As efemérides históricas são uma ferramenta estratégica na preparação para o CACD. Mais do que marcar datas, elas ajudam a compreender processos históricos e suas conexões com o cenário atual, algo frequentemente explorado nas provas.
Neste texto, reunimos alguns marcos relevantes da história do Brasil e do mundo que seguem recorrentes nos estudos para o exame. Ao longo do conteúdo, você verá como esses eventos continuam influenciando debates contemporâneos.
Primeira Constituição brasileira (1824)
A primeira Constituição do Brasil foi outorgada por Dom Pedro I em 25 de março de 1824, estabelecendo o país como uma monarquia constitucional. Caracterizou-se pela centralização do poder e pela quadripartição do Poder, com a criação do Poder Moderador, exercido pelo imperador.
A Constituição de 1824 consolidou a independência do Brasil e foi a primeira e mais longeva Carta Magna da história do país, ficando em vigor por 67 anos.
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Relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos (1824)

As relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos (EUA) foram estabelecidas em 26 de maio de 1824, com a nomeação de P. R. Porter como primeiro embaixador norte-americano no Brasil. Os EUA foi o primeiro país a reconhecer a independência brasileira, sendo o que mantém relações diplomáticas mais longínquas com o Brasil.
Essas relações diplomáticas foram marcadas por cooperação econômica e política, com momentos de tensão e alinhamento. No âmbito comercial, Brasil e EUA mantêm uma relação sólida. Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, totalizando em 2023 uma corrente de comércio bilateral de US$ 74,9 bilhões. O país é ainda o segundo principal destino das exportações nacionais, e o principal destino de manufaturados brasileiros.
Revolta Paulista de 1924
A Revolta Paulista de 1924 foi um movimento militar ocorrido em São Paulo, liderado por oficiais do Exército Brasileiro insatisfeitos com o governo federal de Artur Bernardes. Entre as personalidades históricas envolvidas, destacam-se o general Isidoro Dias Lopes e o major Miguel Costa, que comandaram as forças rebeldes. A revolta, que durou cerca de 23 dias, resultou em intensos combates na capital paulista, causando destruição e numerosas baixas civis e militares. Algumas das reivindicações do movimento tenentista eram o voto secreto, mudanças no sistema público de ensino e participação dos militares na política.
Embora o movimento tenha sido reprimido, ele expôs a fragilidade do governo e a insatisfação popular, contribuindo para a eclosão da Revolução de 1930, que culminou na ascensão de Getúlio Vargas ao poder. O legado da Revolta Paulista de 1924 reside na sua influência sobre os movimentos tenentistas e na promoção de reformas políticas e sociais no Brasil.
Relações diplomáticas entre Brasil e Egito (1924)
As relações diplomáticas entre Brasil e Egito foram oficialmente estabelecidas em 1924. Desde então, as relações aprofundaram-se, sendo marcadas por projetos de cooperação em áreas como comércio e cultura. Em 2009, os países criaram o Mecanismo de Diálogo Estratégico bilateral e em 2024 as relações foram elevadas à condição de parceria estratégica.
De acordo com dados do Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Egito é o 2º maior parceiro comercial do Brasil no continente africano, com uma corrente comercial de US$ 2,8 bilhões em 2023.
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Conferência de Bretton Woods (1944)
A Conferência de Bretton Woods foi um encontro internacional realizado em julho de 1944, na cidade de Bretton Woods, em New Hampshire nos EUA. A ideia era estabelecer uma nova ordem econômica mundial após a Segunda Guerra Mundial, visando evitar crises econômicas como a Grande Depressão. Ao todo, participaram 44 países, incluindo as principais potências aliadas.
A conferência buscava alcançar a estabilidade econômica global, promovendo a cooperação monetária e o crescimento econômico. Seus principais resultados foram a criação do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), conhecido hoje como Banco Mundial. O legado histórico de Bretton Woods inclui a promoção de um sistema financeiro internacional mais estável e a facilitação da reconstrução econômica do pós-guerra.
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Golpe militar no Brasil (1964)

Em 31 de março de 1964, membros da alta cúpula das Forças Armadas, com apoio de setores conservadores da população, depuseram o presidente João Goulart, dando início a um regime militar que durou até 1985. O contexto do golpe envolveu uma crise econômica, instabilidade política e medo do avanço comunista, exacerbado pela Guerra Fria.
Durante o regime militar, cinco generais presidiram o Brasil: Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo. O período foi marcado por medidas autoritárias, como o AI-5, que restringiu liberdades civis, e por um crescimento econômico conhecido como “milagre econômico”, mas também por repressão, censura e violações de direitos humanos. A transição para a democracia foi gradual e tutelada pelos militares, culminando na eleição indireta de Tancredo Neves, em 1985, que marcou o fim do regime militar e o início da Nova República.
Relações diplomáticas entre Brasil e China (1974)
Brasil e China estabeleceram as suas relações diplomáticas em 15 de agosto de 1974 e, logo em seguida, abriram as Embaixadas do Brasil, em Pequim, e da China, em Brasília. O primeiro embaixador brasileiro em Pequim foi o paraense Aluízio Napoleão de Freitas Rêgo, que permaneceu no cargo até o ano de 1981.
Em 1993, China e Brasil estabeleceram uma “Parceria Estratégica”. Anos depois, em 2004, foi criada a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), considerada a mais alta instância permanente de diálogo e cooperação bilateral entre ambos. Desde 2009, a China figura como a principal parceira comercial do Brasil. Atualmente, o país também está entre as principais fontes de investimento estrangeiro direto (IED) no Brasil.
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Revolução dos Cravos (1974)

Em 25 de abril de 1974, deu-se início em Portugal à Revolução dos Cravos, levante pacífico orquestrado por capitães e majores e que encerrou um dos regimes autoritários mais longos do século XX. A revolução foi chamada assim pois a população distribuiu cravos vermelhos para os soldados dissidentes, que os colocaram nos canos de suas armas.
Na época, Portugal estava sob uma ditadura fascista há mais de 40 anos e passava por uma grave crise econômica. No âmbito externo, o país enfrentava movimentos de independência em suas colônias e fortes críticas em fóruns internacionais. Personalidades como Otelo Saraiva de Carvalho foram importantes para a Revolução.
Fim do apartheid na África do Sul (1994)
O apartheid na África do Sul foi um regime de segregação racial institucionalizado pelo Partido Nacional em 1948, que durou até 1994. Caracterizado pela discriminação sistemática contra a população negra, o regime impôs leis que segregavam espaços públicos, restringiam direitos civis e econômicos e promoviam a supremacia branca.
O regime do apartheid sofria pressões externas, com sanções econômicas e boicotes culturais, e também internas, com movimentos oposicionistas liderados pelo Congresso Nacional Africano (CNA) e figuras como Nelson Mandela. Mandela tornou-se um símbolo global da luta contra o apartheid e desempenhou um papel crucial nas negociações para uma transição pacífica para a democracia.
A transição do apartheid ocorreu entre os anos 1980 e 1990. Em 1994, ocorreram as primeiras eleições multirraciais na África do Sul, nas quais Mandela foi eleito presidente. Seu governo, que durou até 1999, focou na reconciliação nacional, na criação da Comissão de Verdade e Reconciliação e na implementação de políticas para reduzir a desigualdade.
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Plano Real (1994)
O Plano Real, implementado em 1994, foi uma estratégia econômica que visava estabilizar a economia brasileira e controlar a hiperinflação que assolava o país. Antes de sua implementação, o governo brasileiro implementou diversos planos econômicos, como o Plano Cruzado, Plano Bresser e Plano Collor, que tentaram, sem sucesso, conter a inflação.
O Plano Real surgiu sob a liderança do então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso (FHC), e contou com a participação de economistas como Gustavo Franco e Pérsio Arida. O plano foi dividido em três etapas: o ajuste fiscal, focado na estabilização das contas públicas; a criação da Unidade Real de Valor (URV); e a introdução do real como nova moeda juntamente com a adoção de uma âncora cambial e altas taxas de juros para controlar a inflação.
O Plano Real resultou na estabilização da moeda, no controle da inflação e na retomada do crescimento econômico. O sucesso do plano também pavimentou o caminho para a eleição de FHC à presidência do Brasil.
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Conclusão
O estudo de efemérides permite revisar conteúdos de forma estratégica, conectando eventos históricos a temas atuais e recorrentes no CACD.
Ao dominar esses marcos, o candidato amplia seu repertório e desenvolve uma visão analítica mais consistente — essencial para um bom desempenho na prova.
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