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Segunda Fase do CACD: como funciona, provas e critérios

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Se você chegou até a segunda fase do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), já percebeu que a lógica da prova muda completamente.

Na primeira fase, o diferencial está no volume de conteúdo e na capacidade de acertar questões objetivas. Já na segunda fase, o que realmente separa os aprovados é a capacidade de organizar ideias, argumentar com consistência e escrever com clareza sob pressão.

Neste guia, você vai entender como é a segunda fase do CACD, como as provas são estruturadas e o que a banca realmente avalia nos candidatos.

Como é a segunda fase do CACD

Nos últimos anos, o CACD passou a contar com duas etapas bem definidas. A primeira é o Teste de Pré-Seleção (TPS), composto por questões objetivas. A segunda fase, por sua vez, é formada por provas discursivas.

É nessa etapa que o candidato precisa demonstrar não apenas conhecimento, mas domínio da escrita e capacidade de análise. As disciplinas cobradas incluem Língua Portuguesa, Língua Inglesa, História do Brasil, Política Internacional, Geografia, Economia, Direito e um idioma adicional, que pode ser Espanhol ou Francês.

As provas são realizadas em dois finais de semana distintos, o que exige não apenas preparo intelectual, mas também resistência e estratégia ao longo de vários dias de avaliação.

Onde acontecem as provas

A segunda fase é aplicada nas capitais dos estados e no Distrito Federal, desde que haja candidatos aprovados na primeira fase nessas localidades. Esse detalhe logístico é importante, mas não costuma ser um fator determinante na preparação.

Estrutura das provas discursivas do CACD

As disciplinas de História do Brasil, Política Internacional, Geografia, Economia e Direito seguem um padrão bastante semelhante. Cada uma dela possuem:

  • duas questões discursivas de 60 linhas e
  • duas questões discursivas de 40 linhas.

Normalmente, a prova combina questões mais extensas, que permitem desenvolver um raciocínio mais elaborado, com questões mais curtas, que exigem objetividade e precisão. Esse equilíbrio é uma das principais dificuldades da segunda fase.

A prova de Língua Portuguesa é composta por 1 redação e 1 resumo:

  • Redação sobre tema geral (65 a 70 linhas)
  • Elaboração de resumo (30 linhas)

Na redação, o candidato precisa desenvolver um texto dissertativo sobre um tema geral, demonstrando capacidade de argumentação, organização lógica e profundidade analítica. Já o resumo exige uma habilidade diferente: sintetizar um texto mantendo fidelidade às ideias centrais, com clareza e concisão.

Além disso, a correção gramatical tem peso relevante. Pequenos erros, quando acumulados, impactam diretamente a nota final.

A prova de Língua Inglesa também combina produção e técnica. São duas questões:

  • Redação sobre tema geral (65 a 70 linhas)
  • Versão de um texto do português para o inglês (20 a 40 linhas)

Mais do que domínio do idioma, a banca avalia precisão, fluidez e fidelidade ao sentido original. Traduções literais ou imprecisas costumam ser penalizadas, o que exige treino específico.

Com relação ao idioma adicional Francês ou Espanhol, o candidato irá desenvolver um resumo e uma versão no idioma escolhido no momento da inscrição.

  • Versão (60 linhas)
  • Resumo (60 linhas)

Aqui, novamente, o equilíbrio entre compreensão, síntese e correção linguística é essencial para um bom desempenho.

Clique aqui para conferir como foi o edital do CACD 2026.

Regras importantes da segunda fase do CACD

A segunda fase do CACD tem regras formais que não podem ser negligenciadas. As provas são manuscritas, exigem letra legível e não permitem qualquer tipo de identificação no texto.

Além disso, respeitar o limite de linhas é fundamental. Exceder esse limite ou fugir ao tema pode comprometer seriamente a nota, independentemente da qualidade do conteúdo apresentado.

Como funciona a correção da segunda fase do CACD

A correção das provas discursivas é técnica e padronizada. A banca avalia aspectos como domínio do conteúdo, organização do texto, capacidade de argumentação e correção gramatical.

Um ponto importante é que os erros de linguagem geram descontos objetivos, seguindo critérios definidos previamente. Isso significa que não basta ter boas ideias: é preciso expressá-las com precisão e controle formal.

Língua Portuguesa

Redação (até 70 pontos):

  • Avaliação da organização do texto e do desenvolvimento do tema: 45 pontos
    • Apresentação, impressão geral, legibilidade, estilo e coerência: 10 pontos
    • Capacidade de argumentação (objetividade, sistematização, conteúdo e pertinência das informações): 10 pontos
    • Capacidade de análise e reflexão: 25 pontos
  • Avaliação da correção gramatical e propriedade da linguagem: 25 pontos

Resumo (até 30 pontos):

  • Avaliação da capacidade de síntese e concisão: 15 pontos
  • Avaliação da correção gramatical e da propriedade de linguagem: 15 pontos

Língua Inglesa

Redação (até 70 pontos):

  • Avaliação da organização do texto e do desenvolvimento do tema: 45 pontos
    • Apresentação, impressão geral, legibilidade, estilo e coerência: 10 pontos
    • Capacidade de argumentação (objetividade, sistematização, conteúdo e pertinência das informações): 10 pontos
    • Capacidade de análise e reflexão: 25 pontos
  • Avaliação da correção gramatical e propriedade da linguagem: 25 pontos

Versão (até 30 pontos):

  • Avaliação da fidelidade ao texto original: 15 pontos
  • Avaliação da correção gramatical e da propriedade de linguagem: 15 pontos

História do Brasil, Política Internacional, Geografia, Economia e Direito

Nas questões de 60 linhas (30 pontos) e 40 linhas (20 pontos), o foco total é o domínio do conteúdo. Fugas ao tema ou textos fora do espaço delimitado recebem nota zero.

Língua Espanhola e Língua Francesa

Resumo (até 50 pontos):

  • Avaliação da capacidade de síntese e concisão: 25 pontos
  • Avaliação da correção gramatical e da propriedade da linguagem: 25 pontos

Versão (até 50 pontos):

  • Avaliação da fidelidade ao texto original: 25 pontos
  • Avaliação da correção gramatical e da propriedade da linguagem: 25 pontos

Recursos na Segunda Fase

O candidato pode apresentar recurso em dois momentos distintos. Primeiro, contra o padrão preliminar de resposta divulgado pela banca. Depois, contra o resultado provisório, quando já tem acesso ao espelho da sua prova.

Essa etapa pode ser decisiva, especialmente em uma fase em que pequenas variações de nota fazem diferença na classificação final.

Domine a escrita para o Itamaraty

A segunda fase não é apenas sobre o que você sabe, mas sobre como você escreve sob pressão. A precisão técnica e a fluidez do texto são os diferenciais dos aprovados.

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