Hoje o Clipping CACD retoma o Clipping CACD Entrevista com o Prof. Maurício Costa, sobre seu filme Era dos Gigantes que estreia no circuito nacional dia 08 de Junho, com première em altíssimo estilo na sala 01, do Cinemark Iguatemy, em Brasília. Como o Prof. Maurício é diplomata e trabalha também com preparação para o CACD, não pudemos deixar de perguntar também sobre o Edital. Mas o foco da conversa foi mesmo o Era dos Gigantes. A première é fechada a convidados e 10 lugares estão reservados a assinantes do Clipping, que terão direito a levar acompanhante. O Clipping queria levar todo mundo, mas infelizmente tivemos que escolher a quem dar essas entradas. O Clipping pensou em sortear, mas acabou optando por dar preferência a assinantes mais antigos de Brasília, que receberão o convite por email.
Antes da entrevista lembrete rápido sobre o Simuladão Pré Edital que o Clipping CACD fará em com o www.prova.ninja . O cadastro para o simulado deve ser feito em www.prova.ninja>
Dado o recado, vamos entender melhor na conversa com o Maurício um pouco mais sobre o Era dos Gigantes. Confira nossa conversa>
Prof., na primeira entrevista que você concedeu ao Clipping, falamos um pouco sobre seu duplo métier: diplomacia e crítica cinematográfica. Agora, com o lançamento do Era dos Gigantes, você saltou da crítica para a realização. Como você sentiu na pele a diferença entre fazer crítica e fazer cinema?
Fazer cinema era um sonho antigo, adiado muitas vezes em função de meus compromissos profissionais como diplomata e como professor. A crítica cinematográfica foi uma forma de manter-me ligado ao mundo do cinema. Como é caracterísitco da minha personalidade, depois de muito pensar, surgiu a oportunidade de cursar a escola de cinema. Tomei a decisão e, a partir de então, tracei uma linha reta até a finalização do meu primeiro longa metragem.
Fazer crítica e fazer cinema são atividades completamente diferentes.
A crítica de uma obra pronta não considera, e nem deve considerar, o processo de produção, mas, sim, o seu resultado. Como crítico, não sou condescendente. O que está bom está bom, o que está mau está mau. Para muito além dos recursos financeiros e técnicos, fazer um bom filme é contar uma boa história, ou, se não tiver uma boa história, contar bem uma história simples. Para saber contar uma história, não é preciso dinheiro, é preciso talento e criatividade.
Fazer um filme é um processo longo, custoso, gratificante e frsutrante ao mesmo tempo. Você planeja, executa, tenta fazer o melhor possível, e o filme ganha vida própria. O resultado é muito diferente do que você imagianava quando o planjeou, mas, se for bom ou ruim, você vai amá-lo. È quase como decidir, ter e criar um filho.
Fazer um filme me colocou em um dilema como crítico: as contigências da produção devem tornar a crítica mais dura ou mais leve? Fazer um filme é tão custoso, dá tanto trabalho, que eu fico me perguntado: se o filme for ruim, devo dar um desconto ou pensar "gastou tanto trabalho e energia pra isso?" Ainda não tenho a resposta.
Semanalmente, você grava áudios para os assinantes do Clipping CACD com dicas estratégicas para a prova. Recentemente você gravou um áudio falando aos assinantes do Clipping sobre as mudanças que se pode esperar da prova com o Itamaraty sob a gestão José Serra. Qual é o valor do Era dos Gigantes para um candidato à carreira diplomática na Era José Serra?
Era dos Gigantes tem um valor intrínseco ao CACD, porque coloca em perspectiva um período recente, porém passado. Independentemente das posições adotadas pelos diferentes governos, a política externa do Governo Lula é um marco na história do Brasil, seja como parâmetro a ser seguido, seja como paradigma a ser contestado. Não foi por acaso que tomei a decisão de não realizar entrevistas com nenhum perosnagem que ainda estivesse ocupando qualquer cargo direto no poder executivo naquele momento.
Além disso, o filme procura ser equlibrado. Entrevistamos opositores fortes, como o Embaixador Rubens Barbosa e o Ex-Chanceler Luiz Felipe Lampreia (in memorian). Se dependese exclusivamente da minha vontade, teríamos entrevistado mais opositores, mas muitos deles não aceitaram nos conceder a entrevista quando da gravação do documentário, em 2015
Muito antes de ocorrer essa polêmica recente sobre a Lei Rouanet, você tomou uma decisão ousada. Você fez de bancar o filme com recursos próprios, mesmo sabendo que as chances de captar recursos pela Lei Rouanet, para sua realização do Era dos Gigantes eram significativas. Por quê você não quis recorrer à Lei Rouanet?
Sou totalmente favorável aos mecanismos de incentivo à cultura. No caso do audivisual, para além da Lei Rouanet, existem diversos editais públicos e privados e o Fundo Setorial do Audivisual. Defendo todos esses mecanismos, que são fundamentais para que o cinema brasileiro se desenvolva. A cadeia de empregos gerada pela produção de filme com orçamento razoável é imensa: do motorista, do eletricista, do maquinista até o os responsáveis pelos efeitos visuais. Cultura gera emprego e desenvolvimento cultural e social.
Minha decisão de não recorrer a nenhum mecanismo de incentivo decorre de uma escolha ética pessoal. Em função do tema do filme, dos personagens e da minha condição de servidor público, preferi evitar qualquer tipo de questionamento a respeito do financiamento do filme, bem como das motivações que levaram a sua produção. Como produção totalmente independente, eu pude escolher livremente a linha narrativa, sem pressões de nenhuma ordem, sem nenhum compromisso que não fosse o de realizar um filme intelectualmente honesto, com uma mensagem sincera, informativo, interessante e bem executado.
Embora seja um filme de baixo orçamento, tivemos uma equipe dedicada e comprometida do início ao fim. Os profissionais técnicos são jovens, porém muito competentes. A equipe de direção me ajudou muito. Grande parte da equipe do filme trabalhou voluntariamente, e a eles devo meu agradecimento e minha gratidão: os assistentes de direção Sandro da Rocha e André Felipe Malcher, a Colorista Cassiana Umetsu e a produtora Executiva Cecília Umetsu. Agradeço também ao restante da equipe, especialmente a Amanda Cardoso, responsável por toda a pesquisa de imagens de arquivo, reportagens, fotos e tuítes utilizados no filme.
Falando em ideologia. Quando o Itamaraty publicou a bibliografia oficial para a prova, houve uma série críticas dentro e fora do Itamaraty. Não foram poucos os diplomatas e não diplomatas que viam nos livros sugeridos na bibliografia oficial uma suposta “doutrinação ideológica dos candidatos”. Esse debate acabou agora que não há mais bibliografia oficial ou ainda existe?
Sem bibliografia oficial, o debate esvaziou-se. De certa forma, alguém com convicções de esquerda poderia alegar que ser obrigado a fazer leituras liberais seria doutrinação ideológica. Na minha opinião, todas as escolhas são políticas e não existe política sem idelologia. E não tem nada de errado em acreditar em qualquer ideologia que não pregue a violência ou o preconceito. Vivemos em uma democracia.
Quem faz cinema costuma dizer que mais difícil do que fazer o filme em si é distribui-lo, ou seja, fazê-lo chegar ao público por meio das salas de cinema e dos festivais. Quais os desafios que você vem experimentando na distribuição e a divulgação do Era dos Gigantes e o que você vem fazendo para superá-los?
Como o filme foi finalizado em maio de 2016, ainda estamos na fase muito inicial desse processo. Até o fim deste ano, devemos submeter o filme a diversos festivais de cinema. Até lá, a Rodoferrô deverá começar o processo de negociação.
Você teve a gentileza de oferecer a dez assinantes do Clipping ganharão um par de entradas com acompanhante para a premiere que acontecerá agora dia 08 na incrível sala do Cinemark Iguatemi com direito a pipoca e refri. Lá você, antes da sessão falará um pouco do processo de realização do filme. É seu primeiro filme e a primeira exibição para o público. Bate um nervosismo para essa estreia?
Sim, bate um nervosismo muito grande. Será como ver um filho se formando. Acho que é uma boa comparação. Como sou muito emotivo, vou tentar chorar escondido. Devo falar brevemente no início, apresentar a equipe e fazer alguns agradecimentos, mas não vou tomar o tempo do público com a minha fala. O filme é o centro do evento.
O Edital do CACD 2016 vem aí. Você é conhecido pelo seu curso de redação e pelo programa de coaching. Que inovações você anda oferecendo para quem quer se preparar esse ano?
Na preparação para a segunda fase, optei por um novo modelo de curso on line. Serão ofereciudos Minicursos on line, de 4 aulas e 4 simulados cada um deles. As aulas são gravadas, com 3 acessos permitidos a cada uma, e os 4 simulados completos são corrigidos no padrão com cacd, além de receberem comentário de 5 minutos por mensagem de áudio do whatsapp. Essa mudança de modelo tem 2 objetivos principais: primeiro, viabilizar economicamente a preparação de redação para diversos candidatos com menos recursos financeiros; segundo, para estabelecer uma dinâmica que evite quaisquer problemas seja por desistência dos alunos, seja por acúmulo de correções.
No programa de coaching, temos algumas novidades. O crescimento da demanda pelo coaching exclusivo resultou em aperfeiçoamento da metodologia, já que os candidatos têm níveis muito diferenciados entre si. Por isso, agora será oferecido o coaching exclusivo avançado, somente para candidatos que já fizeram a terceira fase do CACD. Trata-se de uma preparação mutio específica, que vai muito além de corrigir questões de terceira fase: é preciso entender onde estão o problemas e os erros de estratégia, para que sejam solucionados corretamente. Como orientador, é muito comum receber candidatos que identificam equivocadamente os problemas de desempenho, ou os identificam de forma correta apenas parcialmente. A orientação correta ajuda muito nesse processo. Além disso, serão oferecidos os módulos do coaching de revisão para o TPS em grupo, mais acessível em termos de valor, e exclusivo, já com preparação específica para a primeira fase de 2016.
Fico feliz em poder afirmar que ambos os cursos têm tido muito êxito desde o início, com aprovados nas melhores colocações em todos os anos.
Desculpe, mas não tem como terminar a entrevista sem essa pergunta: Algum palpite de data para o Edital?
O MRE está passando por muitas mudanças nos últimos dias, por isso é difícil prever, mas, se tenho mesmo de opiniar, especulo o mês de junho.
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