Estudar para concursos hoje em dia é quase sinônimo de se matricular em um curso preparatório. Isso gera muita dúvida em quem quer começar a estudar mas não tem dinheiro para investir ou simplesmente não se adapta a nenhum modelo do mercado. Eu estudo para concursos desde 2016 – embora tenha feito algumas pausas de lá pra cá – e sempre estudei sem curso preparatório, que aqui chamaremos de cursinho, e queria conversar hoje sobre como estudar sem cursinho e com qualidade.
“Tudo bem, você estudou sem cursinho mas foi aprovado?” Essa é a pergunta chave. Tudo que fazemos é em busca de resultados e em nada adiantaria eu me alongar por extensos caracteres se não tivesse aplicado na prática tudo que vou lhe falar.
Então a resposta é: SIM.
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Fui aprovado em dois concursos:
- Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP);
- Ministério Público da União (MPU);
Além disso, eu estou em contato direto com estudantes para concursos – ou concurseiros para os mais íntimos – e posso dizer que a grande maioria não tem as características sobre as quais separei para falar aqui nesse artigo.
Primeiro gostaria de esclarecer, para não restar dúvidas, que os cursinhos cumprem uma importante função na preparação. Não escrevo esse artigo para dizer que cursinhos não funcionam, mas para ilustrar que
mesmo sem possuir um cursinho, você é capaz de alcançar bons resultados.
Separei três características que considero fundamentais para ir bem nas provas de concurso sem cursinho e as considero como um tripé. Se eventualmente uma estiver fraca, de nada adianta as outras duas estarem fortes. Você necessariamente precisa trabalhar em conjunto esses três atributos.
Vamos falar sobre eles?
1. O tripé da proatividade
Você certamente já viveu essa situação, seja respondendo ou perguntando: você está lá estudando e faltam 10 dias para sua prova e de repente alguém surge com uma pergunta: “Ei, você sabe se cai responsabilidade civil do Estado na prova?” ou a clássica “Você sabe como calcula a pontuação da prova?”.?
Parece bobagem mas são duas perguntas que são facilmente respondidas com uma mera leitura do edital do concurso. Embora a internet tenha contribuído bastante para democratizar e disseminar esse tipo de informação, me parece que os candidatos cada vez menos querem pesquisar sobre coisas de seu interesse.
Parece contraditório, não?! Pois é. Ser proativo é ser a pessoa que não pergunta sem antes ter lido o edital inteiro. É ser a pessoa que tem as respostas e não a que pergunta sobre algo que poderia facilmente descobrir por conta própria.
Possuir o atributo da proatividade é tamném correr atrás do seu próprio material, é “googlar” para aprender um tópico ou assistir 10 vídeos gratuitos no YouTube até aprender um assunto sem esperar que alguém lhe dê uma solução pronta.
33,33% das minhas aprovações estão aqui… Os outros 2/3 vamos conversar sobre ainda nos próximos tópicos. Se eu não fosse uma pessoa interessada, que espera alguém responder ao invés de simplesmente correr atrás do conteúdo, eu não teria conseguido.
Considere ser proativo e verá como é bom não depender de ninguém.
2. O tripé da organização
Outro erro comum de quem estuda para concursos é não se organizar adequadamente. Abraham Lincoln, notório ex-presidente americano, disse:
Se tivesse seis horas para derrubar uma árvore, eu passaria as primeiras quatro horas afiando meu machado.
Olha que frase mais profunda. Ora, se você vai começar a estudar para uma prova daqui a cinco, seis, oito meses, por que você não separa a primeira semana para se organizar?
Mais do que saber qual concurso você vai encarar, é preciso saber quais disciplinas serão estudadas na sua semana. Mais do que saber quais disciplinas serão estudadas é saber quais tópicos do Edital você irá estudar pela primeira vez e quais serão revisados pois você já tem o domínio do tema. Por exemplo, ao invés de saber que estudará Direito Constitucional na quarta-feira, você tem que saber que estudará Direito Constitucional mas especificamente o tópico do Edital Poder Legislativo e depois revisará Direitos de Nacionalidade.
Percebe a diferença?
Como estudar sem cursinho: tenha um Cronograma de estudos
Quando você tem um ciclo de estudos milimetricamente organizado, o tempo gasto em sua elaboração é compensado ao decorrer de sua preparação pois agora você não precisa mais pensar no que vai estudar, ou quando irá revisar ou que falta você ver. Lembre-se que você já organizou tudo isso.
Conheço amigos que sabem que vão estudar Português na terça-feira mas ao se sentarem na mesa é que decidem qual tópico será estudado. Talvez esse seja também o seu caso. É um erro grande.
Quem vai lhe dizer o que você deve estudar é o seu ciclo de estudos e seu controle de conteúdo, onde você anotou se já respondeu questão sobre o tema x, fez mapa mental sobre o tema y, criou resumo para o tema z ou revisou o tema w…. Quem lhe orienta sobre o que fazer e quando não é sua intuição, mas o seu planejamento.
Felizmente temos ferramentas excelentes como o Clipping que faz praticamente tudo que você precisa para ter um tripé da organização bem consolidado. Edital verticalizado, ciclo de estudos, minissimulados, caderno de anotações, controle de conteúdo. E nada disso é bobagem, muito pelo contrário, quão mais organizado você é, melhor será seu rendimento.

3. O tripé das questões
Tudo, absolutamente tudo que você estuda, todo o seu tempo e dinheiro gasto até agora tem apenas um único objetivo: acertar as questões na hora da prova.
Fazer questões de concursos não é algo pontual, que você faz nos fins de semana ou quando sobra um tempo no cronograma. Responder questões necessariamente tem que fazer parte da sua rotina diária.
Todo santo dia você irá responder questões, até ser algo automático e tão natural quanto beber água.
Até a data que este artigo foi publicado, eu já respondi mais de 17,5 mil questões e não tem nada mais gostoso do que fazer questões de prova.
- Se eu estou cansado de ler livros e apostilas ou assistir vídeo-aulas, eu respondo questões.
- Se estou animado e com energia, eu vou e respondo questões também, porque eu reconheço que o meu objetivo é chegar na prova e marcar o X no lugar correto.
Esqueça a bobagem de que você tem que dominar e ser expert em todos os assuntos do edital, nada disso. O que você tem que aprender é conhecer a mente do examinador, conhecer a natureza da banca e ficar familiarizado com o tipo de cobrança, as pegadinhas, os assuntos mais cobrados e pra que isso aconteça você terá que responder milhares de questões.
Hoje temos aplicativos de celulares como o Questões de Concursos, Questões Grátis e Concursos de Bolso e você não precisa mais abrir aquele livro de 900 páginas para responder questões e ir tampando o gabarito com uma folha.
Tornou-se muito mais fácil criar o hábito de responder questões de concursos.
Concluindo…
Agora que eu introduzi o tripé necessário para estudar sem cursinho, vou lhe dizer como eu faço para pôr tudo isso em prática.
Bem, primeiro sou muito organizado ou seja já sei exatamente o que tenho que estudar e quando vou estudar. Agora o que preciso é ser proativo e procurar o conteúdo.
Eu me dou muito bem estudando por livros. Então o que faço é comprar bons livros de determinadas matérias. um bom livro de Constitucional, Administrativo, Administração Geral e Pública e por ai vai. Não se assuste com os livros, se souber escolher algo do seu nível, ele será o seu melhor professor.
Também sou um usuário ávido do YouTube. Para ser franco, provavelmente 80% do conteúdo do seu edital já deve estar gravado e disponibilizado de forma gratuita dentro da plataforma.
Não tem segredo: é digitar o tópico que você deseja estudar e cair dentro (velocidade 1,25x para os mais impacientes).
Uma outra sugestão, se o seu problema é dinheiro, é a plataforma da Kultivi, ensino 100% gratuito para as mais diversas áreas.
Você já se organizou e já leu sobre o conteúdo ou assistiu uma vídeo-aula, agora é hora de aplicar o último tripé: resolver questões. Agora você colocará em prática seu conhecimento.
Se aprendeu ou deixou passar alguns tópicos, o seu desempenho vai retroalimentar esse processo em um loop – quase – infinito. Sempre fazendo os ajustes necessários, seja na organização ou seja no material que você está utilizando.
Se você quiser mais dicas de estudo, sugerimos a leitura do post: “Como Estudar em Casa? 12 Dicas Indispensáveis!”.
Espero que essas dicas de como estudar sem cursinho possam lhe ajudar de alguma forma e eu gostaria saber de você como é que você estuda? Utiliza cursinhos? É um lobo solitário como eu? Conta pra gente aqui nos comentários e deixe o seu feedback.



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