A prova discursiva é uma das etapas mais exigentes e decisivas em concursos públicos de alto nível. Para o cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD), essa importância se mantém, especialmente diante do perfil estratégico da função.
Embora o edital ainda não tenha sido publicado, já existem informações sólidas que permitem entender o que esperar dessa etapa. As declarações da Ministra Esther Dweck, a definição da banca FGV e o modelo adotado no CNU anterior oferecem uma base concreta para orientar a preparação.
Além disso, o Clipping realizou uma live exclusiva com o professor Julio Rodriguez, especialista em discursivas, na qual foram apresentadas orientações práticas e análises fundamentais para quem vai disputar uma das vagas do ATJD. Confira a live completa aqui:

Neste post, reunimos os principais pontos discutidos, organizados de forma clara para ajudar você a se preparar com inteligência desde agora.
Você vai ver esse post:
- A importância da prova discursiva no concurso para ATJD
- O que já sabemos sobre a prova discursiva do ATJD?
- Como a discursiva pode ser estruturada para o cargo de ATJD?
- Como se preparar com eficiência para a prova discursiva do ATJD?
- Conclusão
A importância da prova discursiva no concurso para ATJD
A prova discursiva será uma das etapas mais relevantes para quem concorrer ao cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa. Apesar de muitos candidatos focarem na prova objetiva, é a redação que costuma definir quem avança para a etapa final de classificação.
Essa importância foi destacada pelo professor Julio Rodriguez durante a live do Clipping. Segundo ele, é comum ver candidatos com boa pontuação na objetiva sendo superados por quem teve uma redação mais consistente. Ou seja, não adianta só acertar muitas questões: é preciso consolidar o desempenho com uma boa argumentação escrita.
Por que a discursiva é decisiva no CNU?
- Representa, em média, de 20% a 30% da nota final, dependendo do bloco e do cargo
- Só é corrigida se o candidato estiver entre os mais bem colocados na objetiva
- Pode garantir posições no topo da lista ou causar desclassificação, mesmo com bom desempenho na primeira fase
Por isso, não é recomendável deixar a preparação para a discursiva para depois. Quanto antes o candidato começar a treinar, maiores as chances de se destacar.
O que já sabemos sobre a prova discursiva do ATJD?
Embora o edital ainda não tenha sido publicado, já é possível reunir informações concretas sobre como será a prova discursiva do concurso para o cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa. A entrevista da Ministra Esther Dweck, a definição da banca organizadora e o modelo adotado no CNU anterior nos ajudam a entender o que esperar dessa etapa e como ela poderá ser estruturada.
Separação entre objetiva e discursiva: o que muda?
Durante a entrevista que anunciou o CNU 2025, a Ministra Esther Dweck confirmou uma mudança importante: a prova discursiva será aplicada em uma data diferente da objetiva. Essa decisão representa um avanço significativo na estrutura do concurso.
A principal consequência dessa separação é permitir que os candidatos tenham mais tempo e foco para se dedicar à etapa discursiva, sem o cansaço acumulado da prova objetiva. Isso deve elevar o nível técnico das redações e tornar a disputa ainda mais acirrada.
Além disso, essa mudança impacta diretamente o planejamento de estudos. Será possível adotar estratégias mais inteligentes, como concentrar esforços na prova objetiva nos meses anteriores ao exame e, após ela, ajustar o foco para a preparação discursiva com mais profundidade.
O papel da FGV: o que esperar da banca na prova discursiva?
Com a FGV confirmada como banca organizadora do CNU 2025, é possível prever algumas características da prova discursiva com base no padrão que a fundação costuma adotar.
A FGV é conhecida por:
- Propostas com abordagem técnica e interdisciplinar. Os temas costumam envolver áreas como administração pública, gestão, políticas públicas, direito e ética, exigindo repertório consistente e domínio conceitual.
- Critérios rigorosos de correção. A banca valoriza a estrutura do texto, a clareza na argumentação, a coesão e a correção gramatical. Respostas vagas, mal organizadas ou genéricas costumam receber notas baixas.
- Exigência compatível com cargos estratégicos. No CNU 2024, as discursivas da FGV cobraram do candidato capacidade de análise crítica, articulação de ideias e domínio técnico — especialmente nos cargos de maior complexidade.
Para o ATJD, que é um cargo técnico de alto nível, é razoável esperar um padrão elevado de cobrança. Isso exige do candidato não apenas conteúdo, mas treino em produção textual alinhado ao perfil da banca.
Como a discursiva pode ser estruturada para o cargo de ATJD?
O cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD) foi concebido com um perfil transversal, voltado à atuação estratégica em temas ligados ao sistema de justiça e à defesa institucional do Estado. Essa natureza impacta diretamente o tipo de abordagem esperada na prova discursiva.
Com base no histórico do CNU 2024 e no perfil atribuído ao ATJD, é possível antecipar algumas possibilidades:
- Tendência a temas ligados à justiça, governança e políticas públicas. A discursiva pode explorar assuntos como fortalecimento institucional, políticas de acesso à justiça, combate à desinformação, direitos fundamentais ou desafios da gestão pública.
- Possibilidade de estudos de caso ou redações argumentativas baseadas em dados e legislação. A FGV costuma propor situações-problema que exigem análise crítica, tomada de decisão fundamentada e articulação de argumentos técnicos — o que se alinha com as competências esperadas para o cargo.
- Inspiração em cargos com perfil semelhante do CNU 2024. O Analista Técnico-Administrativo do MGI, por exemplo, teve uma discursiva voltada a políticas públicas e administração federal. É provável que o ATJD siga uma linha semelhante, mas com ênfase nos temas jurídicos e institucionais.
Esse direcionamento torna essencial o domínio de temas atuais, leitura crítica de textos normativos e o desenvolvimento de repertório argumentativo sólido.
Como se preparar com eficiência para a prova discursiva do ATJD?
A preparação para a prova discursiva exige estratégia, constância e método. Como destacou o professor Julio Rodriguez na live do Clipping, muitos candidatos negligenciam essa etapa e deixam para treinar apenas depois da prova objetiva — o que pode ser um erro grave, especialmente em cargos estratégicos como o ATJD.
Veja alguns princípios essenciais para uma preparação eficaz:
- Comece antes do edital. A separação entre as provas objetiva e discursiva dá uma falsa sensação de tempo. Mas quem já chega com base sólida na escrita técnica e domínio dos temas ganha vantagem. Segundo o professor Julio, o ideal é já estar produzindo textos semanalmente desde agora.
- Treine com base no perfil da FGV. Priorize propostas que cobrem argumentação técnica, uso de dados e articulação com legislação e políticas públicas. A FGV valoriza clareza, objetividade e coerência — e penaliza textos genéricos ou desconexos.
- Crie repertório temático alinhado ao cargo. O ATJD lida com temas de justiça, defesa institucional e governança. Estude assuntos como transparência, acesso à justiça, integridade pública, direitos fundamentais e estrutura do Estado. Esse conteúdo será útil tanto na objetiva quanto na discursiva.
- Faça simulações e analise correções. Não basta escrever — é preciso revisar, comparar e corrigir com critérios semelhantes aos da banca. A análise crítica dos próprios textos é uma etapa-chave para ganhar maturidade na escrita.
- Adote uma rotina consistente de produção textual. Estabeleça uma frequência de treino. Mesmo que seja apenas uma redação por semana, mantenha o compromisso. Isso ajuda a melhorar a fluidez, a clareza e a segurança ao argumentar.
Essa preparação antecipada e estruturada permite que você chegue à etapa discursiva com domínio técnico e confiança — dois fatores decisivos para se destacar em um concurso altamente competitivo como o CNU.
Conclusão
A prova discursiva no concurso para o cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa será um dos grandes diferenciais da seleção. Mesmo antes do edital, já é possível entender seu peso, perfil e exigências — o que permite começar a preparação com inteligência.
Se você quer estar entre os mais bem colocados, não dá para deixar essa etapa para depois. Antecipar o treino, entender a banca e desenvolver repertório temático são atitudes que fazem diferença real.
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