guerra iniciou, visto que a tentativa de independência pacífica não foi aceita por Portugal.
O Acordo de Alvor foi firmado em 15 de janeiro de 1975, e tinha como objetivo decretar a independência de Angola diante de sua antiga metrópole, Portugal, porém, mesmo com o acordo, o país não conseguiu a paz. Ainda no ano de sua independência, os três grupos políticos, Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) – que antes eram aliados da Angola contra o governo português, passaram a disputar o poder no país, resultando na guerra civil.
O Papel da Guerra Fria no conflito angolano
Como já dito, Angola era alvo de grande interesse internacional, por sua localização geográfica e riquezas naturais, o que gerou o agravamento de sua guerra civil. As superpotências influenciavam o conflito, em busca de proteção e manutenção de seus poderes. Logo, o EUA iniciou sua participação na Guerra Civil Angolana, utilizando sua influência para deter qualquer ameaça de liderança soviética na região, consequentemente, levando a rivalidade da Guerra Fria ao país e aumentando a tensão entre os movimentos de libertação.
Por outro lado, o interesse dos Estados Unidos não estava apenas em impossibilitar a ascensão de um governo comunista em Angola, mas também em ampliar a exploração dos recursos angolanos e utilizar o país como instrumento de seus interesses geopolíticos. Portanto, o governo norte-americano teve um papel fundamental no crescimento e na intensidade do conflito angolano, visto que sua participação trouxe constantes ameaças de seus rivais ao país africano.
O Acordo de Paz
Com a independência da Angola, em 1975, o partido socialista MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), tomou o poder do país – e permanece o liderando até os dias atuais. Todavia, os conflitos da Guerra da Civil continuaram até o dia 4 de abril de 2002, quando os três grupos que disputavam o poder político de Angola, MPLA, UNITA e FNLA, assinaram o Acordo de Paz. Após o acordo, Angola passou a ter mais estabilidade política e iniciou o processo de desenvolvimento de sua economia, principalmente com a exportação de petróleo.
Angola atualmente
Apesar de toda sua trajetória histórica por independência, conflitos internos e externos durante e após a guerra civil, atualmente, Angola ainda é palco de diversas manifestações. O país luta pela liberdade do governo do grupo MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), que continua liderando a política. Após anos no poder, o MPLA sofre críticas e acusações de corrupção. Além disso, o país também tem enfrentado grupos terroristas islâmicos, que tentam fortalecer seus territórios invadindo nações ocidentais.
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