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Conquistando a autonomia nos estudos

Depois de algum tempo estudando para o CACD, o(a) candidato(a) deve se fazer essas perguntas, pois é preciso saber se possui ou não a capacidade de estudar sozinho (ou com menor interferência de professores). Essa autonomia se faz necessária para ampliar a eficiência nos estudos, afinal, é muito mais produtivo saber de antemão o quê e como estudar cada tópico do edital. Por exemplo, as habilidades demandadas para a primeira fase são bastante diferentes daquelas exigidas para as provas de segunda fase que, por sua vez, são distintas das necessárias para o cumprimento das atividades da terceira fase. Desse modo, a autonomia dos(as) CACDistas nos estudos descomplica os diferentes tipos de estudos para cada uma das habilidades demandadas nas três etapas do CACD.

Isso não significa dizer que conquistar autonomia nos estudos seja a mesma coisa que dispensar qualquer tipo de aula. Os professores cumprem um papel fundamental ao longo da preparação, seja nos cursos introdutórios, de aprofundamento ou intensivos de primeira, segunda e terceira fases. Cada um deles atua há anos na preparação para o CACD, especializando-se nos temas cobrados em suas respectivas matérias.

A importância do estudo autônomo é sobretudo ter a capacidade de:

  1. Identificar deficiências e dificuldades na preparação;
  2. Saber onde encontrar o melhor material para suprir esse problema;
  3. Estudar e fichar o novo conteúdo;
  4. Buscar ajuda se ainda estiver com problemas.

Um(a) candidato(a) que já alcançou algum grau de autonomia nos estudos saberá reconhecer onde estão as lacunas em sua preparação, e a melhor maneira de se reconhecer os “buracos” no conteúdo estudado é através do diagnóstico após exercícios, simulados e as próprias provas. Desse modo, quando você candidato(a) fizer exercícios objetivos ou discursivos, faça uma análise daquilo que errou e programe suas revisões para suprir a deficiência apontada pelos erros. Assim, você minimizará progressivamente as lacunas no conteúdo.

Novas lacunas na preparação precisam ser preenchidas do modo mais eficiente possível. Nesse sentido, o(a) CACDista autônomo(a) deve buscar os melhores materiais (ou aulas) capazes de solucionar essa deficiência. Na maior parte das vezes, os problemas aparecem por falhas nos cursos regulares, por leituras insuficientes ou por mudanças no edital. Neste último caso, como aconteceu em 2019 (momento em que houve mudanças mais substanciais em Direito), é preciso buscar ajuda de professores. Mas nos outros casos, o(a) candidato(a) pode, sozinho(a), solucionar seu problema, buscando textos, notícias ou discursos oficiais e notas oficiais do Ministério das Relações Exteriores. Para isso, o Clipping oferece opções interessantes, como o Plano de Estudos, as notícias diárias e os discursos oficiais esquematizados. Se o(a) CACDista ainda não conseguir sanar seus problemas seguindo esse caminho, o diálogo com o grupo de apoio também é uma boa estratégia a se seguir.

Por fim, após identificar o problema e encontrar a matéria prima a ser utilizada em sua solução, o(a) CACDista deve “colocar a mão na massa”. Nesse ponto, é preciso estudar o tema e inserir as anotações mais importantes no caderno correspondente, para então revisar e assimilar as informações. Caso tudo isso ainda não seja suficiente, ser autônomo é reconhecer também o seu limite. Busque ajuda de colegas e/ou professores, mas jamais siga os estudos sem antes sanar os problemas de conteúdo que possam surgir!

Este texto faz parte da metodologia do Clipping CACD.

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