[icon name=icon-quote-left] Marcello prepara candidatos para o Itamaraty, mas não é nada diplomático quando o assunto é CACD. Administrador público e um apaixonado pela sala de aula, lecionou, em quatorze estados do país, disciplinas variadas para concursos variados, antes de se especializar na preparação de alunos para a carreira diplomática e assumir a coordenadoria pedagógica do Curso Ideg. Publicou, em 2010, seu Manual de Macroeconomia, direcionado a quem estuda para concursos públicos. Confira nossa conversa.
[icon name=icon-quote-left] Quando o Ideg surgiu já não havia mais aquele contexto das 100 vagas. Somado a isso, já havia outros cursos preparatórios para a carreira diplomática consolidados, com bons índices de aprovação e corpos docentes especializados e com grande experiência no CACD. O que o levou a investir nesse mercado voltado para o CACD mesmo um cenário tão pouco promissor?
[icon name=icon-user] Por incrível que possa parecer, o IDEG surgiu exatamente no momento mais promissor dessa nova lógica do concurso.
Na “Era das 100 vagas”, o trabalho de preparação feito pelos cursinhos estabelecidos fora absolutamente padronizado e direcionado para uma estrutura monopólica ou oligopólica. O conteúdo pedagógico, a carga horária, o estilo de aula dos professores, atendiam às demandas em um mercado com muitos mais alunos. Infelizmente, a preparação massificada tornou os alunos pouco exigentes e os fez perder os parâmetros da dificuldade de uma prova de alto desempenho como a da diplomacia. Além disso, a estratégia utilizada era clara: a redução da carga horária faz com que se possa “rodar” os cursos três vezes por ano e não duas vezes. Dessa forma, o preço dos cursos de trinta horas ou menos eram projetados para que na primeira rodada oferecida no ano, os custos estivessem cobertos até o final do ano. Ou seja, na primeira rodada, o curso cobria todos os custos anuais. O resto era lucro.
Além de comprar um ensino massificado e com baixas cargas horárias, o aluno pagava valores enormes para conseguir se preparar. E pior, era possível comprar pacotes completos de matérias teóricas. O aluno comprava nove ou dez matérias, sem ter a mínima ideia do momento em que estava na preparação. Vi e ouvi coisas terríveis, como alunos sendo orientados a pegarem todas as matérias porque é possível passar em um ano de estudo. É possível? Sim. Existem casos? Sim. É o MEU caso? Não. É o caso da maioria esmagadora de alunos? Não. Em minha opinião, esse é um jogo que não se faz. É um comportamento monopólico – há assimetrias de informação. E elas podem gerar dinheiro. Resultado, o aluno comprava nove cursos e não aproveitava nenhum.
Evidentemente, no próximo ano comprava os mesmos cursos de forma paulatina… comprava um aqui, outro ali… sempre com os mesmos professores. Conheci alunos que repetiram esse ciclo por quatro ou cinco vezes. É a coisa mais triste que vi em todos os anos de preparação para concursos. Em nenhum outro mercado, os alunos são tão explorados assim.
Note que o que não faltavam eram oportunidades, o mercado estava errado, não era justo. O IDEG nasceu em uma reação imediata a esse mercado. Quando percebi que as 100 vagas não voltariam, a decisão foi imediata: criar um cursinho com custo de estrutura baixo. Assim, poderia pagar meus custos sem ter que “rodar” os módulos três vezes. A carga horária foi acrescida em 250% e o preço foi baixado em mais da metade com essa manobra. Enquanto o mercado, até hoje, pratica cursos de, no máximo, 30 horas, o IDEG pratica cursos de 72 ou 48 horas. Nosso preço é sempre igual ou menor a R$ 35,00 hora para o estudante. Além disso, para não correr o risco de vender assimetrias pensamos em nos aproximar do aluno. Conversamos com o aluno. Entendemos em que momento do estudo ele está. Temos como política não vender mais do que quatro cursos ao aluno.
Percebi logo que os cursinhos davam mais importância aos diplomatas do que aos seus alunos. Não quero isso, meu foco é aquele que não passou, ele ou ela precisam de minha ajuda. Sempre converso com os alunos que passaram e sou amigo de grande parte das últimas turmas. Mas, digo que não tenho tempo para política ministerial. Isso é com eles.
Ou seja, quando as vagas diminuíram, o IDEG tinha a proposta mais bem estruturada do mercado. Os professores foram chegando e nós fomos desenvolvendo nosso próprio corpo docente (aliás, como faço até hoje). Identificar a vocação de docente é maravilhoso. Identificar essa vocação em quem está estudando para a prova é sensacional. E gera professores de ponta. Ao longo do tempo, fortalecemos o corpo docente e continuamos recebendo professores cada vez mais qualificados, que se identificam com nossa proposta. Hoje, o IDEG conta com professores que nasceram ali e com grandes nomes de mercado que vieram de outros cursos. O Edgar Pêcego, por exemplo, tem mais de 32 anos de experiência na preparação ao CACD.
[icon name=icon-quote-left] Se antes era comum os candidatos comprarem pacotes completos em um curso preparatório específico, cada vez mais os candidatos, sobretudo os veteranos, vem optando por uma preparação híbrida. Dessa forma, pegam disciplinas isoladas tanto no curso X quanto no curso Y, de acordo com “vantagem comparativa” de cada cursinho. Essa lógica “David Ricardo” funciona na preparação para o CACD ou traz prejuízos do que benefìcios ao candidato?
[icon name=icon-user] É… essa pergunta é para mim. Vou respondê-la por dois prismas.
Em primeiro lugar, os alunos comparam a qualidade de cada um dos professores e tomam suas decisões a partir desses parâmetros. Acho isso sensacional para os cursos teóricos longos. Penso que é a melhor forma de se estudar. Porque eu tenho que comprar um pacote com professores que não conheço e que tenha apenas um ou dois professores referenciais? De fato, não faz sentido, já que hoje basta entrar na internet e você verá que são as referências em cada matéria. Acredito que para cursos teóricos é importante “comparar” e buscar o professor. Mas, mostrar a experiência que os alunos assistem aulas com mais de um professor da mesma matéria ao longo da preparação e isso é muito bom também.
Para que um pacote funcione, ele deve estar envolto por uma forte proposta pedagógica. Tem que ter orientadores próximos aos alunos sempre. Além disso, o curso tem que ter estrutura para controlar a qualidade dos materiais e aulas dos professores. Isso é uma coisa fundamental para nós. Nenhuma aula vai ao aluno sem que passe nas mãos dos coordenadores pedagógicos do IDEG. Acredito que em cursos de exercícios, o pacote cria a orientação e a disciplina necessária para a revisão. As duas escolhas são válidas. Depende do momento em que se está no estudo e daquilo que o curso pode oferecer pedagogicamente.
Em segundo lugar, perceba que David Ricardo, ao tratar da lógica das vantagens comparativas, referia-se aos ganhos comerciais de longa distância. Usar Ricardo aqui não seria a visão do aluno, mas sim dos cursinhos (os ofertantes). Além disso, Ricardo conclui que a economia deve produzir e exportar APENAS aquele bem em cuja produção o trabalho renda mais. Dessa forma, admiro muito Ricardo (apesar dele ser um ortodoxo) mas penso que no IDEG não poderemos focar em algumas matérias apenas para absorver a maior rentabilidade do trabalho. Temos um corpo docente forte no seu todo e o fortaleceremos a cada dia. Trabalhamos arduamente para que chegue o dia em que o aluno não precise mais cruzar a rua para encontrar um professor referencial…
[icon name=icon-quote-left] O Espaço Zeitgeist, com o qual o Ideg se fundiu recentemente, tem uma proposta pedagógica focada em mini-cursos sobre temas bem específicos e de curta duração. Por que cada vez mais essa modalidade é oferecida pelos cursos preparatórios à carreira diplomática?
[icon name=icon-user] Penso que essa é uma resposta às demandas do CACD. Cada vez mais, as questões se tornam específicas. Política Internacional é um caso típico. Existem temas que, mesmo em um curso com 48 horas (online) ou 72 horas (presencial), não podem ser abordados de forma tão profunda. Isso quer dizer que não foram dados? Não. Quer dizer que a banca pode ser maluca o suficiente para cobrar coisas demasiadas atuais ou profundas. Portanto, os cursos curtos e as leituras curtas (clipping) são fundamentais nessa hora. Podem ajudar, sem fazer o aluno perder tempo. Eu tenho tido grandes resultados, em termos pedagógicos, com esses cursos. Os alunos gostam.
No entanto, existem três coisas que devem ser respeitadas: o curso de aprofundamento deve ser visto como complemento dos cursos teóricos e de preparação avançada, a matéria dada deve seguir o edital e trabalhar dentro daquilo que é cobrado (não vale viajar e montar o “curso dos meus sonhos”), a carga não pode ser grande para que o aluno não perca tempo e o preço deve ser baixo. Esse tipo de curso não pode drenar renda dos cursos de preparação. Bom, vocês perceberam que são “quatro” coisas e não “três” né? Sempre fui ruim em matemática, não sei porque insisto na economia.
Ainda bem que hoje tenho ao meu lado os professores Thiago Rocha e Rômulo Dias, além da equipe pedagógica fiel do IDEG, para levar adiante essa proposta sensacional.
[icon name=icon-quote-left] Um dos focos do Clipping CACD é o próprio clipping, que preparar o candidato para algo que cada vez mais define se o candidato será aprovado ou não: atualidades. A questão sobre CGV no CACD 2014 é exemplo significativo disso. Na mesma linha, o Ideg tem a disciplina de PI e a disciplina de Atualidades separadas e ministradas por professores diferentes. Quais temas de atualidades em Economia merecem atenção especial do candidato esse ano?
[icon name=icon-user] Penso que o Clipping CACD está coberto de razão ao andar nesse sentido. Atualidades é fundamental.
Criamos duas disciplinas que achamos complementares e queremos motivar os alunos a sempre buscarem informações novas. Nossa preocupação é tamanha com esse assunto, momentos antes do TPS que incluímos a matéria na preparação avançada. Mesmo para aqueles que já estão habituados ao estudo pesado, queremos que se disciplinem para absorver novas informações.
Em economia, penso que várias matérias podem aparecer. Mas, existem algumas que se destacam: alguma coisa relativa aos BRICS, os desdobramentos da bolha de 2008 nos EUA, as mudanças pelas quais o sistema financeiro internacional está passando, as discussões sobre a regulação bancária no Comitê da Basiléia, alguma outra coisa sobre cadeias globais de valor, a crise na Rússia, penso que Índia está demorando a aparecer na prova. Sobre as questões internas, governo Lula é uma boa pedida, temas relativos à inflação e as suas formas de combate, a questão do câmbio. Mas, se eles forem maldosos mesmo, pedirão na terceira fase alguma coisa sobre os períodos de 1961-1964 e 1979-1985. Mas, já não seria atualidades.
[icon name=icon-quote-left] Em o CACD 2013 foi marcado pela grande mobilização dos candidatos, que cobraram do CESPE objetividade. Na ocasião você se manifestou publicamente em favor dos candidatos. Você, que tem experiência em preparação em outros concursos públicos, em que os candidatos costumam recorrer com muito mais frequência ao Judiciário. Acha que recorrer à Justiça se justifica em alguns casos no CACD?
[icon name=icon-user] Penso que é a última opção para aquele candidato que quer buscar honestidade da banca.
Em outros concursos, isso é realmente muito comum. Tenho na lembrança um concurso da Receita Federal em que havia 400 vagas, mais de meio milhão de inscritos e foi anulado e reaberto porque houve um questionamento levado à justiça contra a ESAF. Na época, eu rodava o Brasil dando aulas e via frustração de alunos em 14 estados onde lecionava. Foi triste, mas absolutamente justo.
Infelizmente, tendemos a ver a banca CESPE como (para citar um colega do peito – Rogério Duarte) um grupo de velhinhos sábios que fazem a prova tomando chá. Na realidade não é isso. Contratar examinadores bons custa caro. Se a banca quiser aliviar custos em alguma matéria, erros serão recorrentes. Espero que o MRE, ao menos, tenha preocupação e revise a prova. É o mínimo que se pode fazer. É um respeito ao candidato.
Manifestei-me publicamente na ocasião, primeiro em respeito aos alunos, e depois por achar que não houve controle nenhum sobre a prova. Foram erros ridículos, coisas básicas. Erros sobre definições básicas de microeconomia como, por exemplo, concorrência monopólica. E o pior: a banca desconsiderou os recursos.
Em tempos de preparação para diversos concursos, foi a pior prova de economia que já vi. Espero que isso não mais se repita, ou serei obrigado a pensar que o MRE não possui um procedimento concreto para definir atribuições e competências dentro do Itamaraty. Se isso for verdade, realmente, a banca fará questões ruins, erradas e aleatórias porque não saberá o que pedir e delegará para qualquer pessoa fazer a questão desse tão importante concurso. As bancas só veem importância quando as competências já foram mapeadas pelo órgão. Caso contrário, vale a máxima: “bom não é problema meu… vou fazer apenas o meu trabalho por aqui e cumprir protocolo”. Não são apenas burocratas que pensam assim, examinadores também.
[icon name=icon-quote-left] Já que estamos falando do processo seletivo em si. Fazemos a você aquela nossa pergunta clássica: se lhe fosse dada autonomia para reformular completamente o CACD, o que mudaria, o que ficaria?
[icon name-icon-user] É mais fácil falar sobre o que eu deixaria ficar. Eu preservaria O concurso. Apesar das inúmeras falhas que vemos por aí, é a certeza de que a inclusão, após aprovação, será dada. É a certeza de que uma menina grávida, que um afrodescendente (a política das bolsas deve continuar de modo infinito), que uma mulher, que uma pessoa com mais idade não serão tirados do processo seletivo. Ao contrário, a inclusão é garantida. Portanto, a forma de contratação meritocrática é fundamental. Eu jamais colocaria, por exemplo, uma entrevista ou uma dinâmica de grupo. Isso é coisa para a iniciativa privada fazer. E infelizmente, são nessas horas que aquelas pessoas ali são excluídas.
Além disso, eu deixaria ficar as matérias que estão no edital. Apenas incluiria a matéria gestão pública e políticas públicas. É inconcebível que um diplomata assuma o cargo sem entender gestão. Minimamente, deve compreender que há processos que devem ser desenvolvidos para o ministério e para a sociedade. São matérias fundamentais e que são cobradas de forma extensa em outros certames. Aqui o MRE perde pontos. A falha em gestão pode afetar múltiplos pontos, como por exemplo, a questão financeira.
Eu mudaria a falta de transparência. É obrigação do MRE divulgar critérios objetivos de correção para as fases mais adiantadas do concurso. Sobretudo, nas provas de línguas que vêm dando problema há alguns anos. Os manuais do candidato, com exceções claro, são tão elucidativos e rigorosos quanto a leitura de um artigo sobre cosmologia do Hawking na praia de Ipanema. Ou divulga critérios e os assume até o final, ou acaba com as fases avançadas – o que não me parece uma boa ideia. Uma vergonha esse negócio dos critérios.
Mas, penso que minha maior mudança seria acabar com o grupo que sempre faz a prova do CACD. A prova hoje é feita, com exceções, por professores, que, normalmente, são instrutores do Instituto e que são professores de cursos de graduação e pós graduação da UNB. Ou seja, a banca é composta por professores que dão aulas aos candidatos em cursos universitários. Isso é incompreensível.
Pode até não ter um impedimento legal (o MRE falha aqui), mas há uma questão moral complicada por trás disso. Os nomes são publicados no diário oficial. Todos sabem quem são os examinadores – o que é bom – desde que os candidatos não possam acessá-los diretamente. Penso que a melhor forma seria criar uma equipe mais plural, com professores espalhados pelas universidades brasileiras. Além disso, ao se trabalhar com diplomatas como examinadores, é preciso saber qual o conhecimento real da matéria que a pessoa tem. Esse controle deve ser feito. Quem faz a prova ou tem acesso ao Instituto não deveria dar aulas particulares ou mesmo preparar ao CACD. Acho isso bastante complicado e eu jamais faria isso. Em outros concursos, muitos professores se negam a dar aulas para a preparação ao cargo que ocupam. Há tantas áreas na preparação a concursos para se dar aula. Não precisa ser para a sua carreira. E mais, ter passado na prova não tem a menor relação com o fato de ser um bom professor. Creiam.
Penso que poderíamos ter um grupo mais plural para a prova e não um grupo concentrado em Brasília – seja na UNB, no MRE ou em outros ministérios. Apesar de achar a maioria dos examinadores bons tecnicamente.
[icon name=icon-quote-left] Sobre os cortes ao orçamento do Itamaraty, Matias Spektor, que entrevistamos recentemente, disse à Folha que são “pouco inteligentes, já política externa barata (..) é um investimento pequeno para um retorno muito grande” .Como um economista especializado em Finanças Públicas e modernização do Estado, como você vê essa questão? Cortar o orçamento do MRE, que era de 0,5% do PIB, para 0,28% do PIB, é uma economia que se justifica?
[icon name=icon-user] Olha, penso que se você perguntar ao cachorrinho de estimação da Dilma, se esse corte se justifica, ele latirá que não. Não há a menor explicação para uma postura como essa. Votei no PT e fiz campanha aberta, porém, essa postura é um equívoco. Em momentos de contração, reduções de gastos são necessárias – talvez não com tanta intensidade, mas necessárias – porém, a equipe e o planalto devem agir de forma estratégica. Impossível imaginar que a inflação possa ser contida com cortes diplomáticos. Negociações de curto prazo são fundamentais para arranjos econômicos internacionais de longo prazo. A contração é uma política que deve durar pouco. Já a inserção global é algo que define grande parte das decisões estruturais que vamos seguir.
Penso que temos um desequilíbrio político muito forte nesse momento e que me cheira não uma incapacidade de governança. O problema é mais profundo: governabilidade. O corte no MRE funciona como o corte das estruturas militares… normalmente, a oposição não chega perto. São ministérios mais preservados politicamente, inclusive, porque têm força política interna. Desse modo, é mais difícil negar verba para um ministério cujos cargos participam do jogo político, do qual depende a estabilidade da maioria no parlamento, do que retirar verba de ministérios que participam menos desse jogo como o MRE.
Infelizmente, o que veremos, e tenho quase certeza de que isso vai ocorrer, será uma ampliação do número de cargos comissionados nos ministérios, quando essa onda de contração passar. Quando a política de estabilização amenizar as pressões sobre os preços – e não tenham dúvidas de que isso vai ocorrer, devido à intensidade dos cortes – a contratação de estatutários será recomposta normalmente e poucas pessoas se darão conta da ampliação do número de comissionados, que será bem maior do que hoje. Bolzan, você é mágico? Como sabe disso? Porque eu vivi o ano de 2000, de 2007 e de 2012. Em 1998, 2005 e 2011 houve tentativas de contração para estabilização inflacionária e redução do déficit público. Naqueles outros anos, a contratação de servidores aumentou, mas a máquina quase explodiu de comissionados. Esses dados estão no MPOG é só pegar. Estamos passando por uma contração que produz a queda dos preços, a redução dos créditos, o desemprego público e privado – para ninar os prantos do mercado – e que antecipa o inchaço da máquina de comissionados – para enxugar as lágrimas das coalizões políticas parlamentares. E a diplomacia? O diplomata está no meio disso, nem em um, nem em outro. Aqui o diplomata faz o que é o melhor e o que aprendeu na carreira: não fala, apenas pensa.
Se vai ter concurso esse ano? Se o CACD sobreviveu ao governo Collor, Itamar, FHC e ao primeiro mandato do Lula – creiam: não será a Dilma que vai derrubá-lo por cortes orçamentários… [icon name=icon-vk]
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