Skip to content

Como ganhar pontos nos recursos?

Atenção amigos do Clipping, este post é o 1° mais lido desde que o Clipping começou a escrever esse blog! Mas qual o motivo deste post ser tão acessado??? Ora, amigos e amigas, por meio dele você entenderá como recorrer contra a banca para aumentar sua nota no CACD! É preciso entender que recorrer contra a banca requer planejamento estratégico e domínio de alguns macetes que farão a diferença na interposição de recursos.

ATENÇÃO: O conteúdo aqui foi construído pensando em candidatos ao Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) e quando foi elaborado a banca era o IADES mas pode ser usado com muita eficiência para candidatos a qualquer concurso público.

*Disclaimer: Todos os espelhos utilizados neste post tiveram o uso expressamente autorizado pelos candidatos que gentilmente os cederam. 

1. Como saber se vale a pena recorrer contra a banca?

Na prova objetiva, é possível que apenas cerca de 10% dos candidatos inscritos no CACD cheguem a recorrer contra a banca. Grande parte dos candidatos entrega-se sem lutar após constatar que ficou naquela zona cinzenta, ligeiramente  abaixo da nota de corte estimada, o chamado “limbo”. 

Vale a pena recorrer contra a banca?

É claro que vale!  

O nível de preparação dos candidatos ao Concurso e Admissão à Carreira Diplomática (CACD) e em concursos em geral chegou a um ponto em que é cada vez mais difícil a banca dar um gabarito sem que o candidato consiga levantar bibliografias que contradigam a banca.

Quando vale a pena recorrer no CACD?

Sempre!

Ah, mas eu não vou recorrer nessa questão aqui. Eu admito que errei e não vou advogar causas em que não acredito.

O Clipping aprecia seu desprendimento e seu espírito esportivo. Seria incrível se todos os candidatos pensassem assim como você. Mas infelizmente não é assim que as coisas funcionam no fantástico mundo do CACD.

Você pode não recorrer contra um gabarito que você errou. Mas seu concorrente vai fazer de tudo para reverter o gabarito daquela questão que ele errou de bobeira e que você, com todo o mérito, acertou. Se ele conseguir (e, acredite, não raro ele consegue) você terá errado agora 2 questões e não somente 1. 

Muitas vezes para ficar com a mesma nota na prova objetiva, você precisa, sim,  recorrer, pois várias questões que você acertou serão anuladas ou, pior, terão o gabarito alterado.

Aceite: recorrer faz, sim, parte das regras do jogo! Não se sinta culpado por recorrer. E também não se sinta ressentido com o concorrente que conseguiu reverter o gabarito. 

cacd-clio-cacd-clipping

Afinal, o concorrente “recurseiro” não é o vilão da história. Ele só está tentando, assim como você, sobreviver à Primeira Fase, que, como sabemos, não é lá a mais justa do processo seletivo.

2. Como recorrer em questões objetivas?

Recorrer no CACD é a “arte do possível”.

O prazo dado pelo Edital do CACD é curto: você tem 2 dias úteis para recorrer de uma prova que tem 73 questões, com 4 itens cada. Isso soma nada menos do que 292 itens. Então, seja pragmático. Foque em apenas algumas questões. Mais vale fazer 5 recursos bem fundamentados do que fazer 10 recursos medíocres. 

Preparamos um passo a passo para este momento tão decisivo na nota final: o cadastro de recursos.  

Mas antes, atenção: Se o candidato demorar muito para escrever o argumento no site do IADES, é possível que o sistema o desligue automaticamente. Então ele perderá o que foi escrito e terá que fazer o login novamente. Não corra esse risco! Garanta que você não vai precisar reescrever seu argumento, caso isso aconteça. Por esse motivo, antes de iniciar o cadastro de recursos, recomendamos que o candidato prepare previamente seu argumento (em um bloco de notas, ou outro arquivo, por exemplo).  

  • Primeiro passo: Acesse o site do IADES (https://www.iades.com.br/inscricao) e faça login no ambiente do candidato.
  • Segundo passo: No espaço do candidato, clique na opção “Meus processos seletivos”.   
  • Observação: É importante lembrar que ao abrir a página dos processos seletivos no site do IADES, o candidato que já prestou mais de um concurso pela banca, deverá buscar o CACD do ano. 
  • Terceiro passo: No canto inferior direito, clique na opção “Recursos”. É bem fácil de encontrar! Está ao lado da opção “Imprimir comprovante”.
  • Quarto passo: Antes de iniciar o cadastro do recurso, é indispensável ler as instruções indicadas na página. Não deixe de ler antes de iniciar o cadastro!  
  • Quinto passo: Você deverá selecionar qual é o seu tipo de prova (A, B, C, D, U).
  • Sexto passo: Hora de selecionar a questão! Todas as 73 questões da prova estarão disponíveis, selecione aquela que você deseja cadastrar o recurso.  
  • Sétimo passo: Após selecionar a questão, você deverá indicar para que seja levado em consideração a anulação do item, ou a alteração do gabarito oficial preliminar. Importante mencionar que o item da questão não pode ser selecionado, a ideia é que o candidato aponte em seu argumento qual o item quer impugnar.
  • Oitavo passo: A parte final é o momento mais importante! Na opção “argumento do recurso”, você deverá apresentar os argumentos para a alteração do gabarito ou anulação do item da questão. É preciso ter muita clareza, consistência e objetividade! 
  • Nono passo: Para finalizar, clique em “confirmar”. Após a confirmação do envio do recurso, o candidato irá receber um número de protocolo. Apenas nesse caso o recurso terá sido enviado. Caso ele seja direcionado para uma página de login, é preciso fazer o cadastro novamente.

Importante: Se o candidato for fazer recursos para mais de um item na mesma questão, ele deve escrever todos os recursos juntos, sob a mesma questão (diferenciando os itens), pois ao enviar um recurso de apenas um 1 item de determinada questão, não será possível fazer outro recurso dessa mesma questão, mesmo sendo sobre outro item. Portanto, o candidato deverá enviar um recurso por questão (incluindo diferentes itens).

Por agora, chamamos atenção para essas 3 palavrinhas mágicas que você deve ter em mente enquanto faz seu recurso.

  • Clareza
  • Consistência
  • Objetividade

Não é o Clipping quem inventou essas palavrinhas mágicas, mas o próprio IADES. Veja o que está dizendo o Edital do CACD:

12.2 O candidato deverá ser claro, consistente e objetivo na elaboração de seu recurso.   

Vamos ver em detalhes cada uma dessas palavrinhas mágicas

3. Como fazer um recurso objetivo?

O maior erro dos “recurseiros” é falta objetividade.

Por mais diligente que seja a banca, não vamos fingir que ela terá toda a paciência do mundo para ler seu recurso, ok?! 

Imagine o ânimo do avaliador com o fato de que terá que enfrentar milhares de recursos começando todos com chavões e rodeios do tipo: “Respeitosamente, venho por meio deste…“.

Evite isso. Seja extremamente direto e certeiro. Dispense afagos e entre chutando a porta

cacd-abin-ofchan

Você tem uma chance só para convencer a banca de que você tem um bom motivo que justifique a alteração do gabarito. Portanto, vá direto a ele.

Use esse espaço com conteúdo de qualidade, use-o com argumentos, não gaste caracteres tentando massagear o ego da banca. Isso raramente funciona ao se recorrer na prova objetiva, embora, em alguns casos, possa funcionar nos recursos para provas discursivas. (veremos sobre recursos para a banca da prova discursiva logo mais)

Atenção: não confunda ser objetivo com ser desrespeitoso, ok?! Falando em desrespeito, nunca é demais lembrar para quem não leu o Edital do CACD:

12.6 Serão preliminarmente indeferidos os recursos:

a) cujo teor desrespeite os examinadores, a comissão de heteroidentificação ou a junta médica; 

Vamos agora dissecar esse recurso? 

>Na introdução: O candidato vai direto ao ponto dizendo que: “Há 2 erros cronológicos na questão“. É uma forma poderosa de se abrir o recurso. Em uma só frase, o candidato deixa claro que vai apresentar “2 erros cronológicos”. Isso facilita para a banca visualizar o que será tratado no recurso.

>>No desenvolvimento: O candidto explica cada erro, um parágrafo para cada: “1- (…) 2-(…)”. Busque dar espaçamento entre um parágrafo e outro, é extremamente difícil para a banca seguir é um fluxo contínuo de informações, sobretudo quando se tem centenas de recursos para analisar.

>>>No fechamento: o candidato diz o que quer da banca de forma bem clara. Ele está a pedir não a anulação do gabarito, mas a reversão do gabarito. Veja: “Pede-se, portanto, respeitosamente, a mudança de gabarito de C para E”. 

Atenção: não adianta fazer uma mega argumentação e na hora H não deixar claro o que você quer. Anulação da questao é uma coisa, reversão do gabarito é outra. Portanto, deixe claro o que você quer da banca.

4. Como fazer um recurso consistente?

Um recurso consistente é um recurso bem fundamentado. Não basta dizer à banca que você discorda do gabarito. Desculpe a franqueza: a Banca não se importa com o que você tem a dizer, mas sim com o que autoridades no assunto tem a dizer. 

O trabalho de quem faz um recurso é, sobretudo, um trabalho de investigação. É preciso estar disposto a revirar livros, sites, dados oficiais, etc em busca de referências que contradigam o gabarito da banca.  

Como você pode ver, fazer um bom recurso dá, sim, uma trabalheira e você precisa de uma gama variada de material às mãos. Portanto, é altamente recomendável que, caso tenha oportunidade, tire o dia para fazer esses recursos em uma boa biblioteca. O melhor ambiente para se fazer um bom recurso é uma boa biblioteca com um bom sinal de wi-fi. 

Acredite: ter acesso rápido e fácil a material variado faz toda a difereça.

Vejamos o resultado de um bom trabalho de pesquisa>>>

cacd

É importante perceber que além do aspecto quantitativo das referências (quanto mais diversificadas melhor) o candidato deve estar atento ao aspecto qualitativo (quanto mais quente é a fonte, melhor) . 

Há nada menos do que 5 referências para refutar a banca no exemplo acima.

Fica a lição: muito melhor do que ficar girando em torno da mesma referência bibliográfica, é buscar diversificar as fontes.

1) Fontes oficiais: São as fontes de hierarquia superior. O IBGE e o Itamaraty, fontes citadas pelo candidato no exemplo acima, são exemplos de “fontes oficiais”.

2) Questões da banca: Apesar de serem difíceis de se usar em recursos, questões anteriores da banca – a chamada “jurisprudência da banca” – também pode ser invocada nos recursos.

3) Livros/artigos: Em se tratando de livros/artigos, a credibilidade da fonte depende em grande medida da credibilidade do autor. Você pode invocar que a fonte na qual você está se baseando fez parte da Bibliografia sugerida em anos anteriores ou mesmo que foi usada pelo próprio Iades como trecho motivador de uma prova anterior. Mas veja que a banca não se “vincula” à bibliografia oficial. Na dúvida se uma fonte é quente ou não para ser invocada no recurso, consulte os professores.

5. Como fazer um recurso claro?

Um recurso claro é um recurso fácil de entender.

4 coisas a se evitar na elaboração do recurso:

  • Frases longas e complexas (o risco da banca perder o fio da meada é grande)
  • Inversão de termos na oração (compromete a fluidez das ideias)
  • Voz passiva (deixa a leitura truncada)
  • Advérbios e adjetivos (acrescentam pouco e te fazem perder caracteres preciosos)

Nada de bancar o erudito, nada de prolixidade. Recurso bom é recurso simples.

Ernest Hemingway expunha ideias extremamente profundas com uma linguagem extremamente clara. Resultado: ganhou um Nobel. Você não vai ganhar um Nobel escrevendo um recurso para o CESPE, mas pode ganhar aquele ponto que falta para ficar acima do corte!

cacd

6. Recursos por erro de língua portuguesa (tipográfico)

Para a banca, os erros podem acontecer por três motivos: 

  • Recursos por discordância do gabarito
  • Recursos por erro de língua portuguesa:
  • Recuso por não constar a matéria no Edital 

Grande parte dos recursos são feitos por discordância de gabarito. É o tipo de recurso padrão em que você acusa que há um erro material no gabarito do IADES e, portanto, você pode pedir a anulação ou a reversão do gabarito.

Nos recursos por erro de língua portuguesa, o que você indica não é um erro material no gabarito, mas um erro formal na prova (falha na impressão da prova, erros de ortografia, pontuações e termos que geram ambiguidade, etc). 

Muitas vezes, o erro de língua portuguesa em questão é algo mínimo que não chega a prejudicar a compreensão do enunciado. Ainda assim, constatado esse erro, por mínimo que ele seja, a anulação é altamente provável.

Os recursos por erro de língua portuguesa funcionam muito bem, mas só quando realmente há erros formais. Não são poucos os candidatos que costumam forçar a barra para apontar erros formais onde não há.

Veja>>>

Sem

cacd

cacd

Por favor, não perca seu tempo nem faça a banca perder o tempo dela com recursos como esse aí acima. Isso é justamente o tipo de coisa que não cola. 

7. Recurso por extrapolação do Edital

Ah, o CACD cobra TUDO! Qualquer coisa pode cair na prova e você tem que estar preparado para o que der e vier. Certo?!

Não, não é bem assim. Existe esse mito de que para a banca “vale tudo”, ou seja, ela pode cobrar qualquer coisa. Não é verdade! Caso a matéria cobrada não conste no Edital há margens para pedir anulação da questão. 

Certifique-se que o tema cobrado realmente se encaixa, ainda que de maneira frouxa, em um dos tópicos do Edital. Caso contrário, a extrapolação do edital também pode ser um dos motivos de anulação das questões. 

8. Recorrendo em questões discursivas

Recorrer para a banca de 3ª fase é bem diferente do que recorrer para a banca de primeira fase. 

Embora as 3 palavrinhas mágicas clareza, consistência e objetividade sirvam também para os recursos direcionados à banca de 3ª fase, há diferenças significativas. 

Na primeira fase, você recorre para anular ou reverter um gabarito, enquanto na 3ª fase você recorre solicitando uma majoração da nota. Se no recurso da Primeira Fase seu trabalho é apenas o de levantar bibliografias que contradigam a banca, na 2ª e 3ª fase a dinâmica é outra! 

O que eu devo fazer no recurso para a terceira fase, então?

cacd

Calma, vamos por partes.. 

A primeira coisa a se fazer é descobrir: o que a banca queria como resposta?

Você pode descobrir isso de 3 formas:

Comparando sua resposta com a resposta padrão da banca. Desde o CACD 2017, a banca disponibiliza a resposta padrão das questões, dividindo-a em 10 quesitos. Basta olhar seus argumentos e ver se eles se enquadram em algum dois quesitos apontados pela banca. 

“Poxa Clipping, mas meu argumento não está igualzinho”.

Não tem problema, caro/cara cacdista! Você não precisa ter um argumento igual para conseguir pontinhos a partir do padrão de resposta. Basta que o seu argumento traga alguma informação dos quesitos para que você consiga solicitar a majoração da nota. Pode ser que você não tenha o quesito cheio, mas pode conseguir uns décimos preciosos.

Comparando seu espelho com o de colegas que fecharam ou chegaram perto de fechar a questão: É muito comum o compartilhamento de espelhos entre candidatos. Entre na brincadeira. Não sinta receio de perguntar ao colega: “quer trocar espelho?”. Alguns sugerirão que não tem muito interesse. Mas a maioria topará. Além de ser uma experiência pedagógica bastante enriquecedora, comparar espelhos te dará uma boa noção do que faltou na sua resposta.

Pedindo opinião dos professores: Os professores costumam elaborar “respostas modelo”, contendo os argumentos que deveriam ter sido levantados na questão. Além disso, muitos professores, gentilmente, se colocam à disposição para ler sua resposta e até te ajudar a fazer seu recurso. O problema é que a procura pelos professores é muito grande nesse período de provas. Você, assim como 339 outros candidatos, estarão buscando uma disputada opinião desses mestres. Portanto, não espere falar com um professor para começar a trabalhar no seu recurso. O ideal é que você chegue até eles com seu espelho e um esboço do recurso. Assim, eles podem fazer sugestões pontuais, o que acaba sendo mais efetivo. 

Vale a pena conferir o que os professores dizem sobre a prova. Mas não se limite a opinião dos docentes.

9. Descobri o que faltou na minha resposta! E agora?

Percebeu que existe um hiato entre o que você disse e o que deveria ter dito.

Seu trabalho no recurso de 2ª e 3ª fase será, em grande medida, reduzir esse hiato aos olhos da banca.

A grande arte de se recorrer para a 2ª e 3ª fase é sugerir no seu recurso, de forma sutil, que aquilo que está explícito na sua resposta é a forma que você encontrou de expressar aquilo que a banca gostaria de ter ouvido. 

De forma geral, a estrutura de um bom recurso para a 3ª fase é esta:

“Eu disse X, demonstrando então que Y

  • X é o que você escreveu e está explícito na sua resposta.
  • Y é o que a banca gostaria de ter ouvido e está implícito na sua resposta.

Perceba que há a dimensão real X (o que está explícito na resposta) e a dimensão ideal Y (o que deveria estar explícito, mas está implítico). Grosso modo, a matemática é a seguinte: cada X deve corresponder a um Y.

Por outro lado, não funciona você focar apenas no que que deveria ter dito e não disse. Afinal, a banca realmente lê uma segunda vez sua prova e vai perceber que você só está querendo dar uma de espertinho. Por favor, não faça isso. Isso é desonestidade e nem a banca nem o Clippping não endossa esse tipo de coisa.

Você precisa trabalhar no sentido de convencer a banca de que o que ela procura está escrito nas “nas entrelinhas”. E, acredite, é extremamente provável que de uma forma ou outra esteja mesmo.

Existe uma tese, um tanto quanto polêmica, de que o que conta na 3ª fase é muito mais a forma do que o conteúdo. De acordo com essa tese, os alunos chegam na 3ª fase, em termos de conteúdo, praticamente nivelados: todo mundo diz praticamente a mesma coisa nas respostas, mas de forma diferente. Uns têm maior capacidade de sintetizar as ideias que a banca quer ouvir de forma mais ordenada e clara. Esses são os que levam as maiores notas de acordo com essa tese.

Dessa forma, o recurso é uma oportunidade que você tem de “reordenar” e tornar mais claras suas ideias aos olhos da banca. É uma segunda chance para você organizar melhor suas ideias e tornar explícito o que está implícito. É assim que você deve ver um recurso para a 3ª fase: uma segunda chance de colocar as coisas no lugar: capriche, portanto, na organização das ideias. 

10. Que referências bibliográficas devo usar nos recursos para questões discursivas?

Em se tratando da banca de 3ª fase, várias referências que você usaria para recorrer na 1ª fase não caem muito bem.

Boris Fausto e Amado Cervo por exemplo, não vão seduzir a banca. Não que não sejam obras incríveis e merecedoras de todo nosso respeito e admiração. Mas, quando o assunto é recorrer na 3ª etapa, são vistas como obras muito “gerais”. 

Em se tratando de recursos de 3ª fase,  quanto mais específica a referência invocada melhor.

Por exemplo, você está respondendo uma questão sobre a PEB africanista, demonstre que seus argumentos estão alinhados com os do Sombra Saraiva, que é alguém altamente especializado sobre esse tema em específico.

Use e abuse de livros e artigos científicos, sobretudo aqueles que constam como referências bibliográficas em que se basearam os membros da banca para escreverem suas obras. Lembrando sempre que, de modo geral: quanto mais especializada e mais aprofundada for a referência melhor.

Veja como não o candidato abaixo utilizou fontes bastante específicas 

cacd
Atencao: Nao copie a estrutura desse recurso. Milhares de CACDista podem ter a mesma ideia e banca tende a desconsiderar recursos parecidos ou identicos.

Lembre-se, como o candidato acima lembrou, que é altamente indicado mencionar obras da própria banca.

11. O que diz o edital? 

Sabemos que a leitura do edital é indispensável para todos os candidatos, por isso, é importante estar atento às regras e instruções gerais para a interposição de recursos. 

Fique atento! Os recursos interpostos de forma incorreta no Ambiente do Candidato serão indeferidos. Além disso, de acordo com as instruções do IADES, o recurso não poderá conter qualquer forma de identificação.

Em nenhuma hipótese serão aceitos pedidos de revisão de recurso ou recursos contra o gabarito oficial definitivo ou contra os resultados e as relações finais. Portanto, antes de elaborar seu recurso, verifique as regras mencionadas no edital.

12. Recebendo as respostas dos recursos da 3ª fase

Esse é último tópico do post é um ponto muito importante. Você receberá a resposta dos concursos que endereçou à 3ª fase. É um momento muito delicado. Os nervos estão à flor da pele. Você trabalhou pesado na confecção dos recursos. Você está esperando que venham aqueles pontinhos que podem te valer a vaga. Enfim, você está cheio de esperanças e angústias!

Muita calma nessa hora…

Pode acontecer que esses pontinhos não venham e você precisa estar preparado para lidar com isso… 

Poucas respostas aos recursos são fundamentadas e motivadas. São poucos os membros da banca que realmente estão dispostos a dialogar com o candidato, explicando o que faltou na resposta e porque sua nota não deve ser majorada.

Veja um exemplo de indeferimento motivado de recurso:

cacd

A maioria das respostas aos recursos é aquela resposta padrão.

Ou seja: todos os candidatos independente do grau de complexidade e sofisticação do recurso por eles apresentado terão respostas bem parecidas.

Não leve para o lado pessoal, lembre-se que centenas de candidato estão na mesma situação que você, se sentindo injustiçados. 

E quantos não se sentiram injustiçados antes de você? Desde que dos tempos em que o CACD era chamado vestibular existia, sim, essa coisa toda de recorrer, pegar no pé da banca etc. Isso quem está dizendo não é o Clipping. Para quem duvida, fica o depoimento de Embaixador João Clemente Baena Soares em “Sem medo da diplomacia”:

Fizemos o vestibular [CACD] em 1951, no calor de Dezembro no Rio de Janeiro. Todo mundo de paletó e gravata na bibioteca do Itamaraty, sem ar-condicionado, ventiladores enormes fazendo um grande ruído. (…) Vou contar um episódio para mostrar o rigor do exame: a última prova escrita, eliminatória, era de Direito e o examinador era San Tiago Dantas. Um de nossos colegas foi eliminado e fomos juntos ao San Tiago, pedir a ele para rever a nota. Ele concordou: “tudo bem, tragam a prova”. Passou uma meia hora olhando e disse: “mantenho a nota”. Saímos na maior decepção.

Recorrer é tradição! Com essas dicas, o Clipping espera que você tenha êxito em seus recursos e alcance o resultado desejado.

Ficou alguma dúvida? Quer conversar? Precisa desabafar? Deixe aí um comentário que o Clipping responde! 

No comment yet, add your voice below!


Deixe uma resposta

Últimos posts

Capa - Blog - 1ª fase do CACD

Por que candidatos bem preparados travam na 1ª fase do CACD

Você tem base, conhece o edital, acompanha a conjuntura, resolveu centenas de questões. Na teoria, está pronto, mas
Capa - Blog - diferença entre CACD e outros concursos

Diferença entre CACD e outros concursos: o que muda?

Quem chega ao Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) carregando experiência de outros concursos públicos costuma

Por que não consigo passar no CACD mesmo sabendo a matéria?

Você estuda para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), conhece o edital, consegue explicar os
No results found.

Descubra mais sobre Clipping CACD

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading

Quero a ementa completa!

Quero a ementa completa!

Quero a ementa completa!