O Bloco 8 do CNU 2025 é voltado para cargos de nível intermediário na área da saúde e traz uma prova estruturada para avaliar conhecimentos gerais, específicos e capacidade de argumentação.
Neste guia, você vai entender como será a prova objetiva, a redação e o que estudar para chegar preparado no dia da aplicação.
Você vai ver esse post:
- Como é a estrutura da prova do Bloco 8?
- O que cai na prova objetiva do Bloco 8?
- Como será a prova discursiva do Bloco 8?
- O que muda no Bloco 8 por ser nível intermediário?
- Como se preparar para a prova do Bloco 8 com inteligência?
- Conclusão
Como é a estrutura da prova do Bloco 8?
A prova do Bloco 8 do CNU 2025 foi desenhada para avaliar competências gerais e conhecimentos aplicados à área da saúde, com uma característica marcante: todos os cargos do bloco compartilham o mesmo conteúdo programático. Ou seja, independentemente da especialidade (enfermagem, laboratório, análises clínicas, etc.), a prova objetiva terá a mesma estrutura para todos.
Como a prova do bloco 8 é organizada?
- Prova Objetiva: será composta por 68 questões de múltipla escolha, divididas entre conhecimentos gerais e conhecimentos específicos.
- Prova Discursiva: um texto dissertativo sobre tema social ou de atualidades, aplicado em data distinta da objetiva.
- Prova de Títulos: etapa classificatória, valorizando formação e experiência.
Distribuição das Questões na Prova Objetiva
- Língua Portuguesa e Realidade Brasileira: 20 questões (a maior parte em Português, com estimativa entre 12 e 15 questões)
- Matemática: 13 questões
- Noções de Direito: 11 questões
- Conhecimentos em Saúde: 24 questões
Total: 68 questões, todas com peso igual.
Tempo e Formato da prova
O candidato terá das 13h às 18h para responder à prova objetiva no dia 05/10. A discursiva será aplicada em 07/12, garantindo uma preparação mais focada para cada etapa.
O que cai na prova objetiva do Bloco 8?
A prova objetiva do Bloco 8 do CNU 2025 é composta por conteúdos amplos, mas com incidência bem definida, já que se trata de cargos de nível intermediário voltados para a área da saúde. Diferente dos blocos que têm conteúdos específicos para cada cargo, todos os candidatos do Bloco 8 estudam os mesmos temas. Veja o edital oficial aqui.
Veja o que você precisa dominar:
1. Língua Portuguesa (peso decisivo)
- Compreensão e interpretação de textos – É o carro-chefe da FGV (35% das questões de Português nas últimas provas).
- Classes de palavras – Foco especial em advérbios, pronomes e usos de “mais/mas”.
- Coerência e coesão – Conectores, pronomes referenciais e organização textual.
- Organização textual e tipologia – Diferença entre narração, dissertação, descrição.
Dica estratégica: só esses quatro tópicos representam 80% da incidência nas provas FGV. Não disperse.
2. Realidade Brasileira
- Desigualdade e exclusão social
- Concentração de renda e desafios regionais
- Desenvolvimento urbano e problemas metropolitanos
- Políticas sociais e vulnerabilidade
Tendência: a FGV gosta de temas sociais, especialmente relacionados à cidadania e desigualdade.
3. Matemática
- Conjuntos numéricos
- Razão e proporção
- Probabilidade
- Juros simples (com menor incidência)
4. Noções de Direito
- Constituição Federal (princípios fundamentais, direitos e garantias)
- Organização do Estado e Administração Pública
- Serviços públicos
5. Saúde
- NR 32 e biossegurança
- Indicadores de saúde
- SUS (Lei 8.080 e programas estratégicos)
- Vigilância em saúde
- Determinantes sociais de saúde
Como será a prova discursiva do Bloco 8?
A prova discursiva do Bloco 8 será realizada em data diferente da objetiva: dia 07/12/2025, conforme o edital do CNU. Ela terá caráter eliminatório e classificatório, sendo determinante para a aprovação, já que é comum haver notas muito próximas na objetiva. Veja detalhes sobre o formato das provas discursivas em concursos do CNU.
Formato oficial
- Valor total: 20 pontos
- Estrutura: uma redação dissertativa sobre tema ligado a atualidades, realidade brasileira ou questões sociais.
- Tamanho: até 30 linhas (observando as instruções da banca).
- Tempo: faz parte do tempo total da etapa discursiva, mas sem a pressão de dividir com a objetiva.
Estilo da FGV
- Não é uma dissertação escolar clássica.
- A FGV cobra argumentação técnica, fundamentada e coesa, mas com linguagem clara e objetiva.
- Temas sociais recorrentes: desigualdade, inclusão, economia doméstica, consumismo, desafios urbanos e cidadania.
- Atualidade com abordagem crítica: situações que exigem reflexão sobre políticas públicas e realidade brasileira.
Critérios de correção
- Atendimento ao tema e à proposta
- Clareza e coerência no desenvolvimento das ideias
- Argumentação consistente, com base em dados e princípios constitucionais (quando aplicável)
- Correção gramatical e estrutura formal
Para se destacar, não espere o tema ser revelado na véspera. A FGV gosta de repetir e variar abordagens sobre questões sociais e problemas contemporâneos. Estude redações anteriores da banca e pratique com foco em temas transversais de saúde pública, desigualdade e sustentabilidade.
O que muda no Bloco 8 por ser nível intermediário?
O Bloco 8 é voltado para cargos de nível intermediário (ensino médio/técnico), e isso impacta diretamente na estrutura, conteúdo e perfil da prova. Apesar de manter a mesma seriedade e exigência do CNU, há diferenças importantes em relação aos blocos de nível superior (1 a 7). Saiba mais sobre as características do Bloco 8 do CNU.
1. Conteúdo mais generalista
- Nos blocos superiores, a objetiva é fortemente focada em conhecimentos específicos da carreira.
- No Bloco 8, não existe conteúdo técnico individualizado para cada cargo.
- A cobrança é mais ampla e social, com disciplinas comuns a todos os cargos:
- Língua Portuguesa
- Matemática
- Noções de Direito
- Realidade Brasileira
- Saúde (conteúdo geral para área da saúde)
2. Redação baseada em temas sociais
- Enquanto os blocos superiores têm discursiva ligada ao eixo temático do cargo, aqui o foco é atualidades e cidadania.
- Temas frequentes: desigualdade, inclusão, consumismo, sustentabilidade, desafios urbanos.
- Exige argumentação crítica, mas sem a mesma profundidade técnica exigida nos blocos de nível superior.
3. Perfil do candidato
- Não é necessário domínio avançado de normas jurídicas ou políticas públicas complexas.
- Interpretação, raciocínio lógico e senso crítico são as competências mais cobradas.
- A banca busca avaliar capacidade de expressão clara e visão social.
4. Disputa democrática
- A ausência de conteúdos altamente técnicos nivela a concorrência.
- Quem organiza bem os estudos nas áreas mais cobradas pela FGV (Português e Saúde) tem grande vantagem.
Como se preparar para a prova do Bloco 8 com inteligência?
O maior erro dos candidatos do Bloco 8 é tentar estudar tudo de forma linear e sem estratégia. A prova tem um caráter generalista, mas a FGV trabalha com um padrão claro de cobrança: interpretação, raciocínio lógico, noções básicas aplicadas à realidade e temas sociais. Para otimizar sua preparação, siga um plano inteligente:
1. Priorize as disciplinas com maior peso e incidência
- Língua Portuguesa é a disciplina-chave. Estude:
- Compreensão e interpretação de textos (35% das questões)
- Classes de palavras (18%)
- Coesão e coerência (13%)
- Organização textual e tipologias (15%)
- Treine com questões da FGV, pois a banca tem estilo peculiar: enunciados longos e alternativas muito próximas.
- Saúde Pública (24 questões na prova)
- Foque em NR 32, Biossegurança, Indicadores de Saúde, Lei 8.080, Humanização no SUS e Vigilância em Saúde.
- Entenda conceitos práticos: condições de trabalho, prevenção de riscos e estrutura do SUS.
- Realidade Brasileira
- Temas como desigualdade, inclusão de grupos vulneráveis, desafios urbanos, concentração de renda e problemas sociais emergentes.
2. Disciplina complementar
- Matemática: Conjuntos numéricos, razão e proporção, probabilidade.
- Noções de Direito: Estrutura constitucional, direitos sociais e deveres da administração pública.
3. Prepare a discursiva desde já
- Tema social é a marca da FGV. Treine redações sobre:
- Consumo consciente e economia doméstica.
- Sustentabilidade e responsabilidade social.
- Inclusão e desigualdades regionais.
- Foque em clareza, argumentação lógica e repertório social.
4. Estude com método, não com volume
- Use a estratégia do catavento: alterne 3 disciplinas por sessão para manter o cérebro ativo.
- Faça estudo reverso: resolva provas anteriores da FGV e aprenda com os erros.
- Treine sob condições de prova: tempo cronometrado e leitura atenta do comando.
5. Utilize recursos que aceleram
- Simulados direcionados para a FGV.
- Resumos objetivos com os temas mais quentes.
- Técnicas de memorização por palavras-chave e mapas mentais.
Lembre-se: a prova é democrática, mas não é fácil. Quem sabe onde mirar e como treinar larga na frente. Comece agora e, se precisar de acompanhamento estratégico, um curso específico para Bloco 8 pode encurtar sua curva de aprendizado.
Conclusão
O Bloco 8 do CNU pode parecer acessível por ter caráter generalista, mas não se engane: a concorrência será alta e as diferenças estarão na estratégia de preparação. Quem entende a lógica da FGV, domina os conteúdos prioritários e treina redação com temas sociais terá vantagem.
Estudar com inteligência é fundamental: priorize o que mais cai, pratique interpretação, revise os pontos centrais da saúde pública e organize seu tempo de forma produtiva. Cada minuto conta.



