A prova discursiva do Bloco 7 do CNU 2025 é mais do que uma etapa classificatória, ela é um filtro técnico que pode definir quem será nomeado para o novo e estratégico cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD). Com aplicação prevista para dezembro, ela exigirá do candidato não apenas boa escrita, mas domínio temático, pensamento analítico e capacidade de propor soluções institucionais.
Este guia foi feito para quem quer entender, com profundidade e objetividade, como será a redação do Bloco 7, quais temas devem ser priorizados, que tipo de resposta a banca valoriza e, principalmente, como se preparar desde já para se destacar nessa etapa decisiva.
Você vai ver neste post:
- Qual é o Formato Oficial da Redação no CNU Bloco 7?
- Quais os prováveis temas da redação do CNU Bloco 7? [2025]
- O que podemos aprender com a redação do Bloco 7 do ano passado? [2024]
- Qual será o tipo de escrita esperado?
- Como se preparar para a redação do Bloco 7 do CNU 2025?
- Oportunidade Rara: Por Que a Redação do Bloco 7 Nivela a Concorrência
Qual é o Formato Oficial da Redação no CNU Bloco 7?
A prova discursiva do Bloco 7 do CNU 2025, destinada ao cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD), está prevista para o dia 7 de dezembro de 2025, no turno da tarde, das 13h às 16h. Será uma etapa classificatória e eliminatória, aplicada somente aos candidatos convocados após a prova objetiva.
Estrutura da prova discursiva
O edital estabelece o seguinte formato:
- Duas questões discursivas, com temas distintos;
- Duração: 3 horas;
- Valor total: 45 pontos.
Não se trata de uma redação dissertativa tradicional. Cada questão exigirá uma resposta objetiva, fundamentada e técnica, possivelmente baseada em estudos de caso ou cenários simulados. A banca FGV tem histórico de aplicar esse modelo, valorizando argumentação precisa, clareza expositiva e domínio temático.
Avaliação voltada ao perfil estratégico do cargo
A redação tem função mais ampla do que avaliar apenas a escrita. Ela é um instrumento de seleção para um cargo com forte componente técnico, institucional e político. Por isso, o avaliador buscará identificar se o candidato é capaz de:
- Articular conceitos complexos de forma clara e objetiva;
- Demonstrar compreensão crítica de políticas públicas;
- Relacionar temas jurídicos, sociais e geopolíticos de forma integrada;
- Propor soluções compatíveis com a realidade da administração pública federal.
Eixos temáticos como base para a construção das questões
As duas questões discursivas poderão se basear em qualquer um dos cinco eixos temáticos dos conhecimentos específicos, todos com peso 2 na nota da objetiva:
- Gestão governamental e métodos aplicados
- Políticas de segurança e defesa (ambiente internacional)
- Políticas de segurança e defesa (ambiente nacional)
- Políticas de segurança pública
- Políticas de justiça e cidadania
Essa amplitude temática exige preparação multidisciplinar. A simples familiaridade com o direito constitucional ou administrativo não será suficiente. A discursiva poderá, por exemplo, abordar temas como:
- Estratégias de cibersegurança e proteção de infraestruturas críticas;
- Regulação de direitos digitais e combate à desinformação;
- Políticas de migração e refúgio sob perspectiva humanitária;
- Segurança pública escolar e violência institucional;
- Interoperabilidade entre forças armadas e segurança interna.
Implicações estratégicas para o candidato
Como a redação só será corrigida para os mais bem colocados na objetiva, ela assume papel de refinamento de classificação. Isso significa que um bom desempenho discursivo pode:
- Consolidar uma posição já forte após a objetiva;
- Corrigir pequenas diferenças na nota e garantir uma vaga;
- Compensar a ausência de títulos acadêmicos no resultado final.
A discursiva do Bloco 7 é menos um exercício de estilo e mais um teste de prontidão técnica. Dominar os conteúdos é essencial, mas saber expressá-los com clareza e aplicabilidade é o que, de fato, definirá os aprovados.
Quais os prováveis temas da redação do CNU Bloco 7? [2025]
A definição de temas para a prova discursiva do Bloco 7 exige leitura atenta do conteúdo programático previsto no edital. Diferentemente de blocos com múltiplos cargos, aqui temos uma única carreira (Analista Técnico de Justiça e Defesa), com cinco eixos temáticos bastante densos e interdisciplinares. Essa configuração indica que os temas da redação serão escolhidos com base direta nesses eixos e não em um campo isolado do conhecimento.
Como prever o que pode cair?
A banca examinadora (FGV) tem por padrão construir questões discursivas com base em problemas concretos, atuais e com impacto nas políticas públicas. No caso do ATJD, o conteúdo programático aponta para áreas sensíveis de formulação, análise e implementação de políticas de Estado.
Com base nisso, é possível mapear grupos temáticos com forte probabilidade de cobrança na prova discursiva de dezembro.
1. Cibersegurança e Defesa Digital
Presente em mais de um eixo, a cibersegurança aparece como prioridade no programa. A discursiva pode explorar:
- Vulnerabilidades digitais em infraestruturas críticas;
- Política Nacional de Cibersegurança;
- Soberania digital e proteção de dados estratégicos;
- Intersecção entre segurança digital e segurança nacional.
Por que é provável?
Trata-se de um tema estratégico para o Estado brasileiro e aparece vinculado à atuação direta do ATJD.
2. Políticas Públicas de Segurança e Justiça
A prova pode exigir do candidato uma análise crítica sobre:
- Integração de políticas de segurança entre União, Estados e Municípios;
- Prevenção à violência nas escolas ou em espaços públicos;
- Reintegração social no sistema penitenciário;
- Instrumentos de justiça restaurativa e inclusão cidadã.
Por que é provável?
O edital dedica um eixo inteiro às políticas de segurança pública e outro às políticas de justiça e cidadania, ambos com enorme profundidade social e política.
3. Migrações, Refúgio e Crises Humanitárias
Outra frente possível de abordagem envolve a atuação do Estado frente a fluxos migratórios e situações de vulnerabilidade:
- Lei de migração e acolhimento humanitário;
- Integração de migrantes e refugiados;
- Papel do Brasil em crises internacionais;
- Direitos humanos e proteção internacional.
Por que é provável?
É uma pauta contemporânea, altamente sensível, com forte base legal e implicações políticas, exatamente o tipo de tema que exige capacidade de análise e visão institucional.
4. Direitos Digitais e Regulação de Plataformas
A digitalização das relações sociais e o avanço de tecnologias emergentes geram novas tensões regulatórias:
- Liberdade de expressão vs. combate à desinformação;
- LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e segurança pública;
- Marco Civil da Internet;
- Regulação de inteligência artificial e algoritmos públicos.
Por que é provável?
A pauta digital aparece no edital como um dos tópicos centrais para a atuação do ATJD, especialmente quando vinculada à segurança institucional e cidadania.
5. Criminalidade Transnacional e Cooperação Internacional
Há também alta probabilidade de cobrança de temas ligados à segurança pública em escala global:
- Tráfico de pessoas e crimes financeiros;
- Cooperação jurídica internacional;
- Crime organizado e fronteiras;
- Cybercrimes e jurisdição internacional.
Por que é provável?
A discursiva pode exigir do candidato uma abordagem integrada entre segurança, relações internacionais e ordenamento jurídico, uma competência-chave para o cargo.
O que os temas têm em comum?
Embora diversos, os temas mais prováveis da redação do Bloco 7 compartilham três características centrais:
- Transversalidade (envolvem mais de uma área do conhecimento: direito, gestão pública, geopolítica, tecnologia).
- Relevância institucional (têm impacto direto nas funções estratégicas da administração federal).
- Demanda por solução (são questões em aberto, que exigem proposta, análise e posicionamento do candidato).
O simples domínio conceitual não basta. A redação exigirá maturidade analítica, clareza argumentativa e capacidade de articulação entre áreas distintas, como se o candidato estivesse já atuando tecnicamente dentro de um ministério.
O que podemos aprender com a redação do Bloco 7 do ano passado? [2024]
Embora o cargo de ATJD seja novidade em 2025, o Bloco 7 já integrou o CNU anterior. Em 2024, a redação desse bloco seguiu o modelo FGV: duas questões discursivas, com base em estudos de caso e problemas ligados a políticas públicas.
O foco não foi na opinião pessoal, mas sim na resolução técnica de problemas institucionais reais. A banca valorizou:
- Respostas claras, objetivas e bem estruturadas;
- Capacidade de aplicar conceitos em contextos reais;
- Escrita interdisciplinar e funcional.
Aprendizados práticos da prova anterior:
- Precisão e clareza vencem a verborragia;
- Conteúdo isolado não basta, é preciso integrar saberes de direito, gestão e atualidades;
- Aplicabilidade importa mais do que teoria crua;
- Terminologia técnica é positiva, desde que bem usada;
- Tempo é decisivo. Quem chegou sem estrutura de resposta perdeu rendimento.
E em 2025?
Agora com foco exclusivo no cargo de ATJD, a redação deve:
- Ser ainda mais alinhada às atribuições estratégicas do cargo;
- Exigir familiaridade com defesa nacional, justiça digital, cibersegurança e políticas públicas sensíveis;
- Cobrar soluções técnicas, com raciocínio analítico e linguagem institucional.
Qual será o tipo de escrita esperado?
A redação do Bloco 7 exigirá uma escrita técnica, objetiva e aplicada, bastante diferente de modelos escolares ou dissertativos genéricos. O candidato deve demonstrar capacidade de análise institucional, domínio de conceitos-chave das políticas públicas e clareza na argumentação.
Não se espera criatividade literária ou opinião pessoal livre. O que a banca busca é:
- Raciocínio estruturado: introdução clara, desenvolvimento lógico e conclusão funcional.
- Vocabulário técnico preciso, sem exageros ou jargões vazios.
- Enfoque aplicado: capacidade de usar o conhecimento em contextos reais de gestão pública.
- Interdisciplinaridade: articulação entre temas como segurança, justiça, tecnologia, direito e políticas sociais.
A escrita ideal simula o que se espera de um analista de alto nível: alguém capaz de formular diagnósticos, propor soluções viáveis e se comunicar com clareza técnica dentro da administração pública federal.
Como se preparar para a redação do Bloco 7 do CNU 2025?
A preparação para a redação do Bloco 7 deve partir de um princípio fundamental: o conteúdo é novo, complexo e ninguém domina por completo. Esse cenário cria um ponto de equilíbrio competitivo. Como afirmou um dos especialistas envolvidos com a análise do edital, “está todo mundo largando praticamente do zero”. Isso significa que o diferencial estará menos na base prévia dos candidatos e mais na qualidade do plano de estudo a partir de agora.
Abaixo, um roteiro objetivo para estruturar sua preparação de forma técnica e eficaz:
1. Domine os cinco eixos temáticos específicos
A prova discursiva vai cobrar temas a partir dos cinco eixos temáticos do conteúdo específico. Sua preparação deve focar em:
- Entender o que cada eixo aborda e quais são os subtemas críticos;
- Estudar os conceitos centrais de forma aplicada, pensando sempre em como esses conteúdos impactam políticas públicas;
- Produzir fichamentos e sínteses por eixo, com base no edital.
Exemplo prático: Se o eixo trata de segurança digital e soberania, estude não apenas os conceitos de cibersegurança, mas também sua aplicação em políticas de proteção de infraestruturas críticas, soberania digital e legislação vigente.
2. Estude com base em tópicos, não em disciplinas tradicionais
O edital do Bloco 7 rompe com a estrutura clássica de disciplinas como “direito constitucional”, “informática”, “administração”. Aqui, o conteúdo está organizado por temas integrados e contemporâneos.
- Evite estudar por manuais genéricos;
- Use fontes específicas: relatórios oficiais, documentos de políticas públicas, artigos técnicos atualizados;
- Acompanhe notícias e debates institucionais relevantes (cibersegurança, justiça digital, migrações, defesa nacional).
3. Pratique redações com base em problemas reais
A FGV, banca do concurso, costuma apresentar questões discursivas baseadas em cenários-problema. Para se preparar:
- Simule questões com base nos tópicos do edital;
- Escreva textos com respostas fundamentadas e estruturadas (introdução objetiva, desenvolvimento com argumentos técnicos, conclusão propositiva);
- Peça correção técnica sempre que possível, com foco não apenas gramatical, mas de adequação institucional e argumentativa.
4. Evite o aprofundamento teórico exagerado
Uma das armadilhas mais comuns na preparação é tentar aprofundar temas como se estivesse estudando para um mestrado. Isso não é necessário e pode até ser contraproducente.
Segundo a análise feita pelos especialistas, o foco do edital está na compreensão ampla e integrada, não no domínio erudito. Você precisa saber o suficiente para:
- Compreender o cenário proposto;
- Identificar causas, impactos e variáveis envolvidas;
- Propor soluções consistentes e plausíveis dentro do funcionamento da máquina pública.
5. Monte um plano de escrita escalonado
A melhor forma de ganhar ritmo é trabalhar em ciclos. Exemplo:
- Ciclo 1 (primeiro mês): leitura crítica dos eixos + resumos temáticos.
- Ciclo 2 (segundo mês): exercícios de redação por eixo + correção estratégica.
- Ciclo 3 (último mês): simulação sob tempo + revisões orientadas.
Esse modelo permite evolução gradual sem sobrecarga, respeitando o tempo de estudo para a prova objetiva.
Oportunidade Rara: Por que a redação do bloco 7 nivela a concorrência?
Ao contrário do que ocorre em muitos concursos tradicionais, a prova discursiva do Bloco 7 do CNU 2025 não favorece quem já estuda há anos. Isso é uma excelente notícia para quem está começando agora. Trata-se de uma janela real de igualdade competitiva, por motivos muito objetivos:
- O cargo é novo. Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD) foi criado em 2024.
- É o primeiro concurso para esse cargo. Não há histórico consolidado de preparação ou material tradicional já “conhecido” pelo mercado.
- Conteúdo específico e interdisciplinar. A maioria dos candidatos nunca estudou cibersegurança, justiça digital, soberania tecnológica ou políticas de migração com profundidade.
- Ninguém começou antes do edital. Até a publicação oficial, era impossível prever o que exatamente seria cobrado.
- A discursiva é seletiva. Só será corrigida para os mais bem colocados na objetiva, quem domina a estratégia de escrita técnica se destaca facilmente.
- A prova exige aplicação, não decoreba. O foco está em resolver problemas públicos reais, com raciocínio claro, institucional e fundamentado, e não em repetir conceitos prontos.
Ou seja, está todo mundo começando do mesmo ponto. O diferencial, agora, será quem se organiza melhor, estuda com direcionamento e treina a escrita certa para o tipo de prova que a FGV aplica.
Prepare-se com o curso mais completo e direcionado para o ATJD do CNU 2025
Se você decidiu levar o Bloco 7 a sério, precisa estudar com um curso feito exatamente para ele, e não uma adaptação genérica. O Clipping CNU Bloco 7 é a preparação mais estratégica, atualizada e focada exclusivamente no cargo de ATJD, e oferece:
- Aulas ao vivo e gravadas (264 horas totais) com professores especialistas em segurança, defesa, justiça e políticas públicas;
- Atualizações contínuas até a prova, sem custo adicional;
- IA integrada à plataforma: gera resumos, flashcards, mapas mentais e até questões personalizadas a partir dos seus estudos;
- Suporte direto com os professores e lives interativas para dúvidas;
- Plano de estudos completo e cronograma orientado para todas as fases, incluindo discursiva.
É uma preparação pensada por quem entende do conteúdo, da banca e da lógica institucional do concurso.
Acesse agora: clipping.com.br/curso-atjd Dê o próximo passo com quem está liderando a preparação para o Bloco 7.



