Como foi a Terceira Fase do CACD 2022?

O que rolou nas provas discursivas da terceira fase do CACD 2022? Dos 6.464 CACDistas inscritos no CACD 2022, restaram 242 realizando as provas de Terceira Fase nos dias 27, 28 e 29 de maio. Enquanto o IADES não libera os cadernos de provas, compilamos as questões da prova de terceira fase do CACD 022 com algumas impressões iniciais.

  1. História do Brasil
  2. Geografia
  3. Política Internacional
  4. Economia
  5. Direito
  6. Espanhol e Francês

O intuito não foi esgotar as discussões sobre as questões, mas fazer circular entre a comunidade algumas impressões iniciais sobre os temas cobrados. Enjoy!

História do Brasil

Prova bem feita. Não foi fácil, mas justa para quem fez o dever de casa. Falhou o IADES em evitar questões com sobreposição temática? Essa tem sido uma das principais críticas à prova discursiva de História desse ano, de acordo com o Prof. João Daniel.

Dá o play no áudio do JD para ter uma visão geral sobre a prova.

Prova justa para candidatos bem preparados.
Prof. João Daniel

Concordam? Abaixo as questões com algumas impressões adicionais

Questão 1 de História

Primeiras impressões:

Questão histórica. Pela primeira vez, a banca cobra o período colonial em sentido estrito. Esclarecendo: não é exatamente novidade questões sobre tratados de limites no Brasil Colônia, embora faça já um um tempo que não cai nada nessa linha (a última questão versando sobre tratado de limites territoriais no século XVIII tinham caído no CACD 2009. Desde então nada nessa linha…

Questão 2 de História

Primeiras impressões:

As questões de cultura marcando presença novamente nas discursivas de HB pelo segunda ano seguido. Altamente provável que seja uma questão da lavra do mesmo examinador responsável pela questão 2 do CACD 2021 referente à trajetória da diplomacia cultural brasileira entre a Semana de Arte Moderna em 1922 e a PEI. Inclusive vários aspectos constantes na grade de correção da questão cobrada ano passado caberiam perfeitamente como elementos para explorar a questão esse ano.

No Brasil, o regime Vargas, especialmente após o golpe do Estado Novo, dará especial ênfase na relação entre cultura e política, propiciando o desenvolvimento de uma política externa cultural, ainda que bastante difusa entre órgãos como o Itamaraty, o Departamento de Imprensa e Propaganda e o Ministério da Educação e Saúde. (Q4 do Padrão de resposta da questão 02 de História do CACD 2021)

O desenvolvimento de meios de comunicação de massa, como o rádio e a televisão, permitiu maior circulação de elementos de cultura popular, apropriados e modulados pelo governo Vargas tanto para uso interno, como elemento de coesão social, quanto para uso externamente, como vetores de propaganda de um país em rápido desenvolvimento (Q5 do Padrão de resposta da questão 02 de História do CACD 2021)

O fim do Estado Novo permitiu a concentração, no Itamaraty, de ações de diplomacia cultural, que encontrou, no ambiente internacional do pós-guerra, uma concepção valorizativa da cultura como elemento de entendimento e concórdia entre as nações, simbolizado na criação da UNESCO. (Q7 do Padrão de resposta da questão 02 de História do CACD 2021)

Questão 3 de História

Primeiras impressões:

Questão com cara de cultura aqui também… A propósito, “vida acadêmica, científica e literária no Segundo Reinado” foi cobrado ano passado, curiosamente também na questão 3.

CACD 2021: Questão 3 da prova de Terceira Fase de História do Brasil
CACD 2022: Questão 3 da prova de Terceira Fase de História do Brasil

Curiosamente esse termo é repetido no enunciado de ambas questões. Embora o enfoque tenha sido a primeira metade do ´século XIX e construção da identidade nacional ano passado, neste ano a temática avança para o período subsequente dando destaque ao fim do século XIX no Brasil e o ocaso do império. Mesmo examinador em ambas? Possível e provável.

Questão 4 de História do Brasil

Primeiras impressões:

Difícil não repetir boa parte da resposta na questão 3 na questão 4. Geração de 1870, Manifesto Republicano, anos finais do Império, etc. As questões 3 e 4 versam praticamente sobre o mesmo tema e tem o mesmo recorte, o que favorecerá (ou penalizará) duplamente candidatos pela desenvoltura com o contexto intelectual e sociopolítico em fins do século XIX.

[zee_alert close=”no” type=”success” title=””]


Matrículas Abertas para o Curso Intensivo CACD 2023

  

Se prepare para o TPS e para Discursivas, de forma assertiva, intensiva e objetiva!

[zee_button size=”lg” type=”success” icon=”icon-download” url=”https://go.clippingconcursos.com.br/curso-intensivo-cacd/?utm_source=blog&utm_medium=post+blog&utm_campaign=curso+intensivo” text=”GARANTIR ATÉ 31% DE DESCONTO”] [/zee_alert]

Geografia

Prova difícil e desafiadora, mas ao mesmo tempo justa. Respeitou o programa de Geografia e os temas (migrações, urbanização, História do Pensamento Geográfico e globalização/reestruturação industrial pós-fordista) não são, nem um pouco surpreendentes.

No entanto, foi uma prova exigente seja pela excessiva demanda de informações para espaço exíguo seja pelo nível de detalhamento exigido de informações geográficas nem sempre dominada pelos candidatos.

Post em atualização. Volte em alguns minutos

Questão 1 de Geografia

Questão 2 de Geografia

Essa questão de Amazônia foi exigente, mas rede urbana é um tema caro para geografia. Isso deixa claro que os CACDistas vão precisar conhecer mais de Território e Espaço Geográfico do país que vão representar.

Prof. João Felipe

Questão 3 de Geografia

Não é impossível, mas é incomum termos imagem como elemento motivador de provas discursivas no CACD. A banca de Geografia inovou em 2022. A imagem foi retirada deste site e pode ser acessada em alta qualidade aqui.

A questão de HPG tem uma característica que vem marcando a prova nos últimos anos. Uma questão que poderia ser para 90 linhas (não há mais na prova de Geo) ou 60 linhas e que foi colocada para 40 linhas. Além de conhecimento os candidatos foram obrigados a ter grande capacidade de síntese. Os CACDistas de 2023 têm que se preocupar com isso para o próximo concurso.

Prof. João Felipe

Questão 4 de Geografia

Política Internacional

Líbano marcando presença de novo na Terceira Fase? 😱

Uma mescla de temas já “fora de moda” e outros pertinentes às atualidades internacionais?

Segundo o professor Tanguy Baghdadi, a prova de 2022 surpreendeu! O professor ressalta o fato de as quatro questões envolviam temas relacionados à segurança internacional. Apesar disso, as questões não se distanciaram muito do que era esperado de uma prova de PI. 

Questão 1 de PI

Primeiras impressões:

“Responsabilidade de proteger” (vulgo R2P) surprende por ser um tema já extensivamente cobrado em CACDs anteriores. Tanto sua evolução conceitural histórica quanto aplicação no caso da Líbia já foram objetos de questões discursivas. Lembrando que a prova de redação de Português de 2012 cobrou um texto dissertativo sobre a “responsabilidade de proteger” no contexto em que o tema estava quente em virtude da intervenção na Líbia. E no mesmo contexto, um ano antes, em 2011, o tema cai incidentalmente 2 vezes nas provas discursivas. Inicialmente, na prova de Pol´ítica Internacional que cobrava uma resposta de 90 linhas sobre a votação da Res. 1.973 do CSNU em que o Brasil se absteve sobre o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea na Líbia. Dias depois na prova de Direito Internacional, onde uma questão solicita que o candidato se posicione sobre um debate acerca do uso da força nas relações internacionais. Em ambos os casos “responsabilidade de proteger” é citada como elemento incontornável em boa parte dessas respostas.

a soberania moderna arvora-se em um binômio direito-dever: direito de agir de forma independente no cenário internacional, sempre observado o compromisso com a paz e os direitos humanos. (…) Este foi o entendimento da Assembleia Geral da ONU ao editar a Resolução 60/01, de 2005, adotando a doutrina da responsabilidade de proteger. (Guia de Estudo 2012 – resposta de João Guilherme Fernandes Maranhão à questão 1 de DIP do CACD 2011)

O Brasil pauta-se, historicamente, na defesa da não intervenção. Verifica-se, nessa lógica, a preocupação da diplomacia nacional com a extrapolação da responsabilidade de proteger e com as potenciais implicações negativas que esse conceito causaria para a paz. O país, por conta desses receios, absteve-se de apoiar a Resolução 1973 do Conselho de Segurança, adotada em 2011, que permitiu a intervenção multilateral na Líbia. (…) Ao proferir o primeiro discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU realizado por uma mulher, a presidente Dilma Rousseff defendeu a “responsabilidade ao proteger”, perspectiva que aponta para o uso prioritário dos meios pacíficos na redução de conflitos e para a interdependência entre segurança, direitos humanos e desenvolvimento

Uma composição de argumentos usados por candidatos em edições anteriores do CACD bastariam para compor o core de uma sólida resposta à questão.

Além disso…

Teve uma questão muito parecida com essa em 2011. 

Tanguy Baghdadi 

Questão 2

Primeiras impressões:

Post em atualização. Volte em alguns minutos

Questão 3

O terceiro quesito dessa questão provavelmente assustou muitos candidatos. Entretanto, aqueles mais preparados provavelmente tinham em mente que nenhuma pessoa que estava ao seu lado tinha lido o Acordo de Cooperação entre Brasil e Angola. Trabalhar em termos mais genéricos acordos que envolvem temas de Defesa e Segurança pode ter sido uma boa saída.

O que surpreende, no entanto, é o terceiro item. […] Isso aqui torna a questão muito específica.

Tanguy Baghdadi  

O professor também reforça o alto nível de especificidade do quarto item desta questão também. 

Questão 4

Se Líbano marcou presença logo na Questão 1 (90 linhas) em 2021, neste ano o tema foi um pouco mais específico, desta vez em uma questão de 60 linhas.

Esse tipo de questão mostra a importância de ficar atento às atualidades, visto que o Brasil deixou o comando marítimo da UNIFIL em 2020.

Economia

Post em atualização. Volte em alguns minutos

Questão 1 de Economia

A primeira questão já saiu arrancando o couro dos candidatos. Logo no primeiro tópico exigido, cobrou-se as características de um tema que é sobretudo aos autores citados (Simonsen e Werlang), e que é pouco tratado na teoria econômica em geral.

Questão 2 de Economia

Questão que tentou inovar, e exigiu jogo de cintura dos candidatos.

O examinador pediu uma análise contrafactual de um argumento trazido no próprio excerto.

É possível abordar o tema a partir de diversas perspectivas.

Questão 3 de Economia

Questão com tema batido e que não deve ter assustado muitos candidatos.

Questão 4 de Economia

Novamente uma questão que não fugiu muito do padrão que já era exigido em terma de Microeconomia.

Direito

Questão 1

Primeiras impressões:

Post em atualização. Volte em alguns minutos

Questão 2

Primeiras impressões:

Post em atualização. Volte em alguns minutos

Primeiras impressões:

Primeiras impressões:

Post em atualização. Volte em alguns minutos

Questão 4

Post em atualização. Volte em alguns minutos

Francês

Segundo a Profª Gilda Gama, a prova foi difícil como de costume. Apesar disso, foi uma prova factível para os candidatos que se prepararam com constância e qualidade, afirma a professora. 

Confira o áudio da professora: 

Entenda melhor conferindo as questões abaixo: 

Resumo em francês

Versão em francês

Neste ano, foi muito importante que o candidato não se desestabilizasse ao ver o autor e a data do texto da versão. […] Isso é o que a gente tem que controlar, ter essa frieza diante do texto. 

Gilda Gama

Espanhol

De forma geral, a prova de Espanhol foi complexa, com algumas particularidades, mas dentro dos padrões esperados, afirmou a Profª Alejandra Bermúdez.

Confira o aúdio da Profª Alejandra: 

Agora, seguimos para impressões adicionais sobre a prova: 

Resumo em espanhol

Para aqueles que estudaram, para aqueles que se prepararam, o texto não tinha grandes dificuldades. […] Tivemos um texto com marcadores textuais organizadores. Enfim, foi um texto justo.

Alejandra Bermúdez. 

Versão em espanhol

O assunto principal, o carro chefe da versão, foi pronomes. 

Alejandra Bermúdez.

Foi útil esse contéudo? Ajude a fazer ele circular para mais pessoas. Compartilhe!

Resultado da Segunda Fase do CACD 2022

Acaba de ser publicado no DOU o resultado das notas de segunda fase do CACD 2022. Uma tendência e uma surpresa marcam o resultado. Em primeiro lugar, a prova de Língua Portuguesa demonstrou novamente que não é um grande bicho papão no CACD.

As notas se mantiveram elevadas, assim como ocorreu no CACD 2021. A surpresa dos CACDistas veio na prova de Língua Inglesa, que diferentemente de 2021, tiveram notas mais elevadas se compararmos com o ano anterior.

Lembrando que no momento da publicação das notas, os candidatos ainda não tiveram o acesso aos espelhos de prova.

Após análise uma mais aprofundada sobre as causas e as consequências da banca de segunda fase do concurso de admissão à carreira de diplomata (CACD), entenderemos o motivo dela ter pesado menos a mão nas correções de inglês desse ano.

Temos um link fundamental que pode dar uma pista sobre o que rolou na Segunda Fase em 2022: A novidade do CACD 2022 que pode eliminar ainda mais candidatos

O Clipping compilou o nome dos candidatos que chegaram à Segunda Fase e tiveram suas notas esmiuçadas no DOU. Confira abaixo o resultado provisório.

Para facilitar a compreensão e proporcionar uma leitura mais dinâmica, fizemos a somatória e optamos por deixar apenas a nota final nas duas disciplinas:

[EDIT] Após os recursos feitos às correções das provas de Língua Portuguesa e Língua Inglesa, foi publicado no DOU o resultado final da Segunda Fase!

O que podemos inferir das notas antes e depois dos recursos?

  • Quase todos os candidatos ganharam pontos após entrarem com recurso;
  • A média de majoração da nota foi de aproximadamente 3,4%;
  • 28,8 pontos foi o máximo que um candidato conseguiu com os recursos.
  • De um universo de 242 candidatos na Segunda Fase, 28 (11,5%) deles não conseguiram alcançar a nota mínima (50 pontos) em Língua Inglesa, e portanto foram eliminados;
  • Deste mesmo universo, apenas 1 candidato não alcançou a nota mínima em Língua Portuguesa (60 pontos);

Francisco Doratioto: quem é, obras e seu papel no concurso da diplomacia

Francisco Doratioto

Você tem um minuto para ouvir a palvra do Clipping sobre Francisco Doratioto? Deveria ter, já que muito provavelmente é ele quem corrigirá o que você escrever na 1ª questão da prova de 3ª fase de HB do concurso de admissão à carreira de diplomata (CACD) do Itamaraty.

Quem é Francisco Doratioto?

Francisco Doratioto é um historiador brasileiro, especialista em história militar e nas relações do Brasil com os países da região da Bacia do Prata. Atualmente ocupa uma cadeira de Professor de História das Relações Internacionais na Universidade de Brasília (Unb) e também de membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Além de ser desde 1998 Professor Titular do Instituto Rio Branco, Doratioto foi desde 2010, um dos mais frequentes integrantes da banca de História do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD).

Como a obra do autor é cobrada no concurso da diplomacia?

É fundamental que candidatos ao CACD conheçam bem sua produção bibliográfica de Francisco Doratioto e suas teses. Isso não quer dizer que é indispensável decorar todos os seus 11 livros, 28 artigos e 11 capítulos em livros publicados (dê uma olhada você mesmo no extenso Lattes do historiador responsável pela “nova historiografia da Guerra do Paraguai”

 Mas algumas referências, no entanto, são incontornáveis, como o recém publicado História das Relações Internacionais do Brasil que, foi identificado pelo Prof. João Daniel, do Clipping, como um dos pilares da bibliografia para o concurso de admissão à carreira de diplomata.  

Plano de Estudos para o CACD
Plano de Estudos do Clipping (destacados os trechos das obras de Francisco Doratioto)

 A banca resolveu surpreender sendo óbvia. Há 6 anos sempre se suspeitou de que em algum momento a Guerra do Paraguai sob a perspectiva de Francisco Doratioto seria objeto de questão discursiva. Já tinha sido cobrados os antecedentes da Guerra do Paraguai e suas consequências da Guerra mas nunca a Guerra em si. (João Daniel, Prof. de História no Clipping CACD)

Ou seja: Doratioto no concurso de diplomata é uma constante, mas não é sinônimo de previsibilidade.

Como é uma questão feita por Francisco Doratioto?

Então, o que é uma questão com o selo Doratioto de qualidade?

São questões:

  • versando sobre a política externa brasileira no século XIX,
  • com o foco sobretuto na política externa do Brasil em relação aos vizinhos

Além do selo Doratioto de qualidade, deve ser levado em contao selo Doratioto de dificuldade.

O que é uma questão com o selo Doratioto de dificuldade?

São questões rigorosamente corrigidas e que cobram respostas rigorosamente detalhas. Essa é uma decorrência natural do rigor científico do trabalho acadêmico do autor. Não é coincidência que as médias mais baixas entre as questões abertas do CACD estejam concentradas na questão formulada por ele. Fica portanto a mensagem que se a tendência se confirmar e tivermos Francisco Doratioto, você terá que se inteirar melhor da obra desse mestre.

Que textos do Doratioto devo estudar?

Fica aí algumas sugestões de leitura:

Vale a pena conhecer sua produção não só porque cai no CACD, mas porque Doratioto realmente escreve muito bem, utiliza uma série de metáforas elegantes, conceitos sofisticados e de grande potencial explicativo que podem ser reproduzidos em uma prova discursiva.

Atenção:

Não é para sair como louco lendo todo os textos acima nesse momento.

Você está estudando para o CACD e tem mil prioridades, talvez investir na bibliografia do Doratioto não seja uma delas. Entenda melhor que obras no post em que detalhamos mais sobre a bibliografia do CACD.

O que mais estudar?

Por fim, o Clipping deixa um apelo a você que curte nosso conteúdo. Ajude a levar esse conteúdo a mais pessoas. Se você achou esse post útil talvez lhe conhecer a nossa plataforma e ter acesso sobretudo plano de estudos para o CACD.

Dicas de como se preparar para concurso e provas

Atentar-se à saúde da mente e do corpo é imprescindível para um bom desempenho em provas de alto nível. Por isso, resolvemos reunir dicas de bem estar físico que vão te ajudar a descobrir como se preparar para concurso com saúde e leveza.

Não é possível pensar a saúde mental desvencilhada da saúde física. Afinal, são tópicos importantíssimos que merecem a atenção de todos os concurseiros de plantão.

À medida que a prova se aproxima, sobem os níveis de tensão e de ansiedade. Mas existem dicas simples de bem estar físico que podem ajudar você a chegar fisicamente disposto(a) na prova ou concurso.

Separe aquelas dicas que façam mais sentido para a sua vida e busque autoconhecimento para avaliar a pertinência e relevância de novos hábitos ou ações. 

Garantir um bom preparo físico ao longo dos anos que farão parte da sua preparação é essencial. Afinal, todo mundo quer sair bonito na foto da posse, certo?

Ps: dispensaremos recomendações sobre atividades físicas e alimentação, que, apesar essenciais, devem ser feitas a partir de acompanhamento com profissionais da área.

today master GIF

Dica #1 – Insira pequenos hábitos em sua rotina

Não é porque a prova está perto que a sua preparação para concurso deve ser desviada ou totalmente recalculada.

Dessa forma, caminhar rumo à uma rotina mais saudável pode ser algo feito de forma leve e que não gere frustrações ou mais ansiedade.

Apenas você saberá quais hábitos devem ser abolidos ou minimizados e quais novos hábitos devem ser inseridos em sua rotina para que a aprovação no concurso chegue mais cedo.

Assim, sabendo quais são, busque melhor 1% a cada dia. Não ´´e sobre ser perfeito, mas sobre progredir!

James Clear, um dos autores mais lidos quanto ao assunto é hábitos, decisões e melhoramento contínuo, afirma que, se melhorarmos 1% a cada dia, ao final do ano teremos resultados 37 vezes melhores. 

Por isso, confira algumas ferramentas online podem te ajudar com isso:

Já comentamos sobre alguns hábitos que diminuem a probabilidade que o sono apareça no meio da sessão de estudos. Confira aqui.

Dica #2 – Combata aquilo que gera estresse e ansiedade na preparação para concurso.

O seu cérebro é poderoso! Sendo assim, com certeza você já teve satisfação em aprender um conceito complexo, tirar uma boa nota em um simulado ou conseguir ensinar algo para um amigo ou familiar.

Ficar atento a como o estresse pode afetar seu cérebro é essencial.

Por vezes, ele pode ser útil para gerar energia extra e foco, por exemplo quando se pratica um esporte competitivo ou quando é necessário falar em público.

Entretanto, quando se torna contínuo, o estresse pode alterar seu cérebro, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Se quiser saber um pouco mais sobre isso, confira o vídeo abaixo:

YouTube video

Em resumo, o estresse pode afetar sua capacidade de concentração, tomada de decisões, julgamento e interação social.

Estes são componentes essenciais na preparação de qualquer candidato à um cargo público e não devem ser ignorados. 

Faça pausas entre sessões de estudo, cuide bem do sono e organize o ambiente de estudos. Essas atitudes, com certeza, podem te ajudar.

Preparar-se bem para concurso também significa estar bem consigo mesmo, com a saúde mental em dia e o cérebro prontinho para arrasar nas sessões de estudos.

Dica #3 Organize-se ao se preparar para o concurso dos seus sonhos!

É possível que, quanto mais a prova se aproxime, mais desorganizado seu calendário pode ficar. São várias matérias e conteúdos para revisar, resolver questões ou mesmo aprender novos conceitos.

Aliviar a sensação de caos com essa infinidade informações a serem assimiladas pode ser um bom caminho.

Existem alguns aplicativos e sites que podem te ajudar com isso:

Mas nem só de organização digital vive o concurseiro. Ter um ambiente físico adequado faz toda a diferença, e pode vir antes mesmo da organização do espaço virtual.

Reunimos algumas dicas para organizar o seu ambiente de estudos para concurso público aqui.

Dica #4 Saiba o que é exigido do seu corpo

Se você acha que está dominando as dicas acima, tente combiná-las com a preparação física que será exigida no dia da prova.

Está indo fazer a Primeira Fase? Então provavelmente você ficará sentado(a) por um par de horas em uma cadeira (que nem sempre é muito confortável).

Saber qual é o seu limite, qual posição te deixa mais confortável e com menos dores, é essencial. 

Está indo fazer a Segunda e a Terceira fase? Então, esteja preparado para segurar a caneta e sair escrevendo!

O treino para resolução de provas discursivas é essencial para ser bem sucedido na preparação para um concurso público.

Entretanto, existe um fator físico que não deve ser ignorado: você passará horas movimentando suas mãos. Algumas dicas simples podem te ajudar a evitar calos e um cansaço que te impeça de continuar escrevendo.

  1. Escolha uma boa caneta: são diversas opções no mercado, sendo que há marcas bem conhecidas como Faber-Castell, BIC e Pilot. Entretanto, marcas menos conhecidas como Pentel, Zebra e Micron podem te ajudar também!
  2. Busque exercitar e alongar as mãos: existem várias dicas espalhadas online. Este vídeo fornece dicas básicas de como aliviar a dor na mão. Assim, é possível adquirir equipamentos, como extensores de dedo, para ajudar a fortalecer os músculos.
  3. Escreva pelo menos um parágrafo por dia no papel: enquanto a prova não chega, que tal já ir se acostumando a estar em contato diário com papel e caneta? É comum os concurseiros estarem usando o computador, tablet ou celular para estudar, principalmente pela facilidade e agilidade que promovem. Entretanto, não perder o contato com a escrita física é essencial para não chegar desacostumado na prova. 
Lula Molusco GIF - Lula Molusco Bonitão - Discover & Share GIFs

Queremos ouvir as suas dicas também!

Ajude-nos a ampliar as dicas comentando abaixo quais aplicativos, equipamentos, influenciadores que promovem dicas sobre saúde e bem estar ou mesmo qual a sua caneta favorita na hora de fazer provas. Dessa forma, pode ser que a sua dica seja valiosa para aqueles que se encontram na mesma situação.

Histórico das notas de corte no CACD

Quais foram as notas de corte do último CACD? Como a nota vem evoluindo com o passar dos anos? Isso é o tipo de coisa que, à medida que a prova do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) se aproxima, as pessoas começam a se perguntar com mais frequência. Por isso, o Clipping compilou as notas de corte da primeira fase (TPS) do CACD ao longo dos últimos anos para ampla concorrência, cota racial (PNP) e pessoas com deficiência ou necessidade especial (PcD/PNE). Confira abaixo:

Para finalizar, gostaríamos do seu auxílio em três coisas:

1. Curtiu e acha que o post pode ajudar a esclarecer dúvidas de mais pessoas? Compartilhe este post e ajude a aumentar o alcance desses dados.

2. Acha que o post pode ser melhorado de alguma forma? Contribua com um comentário abaixo.

3. Quer acessar conteúdo restrito a assinantes do Clipping? Crie sua conta clicando no botão abaixo ↓

Como ser diplomata?

Para ser um diplomata é preciso ser aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) e ter qualquer curso superior reconhecido pelo MEC. Além disso, é preciso preencher alguns requisitos formais previstos no Edital do CACD para a investidura no cargo.

Neste artigo, abordaremos de forma bem objetiva as respostas de algumas das perguntas básicas buscadas por pessoas que querem saber como ser diplomata:

  1. Requisitos para ser um diplomata
  2. Curso de tecnólogo é aceito para ingresso na carreira diplomática?
  3. Perfil para ser um diplomata
  4. Conclusão e outras leituras

Vamos ao post!

1. Requisitos para ser um diplomata

No Brasil, o recrutamento de diplomatas é feito por meio de concurso público com um formato bastante peculiar: o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD).

Entretanto, além da aprovação no CACD, há requisitos básicos para investidura do cargo. Esses requisitos são apresentados no Edital do CACD. O Edital CACD 2022, em seu artigo 2.4 apresenta os requisitos básicos para ingressar na carreira. São eles:

  • ser brasileiro nato, conforme o art. 12, § 3o, inciso V, da Constituição Federal e o art. 36 da lei no 11.440/2006;
  • estar no gozo dos direitos políticos;
  • estar em dia com as obrigações do Serviço Militar, para os candidatos do sexo masculino;
  • estar em dia com as obrigações eleitorais;
  • apresentar diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de graduação de nível superior, emitido por instituição de ensino credenciada pelo Ministério da Educação (MEC). No caso de a graduação ter sido realizada em instituição estrangeira, caberá exclusivamente ao candidato a responsabilidade de apresentar, até a data da posse, a revalidação do diploma exigida pelo MEC, nos termos do art. 48 da lei no 9.394/1996;
  • ter idade mínima de 18 anos;
  • ter sido aprovado no concurso
  • nos termos do art. 14, parágrafo único, da lei no 8.112/1990, e suas alterações, apresentar aptidão física e mental para o exercício das atribuições do cargo, verificada por meio de exames pré- admissionais.

Ah, Clipping. TLDR: dá para simplificar o que está escrito acima?

Resumindo, para ser diplomata é preciso:

  1. Ser maior de 18 anos (na data da posse);
  2. Ser brasileiro nato (naturalizado não pode);
  3. Ter formação em qualquer curso superior (não importa qual!)

Basicamente, o principal requisito é que o candidato tenha algum curso superior.

Curso de tecnólogo é aceito para concurso de diplomata?

Sim. Para todos os efeitos a formação de tecnólogo (cursos superiores de tecnologia) valem como curso superior.

O MEC por sua vez estabelece na Resolução CNE/CP 3 que a formação de tecnólogo é, sim, considerado como curso superior

Embora os Editais para o CACD não disponham expressamente sobre a validade de cursos de tecn´ólogo, o site do Instituto Rio Branco diz que “o candidato deve estar atento ao que especifica o edital do concurso e ver se seu diploma se enquadra nos requisitos ali descritos. O candidato também poderá consultar a área do Ministério da Educação (MEC) responsável por essa avaliação.” Ou seja: de forma sutil o que o Itamaraty faz sobre essa questão é dizer que o MEC é quem define que curso tem valor de curso superior. Para o MEC, cursos superiores de tecnologia (tecnólogo) são considerados como cursos superiores.

2. Qual o perfil para ser um diplomata?

Embora qualquer candidato que tenha passado pelo CACD e que tenha um curso superior possa seguir a carreira, nem todo mundo tem perfil para ser um diplomata.

Embora a visão mais difundida da carreira seja aquela do diplomata “Ferrero Rocher” em meio a celebridades e suntuosas festas, a realidade e o dia a dia é bem diferente. Há um post clássico e bem humorado escrito por sobre os motivos por que não ser um diplomata.

De acordo com o ex-Diretor do Instituto Rio Branco, Sérgio Barreiros,

O mais importante para ser um diplomata é ter a capacidade de aprender rápido e constantemente. Para ser um diplomata, é preciso que a pessoa saiba saiba identificar e avaliar questões criticamente, perceber as variáveis em jogo em cada situação e, dessa forma, propor um caminho certo para a promoção e a salvaguarda do interesse nacional.

Esse é, em síntese, o perfil buscado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Sendo assim, em função da diversidade de atuação possível, a carreira tem essa peculiaridade de atrair jovens que buscam a carreira com os mais diversos perfis.

Entretanto, ao contrário dos concursos jurídicos, que normalmente atraem um perfil muito específico de candidatos, a carreira diplomática é ecumênica o bastante. Assim, atraindo tanto candidatos com distintos backgrounds e interesses.

3. Conclusões e outras leituras para quem quer ser um diplomata

Vimos nesse artigo, de forma bem breve, que basicamente é preciso ser aprovado no CACD.

Deseja ir além e entender mais a fundo a carreira? Então, veja os conteúdos abaixo:

YouTube video

Tem mais alguma dúvida ou comentário? Então, conte para o Clipping aí abaixo!

Mulheres na Diplomacia: Desafios & Avanços

mulheres na diplomacia dia das mulheres

No dia 25 de novembro de 2021, cinco mulheres diplomatas foram aprovadas pela Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado brasileiro para exercerem o cargo de Embaixadoras no exterior. 

O que pode parecer um acontecimento simples, um trâmite do dia-a-dia relativo à promoção de cargos dentro do Itamaraty, na verdade carrega grande significado para a diplomacia brasileira. 

Nossa primeira diplomata ingressou na carreira somente em 1918. Para que o Brasil tivesse sua primeira embaixadora, posto mais alto da carreira diplomática, foram necessários mais 38 anos, em 1956. 

O sonho de tornar-se diplomata está atrelado a uma série de desafios, como anos de estudos, dificuldade do concurso, remoção para o exterior e afins. Para além desses fatores, outras questões – relacionadas à vida pública e à privada -, são apontadas como empecilhos para que mais mulheres ingressem na carreira. Há ainda o machismo da sociedade brasileira, impedindo que homens e mulheres tenham acesso às mesmas oportunidades. 

Todavia, o Itamaraty tem-se tornado cada vez mais atento quando o assunto é a presença feminina na carreira diplomática. Pensando nisso, iremos abordar os desafios e os avanços das mulheres na diplomacia brasileira, além de trazer várias trajetórias e vivências no Itamaraty. Confira! 

Os primeiros passos: Quem foram pioneiras? 

A carreira diplomática é historicamente masculina, mas diversos acontecimentos jogaram luz à questão de gênero no Itamaraty. E esses eventos, tiveram grandes protagonistas! Ninguém mais, ninguém menos que Maria José de Castro Rebello Mendes, Bertha Lutz, Odette de Carvalho e Souza, entre muitas outras que também podemos tomar como inspiração. 

Maria José de Castro Rebello Mendes marcou a história ao se tornar a primeira mulher diplomata e servidora pública do Brasil. O título tão importante que ela carrega foi conquistado com muitos desafios.

Em 1918, Rebello Mendes teve sua inscrição no concurso negada e precisou recorrer para conseguir fazer o exame. Na época, o então ministro Nilo Peçanha autorizou a participação, mas com ressalvas. 

O episódio rendeu várias reações tanto positivas quanto negativas na imprensa da época. Apesar do cenário desfavorável, Rebello Mendes – não apenas se consagrou diplomata -, mas classificou-se em primeiro lugar no concurso. 

Após Maria José de Castro Rabello, outras 18 mulheres ingressaram na carreira diplomática entre 1919 e 1938. Apesar desse aumento, a Reforma Mello Franco, de 1931, introduziu nova barreira às mulheres no Itamaraty. A carreira diplomática passou a ser exclusiva para homens, enquanto as mulheres teriam de contentar-se com a carreira consular.

Em 1938, as duas carreiras se uniram no que ficou conhecido como Reforma Oswaldo Aranha, expressa pelo Decreto-lei nº  791, de 14 de Outubro de 1938. Apesar disso, o documento ainda estabeleceu que a carreira diplomática era apenas para homens. 

O Decreto-lei 9.202 de 1946 reforçou essa condição ao afirmar: “No referido curso e na seleção de diplomatas só poderão inscrever-se brasileiros natos, do sexo masculino […].”

Anos depois, “as saias irrompem no Itamaraty*”. Em 1952, Maria Sandra Cordeiro de Mello foi aprovada no concurso, mas impedida de iniciar os estudos no Instituto Rio Branco. No ano seguinte, ela conseguiu efetivar a admissão após liminar que a ajudou a frequentar as aulas. 

A passos lentos, a participação feminina foi ganhando força. A Lei nº 2.171, de 1954, revogou o artigo do Decreto-lei 9.202/1946, de forma que a redação passou a ser: “Ao ingresso na classe inicial da carreira de Diplomata são admitidos os brasileiros natos, sem distinção de sexo […]”.

Outro marco importante de ser ressaltado é o fim da diferença salarial entre homens e mulheres no MRE, que data de 1996. 

Em meio a avanços e retrocessos, o Itamaraty também contou com diversas outras mulheres ilustres. É possível citar: 

  • Odette de Carvalho e Souza, primeira mulher a alcançar o cargo de embaixadora, em 1956; 
  • Thereza Maria Machado Quintella, primeira mulher a ser diretora do Instituto Rio Branco, de 1987 a 1991;  
  • Monica de Menezes Campos, primeira diplomata negra; 
  • Maria Luiza Ribeiro Viotti, primeira mulher a ser embaixadora do Brasil na ONU, entre 2007 e 2013; 
  • Além disso, as diplomatas Viviane Rios Balbino e Laura Delamonica escreveram obras sobre a questão de gênero no Itamaraty.
Odette de Carvalho e Souza

A união faz a força

Já no ano seguinte, ocorreu a mobilização de mais de 200 mulheres para a criação de um comitê de combate a discriminação de gênero e raça no Ministério das Relações Exteriores. Efetivado em setembro daquele ano. Conforme o Diário Oficial da União de 23/09/2015 (nº 182, Seção 1, pág. 41): 

Art. 1º – O Comitê Gestor de Gênero e Raça (CGGR), instituído pela Portaria nº 491, de 12 de setembro de 2014, e reestruturado pela Portaria nº, de julho de 2015, ambas do Ministro de Estado das Relações Exteriores, atua como instância colegiada, de caráter consultivo, com o objetivo de coordenar, no âmbito do Ministério das Relações Exteriores, o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça (PPEGR), de acordo com as competências abaixo descritas.

Como inserir mais mulheres na carreira diplomática?

A resposta para esta pergunta não é nada simples. A participação feminina tem sido tema de discussões – entre diplomáticas e até no meio acadêmico, há anos. No final da matéria, deixaremos algumas indicações para você se aprofundar no assunto. 

Mas existe um ponto de partida para inserir mulheres na diplomacia: ouvi-las. Por isso, o Clipping conversou com CACDistas e com as diplomatas Amena Martins e Irene Vida Gala

Amena Martins Yassine, é diplomata de carreira há quase 14 anos. No Brasil, ela foi assessora do Ministro de Estado das Relações Exteriores e do Secretário-Geral das Relações Exteriores. Serviu na Delegação Permanente do Brasil junto às Nações Unidas e, em seguida, foi cedida para o Gabinete do Presidente da 72ª Sessão da Assembleia Geral. Em sua trajetória na ONU, Amena, foi a primeira diplomata brasileira a chefiar a unidade de paz e de segurança da Assembleia Geral. Atualmente, encontra-se na Embaixada do Brasil em Sófia, como coordenadora política.

Irene Vida Gala, é diplomata há quase 38 anos. Sua carreira é marcada pela sua especialidade. Desde o seu ingresso na carreira diplomática, Gala direcionou seus estudos e esforços para temas africanos. Trabalhou com temas africanos no Brasil e no exterior. Serviu em postos como Nova York, Lisboa, Roma e muitos outros, além de ter chefiado a Embaixada do Brasil em Gana. Atualmente, é subchefe do Escritório de Representação do Itamaraty, em São Paulo.

Toda a jornada começa com uma motivação! Portanto, esse foi o primeiro ponto que buscamos entender. As respostas dadas pelas CACDistas ouvidas pelo Clipping foram bem diversas, mas destacam-se: 

  • O desejo de servir o país e impactar a vida das pessoas
  • O interesse sobre política externa brasileira, bem como temas relacionados à ela como história, economia, política, relações internacionais e afins; 
  • As características da carreira diplomática, como a progressão na carreira, a possibilidade de morar no exterior, as temáticas tratadas pelo Itamaraty e pelo Instituto Rio Branco.

A preparação para o CACD é muito particular. Amena nos contou que sua decisão para seguir a carreira diplomática ocorreu logo no início de sua graduação em Relações Internacionais. Ela estudava para o concurso enquanto estava na faculdade. 

A Embaixadora Irene elencou seu interesse pelas áreas de política, línguas e pelo ambiente internacional e contou que: 

“O determinante para mim foi uma entrevista em um escritório de advocacia, onde o entrevistador me perguntou o que eu seria se eu não fosse advogada. Então, eu falei que gostaria de ser diplomata, mas que a prova era muito difícil e que já tinha prestado e não tinha passado. Então ele disse que não me daria o emprego, e me disse que eu deveria prestar o Itamaraty porque eu tinha chances de passar”. 

Essa situação a tirou da zona de conforto, e afirma que a motivação tem que ser um mínimo querer. “Eu costumo dizer pro CACDista o seguinte: a motivação ela existe ou não existe. Se existe um pensamento, o melhor é ir lá fazer a prova!”, afirmou.   

A carreira diplomática é carregada de prestígio, por isso, não poderíamos deixar de investigar sonhos e anseios das CACDistas: 

  • Alcançar o topo da carreira, ou seja, se tornar Ministra de Primeira Classe (Embaixadora); 
  • O sonho de trabalhar em postos de prestígio, como a ONU; 
  • A busca de estabilidade financeira; 
  • Tornar-se a primeira Ministra das Relações Exteriores do Brasil.

Amena, que já assumiu postos em Nova York e Sófia, aborda sobre a responsabilidade e satisfação em representar um país. A diplomata reconhece a apreensão e desafios da carreira, mas garante que representar o Brasil é muito recompensador, e ainda acrescenta que a diplomacia brasileira é “respeitada mundo afora por sua qualidade e profissionalismo”. Sobre suas remoções para o exterior, e experiências em cargos de liderança no exterior, Irene comenta: “Até você chegar nos últimos degraus da carreira, as remoções são um processo muito rico. […] Tem uma música do Milton Nascimento que fala que a plataforma dos que chegam é a mesma dos que saem, e essa é a vida do diplomata. O dia que você saiu de algum lugar é também o dia que está chegando em outro, e isso é fantástico!”. 

Por fim, ela conclui: “É ter em mente que: quando você é mais jovem, você está agregando conhecimento e experiência. Quando você é mais velho você já tem consciência de que você já tem um repertório que te habilita a atuar naquela posição”. 

Quanto às inseguranças relativas às carreiras foram apontadas principalmente: 

  • Dificuldade na progressão de cargos ou falta de reconhecimento; 
  • Dificuldade de conciliar carreira e família.

Acerca das inseguranças, a diplomata Amena nos deixa um recado: “É normal ter insegurança, mas não deixe o medo sabotar seus sonhos. Existe lugar para as mulheres na diplomacia. Sou feliz e realizada com minha escolha profissional e encorajo a vocês a não desistirem e a persistirem. Foquem nos estudos e na saúde física e emocional”

A carreira de Irene é marcada pela sua especialidade. Desde o seu ingresso na carreira diplomática, Gala direcionou seus estudos para temas africanos e comenta que foi uma escolha estratégica. Sobre este ponto, ela deixou uma dica para CACDistas, ingressantes na carreira e até mesmo para estudantes de Relações Internacionais e áreas correlatas: “Procure áreas que estão na fronteira do conhecimento e que trabalhem temas que não são os cotidiano”.

“O que foi mais feliz na minha carreira foi ter feito uma opção que me permitiu ‘correr por fora’”. Ela comenta que, a decisão de se tornar especialista a permitiu ter uma carreira ágil e destaca que chegou ao topo da carreira cedo, além de ter se tornado a segunda mulher da sua turma a ser promovida Ministra de Primeira Classe.

Ela destaca que sua carreira não foi marcada pelo temor: Ela serviu em um país em guerra; aceitou uma remoção para Nova York antes de sua promoção. 

E claro, a pergunta que não poderia faltar: Como incentivar outras mulheres a ingressar na carreira?

  • A formação de grupos de apoio formado por mulheres durante a preparação e, posteriormente, durante o exercício da carreira, como o Mulheres Diplomatas Brasileiras;
  • Mostrar, a partir de relatos de diplomatas, que é possível sim conciliar a carreira com a formação de família; 

Sobre isso, a diplomata Amena Martins afirmou que ter um grupo de apoio é fundamental, e complementa que em sua experiência as redes de mulheres sempre ajudam, visto que esse espaço “compartilhamos nossas vulnerabilidades e em que nos ajudamos a vencer as barreiras comuns”.

Amena ainda nos conta que no seu primeiro dia de aula no Rio Branco, ela ficou fixada no retrato da Embaixadora Thereza Quintella, pois era a sua única referência de diplomata mulher, isso já depois de ter se tornado diplomata. 

A pedido do Clipping, a Irene deixa suas palavras para inspirar todas as CACDistas: “O momento é nosso! Só que ele só vai se materializar se cada uma de vocês entrarem no jogo! […] Então, a minha palavra é: Está na sua mão entrar a fazer a diferença. Então estude e venha fazer parte do jogo! Estamos em um momento muito positivo, que o ambiente internacional nos favorece.”

O Itamaraty hoje

Hoje, o Itamaraty conta com 1552 diplomatas, dos quais cerca de 22,9% são mulheres, segundo informações do MRE. Das 356 mulheres diplomatas, apenas 40 atuam como Ministras de Primeira Classe. Os números demonstram que ainda são necessários esforços para se atingir a paridade de gênero no MRE e reforçam que é importante não apenas incentivar a entrada na carreira, mas também garantir oportunidades iguais de crescimento. 

Apesar do cenário, cabe destacar os avanços conquistados pelas mulheres. O primeiro deles no âmbito institucional, com o abandono de obstáculos jurídicos e de políticas discriminatórias, conforme ressaltado pelo Itamaraty. Como já citado, tem-se ainda a  criação do Comitê Gestor de Gênero e Raça. 

Outro progresso diz respeito à maior participação em temas e áreas que são tradicionalmente masculinos, por exemplo, no âmbito da paz e da segurança internacionais. 

Ademais, é notável que o número de mulheres professoras durante a preparação para o CACD vem crescendo nos últimos anos. 

Sobre a questão das mulheres no Itamaraty, Irene Vida Gala comentou: “Eu sou de uma geração que lançou o debate sobre a questão das mulheres no Itamaraty. Antes de mim vieram colegas que lutavam por questões específicas associadas ao direito de servir junto ao marido, de poder ir ao exterior, de ter igualdade de salário. Essas eram questões bem associadas à gestão do fluxo de carreira de mulheres que se casavam. […] Só agora, é uma coisa da minha geração, a gente fala da questão das instâncias do poder dentro do Itamaraty”.

Recomendações de Conteúdo

É claro que o Clipping não poderia deixar de lado o que fazemos de melhor: uma curadoria de conteúdos. Quer entender ainda mais sobre o tema? Te ajudamos nisso! Fizemos uma lista de materiais para você ficar por dentro do assunto: 

Leituras

1. Diplomata: Substantivo Comum de Dois Gêneros. Um Retrato da Presença Feminina no Itamaraty no Início do Século XXI – Viviane Rios Balbino

A primeira indicação de leitura é uma tese que se transformou em livro, escrita por Viviane Rios Balbino. Para organizar o livro, a diplomata analisou a participação das mulheres no CACD entre os anos 1993 e 2003, além de entrevistar funcionárias do Ministério das Relações Exteriores.

2. Minha História das Mulheres – Michelle Perrot

Agora, se você quer se aventurar pelas conquistas e percalços da vida das mulheres, vale acompanhar o trabalho da historiadora Michelle Perrot, considerada hoje uma das mais importantes pesquisadoras da história das mulheres.

3. Reportagem Intrusas no Lago dos Cisnes – Natália Shimada

A reportagem aborda duas diplomatas entrevistadas na revista Lady, em 1959, e como se deu a vida delas após a entrevista. São histórias ricas de experiências dessas mulheres ao longo da carreira, que nos mostram a dificuldade de ascensão na carreira e, claro, o preconceito. A reportagem foi feita para a Revista Juca: Diplomacia e Humanidade e publicada no ano de 2012.

4. Mulheres e Poder. Um Manifesto, da historiadora inglesa Mary Beard

O livro da historiadora inglesa Mary Beard é considerado um manifesto feminista que visa mostrar o fato das mulheres sempre serem impedidas de terem um papel de liderança na vida civil. Além de abordar como esse papel precisa ser reestruturado na sociedade atual. O livro é baseado em duas palestras proferidas por elas nos últimos anos.

5. Mulheres Diplomatas Brasileiras – Laura Berdine Santos Delamonica

Qual é o interesse das mulheres em seguir a carreira diplomática? A dissertação de mestrado em 2014 por Laura Delamonica buscou responder essa questão. Delamonica entrevistou diplomatas brasileiras não aposentadas para tentar compreender o papel da mulher na diplomacia. A dissertação é bem completa, traz temas como vida pública e privada, relações de poder e prestígio, feminismo e até expectativas e sugestões de melhoria para a instituição.

6. Tensões e Desafios do Feminino nos consagrados espaços masculinos – Maria Elena Bernardes

Essa é uma leitura rápida para quem quer entender o contexto da entrada da primeira diplomata mulher, Maria José de Castro Rebelo, em 1918. Esse artigo se propõe a fazer uma retrospectiva analítica nos transpondo para uma época em que o Itamaraty era um espaço estritamente masculino.

7. Mulheres Diplomatas no Itamaraty (198-2011): Uma análise de trajetórias, vitórias e desafio – Guilherme José Roeder Friaça

Aposto que você ficou curioso para saber em detalhes como a igualdade de gênero é tratada pelo Ministério das Relações Exteriores, certo? A partir do livro “Mulheres Diplomatas no Itamaraty (198-2011): Uma análise de trajetórias, vitórias e desafios”, de Guilherme José Roeder Friaça você terá uma ideia de como tudo funciona. Ele teve a ideia de realizar uma pesquisa aprofundada a partir dos documentos administrativos da instituição para entender a história das mulheres no Itamaraty, desde o ano de 1918 até 2011.

Vídeos

No Youtube, o Ministério das Relações Exteriores disponibilizou uma série de vídeos nos quais mulheres diplomatas contam sua trajetória até o Itamaraty: 

YouTube video

Não poderíamos deixar de indicar o excelente documentário Exteriores, um projeto do Grupo de Mulheres Diplomatas.   

Redes Sociais

Por fim, gostaríamos de te incentivar a seguir CACDistas e diplomatas mulheres nas redes sociais, e acompanhar seus trabalhos e vivências diárias no Itamaraty! Aqui vão algumas sugestões: 

Acompanha mais algum? Compartilhe conosco! 

O Clipping é a plataforma mais completa de estudos para quem quer ser diplomata, independentemente do nível. Nosso objetivo é democratizar o acesso ao CACD. Com isso em mente, demonstramos nosso total apoio e admiração a todas as mulheres CACDistas e diplomatas. 

Agora é a sua vez! O que você falaria para uma mulher que deseja seguir a carreira diplomática? Mande nos comentários e vamos incentivá-las a embarcar nessa carreira.

*A expressão faz referência a matéria intitulada “Sandra quer ser diplomata – As saias irrompem no Itamarati”, publicada pela revista O Cruzeiro, em 1956. Fonte: Mulheres Diplomatas No Itamaraty (1918-2011), Guilherme José Roeder Friaça

A novidade do CACD 2022 que pode eliminar ainda mais candidatos

O Edital do CACD 2022 saiu recentemente. E como de costume, fizemos aquela análise completa do Edital (se você ainda não viu, vale a pena uma leitura). Além de tudo que abordamos, um ponto que não deve ser ignorado por nenhum CACDista é o Anexo IV do Edital, que trouxe uma novidade importante para todos os candidatos.

⚠️ ATENÇÃO

Vele lembrar que a leitura da nossa análise não substitui a leitura do Edital. Recomendamos fortemente aos candidatos a leitura completa do Edital.

A importância dele se torna ainda maior em 2022, visto que os critérios de correção da banca sofreram algumas alterações que são capazes de eliminar aqueles candidatos mais desatentos a elas.

O que é o tal do Anexo IV? 

Historicamente, o Edital do CACD costumava ser bastante dúbio e ficava à mercê de critérios subjetivos. O IADES trouxe uma importante novidade para o CACD desde que assumiu a tarefa de organizar a prova em 2019, apresentando de forma transparente uma detalhada descrição dos critérios de correção e de pontuação das provas discursivas do concurso. 

Trata-se de um importante ponto do Edital 2022, pois, em teoria, ele garante que a correção das provas discursivas será menos subjetiva. Todos os candidatos terão ciência, antes de fazer a prova, dos critérios que os corretores utilizarão, ao corrigir seus textos. Para formular uma boa resposta, é essencial compreender o que será avaliado e como o texto será pontuado. 

O que a novidade significa na prática?

Existe a possibilidade de que as provas de línguas se tornem um verdadeiro Squid Game. 🦑

O motivo? A banca inovou naquilo que é conhecido como critério de “Correção Gramatical e Propriedade da Linguagem” (CGPL). 

Trata-se de um dos critérios de avaliação que faz parte de todas as provas de línguas, ou seja, português, inglês, espanhol e francês.

Antes do CACD 2022, funcionava da seguinte forma: se em determinado exercício, digamos, da prova de inglês, o CGPL valesse 25 pontos, antes de mesmo de iniciar a prova, os 25 pontos seriam todos do candidato. O valor dele começaria a diminuir apenas com os descontos referentes à erros de gramática, geralmente -0,30, -0,50 ou -0,67 pontos.

Agora, as regras do jogo mudaram.

No CACD 2022, a sua nota do critério de CGPL será condicionada ao seu desempenho em outros critérios: 

  • Para a Redação (Português e Inglês), o CGPL está condicionado ao desempenho do candidato no critério “Análise e Reflexão”. 
  • Na Tradução (Inglês) e a Versão (Inglês, Espanhol e Francês), o CGPL está condicionado ao desempenho do candidato no critério “Fidelidade ao Estilo”.
  • Para o Exercício (Português), o CGPL está condicionado ao desempenho do candidato no critério “Apresentação e Desenvolvimento do Tema”.
  • No Resumo (Português, Inglês, Espanhol e Francês), o CGPL está condicionado ao desempenho do candidato no critério “Capacidade de Síntese e Concisão”.

Tendo em vista deixar isso ainda mais claro, faremos algumas contas básicas:

Imagine que um CACDista hipotético, cujo nome é Juca, passe no TPS. Algumas semanas depois, ele está extremamente empolgado para resolver as provas de Segunda Fase. Amante de literatura brasileira e de sua língua materna, ele consegue a seguinte pontuação nos 3 primeiros critérios de correção de sua Redação de português:

  • Apresentação textual (1A): 8 pontos (de um máximo de 10 pontos)
  • Argumentação(1B): 9 pontos (de um máximo de 10 pontos)
  • Análise e Reflexão (1C): 10 pontos (de um máximo de 20 pontos)

Juca infelizmente não conseguiu atingir a pontuação máxima no terceiro critério (1C), tirando metade da nota máxima permitida. Além disso, ele foi penalizado por dois erros (PNE), cada um resultando em -0,30 pontos. É agora que o bicho vai pegar. 🔥

  • Correção Gramatical e Propriedade de Linguagem (CGPL): 9,40 pontos (de um máximo de 20 pontos!!!)
  • Nota total em 2022: 36,40 (de um máximo de 60 pontos)

O que foi que aconteceu aqui? 🤔

De acordo com a inovação que a banca trouxe, Juca não parte mais da CGPL com os 20 pontos possíveis, com a pontuação sendo diminuida conforme ele for sofrendo penalizações por erros. 

Agora, a nota de CGPL está condicionada ao quesito Análise e Reflexão (aquele que Juca perdeu metade dos pontos). 

Pela nova forma de correção (que você verá mais detalhes abaixo), a nota 9,4 de Juca é tirada da seguinte fórmula:

CGPL = 20 x (pontuação obtida em 1C/20) – PNE

CGPL de Juca = 20 x (10/20) – 0,60

Nota final CGPL de Juca = 9,4

E por que isso é tão importante?

Se Juca tivesse feito a prova em 2020, a nota dele seria a seguinte: 

  • Apresentação textual (1A): 8 pontos (de um máximo de 10 pontos)
  • Argumentação(1B): 9 pontos (de um máximo de 10 pontos)
  • Análise e Reflexão (1C): 10 pontos (de um máximo de 20 pontos)
  • Correção Gramatical e Propriedade de Linguagem (CGPL): 19,4 (de um máximo de 20 pontos!!!)
  • Nota total em 2020: 46,40 (de um máximo de 60 pontos)

O exemplo hipotético de Juca pode ser repetido para todos os exercícios de todas as provas de línguas. Juca, se sair vivo da redação de português, ainda terá um longo caminho pela frente.

E qual caminho é esse? Confira a análise de matéria por matéria, exercício por exercício e tire as suas próprias conclusões.

É no detalhe que o diabo se esconde. 👀

1. Língua portuguesa

A prova de língua portuguesa é dividida em:

  • Redação – 60 pontos
  • Resumo – 20 pontos
  • Exercício – 20 pontos

A redação, o resumo e o exercício da prova escrita de língua portuguesa serão avaliados de acordo com os critérios abaixo:

Buscando garantir a isonomia, a lisura e a excelência do processo seletivo, também são descritos os procedimentos operacionais de pontuação de cada atividade da prova de língua portuguesa.

REDAÇÃO

Mudança CGPL – Redação
CACD 2020 CACD 2022
Correção gramatical e propriedade de
linguagem:

máximo de 30,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,30 ponto
CGPL = 20 pontos – PNE
Correção gramatical e propriedade de
linguagem:

máximo de 20,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,30 ponto
(CGPL = (20 x (pontuação obtida em 1C/20)) – PNE

RESUMO E EXERCÍCIO

Muita atenção, pois, no que se refere à Correção Gramatical e Propriedade de Linguagem, há uma diferença na penalização por erro. Na redação, cada erro de gramática resulta na penalização de -0,30 pontos. No resumo e no exercício, a penalização será de -0,35 pontos.

Mudança CGPL – Resumo e Exercício
CACD 2020 CACD 2022
Correção gramatical e propriedade de linguagem:

máximo de 10,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,35 ponto

CGPL = 10 pontos – PNE
Correção gramatical e propriedade de linguagem:

máximo de 10,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,35 ponto

CGPL = (10 X (pontuação em CSC ou ADT /10)) – PNE

Caso tenha ficado com dúvidas em relação às siglas, o edital traz um glossário:

2. Língua Inglesa

A prova de língua inglesa é dividida em:

  • Redação – 50 pontos
  • Tradução (Inglês → Português) – 15 pontos*
  • Versão (Português → Inglês) – 20 pontos*
  • Resumo – 15 pontos

*Em 2020/21, a Tradução valia 20 pontos e a Versão 15 pontos. Em 2022, os números foram invertidos. 

Por algum motivo, a banca resolveu dar mais ênfase e notoriedade para a Versão em 2022. Em 2020, a penalização por erro de gramática na Versão era de -0,50 pontos. Agora, a penalização é de -0,67 pontos. 

O mesmo é acontece com a Tradução em 2022. Em 2020, a penalização por erro de gramática era de -0,67 pontos. Agora, a penalização é de -0,50 pontos.

REDAÇÃO

  1. Apesar desta tabela já estar falando da prova de língua inglesa, eles se enganaram e colocaram “língua portuguesa”. Provavelmente este ponto deve ser retificado em breve. O lado bom é que este pequeno erro não atrapalha a principal análise (abaixo).
  2. Em relação ao CGPL, também há uma mudança substancial na prova de inglês
Mudança CGPL – Redação
CACD 2020 CACD 2022
Correção gramatical e propriedade de linguagem:

máximo de 25,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,67 ponto

CGPL = 25 pontos – PNE


Correção gramatical e propriedade de linguagem:

máximo de 25,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,67 ponto

CGPL = (25 X (pontuação obtida em 1C/5)) – PNE

Mas Clipping, o que isso significa?

  • Se o candidato não tirar nota máxima no critério 1C (análise e reflexão), seu CGPL já começa com descontos.
  • Ou seja, o CGPL da Redação não começa mais em 25 pontos, ao menos que você tire a nota máxima no critério 1C.

TRADUÇÃO

Mudança CGPL – Tradução
CACD 2020 CACD 2022
Correção gramatical e propriedade de linguagem:

máximo de 15,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,67 ponto

CGPL = 15 pontos – PNE
Correção gramatical e propriedade de linguagem:

máximo de 10,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,50 ponto

CGPL = (10 X (pontuação obtida em FID/5)) – PNE

Mas Clipping, o que isso significa (pt.2)?

  • Se o candidato não tirar nota máxima no critério FID (Fidelidade ao Estilo), seu CGPL já começa com descontos.
  • Ou seja, o CGPL da Tradução não começa mais em 10 pontos, ao menos que você tire a nota máxima no critério FID.

VERSÃO

Mudança CGPL – Versão
CACD 2020 CACD 2022
Correção gramatical e propriedade de linguagem:

máximo de 10,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,50 ponto

CGPL = 10 pontos – PNE
Correção gramatical e propriedade de linguagem:

máximo de 15,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,67 ponto

CGPL = (15 x (pontuação obtida de FID/5)) – PNE

Mas Clipping, o que isso significa (pt.3)?

  • Se o candidato não tirar nota máxima no critério FID (Fidelidade ao Estilo), seu CGPL já começa com descontos.
  • Ou seja, o CGPL da Versão não começa mais em 10 pontos (até porque agora ele vale 15 pontos). Para conseguir tirar os 15 pontos o condidadté terá que tirar a nota máxima no critério FID.

RESUMO

Mudança CGPL – Resumo
CACD 2020 CACD 2022
Correção gramatical e propriedades de linguagem:

máximo de 10,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,35 ponto

CGPL = 10 pontos – PNE

Correção gramatical e propriedades de linguagem:

máximo de 10,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,35 ponto

CGPL = (10 X (pontuação obtida de CSC/5)) – PNE

Mas Clipping, o que isso significa (pt.4)?

  • Se o candidato não tirar nota máxima no critério CSC (Capacidade de Síntese e Concisão), seu CGPL já começa com descontos.
  • Ou seja, o CGPL do Resumo não começa mais em 10 pontos, ao menos que você tire a nota máxima no critério CSC.

3. Espanhol

A prova de espanhol é dividida em:

  • Resumo – 25 pontos
  • Versão (Português → Espanhol) – 25 pontos

RESUMO

Mudança CGPL – Resumo 
CACD 2020 CACD 2022
Correção gramatical e propriedade de linguagem:

máximo de 15,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,50 pontos

CGPL = 15 pontos – PNE
Correção gramatical e propriedade de linguagem:

máximo de 15,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,50 pontos

CGPL = (15 X (pontuação obtida em CSC/10)) – PNE

Mas Clipping, o que isso significa (pt.5)?

  • Se o candidato não tirar nota máxima no critério CSC (Capacidade de Síntese e Concisão), seu CGPL já começa com descontos.
  • Ou seja, o CGPL do Resumo em espanhol não começa mais em 15 pontos, ao menos que você tire a nota máxima no critério CSC.

VERSÃO

Mudança CGPL – Versão
CACD 2020 CACD 2022
Correção gramatical e propriedade de linguagem:

máximo de 15,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,50 pontos

CGPL = 15 pontos – PNE
Correção gramatical e propriedade de linguagem:

máximo de 15,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,50 pontos

CGPL = (15 X (pontuação obtida em FID/10)) – PNE

Mas Clipping, o que isso significa (pt.6)?

  • Se o candidato não tirar nota máxima no critério FID (Fidelidade ao Estilo), seu CGPL já começa com descontos.
  • Ou seja, o CGPL da Versão em espanhol não começa mais em 15 pontos, ao menos que você tire a nota máxima no critério FID.

4. Francês

A prova de francês é dividida em:

  • Resumo – 25 pontos
  • Versão (Português → Francês) – 25 pontos

RESUMO

Mudança CGPL – Resumo
CACD 2020 CACD 2022
Correção gramatical e propriedade de linguagem:

máximo de 15,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,50 pontos

CGPL = 15 pontos – PNE
Correção gramatical e propriedade de linguagem

máximo de 15,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,50 pontos

CGPL = (15 X (pontuação obtida em CSC/10)) – PNE

Mas Clipping, o que isso significa (pt.7)?

  • Se o candidato não tirar nota máxima no critério CSC (Capacidade de Síntese e Concisão), seu CGPL já começa com descontos.
  • Ou seja, o CGPL do Resumo em espanhol não começa mais em 15 pontos, ao menos que você tire a nota máxima no critério CSC.

VERSÃO

Mudança CGPL – Versão
CACD 2020 CACD 2022
Correção gramatical e propriedade de linguagem:

máximo de 15,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,50 pontos

CGPL = 15 pontos – PNE
Correção gramatical e propriedade de linguagem:

máximo de 15,00 pontos

Penalização por erro (PNE): 0,50 pontos

CGPL = (15 X (pontuação obtida em FID/10)) – PNE

Mas Clipping, o que isso significa (pt.8)?

  • Se o candidato não tirar nota máxima no critério FID (Fidelidade ao Estilo), seu CGPL já começa com descontos.
  • Ou seja, o CGPL da Versão em espanhol não começa mais em 15 pontos, ao menos que você tire a nota máxima no critério FID.

⭐ RESUMO DA NOVIDADE

Com as mudanças expostas acima, existe a possibilidade de que as notas de línguas estrangeiras tendem a cair, significando mais eliminações na Segunda Fase (visto que há uma nota mínima em cada uma das duas disciplinas) e notas ainda menores na Terceira Fase (espanhol e francês).

5. História do Brasil, Política Internacional, Geografia, Economia e Direito

Já pode voltar a respirar tranquilamente, CACDista. Por aqui não tivemos muitas mudanças.

Quando chegamos nos critérios de avaliação das provas que tratam de conhecimentos específicos, o IADES não é tão detalhista, contudo não deixa de ser importante. Há uma única tabela indicando o seguinte:

Tal como ocorreu em 2019 e 2020/21, essa tabela deixa evidente que os candidatos serão avaliados de acordo com 10 quesitos definidos pela banca, no momento em que a questão foi elaborada. 

Esse critério de 10 quesitos significa que:

  • Não há penalização pelo número de erros;
  • A avaliação não é feita capacidade de argumentação ou pela estrutura/apresentação do texto (introdução, desenvolvimento, conclusão);
  • O candidato pode abordar temas corretos, mas, caso não estejam dentro do escopo de um dos 10 quesitos, não será avaliado;
  • O candidato abordou um quesito de maneira 100% satisfatória? Receberá 3 ou 2 pontos. 
  • O candidato abordou partes de um quesito? Receberá uma nota fracionada.

Compreender esse sistema de pontuação é de enorme importância, para ter uma boa nota nas provas de terceira fase. Portanto, no momento em que ler a questão, é preciso tentar pensar como a banca e estruturar o esboço da resposta com base em 10 quesitos. De certa forma, deve-se buscar “adivinhar” os quesitos pré-definidos, para poder respondê-los. 

E aí, gostou do conteúdo?

Não deixe de conferir a análise completa do Edital.

Conhece alguma pessoa que possui interesse no assunto? Compartilha com ela! 🙂

Dados de comércio exterior

Já pensou em ter os principais dados de comércio exterior para o CACD em um único documento bem enxuto e objetivo? 🤯

Para salvar tempo da comunidade de candidatos ao CACD neste reta final compilamos em um PDF gratuito:

O documento é gratuito e pode ser baixado abaixo 👇 📝

  • Principais parceiros comerciais: Os Top 10 parceiros comerciais do Brasil com a respectiva evolução da relação comercial nos últimos anos
  • Composição da pautas comerciais: Lista do principal produto de exportação e importação para cada um dos principais parceiros brasileiros.  
  • Histórico dos saldos: Evolução do saldo da balança comercial com os parceiros ao longo dos últimos 10 anos.

Por que revisar dados de comércio exterior?

Mas dados de comércio, Clipping? É realmente importante saber isso?

Poderíamos fazer aqui um textão sobre isso, mas só para ficarmos em um exemplos de alguns itens que apareceram no TPS 2019:

  • ( ) Os EUA comparecem historicamente entre os três principais parceiros comerciais do Brasil, e a pauta comercial dessa relação é marcada pela diversidade e complementaridade, sendo os contenciosos comerciais entre ambos dirimidos em instância constituída no plano bilateral. [TPS/2019]
  • ( ) O Brasil alcançou importantes superavits comerciais com o Japão na década atual, não obstante as exportações brasileiras para o país sejam majoritariamente compostas por produtos básicos – com destaque para minérios de ferro, carne de frango e milho em grãos. [TPS/2019]
  • ( ) Nos últimos 10 anos, a balança comercial do Brasil com a África foi deficitária em seis anos e superavitária em quatro anos. Nesse período, as exportações brasileiras para o continente foram compostas majoritariamente por produtos semimanufaturados e manufaturados, enquanto as importações brasileiras da África, em sua grande maioria, foram compostas por produtos básicos (sobretudo, óleos brutos de petróleo). [TPS/2019]

Pensa que acabou? Em 2021, também tivemos:

( ) Não obstante a África do Sul participe de importantes arranjos diplomáticos com o Brasil, como o IBAS e o BRICS, em 2019, o principal país destino das exportações brasileiras no continente africano foi o Egito, e o principal país de origem das importações brasileiras da África foi a Argélia.

Infelizmente, dados de comércio é algo cobrado bem à la decoreba, mas não tem como fugir.

A visão da dinâmica de comércio com os principais parceiros não apenas cai como despenca no TPS ano após ano.

Na próxima seção, dicas para um estudo pragmático desse tema.👇 🧠

Como estudar dados de comércio na reta final

O estudo de dados de comércio deve ser extremamente pragmático. Não é necessário que os candidatos conheçam número por número todos os aspectos da dinâmica da relação comercial de todos os países.

Recomenda-se focar nos aspectos da relação com os principais parceiros comerciais do Brasil:

  • Quem são os principais parceiros comerciais do Brasil?
    • Qual é o lugar dos top 3 parceiros no ranking?
  • O comércio bilateral é hoje deficitário ou superavitário?
    • Como tem sido evolução recente o fluxo de comércio?
    • Houve aumento ou quedas expressivas recentemente?
  • Quais são os top 3 principais produtos de cada relação?
    • O que o Brasil mais exporta e importa desses parceiros?
    • Prevalecem produtos básicos? semimanufaturados? Faturados?

Esperamos que vocês consigam ganhar tempo com o PDF que preparamos com os dados de comércio para o CACD. Baixe aqui!

Enjoy! 🎉 🧡

Edital CACD 2022: Análise completa!

Chegou o momento aguardado por todos que querem ser diplomatas: a publicação do Edital  do CACD 2022! Para facilitar a compreensão e acalmar o coração do CACDista ansioso, preparamos uma análise objetiva e abrangente sobre o Edital. 

Vale reforçar que a leitura desta análise NÃO substitui a leitura do Edital 2022 na íntegra!

Neste post, vamos abordar: 

  1. Vagas
  2. Inscrições 
  3. Primeira Fase
  4. Segunda Fase
  5. Terceira Fase
  6. Programa de Ação Afirmativa
  7. Tópicos do Edital 
  8. Calendário de provas

Vamos começar?

1. Vagas

O número de vagas do CACD 2022 gerou burburinhos desde o lançamento da Portaria do concurso, no dia 09/02/2022. 

E afinal, qual será o número de vagas do concurso de diplomata esse ano? 

Para a felicidade dos CACDistas, os dias de glória vieram. Teremos 34 vagas no CACD 2022! 

Isso representa 9 vagas a mais do que a quantidade do último concurso.

E não é só isso: a última vez que tivemos um CACD com mais de 30 vagas foi há mais de uma década, lá em 2010. Dá uma olhada na lista: 

AnoVagasInscritosDemanda
2022🎉34 6.464190,11
2020/21256.218248,72
2019206.411320,55
2018265.294203
2017305.939198
2016304.925164
2015225.271239
2014184.151230
2013306.490216
2012306.423214
2011267.180276

Segundo o Edital, a distribuição das vagas se dará da seguinte forma:

Ampla ConcorrênciaCandidatos negrosPessoas com deficiênciaTotal 
277234

2. Inscrições

Pelo terceiro ano seguido teremos a IADES como banca! No primeiro ano da IADES à frente do CACD, tivemos uma redução no valor da inscrição, mas que, no ano seguinte, já voltou a subir. O que será que nos espera neste ano?

O período de inscrição para o CACD 2022 será das 8h de 25 de Fevereiro de 2022 até às 22h de 20 de Março de 2022.

Ressaltamos que, no momento da inscrição, o candidato deve escolher a cidade na qual realizará as provas, deve também optar pelo sistema de concorrência (seja ampla concorrência, candidatos negros e de pessoas com deficiência) e, caso necessário, solicitar atendimento especial. 

O valor da inscrição para o CACD neste ano será de R$ 224,00. Para a surpresa de muitos, o valor da taxa permaneceu igual ao do último concurso. 💸

Não é difícil encontrarmos candidatos desatentos que perdem o prazo de inscrição ou que se enrolam na opção pelo sistema de concorrência. Por isso, não deixe para realizar sua inscrição às 21h59min do dia 20 de Março. 

Se possível, faça logo no dia 25 de Fevereiro. Também já deixe o despertador programado para não esquecer o pagamento. Fica de olho! 👀

3. Primeira Fase

A prova objetiva da primeira fase do CACD 2022 acontecerá no dia 17 de abril, em dois períodos: 

  • Manhã, iniciando-se às 9 horas e 30 minutos, com duração de 3 horas
  • Tarde: iniciando-se às 15 horas, com duração de 3 horas

Com relação à 1º fase do concurso, também conhecida como TPS (teste pré-seleção), o CACD 2022 terá rigorosamente a mesma distribuição de questões que tivemos no CACD 2020 e CACD 2019, sendo 73 questões e 292 itens no total. 

Foi seguida à risca a distribuição de pontos entre as disciplinas que tivemos no Edital do CACD dos últimos dois anos.

Teremos a seguinte distribuição:

DisciplinaNúmero de questões CACD 2020 
Língua Portuguesa10
Língua Inglesa9
História do Brasil11
História Mundial11
Política Internacional12
Geografia6
Economia8
Direito6

Será mantida a estrutura de prova apenas com itens C ou E (4 itens por questão) e, como em anos anteriores, cada item correto soma +0.25 pontos à nota.

Também fica mantida a inovação trazida pelo IADES, em 2019, no que se refere à pontuação de itens acertados, errados e deixados em branco:

  • 0,25 ponto positivo (+), em caso de item acertado
  • 0,125 ponto negativo (-), em caso de item errado
  • 0,00 ponto, caso não haja marcação (deixar em branco) ou caso haja marcação dupla (erro)

Vale lembrar que essa dinâmica de penalização trazida pelo IADES, em que dois itens errados anulam um item certo, contribuiu para o aumento sem precedentes de 20% na nota de corte do CACD, tanto em 2019 quanto em 2020. 

Essa alteração mudou bastante a estratégia de prova por parte dos candidatos, uma vez que se tornou muito mais atrativo aquele “chute consciente”, não deixando nenhum item em branco. 

Como no ano passado, estará eliminado do concurso, o candidato que obtiver menos de 32,85 pontos. (pontuação de 45% da prova).

Ainda que o Edital tenha confirmado as 34 vagas para novos diplomatas, teremos proporcionalmente menos candidatos que passarão da primeira para a segunda fase. Essa é a primeira mudança do CACD 2022, uma consequência do calendário apertado devido às eleições.

Em 2019, quando tivemos 20 vagas, 200 candidatos passaram para as últimas fases do CACD. Já em 2020, com 25 vagas, foram 250 vencedores que superaram a barreira do TPS. 

Entretanto, mesmo com o aumento de vagas de 25 (2020/21) para 34 (2022), parece ter havido apenas um ctrl+c – ctrl+v do Edital de 2020. O número de candidatos que serão convocados para a Segunda Fase permanece em 250. 🤔 

Em 2022, a distribuição ficou assim:

Ampla concorrênciaCandidatos negrosPessoas com deficiênciaTotal
1875013250

Se quase tudo permanece igual no que se refere ao TPS, agora vamos conferir as fases seguintes.

Vejamos!

4. Segunda Fase

As primeiras duas provas escritas da segunda fase serão: Língua Portuguesa e Língua Inglesa, com realização prevista para 13 dias após o TPS, no caso da primeira e 14 dias após o TPS, para a segunda:

  • Língua Portuguesa: prevista para o dia 30 de Abril, terá duração de 5 horas, com início às 14 horas.
  • Língua Inglesa: prevista para o dia 1º de Maio, terá duração de 5 horas, com início às 14 horas

A prova de Português em 2022 manterá a mesma estrutura da prova de 2020, ou seja, 1 redação, 1 resumo e 1 análise ou comentário. Não sabe como funciona? Dá uma olhada abaixo:

QuestõesExtensãoPontuação
Redação sobre tema geral65 a 70 linhas60
Elaboração de resumo35 a 50% do texto resumido20
Exercício de interpretação, análise ou comentário15 a 20 linhas20

Com relação à redação e ao exercício, o dimensionamento do texto obedece o mesmo padrão de anos anteriores. Fica mantida também a penalização de -2 pontos para cada linha que faltar para atingir o mínimo ou exceder o máximo.

A prova de língua inglesa também segue rigorosamente a mesma estrutura dos anos anteriores. 

Os CACDistas de plantão devem ficar ligados aqui, pois, em 2021, Inglês foi responsável pela eliminação de cerca de metade dos candidatos que tinham sido aprovados na primeira fase.

QuestõesExtensãoPontuação
Redação sobre tema geral45 a 50 linhas50
Tradução (Inglês → Português)N/A15
Versão (Português → Inglês)N/A20
ResumoEstabelecido no comando do exercício15

Para serem aprovados na Segunda Fase, os candidatos devem ter uma nota mínima de 60 pontos em Português e 50 pontos em Inglês.

5. Terceira Fase

No CACD 2019, a Terceira Fase deixou de ser uma etapa à parte para se fundir com a Segunda Fase, algo que foi revertido em 2020, voltando às tradicionais 1°, 2° e 3° fases.

Para o CACD 2022, seguiremos essa estrutura tradicional de separação entre as discursivas de Português e Inglês (na segunda) e das demais (na terceira).

As provas escritas de História do Brasil e Política Internacional obedecerão a mesma lógica do CACD 2020:

  • 2 questões discursivas de 90 linhas (valendo 30 pontos cada) + 2 questões discursivas de 60 linhas (valendo 20 pontos cada);

Já Geografia, Economia, Direito e Direito Internacional Público terão a seguinte:

  • 2 questões discursivas de 60 linhas (valendo 30 pontos cada) + 2 questões discursivas de 40 linhas (valendo 20 pontos cada);

Com relação a Francês e Espanhol, sem novidades também. Os candidatos terão de elaborar:

  • 01 Resumo 
  • 01 Versão de um texto do português para o francês e outro texto do português para espanhol

Em 2019, o IADES trouxe uma importante novidade para o CACD. Desde então, o Edital para o concurso de admissão à carreira diplomática apresenta, de forma transparente, uma detalhada descrição dos critérios de correção e de pontuação das provas discursivas do concurso. 

Trata-se de um importante ponto do Edital 2022, pois garante que a correção das provas discursivas será menos subjetiva. Todos os candidatos terão ciência, antes de fazer a prova, dos critérios que os corretores utilizarão, ao corrigir seus textos. Para ter uma boa resposta, é essencial compreender o que será avaliado e como será pontuado. 

Caso queira conferir em detalhes, basta dar uma olhadinha no Anexo IV do Edital (a partir da página 30).

6. Programa de Ação Afirmativa

O candidato, que optar por concorrer às vagas reservadas às pessoas negras, poderá optar, também, no período de inscrição, por meio de link específico disponível no endereço eletrônico http://www.iades.com.br, por concorrer à bolsa-prêmio da edição subsequente do Programa de Ação Afirmativa do Instituto Rio Branco (PAA/IRBr)

O Programa de Ação Afirmativa do Instituto Rio Branco tem como por objetivo ampliar a oportunidade dos candidatos e candidatas negras no Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, incentivando o acesso através de uma Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia.

Lançada em 2002 como consequência das discussões de igualdade racial na Conferência de Durban, em 2001, trata-se de uma iniciativa inovadora, já que foi implementada antes mesmo da aprovação da Lei Nº 12.990 de 2014, que estabelece a reserva de 20% das vagas em concursos públicos para candidatos negros

Após a publicação da lei de 2014, o programa foi reformulado. Em seu atual formato, o Itamaraty busca aumentar a efetividade do investimento público mediante concessão de bolsas apenas aos candidatos pretos ou pardos que, tendo apresentado desempenho satisfatório nas primeiras etapas do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), não lograram média de notas necessária à seleção final.

No CACD 2020/21, você optou por concorrer às vagas reservadas às pessoas negras? Quando fez sua inscrição, também optou por concorrer ao PAA? Caso as duas respostas sejam positivas, então você concorrerá à Bolsa-Prêmio para o CACD 2022. Funciona assim, você faz sua inscrição em um ano, para concorrer à bolsa do ano seguinte, caso não seja aprovado. 

Fique atento ao site do Iades para mais informações.   

7. Tópicos do Edital

Para a felicidade do CADista, não houve alteração nos tópicos do edital do CACD 2022

Não temos novos tópicos, nem tópicos da prova de 2020 que foram excluídos ou renomeados. Os tópicos do Edital continuam o mesmo do último certame. Sem tirar nem por! 

8. Calendário

Para você não esquecer e nem se perder, o Clipping fez um compilado com todas as datas importantes para o CACD 2022.

As principais mudanças do concurso estão relacionadas ao calendário, que ficou muito apertado. Em decorrência do período eleitoral, o concurso deve ser homologado até o dia 02 de julho. 

O que isso significa? Que teremos um CACD em ritmo acelerado!

Atenção, com as incertezas da pandemia do COVID-19, essas datas podem sofrer alterações. Mas fica tranquilo que, qualquer mudança, o Clipping vai te avisar!

Primeira Fase

Prova17 de Abril
Gabarito Preliminar17 de Abril
Recursos18 de Abril – 19 de Abril
Resultado + Convocação para 2ª Fase26 de Abril 

Segunda Fase

Prova (Língua Portuguesa e Inglesa)30 de Abril e 01 de Maio 
Resultado Preliminar09 de Maio
Recursos10 de Maio – 11 de Maio
Resultado Final19 de Maio

Terceira Fase

DisciplinasDataHorário
História do Brasil27 de Maio09h
Geografia27 de Maio15h
Política Internacional28 de Maio09h
Economia28 de Maio15h
Direito29 de Maio09h
Língua Espanhola e Língua Francesa29 de Maio15h
Resultado Preliminar06 de Junho
Recursos07 a 08 de Junho 08h do dia 7 às 22h do dia 8
Resultado Final15 de Junho

9. Revisão

Agora que você já está por dentro dos principais pontos do Edital, chegou a hora de ativar o modo revisão! 

Nesse momento, é comum se desesperar ficar um pouco apreensivo, mas não se preocupe, porque o Clipping está ao seu lado!

Inclusive, nosso Curso Intensivo 2022 já está saindo do forno. Ele é indicado para os candidatos que estão se preparando para o TPS e precisam revisar os conteúdos de forma mais prática e objetiva.

Dúvidas sobre o Edital? Comentário? Deixe aí abaixo!