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Retrospectiva Internacional 2025: os fatos que marcaram o mundo

O ano de 2025 foi intenso para a política internacional. Conflitos prolongados, disputas comerciais, crises climáticas e mudanças no equilíbrio de poder dividiram espaço com protestos sociais, avanços tecnológicos e movimentos de realinhamento global. Para quem acompanha atualidades — especialmente com foco no CACD —, entender esses acontecimentos é essencial.

A seguir, reunimos os principais fatos internacionais de 2025, com um olhar analítico, direto e conectado aos debates centrais da agenda global.

O retorno de Trump e a virada na política externa dos EUA

A volta de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, redefiniu o papel dos Estados Unidos no sistema internacional. Fiel ao lema America First, o presidente apostou em decretos, confrontou a Justiça, atacou adversários políticos e intensificou o embate com a imprensa. Políticas de diversidade foram revistas e a atuação diplomática passou a ser mais errática e imprevisível.

No plano externo, os EUA adotaram uma postura abertamente unilateral, distanciando-se do multilateralismo e da ordem liberal construída no pós-1945. As tarifas tornaram-se o principal instrumento da política externa americana.

O marco dessa estratégia foi o chamado Liberation Day, em 2 de abril, quando Trump anunciou tarifas “recíprocas” com critérios considerados arbitrários. Mais do que uma ferramenta econômica, as tarifas passaram a funcionar como mecanismo de pressão política.

O Brasil foi diretamente afetado, mesmo com superávit comercial dos EUA, em meio a debates sobre desdolarização, ao contexto político interno brasileiro e à realização da cúpula do BRICS no Rio de Janeiro. Japão, Coreia do Sul e União Europeia também fecharam acordos vistos como desfavoráveis, assumindo grandes compromissos de investimento nos Estados Unidos.

Comércio internacional e guerra de tarifas

A política tarifária dos EUA teve impactos globais. Trump impôs novas taxas sobre importações e mirou setores estratégicos como aço, alumínio e cobre. Em resposta, países ameaçaram retaliações, dando início a negociações duras.

Acordos com a União Europeia e com a China, fechados em outubro, ajudaram a reduzir tensões e evitar uma escalada maior na guerra comercial. Já as negociações com México e Canadá travaram, evidenciando os limites da estratégia bilateral americana.

Pressionado pelo custo de vida nos Estados Unidos, o governo recuou parcialmente e retirou tarifas sobre alguns alimentos, como café e carne bovina.

Gaza, Oriente Médio e tensões regionais persistentes

A pressão diplomática americana contribuiu para um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, dois anos após o início da guerra na Faixa de Gaza, desencadeada pelos ataques de 7 de outubro de 2023. A trégua permitiu a retirada parcial das tropas israelenses, a troca de reféns e a ampliação da ajuda humanitária — ainda insuficiente, segundo a ONU.

A segunda fase do acordo, que prevê a desmilitarização de Gaza, seguiu travada, enquanto Israel e Hamas trocaram acusações de violações do cessar-fogo. Paralelamente, as tensões regionais continuaram: Israel atacou alvos do Hezbollah no Líbano, bombardeou instalações iranianas após um conflito de curta duração e realizou operações contra lideranças do Hamas fora do território palestino.

EUA e América Latina: segurança, sanções e a volta da Doutrina Monroe

Em 2025, Washington ampliou significativamente sua presença militar no litoral da América Latina, sob o argumento de combate ao narcotráfico. Operações no Caribe e no Pacífico deixaram mais de 100 mortos e geraram críticas de organismos internacionais.

A Venezuela tornou-se o principal foco de tensão. O governo Maduro acusou os EUA de usar o combate às drogas como pretexto para desestabilizar o país e controlar suas reservas de petróleo. Washington apreendeu petroleiros, anunciou um bloqueio total a navios sancionados e ofereceu uma recompensa milionária pela captura do presidente venezuelano.

Esse movimento foi interpretado como uma retomada explícita da lógica da Doutrina Monroe, agora reinterpretada como um “Corolário Trump”, com o objetivo de conter a influência chinesa no hemisfério ocidental.

Ucrânia: negociações sem acordo e guerra prolongada

O segundo mandato de Trump também marcou tentativas de mediação no conflito entre Rússia e Ucrânia. Ao longo do ano, o presidente americano alternou gestos de aproximação e críticas tanto a Vladimir Putin quanto a Volodimir Zelensky, alimentando receios em Kiev de um acordo imposto nos termos de Moscou.

Conversas diretas entre russos e ucranianos, uma cúpula entre Trump e Putin no Alasca e planos apresentados por Washington não conseguiram destravar o conflito. O principal impasse permaneceu o controle dos territórios ocupados.

No campo de batalha, a Rússia avançou lentamente no leste da Ucrânia e intensificou ataques à infraestrutura energética, enquanto Kiev respondeu com ofensivas contra alvos estratégicos em território russo.

Um novo papa e sinais de continuidade

A Igreja Católica viveu um momento histórico em 2025 com a eleição de Robert Francis Prevost como o primeiro papa americano, adotando o nome de Leão XIV. Nascido em Chicago e com nacionalidade peruana, teve longa trajetória missionária na América Latina.

Seu pontificado indicou continuidade com a agenda social de Francisco, com ênfase nos pobres, nos migrantes e na pauta ambiental. Ao mesmo tempo, o novo papa fez gestos aos setores conservadores e adotou cautela em temas sensíveis dentro da Igreja.

A geração Z nas ruas

Jovens da geração Z protagonizaram protestos em diferentes regiões do mundo. As mobilizações miraram a corrupção, a precarização da vida, a insegurança e restrições às liberdades civis.

Manifestações no Peru, no Marrocos, no Nepal, em Madagascar e na Tanzânia tiveram desfechos variados, indo de promessas de reformas sociais à queda de governos. Em muitos casos, a repressão violenta ampliou o alcance e o significado político dos protestos.

A bandeira pirata do mangá One Piece tornou-se um símbolo global da resistência contra a opressão.

Inteligência artificial: crescimento acelerado e novos riscos

A corrida pela inteligência artificial avançou rapidamente em 2025. De acordo com o Gartner, empresa norte-americana de consultoria, os investimentos globais chegaram a US$ 1,5 trilhão, e empresas do setor atingiram avaliações recordes, levantando temores sobre uma possível bolha especulativa.

Ao mesmo tempo, cresceram preocupações com desinformação, direitos autorais, impactos no mercado de trabalho e riscos associados ao uso de chatbots. Casos polêmicos impulsionaram novas regulações, especialmente nos Estados Unidos.

Crise climática: o novo normal

Eventos climáticos extremos marcaram o ano. Furacões no Caribe, tufões no Sudeste Asiático, incêndios florestais na Europa e nos Estados Unidos e inundações em diversas regiões reforçaram os alertas da comunidade científica.

As mudanças climáticas deixaram de ser episódios isolados e passaram a moldar agendas políticas, econômicas e humanitárias em escala global.

Política externa brasileira em 2025

O Brasil manteve uma política externa baseada na defesa do multilateralismo, do direito internacional e da autonomia estratégica. O país buscou ampliar seu protagonismo global, defendendo a reforma da governança internacional e soluções negociadas para conflitos.

A diplomacia com o Sul Global foi reforçada, com maior aproximação da América Latina, da África e da Ásia. o plano multilateral, o Brasil exerceu a presidência pro tempore do MERCOSUL e do BRICS.

A diplomacia ambiental ganhou peso como elemento-chave da imagem internacional do país, além da recepção brasileira na COP30.

Na área econômica, o Brasil trabalhou para fortalecer o Mercosul, avançar em negociações comerciais estratégicas e diversificar parcerias em um cenário global marcado por tensões e protecionismo.

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