O Bloco 7 do Concurso Nacional Unificado 2025 concentra um único cargo: Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD). Com edital já publicado, trata-se de uma oportunidade estratégica para candidatos de nível superior interessados em atuar com políticas públicas no eixo justiça, segurança e defesa.
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Neste texto, você encontra uma análise direta e confiável sobre o que está em jogo e como se preparar com foco.
Você vai ver esse post:
- O que é o Bloco 7 no CNU 2025?
- Bloco 7: Quantas vagas e onde?
- Quais os requisitos e o salário
- Como será a prova para o Bloco 7?
- O que estudar para o Bloco 7?
- A discursiva no Bloco 7: o que esperar?
- O que estudar para o Bloco 7?
Veja aqui também o vídeo do professor Diogo Moreira falando um pouco sobre o Bloco 7 e como estudar para a prova:

O que é o Bloco 7 no CNU 2025?
O Bloco Temático 7 do Concurso Nacional Unificado 2025 foi estruturado para reunir cargos ligados à formulação, execução e monitoramento de políticas públicas voltadas à justiça, segurança, relações internacionais e defesa nacional. E, ao contrário de outros blocos com múltiplos cargos e perfis variados, o Bloco 7 tem um único cargo: o de Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD).
Isso significa que o Bloco 7 não foi pensado para agrupar diferentes áreas sob um mesmo eixo temático. Ele foi desenhado especificamente para selecionar profissionais com um perfil altamente estratégico, transversal e técnico, que atuarão diretamente no coração da formulação e da análise de políticas sensíveis ao Estado brasileiro.
O edital já deixou claro que o foco do cargo é atuar com:
- Relações internacionais
- Política de segurança pública
- Defesa nacional
- Migrações e políticas de cidadania
- Geopolítica e temas estratégicos globais
Perfil do bloco
Essa estrutura faz do Bloco 7 um dos blocos mais especializados de todo o CNU 2025. É um concurso que se aproxima do perfil da diplomacia e da inteligência de Estado, embora mantenha suas próprias especificidades, inclusive com um conteúdo programático que tangencia, mas não se confunde com o da carreira de diplomata ou da ABIN.
Outro ponto de destaque é que o cargo exige apenas graduação completa em qualquer área de formação. Inclusive, o edital prevê que o candidato poderá apresentar certificado de conclusão, sem exigência de diploma registrado, o que amplia o alcance para quem está em vias de colação de grau até a data da posse.
O alto grau de exigência do conteúdo, tanto nas provas quanto nos temas discursivos, reforça que não se trata de um concurso para quem está começando agora. É um certame voltado a candidatos que já vêm de uma preparação mais madura e orientada a áreas como segurança institucional, ciência política, relações internacionais ou gestão pública.
Bloco 7: Quantas vagas e onde?
O Bloco 7 do CNU 2025 concentra 250 vagas para o cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD), todas de nível superior, com jornada de 40 horas semanais. A atuação está diretamente ligada ao planejamento, formulação e monitoramento de políticas públicas em temas como segurança, justiça, inteligência, migração e relações internacionais.
Onde estão as vagas?
De acordo com o edital, todas as vagas do Bloco 7 têm lotação prevista em Brasília (DF). Trata-se de uma característica estratégica, já que o cargo está vinculado a órgãos centrais da formulação e gestão de políticas nacionais nas áreas de justiça e defesa.
Mesmo centralizado geograficamente, o conteúdo da função é transversal e impacta políticas públicas em todo o território nacional. Isso atrai candidatos com perfil analítico, técnico e vocação para carreiras de Estado.
Quais os requisitos e o salário
O cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa, único do Bloco 7, exige formação superior e oferece remuneração inicial atrativa para o padrão federal.
Requisitos para ingresso
De acordo com o edital, é necessário apresentar:
- Certificado de conclusão de curso de graduação em qualquer área de formação, emitido por instituição reconhecida pelo MEC.
- Não é exigido diploma, o que permite a aceitação de cursos sequenciais de formação específica, desde que de nível superior.
- Não há exigência de experiência prévia nem de comprovação de atuação em área correlata.
Essa flexibilidade na formação é coerente com o perfil interdisciplinar do cargo, que demanda conhecimentos em áreas como políticas públicas, segurança, defesa nacional, geopolítica e relações internacionais.
Salário inicial
O cargo de ATJD foi recentemente estruturado dentro de uma nova carreira federal, com tabela salarial própria. Segundo a tabela vigente (Lei 14.875/2024), a remuneração bruta para quem ingressa na classe A, padrão 1, é de:
- R$ 6.957,52 de vencimento básico
- R$ 2.783,01 de Gratificação de Desempenho (GDATJD), referente a 80 pontos iniciais
- Total: R$ 9.740,53 mensais, podendo ultrapassar os R$ 13 mil com progressão na carreira
Além disso, há benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-saúde e possibilidade de adicional de qualificação, conforme regulamentações internas.
Essa estrutura reforça o caráter estratégico do cargo e o torna uma excelente porta de entrada para uma carreira pública de alto nível.
Como será a prova para o Bloco 7?
A estrutura da seleção para o cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD), único do Bloco 7, já está completamente definida no edital do CNU 2025. O modelo de avaliação segue o padrão do Concurso Nacional Unificado, com etapas classificatórias e eliminatórias.
Etapas da seleção
A prova será dividida em três fases principais:
- Prova objetiva: 30 questões de conhecimentos gerais e 60 de conhecimentos específicos, ambas de múltipla escolha.
- Prova discursiva: produção textual única, de caráter eliminatório e classificatório.
- Avaliação de títulos: pontuação adicional, restrita a candidatos aprovados na etapa anterior.
Todas essas fases serão aplicadas e avaliadas pela banca organizadora definida: a FGV.
Peso das provas
A distribuição da pontuação no Bloco 7 reforça a centralidade do conteúdo técnico e da capacidade analítica do candidato:
| Etapa | Pontuação máxima |
|---|---|
| Conhecimentos Gerais | 30 pontos |
| Conhecimentos Específicos | 120 pontos |
| Prova Discursiva | 45 pontos |
| Títulos | Até 4,5 pontos |
Essa configuração dá à prova discursiva e à parte específica um papel decisivo na classificação final. Quem deseja figurar entre os primeiros precisa ir além do básico.
Datas de aplicação
As provas serão aplicadas em duas datas distintas:
- 5 de outubro de 2025: aplicação da prova objetiva
- 7 de dezembro de 2025: aplicação da prova discursiva (apenas para os classificados)
Esse intervalo entre provas, confirmado pelo MGI e pela Ministra Esther Dweck, oferece aos candidatos uma janela estratégica para aprofundamento nos conteúdos mais densos.
O que estudar para o Bloco 7?
O conteúdo programático do Bloco 7 no CNU 2025 já está detalhado no edital e exige do candidato um preparo sólido, com forte capacidade de análise interdisciplinar. A estrutura se divide entre os conhecimentos gerais, comuns a todos os blocos, e os conhecimentos específicos, alinhados ao perfil estratégico do cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD).
Conhecimentos gerais (eixo comum)
O eixo comum traz seis grandes áreas, com temas já esperados desde a primeira edição do CNU. No entanto, há uma novidade relevante este ano: o conteúdo sobre trabalho e tecnologia.
- Políticas Públicas: Teorias, ciclo de políticas públicas, avaliação, instrumentos de regulação e análise de impacto. Fundamental compreender como essas ferramentas se articulam com justiça, defesa e governança.
- Ética e Integridade: Estudo dos princípios da administração pública, dilemas éticos no serviço público, e programas de integridade, particularmente importantes para cargos com atribuições sensíveis como o ATJD.
- Diversidade e Inclusão: Abordagens sobre equidade de gênero, raça, acessibilidade e direitos humanos. A cobrança costuma partir de marcos normativos, tratados internacionais e políticas nacionais.
- Administração Pública Federal: Estrutura do Estado, organização dos poderes, modelos de gestão pública e papel das agências. Exigência de compreensão tanto histórica quanto prática da máquina pública.
- Desafios do Estado Democrático de Direito: Temas como populismo, autoritarismo, regulação da mídia e fortalecimento institucional. Muito associado ao papel da justiça e da defesa da ordem democrática.
- Trabalho e Tecnologia (novidade de 2025): Uma disciplina nova no edital, com foco em inteligência artificial, automação, transformação digital e suas consequências para o mundo do trabalho e para o Estado. Aparece com forte viés reflexivo e exige atualização constante.
Conhecimentos específicos
O conteúdo específico do Bloco 7 se distingue por seu nível técnico elevado e por exigir domínio de áreas diversas, com foco em atuação estratégica no âmbito da Justiça e Defesa Nacional.
- Gestão governamental e métodos: Planejamento estratégico, gestão por resultados, monitoramento de políticas, avaliação baseada em evidências e métodos quantitativos. A FGV pode cobrar aqui tanto teoria quanto aplicação prática, com estudos de caso ou textos técnicos interdisciplinares.
- Segurança, defesa, geopolítica e relações internacionais: O edital trouxe temas tradicionalmente cobrados em concursos de elite, como a carreira de diplomata e a ABIN. Entre os tópicos:
- Segurança internacional e regional
- Organizações internacionais e missões de paz da ONU
- Geopolítica brasileira e do Sul Global
- Cibersegurança, soberania digital e conflitos armados
- Estrutura de defesa do Estado brasileiro (Ministério da Defesa, GSI, Conselhos)
- Política migratória, política de drogas, direitos humanos e justiça
A leitura exigida aqui não é rasa. Como apontado nas análises especializadas, trata-se de uma cobrança que vai além da decoreba de leis: o candidato deve demonstrar visão analítica, capacidade de síntese e conexão entre temas aparentemente isolados.
O grande desafio do conteúdo específico do Bloco 7 é a sua amplitude temática combinada com profundidade. Por isso, recomenda-se começar o quanto antes com uma abordagem de leitura crítica e uso de fontes qualificadas, como relatórios oficiais, livros de referência e provas anteriores da FGV.
A discursiva no Bloco 7: o que esperar?
A prova discursiva para o cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD), único do Bloco 7, está confirmada para o dia 7 de dezembro de 2025 e tem um papel estratégico na classificação final. O edital prevê uma redação dissertativa de até 45 pontos, com forte peso no resultado total, sendo corrigida apenas para os melhores classificados na prova objetiva.
O que o conteúdo revela sobre a cobrança?
O edital sinaliza que o tema da discursiva será baseado nos conhecimentos específicos do bloco. Isso significa que o candidato poderá ser desafiado a escrever sobre:
- Segurança internacional, geopolítica e defesa nacional
- Relações internacionais e soberania digital
- Políticas públicas de justiça e cidadania
- Cibersegurança, controle de fronteiras e inteligência estratégica
- Avaliação e gestão de políticas de defesa e segurança pública
Como a banca é a FGV, é provável que a proposta envolva análise crítica de cenários atuais, uso de dados concretos e estrutura textual muito bem organizada. Não basta dominar o conteúdo; é preciso escrever com clareza, coesão e argumentação sólida.
Como se preparar?
Diante da complexidade temática e da exigência técnica, a preparação discursiva não pode ser deixada para o final. É essencial começar desde já com treinos regulares, revisão de repertório e simulações com correção especializada.
Para isso, o Clipping acaba de lançar um curso específico para a prova discursiva do ATJD, com foco total no Bloco 7. A proposta é desenvolver a escrita a partir de temas estratégicos, simulando o nível de exigência da FGV. Se você quer se destacar nessa etapa decisiva, vale conhecer os detalhes do nosso curso 👈
O que estudar para o Bloco 7?
O conteúdo programático do Bloco 7 é, sem exagero, um dos mais singulares do Concurso Nacional Unificado 2025. Criado recentemente, o cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD) exigirá do candidato uma formação crítica, atualizada e interdisciplinar.
O edital oficial já estabeleceu uma estrutura de estudo baseada em conhecimentos gerais e conhecimentos específicos, organizados em cinco eixos temáticos. O desafio está justamente na abrangência e na novidade dos temas, já que boa parte do conteúdo não faz parte da formação típica de concurseiros tradicionais.
Conhecimentos gerais (eixo comum)
Essa parte, comum a todos os blocos de nível superior, abrange:
- Desafios do Estado de Direito, democracia e cidadania: temas como direitos fundamentais, judicialização de políticas públicas e relações entre os poderes.
- Políticas públicas: ciclo de políticas públicas, federalismo, descentralização, transformação digital.
- Ética e integridade: valores do serviço público, responsabilidade dos agentes estatais.
- Diversidade e inclusão: enfoque em populações vulnerabilizadas, com marcadores sociais como gênero, raça, deficiência e orientação sexual.
- Administração pública federal: princípios constitucionais, finanças públicas, sistemas de controle e planejamento.
- Trabalho e tecnologia (novidade importante): inteligência artificial, automação, riscos e oportunidades no setor público.
Aqui é preciso ir além da memorização. O examinador busca um olhar analítico e contextualizado. Portanto, vídeos curtos e fichas-resumo não são suficientes. Você precisa entender relações, causas e consequências: isso exige leitura ativa e interpretação madura.
Conhecimentos específicos
É nesta parte que o Bloco 7 se diferencia drasticamente dos demais. A estrutura é composta por cinco eixos temáticos, todos com peso 2, o que reforça sua importância na nota final:
1. Gestão governamental e métodos aplicados
- Planejamento e gestão estratégica
- Métodos de pesquisa (quantitativos e qualitativos)
- Contratações públicas em defesa, justiça e segurança
- Gestão de pessoas, risco e projetos
Esse eixo se aproxima de uma formação em administração pública, mas com viés aplicado às áreas sensíveis do Estado. Os tópicos não exigem cálculo nem aprofundamento técnico, mas sim entendimento funcional e contextualizado das ferramentas de gestão.
2. Políticas de segurança e defesa: Ambiente internacional e tecnologias emergentes
- Geopolítica, soberania digital e cibersegurança
- Direito internacional dos conflitos armados
- Missões de paz, segurança regional e organizações multilaterais
- Tecnologias disruptivas: IA, nanotecnologia, robótica
Aqui, o foco está no papel internacional do Brasil e nas ameaças globais contemporâneas. É leitura de mundo: você precisa conectar conceitos com realidade geopolítica atual. Este é um campo em que ninguém é especialista por formação, todos estão partindo praticamente do zero.
3. Políticas de segurança e defesa: Ambiente nacional e questões emergentes
- Defesa nacional, forças armadas e GLO
- Programa nuclear e espacial
- Direito do mar, segurança de infraestruturas críticas, proteção da Amazônia
- Inteligência estratégica e regulação de IA
Este é o eixo mais heterogêneo. Ele reúne temas que vão do direito constitucional à estratégia militar, passando por regulação tecnológica e meio ambiente sensível. A chave aqui é conseguir navegar entre múltiplas disciplinas com clareza e sem perder a noção de aplicabilidade.
4. Políticas de segurança pública
- Federalismo na segurança
- Criminalidade, violência contra minorias, políticas de prevenção
- Sistemas de informação e rastreamento (SINESP, INFOPEN, SINARM)
- Prisões, direitos humanos e reintegração social
Apesar de abordar temas criminais, a cobrança não foca na letra da lei, mas nos desafios sociais e institucionais da segurança pública. O examinador espera do candidato leitura crítica e sensibilidade social, não códigos decorados.
5. Políticas de justiça e cidadania
- Acesso à justiça, mediação e conciliação
- Migrações, refúgio, direitos humanos
- Combate à corrupção, direitos digitais (LGPD, Marco Civil)
- Crimes contra o Estado Democrático de Direito
Esse eixo exige atualização constante. Por exemplo, temas como lawfare, regulação de plataformas e proteção digital da infância foram incluídos no edital, indicando o grau de contemporaneidade que a banca deseja.
Conclusão: como atacar esse edital?
O conteúdo do Bloco 7 não é difícil, mas é amplo, novo e disperso. O erro comum será tentar estudar com foco de tribunal ou de carreiras policiais. O caminho é outro: compreensão temática, interdisciplinaridade e leitura ativa. Não é um edital para decorar, é um edital para entender e interpretar.
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