Quem escolhe Relações Internacionais sempre se pergunta: quais as opções de carreira e quanto posso ganhar?
As oportunidades são diversas, de empresas privadas a organismos internacionais, mas a diplomacia continua sendo a mais cobiçada, tanto pelo prestígio quanto pela remuneração.
Neste guia, você vai conhecer as principais áreas, suas faixas salariais e dicas para conquistar os melhores salários em RI.
Você vai ver esse post:
- O que faz um profissional de Relações Internacionais?
- Principais Carreiras e Faixas Salariais em Relações Internacionais
- Panorama Geral de Salários: Brasil e Exterior
- Carreira Diplomática: Por que é a mais cobiçada?
- Como se preparar para alcançar os melhores salários em RI?
O que faz um profissional de Relações Internacionais?
Um profissional de Relações Internacionais (RI) é especialista em analisar, planejar e conduzir estratégias que envolvem interações entre países, empresas, organizações internacionais e governos. É uma área ampla, que exige visão global, habilidades analíticas e domínio de idiomas.
Principais áreas de atuação
Quem se forma em RI encontra oportunidades em diferentes setores. Alguns dos mais comuns são:
- Diplomacia
Representar o Brasil no exterior, negociar acordos, proteger interesses nacionais. É a carreira mais prestigiada, acessível por meio do CACD. - Comércio exterior
Atuar em empresas privadas, indústrias e bancos, cuidando de negociações internacionais, contratos e logística. - Organismos internacionais e ONGs
Trabalhar em instituições como ONU, OMC, Banco Mundial ou organizações do terceiro setor, em projetos globais de desenvolvimento, direitos humanos e meio ambiente. - Consultoria e análise de risco
Avaliar cenários internacionais, riscos políticos e econômicos para empresas e governos. - Setor público (além do Itamaraty)
Ministérios, agências reguladoras e órgãos federais oferecem concursos que demandam conhecimentos de RI. - Academia e pesquisa
Produção de conhecimento em universidades, think tanks e centros de estudos estratégicos.
Por que essa profissão é tão versátil?
Porque relações internacionais estão em tudo: comércio, segurança, meio ambiente, tecnologia, cultura. Essa amplitude permite ao profissional trilhar diferentes caminhos, mas também significa que salários variam bastante de acordo com a área escolhida.
E é exatamente isso que veremos nas próximas seções: quais são as principais carreiras e quanto paga cada uma.
Qual o salário em Relações Internacionais cada carreira?
A pergunta que mais recebemos é: “Afinal, quanto ganha quem trabalha com Relações Internacionais?”
A resposta depende do caminho que você escolher, da sua experiência e do setor (público ou privado).
Veja um panorama realista das principais carreiras, funções e salários médios para quem segue essa área no Brasil:
1. Salário de um Diplomata Brasileiro (Carreira de Estado)
A carreira diplomática é a mais prestigiada e melhor remunerada entre as opções para quem vem de RI. Para chegar lá, é preciso ser aprovado no CACD (Concurso de Admissão à Carreira Diplomática), organizado pelo Itamaraty.
- Salário inicial: cerca de R$ 22.558,56 (Terceiro-Secretário).
- Progressão: pode ultrapassar R$ 30.000,00 nos cargos mais altos (Ministro de Primeira Classe).
- Benefícios: estabilidade, adicionais por serviço no exterior, passagens, ajuda de custo e estrutura de carreira internacional.
🔗 Quer saber todos os detalhes? Veja nosso post completo sobre salário de diplomata.
2. Salário na Área de Comércio Exterior e Negócios Internacionais
O setor privado é uma das áreas mais aquecidas para internacionalistas. Empresas de exportação, indústrias, consultorias e bancos contratam para lidar com contratos internacionais, logística e inteligência de mercado.
Faixas salariais no Brasil:
- Analista Júnior: R$ 3.000 a R$ 5.000
- Pleno/Sênior: R$ 6.000 a R$ 12.000
- Gestão/Coordenação: R$ 15.000 a R$ 25.000+ (dependendo do porte da empresa e da experiência)
Diferencial: certificações (ex.: Comex), idiomas e experiência com negociações internacionais.
3. Salário em Organismos Internacionais e ONGs
Instituições como ONU, OMC, Banco Mundial, OEA, além de ONGs globais, oferecem posições com remuneração variável:
- Contratos locais no Brasil: R$ 4.000 a R$ 12.000
- Contratos internacionais: podem ultrapassar US$ 6.000 mensais, além de benefícios (dependendo do nível e da função).
Observação: vagas são muito competitivas e exigem fluência em mais de um idioma e, muitas vezes, experiência prévia internacional.
4. Salário em Consultoria e Análise de Risco
Empresas de consultoria, think tanks e escritórios especializados em risco político e econômico contratam internacionalistas para elaborar relatórios, mapear cenários e apoiar decisões estratégicas.
Faixas salariais:
- Início de carreira: R$ 4.000 a R$ 8.000
- Profissionais experientes: R$ 10.000 a R$ 18.000+
- Consultores sêniores ou sócios: ganhos muito superiores, variando conforme carteira de clientes.
5. Salário em Setor Público (Além da Diplomacia)
Há oportunidades em ministérios, agências reguladoras, órgãos estaduais e municipais. A remuneração depende do cargo e do concurso:
- Analista de Comércio Exterior (MDIC): cerca de R$ 20.000
- Carreiras de Planejamento e Gestão: entre R$ 12.000 e R$ 22.000
- Cargos em órgãos internacionais dentro do governo: salários competitivos, com estabilidade.
6. Salário em Academia, Pesquisa e Think Tanks
Profissionais com mestrado e doutorado podem atuar em universidades ou centros de pesquisa.
- Professor universitário (início): R$ 5.000 a R$ 9.000
- Professor efetivo ou pesquisador sênior: R$ 12.000 a R$ 20.000 (dependendo da instituição e titulação).
O que influencia no salário?
- Experiência e senioridade: cargos de gestão elevam a remuneração.
- Idiomas: inglês é obrigatório; outros idiomas (francês, espanhol, mandarim) são diferenciais.
- Especializações: pós-graduação e certificações aumentam a empregabilidade.
- Local de trabalho: Brasília e grandes capitais concentram os maiores salários.
Resumo dos salários:
- Diplomata: R$ 20 mil a R$ 30 mil+
- Comércio Exterior: R$ 3 mil a R$ 25 mil
- Organismos Internacionais: R$ 4 mil a US$ 6 mil
- Consultoria: R$ 4 mil a R$ 18 mil
- Setor Público: R$ 12 mil a R$ 22 mil
- Academia: R$ 5 mil a R$ 20 mil
Panorama Geral de Salários: Brasil e Exterior
Os salários para profissionais de Relações Internacionais variam bastante, não só pela área escolhida, mas também pelo país onde você trabalha. A globalização abriu portas, mas trouxe um cenário altamente competitivo.
Brasil: Realidade e Tendências
- Início de carreira: recém-formados costumam ganhar entre R$ 3.000 e R$ 5.000 em posições privadas, como comércio exterior ou análise de negócios.
- Média nacional: profissionais plenos podem chegar a R$ 8.000 a R$ 12.000, enquanto cargos de gestão alcançam R$ 20.000 ou mais, especialmente em multinacionais.
- Setor público: concursos para áreas estratégicas oferecem salários elevados (de R$ 12.000 a R$ 22.000, chegando a R$ 30.000 na carreira diplomática).
Exterior: Oportunidades e Diferenças
- Organismos internacionais: contratos internacionais podem superar US$ 6.000 mensais, além de benefícios robustos.
- Consultorias e empresas globais: na Europa e EUA, analistas iniciam em torno de € 2.500 a € 4.000; cargos sêniores podem ultrapassar € 8.000.
- Setor acadêmico internacional: universidades oferecem pacotes competitivos, mas exigem títulos avançados e produção científica relevante.
O que impacta essa variação?
- Idioma e multiculturalidade: inglês é básico; francês, espanhol e árabe são diferenciais.
- Experiência internacional: vivência no exterior aumenta as chances de vagas globais.
- Especialização: mestrados, doutorados e certificações são quase obrigatórios em posições estratégicas.
- Rede de contatos: networking internacional é tão importante quanto a formação acadêmica.
Resumo rápido:
- Brasil: média de R$ 3.000 a R$ 25.000, dependendo da área e senioridade.
- Exterior: média de US$ 3.000 a US$ 10.000+, dependendo do cargo e do organismo.
Carreira Diplomática: Por que é a mais cobiçada?
Entre todas as possibilidades para quem se forma em Relações Internacionais, nenhuma desperta tanto interesse quanto a diplomacia brasileira. E não é por acaso: essa é uma das carreiras mais prestigiadas, bem remuneradas e estratégicas do serviço público no país.
1. Salário e Benefícios
- Salário inicial: cerca de R$ 20.900,00 para o cargo de Terceiro-Secretário.
- Progressão: pode ultrapassar R$ 30.000,00 nos níveis mais altos (Ministro de Primeira Classe).
- Benefícios adicionais: ajuda de custo para mudança, passagens para familiares, subsídios para habitação e educação quando lotado no exterior.
Em missões no exterior, a remuneração é ainda mais vantajosa, variando conforme o país de lotação.
2. Projeção Internacional
O diplomata representa o Brasil em negociações globais, participa de conferências internacionais e atua em temas estratégicos como comércio, meio ambiente, direitos humanos e segurança internacional.
É uma carreira que une propósito e impacto real — para quem sonha em trabalhar com política externa de forma concreta.
3. Estabilidade e Crescimento
- É uma carreira de Estado, com estabilidade garantida.
- A progressão segue um plano estruturado, com possibilidade de assumir postos de chefia e embaixadas.
- Além disso, há mobilidade internacional, com rodízio em diferentes países a cada ciclo de lotação.
4. Por que não é para qualquer um?
- O CACD (Concurso de Admissão à Carreira Diplomática) é um dos mais exigentes do Brasil.
- Inclui disciplinas como Política Internacional, História do Brasil, Economia, Direito Internacional, além de idiomas (inglês, francês, espanhol e português).
- A preparação pode levar anos, exigindo estratégia, disciplina e materiais de qualidade
Como se preparar para alcançar os melhores salários em RI?
O mercado de Relações Internacionais é promissor, mas a remuneração depende diretamente do quanto você se destaca. Experiência, formação e especializações são diferenciais que podem colocar você entre os melhores salários da área.
1. Invista em idiomas
- Inglês é obrigatório para praticamente todas as posições.
- Francês, espanhol, alemão, árabe ou mandarim são diferenciais que abrem portas em organismos internacionais e negociações estratégicas.
2. Tenha formação sólida e continue estudando
- Pós-graduação, mestrado e certificações aumentam as chances em consultoria, comércio exterior e think tanks.
- Em organismos internacionais, títulos avançados são quase requisito básico.
3. Desenvolva experiência prática
- Estágios e programas de trainee em empresas globais ajudam a construir networking.
- Trabalhos voluntários em ONGs e projetos internacionais agregam muito ao currículo.
4. Planeje sua carreira
- Defina qual caminho deseja seguir: setor privado, organismos internacionais, consultoria, academia ou carreira pública.
- Para quem busca salário alto, estabilidade e impacto global, a diplomacia é a melhor escolha.
5. Prepare-se com estratégia para o CACD
O Concurso de Admissão à Carreira Diplomática é concorrido, mas oferece o melhor pacote de remuneração, benefícios e projeção internacional.
E isso exige um estudo estruturado:
- Conteúdo extenso (Política Internacional, PEB, Economia, História, Direito, idiomas).
- Planejamento personalizado para aproveitar cada hora de estudo.
👉 No Clipping CACD, transformamos esse desafio em um plano concreto:
- Trilhas inteligentes de estudo
- Questões comentadas
- Simulados e acompanhamento contínuo
Clique aqui e descubra como estudar com quem já aprovou centenas de diplomatas.



