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5 dicas para acertar no presente do candidato ao CACD

Luzes, lojas lotadas, caminhões de Coca-Cola circulando pela cidade e aquele CD da Simone que nem o mais diplomático dos diplomatas aguenta mais…

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Chegou o Natal! E com ele chegou também a temporada das saias justas para os candidatos ao CACD. Noite de ceia, todos familiares ao redor da mesa e você tendo que explicar que ainda não passou no concurso de admissão à carreira diplomática, mas que chegou perto. Tá quase, dá próxima vai, etc. Quem nunca passou por isso?

Mas quem também nunca passou dificuldades para escolher presente para aquele amigo secreto que está fazendo o concurso para a carreira diplomática. CACDista não é o tipo mais fácil de se agradar… 

Esse post é para você que tem que escolher um presente para um candidato à diplomacia. É altamente provável que você já tem em mente dar um livro como presente! É ótima pedida! Aqui vão algumas sugestões para não cometer gafe 

#1. Para quem está pensando em começar a estudar para o CACD

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Problema> Cuidado ao escolher o presente para seu amigo secreto se ele está ainda amadurecendo a ideia de um dia vir a começar estudar para o concurso de admissão à carreira diplomática. Para esse candidato, vale a pena considerar fugir de livros muito densos que fazem parte da bibliografia. Nada de Manuais de Economia, nada da coleção do Hobsbawmm, etc. Nesse estágio de amadurecimento da ideia de iniciar os estudos para a diplomacia, esses livros podem assustar um pouco. Além disso, não tem muito valor prático imediato. E ao invés de inspirar, você pode acabar des-inpirando e desesperando o jovem aspirante à carreira diplomática.

Solução> Opte por livros relacionados à carreira diplomática mas que tenham um perfil motivacionais. 

Diário de Bordo, de Cláudia Assaf é uma injeção de ânimo para quem acredita que o Itamaraty é muita areia para seu caminhãozinho.

cacd-clio-cacd-clipping Sinopse: O CACD é um dos concursos mais exigentes do Brasil, mas tornar-se diplomata era a meta dessa aeromoça. Sem saber do nível de exigência da prova, acreditando que  falar idiomas lhe bastariam, prestou o concurso pela primeira vez em 1996. A obra é um exercício autobiográfico em explica como foi sua jornada desde a desistência inicial até a aprovação anos mais tarde. A obra mostra que a realização de um sonho é possível desde que sejamos realistas e passemos a agir para alcançá-lo.

     

 

 

#2. Para quem  começou agora a estudar para o CACD 

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Problema> Quem se propões a presentear um candidato que começou os estudos para o CACD recentemente tem uma grande responsabilidade. Quem começou a estudar por agora para o Itamaraty está com gás total nesse fim de ano. No começo dos estudos para o Itamaraty tudo é novidade e o gás é grande.  É uma época incrível de grandes descobertas, e de leituras que marcam para a vida toda.  Se o presenteado está começando os estudos do CACD, você tem a chance única de dar um presente extremamente marcante. 

Solução> Opte pelos clássicos dos clássicos. 

Nada daquele best-seller que fica exposto na vitrine da livraria, tipo O Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, ou daquele 1822, do Laurentino Gomes. Não que não sejam ótimas leituras. Mas não vão ser de muita ajuda para o jovem candidato. 

Dê uma olhada no Raízes do Brasil. É um presente e tanto. Não foi por acaso que Sérgio Buarque, o próprio autor, presenteou seu filho, Chico Buarque, com um exemplar de Raízes do Brasil. Mais do que uma leitura para o CACD é uma obra que divide a vida de todo brasileiro que sobre ela se debruça. Portanto, capriche na dedicatória.

livro-raizes-do-brasil-sergio-buarque-de-holanda Sinopse: Uma das obras fundadoras da historiografia e das ciências sociais modernas no Brasil. Sérgio Buarque elabora categorias centrais para o entendimento da especificidade histórica brasileira, como a do homem cordial, incapaz de agir de acordo com a letra da lei, o que explicaria a frouxidão das instituições e da organização social do país.

 

 

#3. Para quem já tem um tempo de estudo para o CACD

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ProblemaEsses são geralmente os mais difíceis de agradar com livros. Esses candidatos em nível intermediários já tem bastante livros, então o risco de dar presente repetido é grande. Certifique-se com o livreiro não só se rola, mas se é fácil de troca em caso de presente repetido

Solução> Opte por novidades que complementam a bibliografia de estudo e que de preferência sejam novidades que acabam se ser lançadas.

Dificilmente você corre o risco de estar dando livro repetido se você optar por um dos volumes da  Coleção Diplomata, organizado pela Saraiva.

A coleção acaba de sair e tem despertado muita atenção dos candidatos ao CACD.  Na verdade, o Clipping nem teve ainda contato com ela, pois é novíssima mesmo. Mas boa parte dos professores envolvidos na organização da coleção, trabalham há um tempo com preparação específica para o CACD, como o Prof. Rodrigo Goyena (História do Brasil), Michelle Miltons (Economia) e Daniel de Araújo (História Mundial), por esses volumes dá para colocar a mão no fogo com tranquilidade! 

cacd-clio-cacd-clipping Sinopse: Conciliando teoria e prática, a obra faz a análise de todas as provas dos últimos 13 anos (2003 a 2015) oferece ao candidato a possibilidade de identificar os temas de maior incidência, direcionando seus estudos e garantindo uma revisão precisa dos conteúdos exigidos.

 

 

#4. Para quem já estuda para o CACD um tempão

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Fuja das bibliografias obrigatórias.

Problema> Se ele é CACDista e já tem bastante tempo de estudo é altamente provável que a última coisa que ele gostaria de ver sair de um embrulho de Natal é um livro da Bibliografia obrigatória. Esse tipo de candidato já está meio saturado de estudar nessa época do ano e geralmente está mais afim é de abrir a cabeça para livros novos, que não são exatamente obrigatórios para o CACD. Nesse sentindo, alguns candidatos nesse estágio de preparação não gostam muito de sofrerem aquele interrogatório sobre o concurso nem de serem sutilmente cobrados com previsões sobre quando vão passar, etc (esse tipo de papo sempre acaba rolando na noite de Natal). O CACD é  um processo psicologicamente muito desgastante e cada candidato reage a ele de forma diferente. Vale a pena ficar atento a isso…

Solução> Sobre o presente. É possível presentear o candidato de forma a fugir ao universo das provas e ainda assim orbitar em volta dos temas relacionados à diplomacia. 

Há uma variedade grande de livros que ficam no meio termos entre concurso  e um tema diverso.

Por exemplo, fica a dica para aquele candidato que tem um interesse especial sobre esportes e História e que, de quebra foi escrito pelo Prof. Daniel Araújo, um craques titulares do tradicional  time do Curso Clio (para quem ainda não viu o vídeo sobre Futebol e Política que o Prof. Daniel gravou para o Drops, fica o link aqui )

1 Sinopse: Fruto de um trabalho de pesquisa do Prof. Daniel de Araújo, Prof. de História do Curso Clio, a obra trata das origens do campeonato brasileiro e suas relações com a política da ditadura militar. Não é exatamente um tema cobrado nas provas abertamente, cultura e ditadura militar sempre dá as caras de forma incidental. 

 

 

Outra exemplo, são os livros que ficam entre o CACD e a ficção, com é o caso do clássico do diplomata Edgard Telles Ribeiro, O Punho e a Renda

cacd-clio-cacd-clipping Sinopse: Edgard Telles Ribeiro narra os bastidores das embaixadas e revela suas tensões e disputas. A ação mescla espionagem, política e a truculência militar. O autor traça um retrato de Max, jovem que ingressa no serviço diplomático brasileiro e, por suas habilidades especiais, é cobiçado por olheiros de mais de um serviço secreto

 

 

 

Outro exemplo são os livros que ficam entre o CACD e a ciência política, como o 18 Dias, de Matias Spektor, que já entrevistamos no Blog aqui . É o tipo de leitura que incidentalmente dá uma mãozinha para relembrar alguns temas relacionados à política externa brasileira recente. Mas o maior mérito da obra é lançar luzes de forma inédita sob a curiosa transição de poder FHC e Lula, e isso justamente em um momento em que o país vive este momento de polarização política. Mas oportuno impossível…

cacd-clio-cacd-clippingSinopse: “18 Dias” é a história secreta de como Lula e Fernando Henrique Cardoso trabalharam juntos para quebrar a resistência do governo Bush ao PT nas eleições de 2002. Usando documentos inéditos e entrevistas exclusivas com os principais atores envolvidos, Matias Spektor reconstitui 18 dias na transição presidencial mais delicada da história recente, quando petistas e tucanos uniram-se para impedir que a direita norte-americana ameaçasse a chegada da esquerda brasileira ao poder. 

 

#5. Para quem está quase desistindo do CACD

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Problema> O candidato está saturado de CACD, você sente isso e fica na dúvida se é oportuno dar um livro que remeta ao concursom mesmo que incidentalmente.

Solução> Nada de livro da bibliografia obrigatória para ele . O que ele precisa é uma injeção de ânimo. Opte por biografias de diplomatas. Biografias são geralmente inspiradoras e quando bem escritas expõe fragilidades, insegurança, momento de incertezas, mostrando que mesmo as figuras mais fortes, já passaram por esse momento que o candidato que está prestes a desistir de tudo já passou.

Mas atenção nada dar aquela biografia daquele camarada do século XIX, tipo o Joaquim Nabuco ou o próprio Barão do Rio Branco. Não que não sejam livros incríveis, mas são livros que já não se apresentam como novidades para esse CACDista veterano. 

Prefira títulos, como  Breve narrativas diplomáticas. Não é exatamente uma autobiografia, mas tem trações biográficos. O autor, Celso Amorim é uç diplomata-superstar. De sorriso bondoso e carisma inigualável é o diplomata-inspiração de cada 9 em 10 candidatos ao Itamaraty. Portanto, tudo o que o nobre ex-Chanceler tem a dizer é tido em alta consideração pelos jovens candidatos ao CACD, que nos seus lançamentos de livros na Livraria Travessa  se acutuvelam por uma foto ou uma palavra com essa figura inspiradora.

cacd-clio-cacd-clipping  Sinopse: Ao longo dos 12 anos em que foi embaixador do Brasil em Genebra e Londres e ministro das Relações Exteriores do governo Lula, Celso Amorim colecionou histórias que foi anotando no que lhe caía à mão. Se não estava com seu molesquine, aproveitava o verso dos menus de jantares para os quais era convidado, envelopes de correspondência, blocos de recado de hotel.

 

 

 

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