“Nossa, que área chique!”, “Vai ser diplomata!”, “Vai viajar bastante!”, são coisas que profissionais e acadêmicos das Relações Internacionais costumam ouvir bastante. No entanto, a profissão vai muito além disso.
As Relações Internacionais ganharam destaque no Brasil no final da década de 1990, com o processo de internacionalização de nossa economia.
Desde então, só tem crescido e hoje abrange diversos campos de atuação, por exemplo:
- Terceiro Setor;
- Organizações Internacionais;
- Diplomacia Corporativa;
- Relações Governamentais e muito mais.
Neste texto, vamos te apresentar um pouco mais sobre o perfil profissional de RI e sobre o mercado de trabalho. E claro, vamos te contar como a nossa pós-graduação pode te inserir nele.
Vamos começar?
Competências
Em linhas gerais, um bom profissional deve possuir algumas habilidades básicas, dentre elas, boa comunicação oral e escrita, saber trabalhar em equipe, pensamento crítico, planejamento e organização, adaptabilidade, networking entre outros.
Porém, para se destacar no mercado de trabalho, é preciso que o internacionalista (ou analista internacional), tenha alguns outros conhecimentos que são essenciais para área, por exemplo:
- Idiomas estrangeiros: não tem para onde fugir, é preciso aprender idiomas estrangeiros. O mais comum deles é a língua inglesa, mas espanhol e francês também são desejáveis.
- Negociação: A negociação é uma atividade comum no ambiente de trabalho das RI, independente do setor. Sendo assim, é importante desenvolver essa habilidade o mais rápido possível.
- Conhecimento multicultural: Não é novidade para ninguém que as RIs são multidisciplinares. Mas também, são multiculturais. Sendo assim, quanto mais contato com diferentes culturas – por meio de intercâmbios, eventos e afins -, melhor.
Lembrando: essas são competências gerais que um bom profissional de RI deve ter. Além dessas, existem diversas outras habilidades específicas de acordo com cada cargo. Então, fique atento!
Agora que já apresentamos o perfil profissional, podemos dar início a apresentação de alguns campos de atuação.
1. Diplomacia Corporativa
Antigamente, a diplomacia estava restrita ao Itamaraty. Contudo, com a intensificação do comércio mundial e da globalização, as empresas e outros atores ganharam maior protagonismo no contexto internacional, e com isso, o campo da Diplomacia Corporativa ganhou espaço no Brasil.
Segundo o site Direito Profissional, a diplomacia corporativa é “o conjunto de conhecimentos e práticas que envolvem as relações de uma empresa com os diversos atores com os quais interagem em seu mercado”.
Portanto, o diplomata corporativo é a pessoa responsável por representar os interesses de uma empresa, além de estabelecer e manter relações corporativas, com atores nacionais e internacionais.
Segundo o site What’s Rel, diplomatas corporativos podem atuar em diversos âmbitos, entre eles: empresas privadas, ONGs, instituições financeiras, consultorias e diversas outras.
Além disso, para esse campo, recomenda-se também conhecimentos em marketing, finanças e outras áreas de gestão.
2. Análise de Risco Político & Relações Governamentais
Risco político
A Análise de Risco Político busca identificar como as ações políticas podem gerar impactos em diversos âmbitos, como econômico e empresarial. Portanto, ter uma boa compreensão dos riscos políticos pode ser decisivo na criação de uma estratégia, além de facilitar processos de tomada de decisão.
O local de trabalho mais comum são empresas de consultoria. Entre as principais funções de um analista de risco político estão: identificar e analisar contextos de risco político, gerir processos e atividades associados a ele, pensar e implementar medidas de mitigação, elaborar estudos sobre conjuntura internacional, dentre outras.
Quer saber mais sobre o tema? A profª Fernanda Magnotta do canal Em Dupla Com Consulta (EDCC) realizou uma entrevista com o analista Rafael Cortez sobre o assunto.
Relações Governamentais
De acordo com o Instituto de Relações Governamentais, as Relações Governamentais são o conjunto de estratégias de relacionamento empreendidas com o objetivo de estabelecer um diálogo com o governo.
Este diálogo promove uma maior integração entre sociedade, setor privado e setor público e amplia as discussões sobre assuntos que são do interesse de diferentes atores.
Dessa forma, o analista de relações governamentais também tem muitas opções de onde trabalhar: Empresas privadas, ONGs, assessorias, consultorias, órgãos privados.
Dentre as principais responsabilidades estão: desenvolver o relacionamento com instituições, mapear atores estratégicos e possibilidades de parcerias, analisar cenários políticos, elaborar relatórios e muito mais.
Segundo o Congresso em Foco, além do Inglês, as competências exigidas para a área são: monitoramento político e inteligência, experiência profissional, gerenciamento de questões e riscos políticos.
3. Terceiro Setor
O terceiro setor é composto por Organizações Não Governamentais (ONGs), associações, fundações, fundos comunitários e demais agentes que atuam em prol do bem-estar social, principalmente em áreas negligenciadas pelo poder público. São iniciativas privadas, porém sem fins lucrativos.
As instituições do terceiro setor abarcam temas como meio ambiente, direitos humanos, saúde, empoderamento feminino, empreendedorismo social e diversas outras causas sociais.
Entre as organizações não governamentais, temos: Greenpeace, Cruz Vermelha, Ofxam, Instituto Ayrton Senna, SOS Mata Atlântica. Existem diversas opções para trabalhar tanto no Brasil quanto no exterior.
“Clipping, e quais são os cargos e funções?
A resposta é: depende. Cada vez mais, tais instituições necessitam de mão de obra qualificada e especializada, então oportunidade não falta. Mas, os cargos e funções vão variar de acordo com cada órgão. Você pode trabalhar em diversos setores: marketing, gestão de projetos, relações governamentais, comunicação, direitos humanos. As opções são infinitas!
4. Organizações Internacionais
Todo internacionalista já deve ter sonhado em trabalhar na ONU ou em alguma outra organização internacional.
Segundo artigo do Direito Net, as organizações internacionais (OIs) são instituições formadas por países, dotadas de personalidade jurídica, além de serem regidas por tratados. Elas buscam fortalecer o diálogo entre países e promover a cooperação, com vistas a melhorar condições socioeconômicas e políticas dos Estados-membros.
A jornada até uma OIs é longa, mas compensadora. O primeiro passo é pensar sobre quais são suas áreas, países e cargos de interesse. Aqui vão algumas sugestões de páginas que podem te ajudar com isso:
- Oportunidades de trabalho e cursos em organismos internacionais: Página do Itamaraty que faz um compilado dos sites de recrutamento de diversas OIs.
- UN Careers: É a página da ONU dedicada às possibilidades de carreira na organização. Nela, você encontra todas as informações sobre as vagas disponíveis e ainda é possível filtrar a busca por sua área de interesse.
- Analice Martinsson, coordenadora da pós-graduação em Relações Internacionais do Clipping e mentora de carreira. Em seu perfil, ela compartilha diversas dicas e oportunidades em OIs.
- Você também pode pesquisar diretamente no site da organização de sua preferência.
5. Paradiplomacia
A paradiplomacia é o conjunto de atividades executadas pelos governos subnacionais (estados e municípios) no âmbito internacional, em busca de seus interesses locais. Pode ser praticada de diversas formas, por exemplo:
- Criação de escritórios em cidades no exterior;
- Participação em feiras internacionais de negócios;
- Participação em organizações de integração regional, como o MERCOSUL, União Europeia, dentre outras.
Como a Pós-graduação do Clipping te coloca no mercado de Relações Internacionais?
Aqui no Clipping, você pode investir na sua carreira como internacionalista, mesmo sem ter feito uma graduação em RI ou áreas correlatas.
A nossa Pós-graduação em Relações Internacionais foi pensada para quem busca:
- Atualizar e refinar conhecimentos relacionados a relações internacionais;
- Atuar em organizações internacionais em diversos países;
- Estruturar um planejamento de carreira no campo de atuação das Relações Internacionais;
- Atuar apoiando negociações entre empresas transnacionais;
- Oferecer consultoria sobre temas envolvendo diferentes países;
- Atuar no apoio e no planejamento de ações de cunho político, social ou cultural dos governos, em nível federal, estadual ou municipal.
- Construir e gerenciar de forma eficaz sua marca pessoal;
- Estabelecer conexões através de networking.
Ela conta com uma metodologia inovadora, ágil e eficiente. Além das aulas, o aluno terá acesso a materiais de apoio exclusivos, além de indicações de leituras e exercícios.
Vale lembrar que não é preciso ter conhecimento prévio em temas internacionais. O único requisito é ter concluído um curso de graduação, ou, para aqueles que estão prestes a finalizar a graduação, é necessário o comprovante autenticado de colação de grau para realizar a inscrição.
Conclusão
Deu para perceber que o mercado de trabalho das Relações Internacionais é muito diverso. Neste post, comentamos apenas algumas opções de carreira. Existem muitas outras possibilidades como a carreira acadêmica, concursos públicos… É tanta coisa que não caberia tudo em post do Clipping.
É importante manter em mente que:
- Para se destacar, além das habilidades básicas é preciso ter conhecimentos específicos para cada cargo;
- Caso você tenha se interessado por alguma dessas áreas é importante que você faça uma pesquisa mais aprofundada, levantando informações sobre como ingressar nesse mercado.
Confira mais na Semana das Relações Internacionais do Clipping. Não perca a oportunidade de se aprofundar sobre os temas mais relevantes da área com a presença de renomados especialistas do mercado.




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