Ficamos sabendo pelo blog Internacionalista que saiu hoje nacoluna de Matias Spektor na Folhaum texto interessantíssimo sobre algo que muito algo que está muito relacionado ao trabalho do Clipping CACD: sistematização de dados quantitativos e qualitativos sobre as relações exteriores do Brasil.
A crítica que o autor da coluna faz é que “grande parte da condução da diplomacia é feita no escuro, sem dados concretos e avaliações bem feitas“.
Fato é que o uso de tecnologias de ponta no processamento de dados complexos para suporte a processos decisórios tanto do setor privado quanto do setor públicos ainda é novidade no Brasil.
O Atlas da Política Externa Brasileira a que Matias Spektor chama de um “presente de natal” tem por proposta “apresentar dados complexos de forma clara e simples”. Parece óbvio, mas se trata de um tendência recente proporcionada pelos avanços da tecnologias de informação.
Como o exemplo bem sucedido de sistematização de dados é o Dataviva, um projeto desenvolvido pelo governo de Minas em parceria com o MIT Media Lab. O Dataviva, embora não tenha diretamente interesse para o candidato ao CACD, chama a atenção pelo esforço de compilação de dados sobre todo o setor formal da economia brasileira e a possibilidade de acessá-los em mais de 100 milhões de visualizações interativas em infográficos.
Informação sempre foi associada a poder. Mas hoje a informações em si não é útil se não puder ser apreendida de forma clara e simples.
De certa forma, o que o Clipping CACD faz ,com o DOE, por exemplo, é o mesmo esforço feito pelo Dataviva e pelos autores do Atlas da Polítca Externa Brasileira: aplicar tecnologias de forma criativa para apresentar o conteúdo de forma clara e simples e organizada.
Ser claro, simples e organizado: soa óbvio, mas o óbvio costuma ser o mais difícil.




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