Concurso de diplomata: 3 vídeos sobre o tema mais quente

O que estudar para o concurso de diplomata do Itamaraty? A matéria é extensa e uma boa dose daquele pragmatismo que todo candidato a diplomata deve ter  para o concurso de diplomata é fundamental. Reunimos hoje no Blog os 3 vídeos mais quentes sobre o tema mais quente para a prova de Política Internacional do concurso de diplomata do Instituto Rio Branco. 

O conteúdo não está aqui no Blog por acaso. Trata-se de um tema fundamental. Portanto, é altamente recomendável quem em algum momento você tire 15 minutos para ler e fichar cada um desses vídeos curtos. 

Lembrando que o Clipping precisa muito de você para chegar mais longe. Se você gosta do conteúdo que produzimos, ajude: marque um amigo e compartilhe o post para ajudar o Clipping. Seu compartilhamento e sua curtida é o combustível desse nosso trabalho!

Antes de ver os vídeos vale você ver também a parceria do Clipping com o Uber aqui neste link 

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3 vídeos sobre o tema mais quente para o concurso de diplomata do Itamaraty de 2016

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O tema mais quente esperado para o concurso de diplomata de 2016 é o Mercosul, mais especificamente os 25 anos do Mercosul. Muitos fatos novos vem se sobrepondo sobre esse tema que, embora sempre presente nos clipping diários, não recebe sempre da mídia nacional o destaque que invariavelmente a banca do concurso lhe reserva em prova. Para suprir essa lacuna, os professores colaboradores do Clipping vem produzindo conteúdo sobre essas efemérides em vídeos e áudios. 

O conteúdo gratuito disponibilizamos aqui Blog. O conteúdo exclusivo para assinantes você encontra na plataforma do Clipping. Se você tem acesso ao conteúdo exclusivo, saiba como acessar aqui neste link

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Agora você vai de Uber com o Clipping

O que o Clipping tem a ver com o Uber?

Muito! Assim como o Clipping usa tecnologia para prover uma maneira mais inteligente de estudar para o concurso da diplomacia, o Uber usa tecnologia para prover uma maneira mais inteligente de se locomover. 

Dessa aproximação de valores, surgiu a ideia da parceria do Clipping com o Uber para oferecer crédito de R$ 20 reais nos serviços do Uber a quem for à tradicional Festa à Fantasia do Instituto Rio Branco a se realizar dia 14.05 no Clube das Nações, em Brasília.

Veja como funciona>

Passo 1: Na tela inicial do Aplicativo do Uber, toque on botão sanduíche no menu esquerdo superior

Passo 2: Na tela que se abre, toque em PROMOÇÕES

concurso-diplomata-uber1Passo 3: Na tela que se abre, digite o código promocional CLIPPINGCACD

Passo 4: Clique Aplicar para validar o código promocional CLIPPINGCACD

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Atenção para 2 pontos:

  • Mesmo quem não é assinante do Clipping PODE participar
  • R$ 20 reais de crédito válidos apenas para a primeira viagem de Uber. Ou seja: válido só para novos usuários do Uber

Lembrando que qualquer problema que você tiver para inserir esse código promocional, basta entrar no aplicativo do Clipping ou no site do Clipping e pedir uma ajuda ao Arthur, que está eternamente de plantão no chat no canto direito inferior da tela. 

#keepclipping 

 

Dicas da Diplomata: meio ambiente

Dicas para o concurso de diplomata com Cláudia Assaf: De hoje em diante, contaremos aqui no Blog com uma coluna exclusiva onde faremos a curadoria do conteúdo produzido pela diplomata Cláudia Assaf. Para quem ainda não conhece, a Cláudia Assaf, aprovada no concurso de admissão à carreira de diplomata de 2006, completa, em 2016, 10 anos de carreira.  Muito do trabalhdo do Clipping de falar das dores e alegrias de ser candidato a diplomata, a Cláudia já fazia há anos. A Cláudia foi uma das pioneiras a falar em detalhes sobre os desafios do concurso sob a perspectiva do candidato. Já em sua segunda edição, seu livro Diário de Bordo, é uma injeção de ânimo e já foi até objeto de matéria aqui no Blog . Vale a  pena conferir a sinopse:

Capa_Diario-de-bordo_CLAUDIA-ASSAF-460x661O CACD é um dos concursos mais exigentes do Brasil, mas tornar-se diplomata era a meta dessa aeromoça. Sem saber do nível de exigência da prova, acreditando que  falar idiomas lhe bastariam, prestou o concurso pela primeira vez em 1996. A obra é um exercício autobiográfico em explica como foi sua jornada desde a desistência inicial até a aprovação anos mais tarde. A obra mostra que a realização de um sonho é possível desde que sejamos realistas e passemos a agir para alcançá-lo.

 

O tema que abre a coluna do Dicas de Diplomata no Blog do Clipping é Meio Ambiente.  Nada mais oportuno. Afinal, quem acompanha os clipping, sabe o destaque que a temática assumiu nos últimos dias. Esse texto da Cláudia supre uma lacuna importantíssima, na medida em que eventos recentes sobre polítca interna acabaram ofuscando na mídia nacional as discussões em torno do Acordo de Paris, cujas chances de aparecer no CACD são altíssimas. Vale a pena ler, reler e mesmo favoritar esse post. Fiquemos ligados.

 

Dicas da Diplomata: meio ambiente

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*por Cláudia Assaf

 

Seguindo as recomendações do post de hoje, você que ainda não se planejou para estudar meio ambiente poderá se animar a estudar a temática e ter um ganho inicial substantivo. A matéria é cobrada no CACD e é também de importância crucial para o Estado brasileiro, seja para se desenvolver, seja para defender, proteger e conservar suas riquezas naturais.

Mas o que Português tem a ver com meio ambiente?

A observação de Português é simples e, por isso, começo logo por ela: recordo que a expressão meio ambiente é sem hífen, anotado? Mesmo antes da revisão ortográfica, “meio ambiente” sempre foi escrito sem o hífen. Muitos ainda escrevem, equivocadamente, “meio-ambiente” (até dentro do MRE, eu já vi com meus próprios olhos, mas fica só entre nós, como nosso segredinho). Claro que meu seguidor que ainda usava este hífen não mais fará isso…Não que seja crime. A vida continua se você escrever “meio-ambiente”, mas o CACDista não poderá se dar ao luxo de perder pontos gratuitamente assim na prova de Português. Sim, aquele hífen, bem pequenininho de nada, poderá descontar pontos decisivos na prova de Português, em um concurso em que a diferença de décimos colocará uns vinte candidatos na sua frente no ranking final de classificação.

Considerando o Edital de 2015 para o CACD, observe que meio ambiente é cobrado expressamente pelo programa de Política Internacional, item 16.4 do Edital de 2015 (“16.4 Meio Ambiente”), e de Geografia, item 7.1 (“7.1 O meio ambiente nas relações internacionais: avanços conceituais e institucionais”).

A Senhora Presidente da República esteve ontem, 22 de abril, em Nova York, para assinar o “Acordo de Paris” nas Nações Unidas, mas o foco do noticiário nacional estava na política interna brasileira, se ela pronunciaria ou não a palavra “golpe”, e, por isso, pouco ou nada se disse na mídia acerca do papel de ponta que o Brasil desempenhou para se adotar o texto ontem assinado.

 

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Para os que já vêm estudando o tema, saberá bem que a percepção que os outros fazem de nós em relação ao meio ambiente mudou diametralmente ao longo do último quase meio século, se considerarmos o ano de 1972 como marco temporal, período em que passamos de vilões a líderes defensores da proteção e da conservação ambiental. Há estudos no Brasil que já advogam a inclusão do tema em matéria de Direitos Humanos, o Direito Humano ao Meio Ambiente.

Basicamente, minha dica de ouro é que você estude, ANTES, o histórico dos debates, pois de nada adiantará ler todas as matérias de jornal publicadas recentemente ou a íntegra do acordo assinado ontem, se não tiver contextualizado claramente como se deu o início do tratamento do meio ambiente pela comunidade internacional e a posição brasileira desde quando a matéria entrou na pauta da agenda mundial.

Didaticamente falando, tenha em mente esses três anos específicos a seguir, espaçados de duas décadas entre si: 1972, 1992 e 2012, anos das conferências ambientais promovidas pelas Nações Unidas, sem prejuízo de outras conferências que, embora não tratem de meio ambiente, também tiveram a temática em pauta.

Basta analisar o título oficial dado a cada uma das três conferências para compreender a essência da transformação do tratamento do tema meio ambiente no âmbito internacional, senão vejamos:

 

  • 1972: Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (Estocolmo)
  • 1992: Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio de Janeiro, ou Rio-Eco 92)
  • 2012: Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20; https://sustainabledevelopment.un.org/)

Vamos ver cada uma…

 

#1972: Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano

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Antes de 1972, o meio ambiente era basicamente tema para ambientalistas. Na Conferência de Estocolmo, de 1972, as potências já industrializadas à custa do que surrupiaram dos países por eles colonizados, ricos em recursos naturais, vieram com um papo de que “Chega! Se continuarmos a explorar a natureza, ela se esgotará”. Estavam influenciados pelo relatório intitulado “Os limites do crescimento”, de autoria de integrantes do “Clube de Roma”, grupo fundado em 1966, de pessoas ilustres do então chamado “primeiro mundo”, que se reuniam para debater assuntos diversos, ligados sobretudo, ao meio ambiente. Segundo aquele relatório, o rápido crescimento da população mundial à luz dos recursos naturais limitados traria consequências desastrosas. Embora fosse uma constatação por óbvio verdadeira, não seria justo com os países em vias de desenvolvimento.

Ora, depois de estarem ricos e industrializados, após terem drenado para si as riquezas alheias que viabilizaram o seus desenvolvimentos, tendo poluído o mundo de forma sem precedentes ao longo dos três séculos anteriores (*) , foi muito fácil e confortável para países desenvolvidos defenderem na ONU perante os demais países ainda em desenvolvimento, como o Brasil, que não se poderia mais usar a natureza para se desenvolver, porque prejudicaria o meio ambiente. A Conferência de Estocolmo de 1972 teria servido a esse propósito.

Os países desenvolvidos advogaram na Conferência de Estocolmo de 1972 a ideia do “desenvolvimento zero”. Claro que os países em desenvolvimento não puderam aceitar a nova ideologia.

A partir de então, o Brasil passava a defender na ONU seu direito ao uso responsável dos seus recursos. O pronunciamento do Brasil na abertura da 27a. Sessão da Assembleia Geral da ONU, em setembro de1972, proferido pelo nosso então Chanceler Mário Gibson Barbosa, havia o parágrafo: “O Governo brasileiro estima que a Conferência de Estocolmo alcançou o objetivo a que se propunha: concertar uma visão comum dos problemas do meio ambiente e definir princípios que possam 'inspirar e guiar os povos do mundo na preservação e na melhoria do meio ambiente”'. O quadro normativo e operacional 288 adotado em Estocolmo fornece as bases para uma ampla cooperação internacional na preservação do meio ambiente, indicando critérios racionais capazes de nortear a ação soberana dos Estados na exploração de seus recursos naturais, nos termos das prioridades e planos nacionais, sem interferências indevidas.”.

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Mesmo assim, o Brasil passava a ser percebido por potências mundiais como o vilão do meio ambiente. Queimadas da Amazônia eram filmadas e reproduzidas mundo afora. Intensificou-se a ideia da necessidade de se internacionalizar a Amazônia e outros absurdos afins (a propósito, sobre a internacionalização da Amazônia, interessante ler essa resposta brilhante e humanista do Senador Cristovam Buarque quando questionado, nos EUA, mais recentmente, acerca do tema.

Até que, em 1987, o relatório da primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, que então chefiava a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, explicitava uma ideia que, embora já existisse, não havia sido ainda explorada como solução dos debates, que era a ideia do desenvolvimento sustentável: aquele que atende às necessidades atuais sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras também atenderem às suas necessidades. Era exatamente o que o Brasil pensava.

 

#1992: Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio de Janeiro, ou Rio-Eco 92)

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Assim, para mostrar que não era inimigo do meio ambiente, apenas também queria ter direito a desenvolver-se, com responsabilidade, o Brasil não poupou esforços para sediar a conferência de 1992 em seu território, mas, desta feita, a Conferência da ONU teria título diferente da de Estocolmo, 20 anos antes: seria agora a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente E DESENVOLVIMENTO, a Rio-Eco 92, quando o conceito de sustentabilidade foi a bandeira central dos países em desenvolvimento. Líderes mundiais viajaram ao Rio de Janeiro e, ao final, assinaram importantes documentos:

  • Declaração de Princípios para um Consenso Global sobre Manejo, Conservação e Desenvolvimento Sustentável de Todos os Tipos de Florestas
  • Agenda 21;
  • Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica; e
  • Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima,

As reuniões de seguimento para a implementação das duas convenções são organizadas pelo órgão criado para acompanhar a implementação que determinaram: Conferência das Partes ou COP.

 

2012: Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável

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Celebrando 20 anos desde a Conferência de 1992, com o conceito de sustentabilidade amplamente aceito e já incorporado em diversas legislações nacionais dos países membros da ONU, a Rio+20 foi a conferência que consolidou a ideia da sustentabilidade não apenas na dimensão ambiental, mas também na social e econômica. Você, CACDista, a partir de agora, quando pensar no termo “sustentabilidade” cometerá erro se apenas falar de meio ambiente, porque o conceito de desenvolvimento sustentável só estará completo se as três dimensões estiverem sendo atendidas: ambiental, social e econômica. Não se esqueçam disso!

Na Rio+20, adotou-se a Declaração final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, apelidada de “O futuro que queremos”.

Por fim, certamente vocês acompanharam, em dezembro de 2015, a mega reunião em Paris sobre mudança climática. O que ocorreu em Paris em dezembro foi a COP-21, ou seja, a 21a. Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (assinada em 1992). A COP-21 buscou alcançar um novo acordo internacional sobre o clima, com o objetivo de manter o aquecimento global abaixo dos 2°C. Graças a uma atuação brilhante da equipe negociadora do Estado brasileiro naquelas negociações havidas em Paris, foi possível chegar ao texto do acordo, assinado somente ontem na ONU pela Senhora Presidente da República. A íntegra do acordo assinado pode ser acessado aqui.

A título de considerações finais neste vasto tema, tendo em mente que há ainda documentos como a Agenda 21, o Protocolo de Kyoto, entre tantos outros a serem explorados, sugiro, de início, considerarem:

  •  Ler um livrinho pequeno que muito me ajudou neste contato inicial com meio ambiente quando me preparava (claro, está atualizado até 2003, ano do lançamento): “Política Externa e Meio Ambiente”, da também diplomata Lílian Duarte (não a conheço), editora Zahar, 73 páginas. Por ele, você que ainda não estudou meio ambiente terá uma excelente base inicial sobre a qual ampliará seu conhecimento um passo de cada vez;

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  • ler os documentos mencionados neste post e outros tantos que for descobrindo, explorando seus preâmbulos e artigos operativos, anotando termos chave e jargões da área que aparecerão repetidamente;
  • buscar conhecer a diferença entre preservação ambiental e conservação ambiental, que não são termos sinônimos;
  • recordar quais são os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e verificar quantos (ou seriam todos?) dialogam direta ou indiretamente com o tratamento internacional do meio ambiente nas três dimensões, ambiental, econômica e social;
  • ver na nossa Constituição Federal onde o meio ambiente aparece e como é tratado;
  • conhecer como está estruturado o Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama )
  • manter a leitura de artigos de opinião publicados em jornais, a respeito de meio ambiente;
  • ler o estudo do Ipea intitulado “O Brasil na Governança das Grandes Questões Ambientais Contemporâneas”;
  • escrever um resumão com os pontos que aprendeu após a pesquisa.

Bom estudo e boa semana a todos!

(*) Interdisciplinaridade – Opino que o tema meio ambiente também dialoga, direta ou indiretamente, com pontos de outros programas do referido Edital, especialmente quando estudarem os argumentos levados pelas potências industrializadas à Conferência de Estocolmo, de 1972, e cotejar essas ideias com a contra-argmentação dos países em desenvolvimento. Em Economia, por exemplo, temos “9.2 Pensamento econômico e desenvolvimentismo no Brasil. 9.3 A visão de Celso Furtado”. Em História do Brasil, temos “10.3 Transformações econômicas. 10.4 Impactos da globalização”. Em História Mundial teríamos “1 Estruturas e ideias econômicas. 1.1 Da Revolução Industrial ao capitalismo organizado: séculos XVIII a XX. 1.2 Características gerais e principais fases do desenvolvimento capitalista (desde aproximadamente 1780).”

 

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* Claudia Assaf é diplomata de carreira. Atualmente, é chefe substituta na Embaixada do Brasil no Reino da Arábia Saudita, em Riade, onde também chefia o Setor Consular daquela Representação diplomática. Além do português, fala e escreve fluentemente inglês e árabe clássico. É bacharel em Matemática, pela UFRJ. Também formou-se em Jornalismo e Relações Internacionais. Em 16 de dezembro de 2013, lançou o livro Diário de Bordo – Um voo com destino à carreira diplomática, em que a autora descreveu por que decidiu pela diplomacia e como preparou sua mente e organizou seus estudos com vistas a ser aprovada no CACD.

 

 

Festa a Fantasia dos alunos do IRBr 2016

Nem só de estudo e trabalho vive o homem. É por essas e por outras que anualmente o Clipping faz questão de divulgar a tradicional Festa a Fantasia dos alunos do Instituto Rio Branco. Ano passado os diplomatas da comissão organizadora escreveram ao Blog do Clipping CACD explicando a tradição por trás da Festa a Fantasia ( veja aqui na íntegra o texto )

As edições da festa, que é aberta a todos, vem se superando ano após ano e esse ano promete…

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Os detalhes da festa deixamos por conta do diplomata Victor Toniolo, que fala em nome da comissão organizadora:

 

Festa a Fantasia do Instituto Rio Branco: De Brasília a Gotham City

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"A melhor tradição do Itamaraty é saber renovar-se."

Inspirada pela famosa frase do Chanceler Azeredo da Silveira, a turma dos "18 do Forte" dará boas-vindas a seus novos colegas em mais uma edição da Festa a Fantasia dos alunos do Instituto Rio Branco, cuja tradição já foi brilhantemente relatada no Clipping.

Neste ano, a celebração reveste-se de particular importância, pois as duas turmas não tiveram oportunidade de conviver nos espaços do Instituto Rio Branco. O Curso de Formação da Turma de 2014 já se havia concluído quando iniciaram as aulas da Turma de 2015. Serão também homenageados os veteranos da Turma de 2013, bem como os professores titulares das diversas disciplinas do IRBr.

 A festa "De Brasília a Gothan City" propõe histórias em quadrinhos e pop-art como tema. 

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A festa é aberta a todos, os convidados não se restringem a membros do Corpo Diplomático e a "quartos-secretários".  A criatividade e a multiculturalidade inspirarão as mais diferentes fantasias, desde super-heróis, passando pelos quadrinhos clássicos, até a pop-art e publicidade de Roy Lichtenstein e Andy Warhol.

 A festa terá lugar no tradicional Clube das Nações, onde a diversão será garantida por:

  • DJs de primeira linha, que embalarão a pista de dança ao longo de toda a festa.
  • Serviço de open bar de altíssima qualidade que oferecerá, durante toda a noite, drinks com diversos destilados, além de uísque e cerveja. 
  • Food trucks rigorosamente selecionados — um deles de ex-participante do Masterchef Brasil —, que disponibilizarão deliciosas iguarias doces e salgadas para aquisição.

 Convidamos todos os leitores do Clipping CACD a participar dessa mega celebração!

Curtam o evento no Facebook, para ficar por dentro de todos os detalhes das atrações da festa, e garantam já o seu ingresso!

 

cacd-itamaraty-diplomacia-carreira-diplomaticaVictor Toniolo é diplomata. Trabalhou no Ministério do Turismo e é graduado em Filosofia pela Universidad Complutense de Madrid 

Os 4 tipos de provas de francês do concurso da diplomacia

 Como é a prova de francês do concurso de diplomata? As provas de francês do concurso de diplomata (CACD) são antes de tudo instáveis, podendo variar o formato radicalmente de uma ano para outro. Essa instabilidade torna-se uma verdadeira pedra no sapato dos candidatos. É difícil se preparar para uma prova cujo formato você desconhece.

Ok, Clipping, mas vale a pena focar em dissertações, em questões de múltiplas escolhas?

É uma pergunta frequente que tem sido feita ao Clipping. Falando pragmaticamente o que vale a pena é entender os 4 tipos de provas de francês adotados pelo Cespe nos últimos anos. E ninguém melhor para falar disso do que a Professora Mariana Lima no texto abaixo.

Ah, 2 lembretes rápidos antes de entrar no assunto>

  • O conteúdo do Blog do Clipping é gratuito para não assinantes do Clipping. Mas para ter acesso a todas as ferramentas do Clipping, inclusive os comentários dos professores especialistas, é preciso assinar. Você pode fazer isso assinando pelo site do Clipping CACD.
  • O aplicativo para celular é exclusivo para assinantes do Clipping. Embora o download seja aberto a todos, o app apenas funcionará se você for assinante do Clipping. Você pode fazer sua assinatura no site do Clipping CACD.  Após, você pode baixar o app na Google Play. Se você já baixou o app, deixe sua review na Google Play.

APP FINAL

 

Os 4 tipos de provas de Francês do concurso de admissão à Carreira Diplomática – CACD

*por Mariana Lima

 

Para planejar os estudos de francês para o CACD, nada melhor do que entender a evolução da prova ao longo dos últimos dez anos. Vamos conhecer mais detalhadamente a prova que vocês querem prestar?

 

#1. A prova objetiva de francês para o concurso de diplomata – CACD

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Como era: Vários textos de referência para 25 questões objetivas, cada uma com quatro itens do tipo CERTO ou ERRADO. 

Quando ocorreu: Concurso de 2015 e 2014

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Este é o modelo de prova mais rápido, fácil e barato de se corrigir, vantagem inestimável para a banca organizadora. 

A partir da publicação do edital do CACD de 2014, muita gente boa achou que a prova ia ficar mais fácil. Mas as estatísticas do DataLascala provam que não: como de costume, apenas os candidatos mais competitivos tiveram alto desempenho em francês e espanhol em 2015 e 2014. Confiram a imagem que vale mais que mil palavras (post na íntegra):

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Isso acontece porque, nas provas do CACD, os conhecimentos avaliados costumam exceder o nível de dificuldade dos conteúdos de cursos convencionais de francês como língua estrangeira (FLE), devido à importância dos idiomas como ferramentas de trabalho da carreira diplomática.

Na minha opinião, a prova objetiva é menos excludente, pois avalia as competências que levam menos tempo para ser adquiridas pelo falante não nativo: leitura, compreensão de textos e conhecimento das regras gramaticais. Mas isso não torna a prova mais fácil. Os textos históricos, filosóficos, literários e acadêmicos, além dos tradicionais artigos da imprensa francesa que predominaram no CACD até 2012, exigem desenvoltura, rapidez e profundidade na compreensão e interpretação textual. Aliás, devido às características dos textos, as questões de gramática e vocabulário também se tornaram mais complexas, muito além do que se estuda em cursos focados na comunicação informal em francês corrente.

 

#2. A prova discursiva de francês para o concurso da diplomacia – CACD

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Como era: Um ou dois textos de referência para dez questões discursivas de cinco linhas cada.  

Quando ocorreu: Concursos de  2009 a 2013

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Nessa época, a prova de francês do CACD adquiriu feição própria, pois deixou de usar modelos de outros testes como referência.

Na prova discursiva, a principal vantagem é ter controle total sobre a formulação da resposta. Você tem liberdade para deixar de lado aquele ponto de gramática que você não domina direito, aquele verbo difícil de conjugar…, contudo, mesmo os candidatos mais preparados correm o risco de perder pontos devido a erros de ortografia, concordância ou uso de maiúsculas, dificuldades comuns até entre falantes nativos.

 

#3. A prova mista de francês para o concurso da diplomacia – CACD

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Como era: Cinco a seis questões discursivas e cinco questões objetivas (de equivalência e de múltipla escolha).

Quando ocorreu: Concursos de 2005 a 2008

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Pouca gente lembra disso, mas as questões objetivas já fizeram parte desse formato mais antigo da prova. Nessa época, a quarta fase do CACD era nitidamente inspirada das provas convencionais de proficiência em língua francesa, um misto das seções “Compréhension des écrits “   e ” Production écrite “do DALF ou DELF.

 

#4. A prova de francês instrumental para o concurso da diplomacia – CACD

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Como era: Textos de referência para perguntas de compreensão de leitura; respostas completas (verbo, predicado, complemento) dadas em português.

Quando ocorreu: Concursos de 2003 a 2004

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Quando o CACD passou a ser organizado pela banca CESPE, experimentou-se a prova de idioma instrumental, ou seja, com foco na compreensão da leitura por indivíduo não falante, baseada em estratégias facilitadoras. Esse tipo de avaliação, característico das seleções de mestrado e doutorado, não tem relevância para o CACD e foi rapidamente abandonado pela banca examinadora.

 

#5. Concluindo

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Invistam na preparação para questões objetivas, mas não custa nada revisar, de vez em quando, as páginas 189 a 220 do Manual do Candidato (FUNAG, 2012), para maior segurança.

Não é possível prever mudanças específicas como a volta da prova discursiva, mas é certo que tanto os critérios de avaliação quanto o modelo de prova têm sido renovados periodicamente. Essas alterações não são, contudo, aleatórias; certos temas, técnicas de elaboração de enunciados, tópicos de gramática específicos ou mesmo palavras (rayonnement, donne, enjeux…) são recorrentes ao longo dos últimos dez anos.  É possível, portanto, conciliar preparação eficiente e serenidade diante da alta probabilidade de mudanças com base no conhecimento da evolução da prova de francês do CACD.

Bonne étude à tous, 

Mariana Lima

 

diplomata-cacdMariana Lima é especializada na preparação para o CACD. Após cursar o ensino médio no CES Villeneuve de Grenoble, começou a lecionar francês ainda aos 15 quinze anos de idade na Alliance Française. É graduada em Francês pela Université de Nancy II , concluiu mestrado pela New School, em Nova York, e doutorado pela Catholic University of America, em Washington/DC. Tem vasta experiência em tradução literária e técnica. Atuou como tradutora e consultora de idiomas no Brasil e no exterior, em instituições como o National Health Institute, Petrobras, BNDES, Banco do Brasil e Vale.

Quantos erros você consegue ver?

Como a mídia cobre o concurso de admissão à carreira de diplomata (CACD)? 

Nos últimos dias, em que opiniões tem se polarizado acerca da política interna, invevitavelmente surge a questão cara até para os assinantes que acompanham diariamente a seleção de notícias:

Há erros e imprecisões na forma como as informações nos são apresentadas ?

Mesmo para os melhores jornalistas, com as melhores das intenções, condensar um tema complexo em alguns parágrafos e no calor do momento é um desafio e tanto (o candidato a diplomata que já fez prova de segunda ou terceira fase que o diga). 

Faça o teste você mesmo!

Quantos erros você consegue identificar na matérias abaixo sobre o CACD?

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A matéria é antiga, mas tem alguns pontos interessantes:

  • Qual era a relação candidato por vaga naquela época áurea das 115 vagas e qual é a relação candidato por vaga hoje? 
  • Nos minutos 2:14> Vale dar uma olhada no polêmico embate sobre a suposta ideologização da bibliografia oficial. Discussão que, alguns anos após, seria levantada para justificar a retirada da bibliografia oficial do concurso.
  • A democratização do acesso e a mudança do perfil dos candidatos desde àquela época, quando as cotas ainda não haviam sido implementadas. 

Apesar de tantas informações certeiras e preciosas, a matéria traz algumas imprecisões e mesmo erros. Quantos você consegue identificar no vídeo acima?

Ainda não conhece o Clipping e o que ele vem fazendo por candidatos ao CACD e a concursos que cobram atualidades?

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CACD: 3 artigos e 1 tema quentíssimo para o concurso de diplomata

Hoje, dia 14 de março, rolou um comentário em áudio no Clipping CACD importantíssimo e se você que está focado no CACD 2016 deveria realmente conferir.

O Prof. de História e idealizador do Blog e podcast Xadrez Verbal, Filipe Figueiredo, falou exclusivamente para o Clipping sobre uma data especialíssima que está sendo celebrada e sobre a qual boa parte da banca de usual de História do concurso de diplomata está dando bastante atenção.

De que estamos falando? Estamos falando do bicentenário de Varnhagen.

Mas por que isso é importante para o CACD? Por uma sério de motivos.

Para mencionar um deles, vale lembrar que quem compilou esses artigos foi Antônio Lessa, que costuma compor a banca de História da terceira fase do concurso. Para mencionar outro, Sombra Saraiva, também membro usual da banca, assina um desses artigos.

E se não bastasse isso tudo, a Funag está sediando no IRBr um seminário sobre Varnhagen.

Vale a pena tirar um tempo para conferir com cuidado esses artigos mencionados no Clipping de hoje e em seguida conferir o áudio da explicação do Prof. Filipe sobre a importância de Varnhagen para o CACD.

Se você ainda não assina o Clipping, é uma boa oportunidade de testar a plataforma. Lembrando que se não gostar, pode cancelar sua assinatura imediatamente e ainda pedir um estorno do valor.

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3 erros mais comuns no estudo de Línguas para o concurso de diplomata

O Clipping CACD hoje inaugura 2 projetos incríveis: um gratuito e outro restrito a assinantes do Clipping. O primeiro, que é de acesso gratuito, é a coluna da Profa. Mariana Lima, de Francês. O segundo é a curadoria de textos e comentários em áudio com temas quentes para a prova, esses textos e comentário são restritos a assinantes do Clipping. 

Como vocês vão perceber nos próximos dias, o Clipping abre uma parceria com uma série de professores de línguas especializados no CACD. Eles passam a ter acesso à tecnologia do Clipping para atuar como curadores de uma seção especial de sugestão de leituras em língua estrangeira otimizadas para a prova. 

Mas, por que isso? O Clipping já não tem uma seção de leituras sugeridas em Inglês, Francês e Espanhol?

Sim. Mas acontece que essa seção sempre foi um patinho feito e o Clipping reconhece que essa antiga seção não ajudava muito os candidatos ao CACD. A partir de agora, são professores especializados no CACD e nas pegadinhas e nas artimanhas da prova é que não atuar como curadores do conteúdo de Linguas Estrangeiras do Clipping.

Fique ligado nos próximos dias para saber quem serão os outros professores-curadores da Seção de Línguas do Clipping.

  • Se você é assinantes do Clipping, confira o conteúdo exclusivo e o áudio feito pela Profa. Mariana aqui
  • Se você não é assinante, vale muito a pena conhecer os benefícios de assinar o Clipping aqui

 

Como não estudar idiomas para o CACD

*Por Mariana Lima

Estes são os equívocos mais comuns entre os candidatos:

1: Ler muitos textos s´o para ter uma ideia geral

Perceba que, de todas as quatro competências em língua estrangeira- leitura, escrita, compreensão oral e fala- a leitura é a mais acessível. Isso quer dizer que a grande maioria dos candidatos consegue ter “uma ideia geral” de textos em língua francesa.

A prova é feita para selecionar  candidatos  capazes de perceber nuances de sentido, efeitos de estilo e inferências, além de compreensão profunda e precisa ; logo,  eliminar aqueles que compreendem os textos de modo superficial.

2: Achar que falar uma língua estrangeira  fluente é o bastante 

Falar pode até ajudar, mas a prova de francês exige domínio da norma culta. A compreensão de textos literários, acadêmicos e filosóficos de vários períodos, registros e estilos não se compara com os conhecimentos de vocabulário ou coordenação dos tempos e modos verbais necessários ao bom desempenho em comunicação oral.

 Trocando em miúdos: é por isso que, todos os anos, ouvimos casos de candidatos que falam francês fluentemente e não se saíram bem na prova. Porque a prova é absurdamente difícil? Não; na verdade, por falta de treino específico, devido à sensação ilusória de que fluência oral seria o bastante. Você não enfrentaria a prova de português do TPS sem preparação específica, não é mesmo? Pois é.

3: Se tiver dúvida sobre uma palavra limitar-se a usar o dicionário

O pior erro de todos! O costume de traduzir palavra a palavra é altamente prejudicial para a preparação, verdadeira garantia de perda de tempo e aquisição de vícios. Aliás, várias questões são elaboradas com o claro propósito de eliminar esse tipo de candidato.

Quer um exemplo? 

QUESTÃO 40.1, 2014: À la ligne 15 « pourtant » marque une opposition.

Essa nem é tão difícil, tudo bem. Pourtant é um dos falsos cognatos mais conhecidos, você sabe que não é portanto em francês. Pourtant significa mas, contudo, entretanto…e o item está CORRETO.

Quer mais um? 

« À Piracicaba, cela s’est décliné en une multitude d’objectifs spécifiques qui ont toujours tenu compte des dimensions à la fois environnementale, sociale, économique, politique, culturelle et urbaine ». 

QUESTÃO 30.2, 2014 : « décliner » (R.11) est utilisé ici comme synonyme de diminuer.

Aqui, era preciso saber que décliner não é a mesma coisa que se décliner en.  É, a banca “esqueceu” de mencionar esses pequenos detalhes na assertiva…

Na pressa, alguém poderia achar que sim, porém se décliner en não significa diminuir, e sim apresentar várias formas ou aspectos ( de uma mesma coisa)  e o item está ERRADO.

Espero que, da próxima vez, você escolha o Larousse monolíngue para tirar dúvidas! 

Abraços e bons estudos.

Mariana Lima é especializada na preparação para o CACD. Após cursar o ensino médio no CES Villeneuve de Grenoble, começou a lecionar francês ainda aos 15 quinze anos de idade na Alliance Française. É graduada em Francês pela Université de Nancy II , concluiu mestrado pela New School, em Nova York, e doutorado pela Catholic University of America, em Washington/DC. Tem vasta experiência em tradução literária e técnica. Atuou como tradutora e consultora de idiomas no Brasil e no exterior, em instituições como o National Health Institute, Petrobras, BNDES, Banco do Brasil e Vale.

 

Por que eu recorri à Justiça contra o CESPE?

recurso justiça cespe

Provas > recursos > resultado. É  o curso natural e anual do CACD. Mas para alguns candidatos o resultado final não é o fim da história. O texto de hoje fala de uma tema muito mais comum do que se imagina no CACD, mas muito pouco trazido a público: aqueles candidatos que optam por recorrer à Justiça contra a correção da prova. 

O Blog do Clipping CACD foi procurado por um candidato que, inconformado com a correção de sua prova,  optou por recorrer ao Judiciário. 

O tema é polêmico? O tema é tabu? O tema é delicado?

Sem dúvidas! 

Por outro lado, a judicialização do concurso é uma realidade, é algo que ocorre todo ano e por mais de um candidato. Dessa forma, é algo que interessa diretamente não só à comunidade de candidatos ao CACD, como também à comunidade de autoridades que debatem de forma desdramatizada e desassombrada os desafios inerentes ao processo seletivo.

É no espírito de contribuir construtivamente para esse debate que, a pedido do candidato-autor, abrimos o espaço da coluna História de Candidato para o texto abaixo, lembrando que todas as opiniões e todas as informações apuradas são de inteira responsabilidade do autor e não refletem a opinião do Blog do Clipping. 

Por que decidi recorrer à Justiça contra a correção da minha prova?

* Por Raphael Azevedo França

[zee_alert close=”no” type=”none” title=””]Todas as opiniões e todas as informações apuradas são de inteira responsabilidade do autor e não refletem a opinião do Blog do Clipping. [/zee_alert]

« Whistleblower ». Eis uma palavra complicada para traduzir do inglês para o português. Seria um denunciante? Um informador? Um soprador de apitos? Em todo caso, nunca imaginei estar aqui, hoje, nesta posição de « whistleblower ».

Quem estuda para o CACD supõe ter uma ideia dos sacrifícios e riscos que implicam o trajeto para tornar-se diplomata. Anos de estudos podem fracassar por décimos ou centésimos em qualquer uma das provas. Faz parte do jogo. Acreditamos que sempre existe – e de fato há – espaço para melhorar e, depois de um período de análise sobre o que poderíamos ter feito após uma derrota, é arregaçar as mangas e recomeçar. Aconteceu com todos os aprovados, seguramente, acontecerá com você, e não deixa de ser parte da beleza desta outra estranha palavra: « meritocracia ». 

Para mim, particularmente, o CACD de 2015 conseguiu superar o que acreditava ser o limite para declarar-me vencido. Primeiro, fiquei na desconfortável 24ª posição no resultado « final ». Afoguei as mágoas e quis seguir em frente. Até que, no dia seguinte, por conta das denúncias que houve em relação às autodeclarações de candidatos negros, fui informado que tinha 16 horas para entregar toda a documentação de um aprovado em Brasília.Três cidades e dois aviões depois, era algo inédito que acontecia: eu, um candidato que não estava dentro do número de vagas previstas no edital, precisava cumprir nova etapa pois poderiam desclassificar outros que tinham passado na concorrência ampla com autodeclarações que precisavam de verificação.

Testemunhar o processo insólito de ver como a burocracia teve que lidar com questão tão espinhosa quanto definir quem é ou não negro no Brasil já daria um livro. Entretanto, aqui, apenas posso concluir que desclassificaram um dos candidatos que estava na minha frente e fui remanejado para a 23ª posição. O limbo dos limbos, em outras palavras: o primeiro dos últimos. E, por mais próximo que tivesse chegado da aprovação – física e burocraticamente, diga-se de passagem- não custa lembrar: « the winner takes it all ».

Até que, depois de publicarem mais um resultado « final », divulgaram as respostas para os recursos. Provavelmente teria feito como a maior parte dos candidatos e leria na diagonal as respostas por vezes monocórdicas das bancas, resmungando por que não me deram mais uns pontinhos aqui ou ali. Porém estava tão incoformado com a situação que resolvi verificar todas as respostas com bastante escrutínio.

Foi aí que as coisas tomaram um rumo inesperado.

2. Onde foi que eu errei?

Quase todas as correções da terceira fase são subjetivas. Quase. As provas de inglês possuem uma particularidade: a gramática e as traduções valem 58 dos 100 pontos. A banca retira gradualmente os pontos conformem os erros aparecem de forma objetiva. Não por acaso, em relação aos recursos, a esmagadora maioria dos pontos devolvidos na terceira fase parte da própria banca de inglês. Em meio às dezenas de provas, é natural que ela cometa alguns erros de correção. Os candidatos recorrem e o que não deveria ter sido apenado é restabelecido. End of story.

Na minha prova, na parte da redação, já havia constatado um primeiro erro: a banca tinha deixado de sublinhar palavras que possuíam apenamentos indicados na lateral da folha.

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Como saber o que estava errado? Seria possível deduzir os erros? Mas em quais linhas? 

Ainda no período dos recursos, descobri que havia o precedente de outro candidato com quem tinha ocorrido o mesmo problema no passado e a banca devolveu-lhe os pontos. Em resposta ao meu recurso, a banca ignorou que errou na marcação e contentou-se em apontar em quais linhas e quais palavras estavam os supostos erros, a posteriori. Não houve devolução de pontos, só especificação de onde estavam os erros. Apenas esqueceram que eu, agora ciente de onde estavam os supostos erros, não poderia fazer recursos novamente!

Mas não era só isso…

Havia problemas ainda mais graves, como recursos sem respostas e respostas repetidas em linhas díspares ou mesmo respostas de recursos para palavras que não constavam em minha prova. 

Não restava dúvida: meus recursos não tinham sido corrigidos adequadamente.

No caso de qualquer outro candidato, isso não teria muita importância. Mas no meu caso, em que estava na 23 posição, 1 só ponto devolvido me colocaria entre os aprovados. 

Para tornar as coisas ainda mais dramáticas, era muito mais do que um só erro de correção. Os equívocos somavam 4,5 pontos. 

Veja, por exemplo, a resposta inicial da banca no quesito da Translation A (inglês para português): 

34

À primeira vista, salta aos olhos que tenha sido repetida duas vezes a mesma palavra na linha 12 e na linha 13, certo?

Além disso, outros 2 outros recursos simplesmente não foram respondidos!

E na primeira resposta, a banca indefere para palavra que sequer consta em minha prova (despacho)!

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Alertei o CESPE e o representante do Instituto Rio Branco para a gravidade dos erros, por e-mail e por telefone. A resposta foi no sentido de que nada poderia ser feito e que eu deveria buscar a via judicial.

Ciente de todas as implicações que aquilo poderia representar, foi o que fiz.

No dia seguinte, estava meu advogado despachando com um juiz federal em Brasília, era preciso evitar que publicassem o resultado final sem ter certeza sobre as respostas aos meus recursos.

3. Entrando na Justiça e encontrando problemas maiores

Como se já não houvesse bastante drama envolvido, era também o último dia de funcionamento do judiciário em 2015, que entraria em recesso até janeiro. O juiz fez a cortesia de publicar despacho pedindo explicações às autoridades antes de sair de férias. Notificamos os responsáveis na segunda-feira e, na terça, estava publicado o segundo resultado « final », convocando os aprovados para a posse em pleno dia 24 de dezembro, véspera de Natal.

O recesso de final de ano transformou em mais de um mês os dez dias pedidos pelo juiz para que se manifestassem as autoridades. Entrementes, descobri que havia outro candidato que também tinha encontrado problemas em seus recursos e que entrou com pedido de Mandado de Segurança. Não estava mais sozinho, ao menos! E, analisando nossas respectivas provas, fomos descobrindo que os problemas eram ainda maiores.

A mesma tradução para a palavra « character » como « caráter », tinha tido recurso indeferido em minha prova enquanto foi deferido para esse colega.

A resposta para o meu recurso com relação à palavra character foi indeferida:

2

A resposta do recurso do meu colega  com relação à palavra character foi deferida:

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Além disso, a tradução da palavra« larded » como « recheados » não foi marcado como erro na minha, ao passo que na dessa colega foi marcado como erro e mesmo ele entrando com recurso a banca manteve o apenamento. 

1

Não era possível! As mesmas palavras, recursos quase idênticos, no mesmo contexto de uma mesma tradução, como poderiam receber correções distintas?

Esse candidato conseguiu liminar de agravo para que recorrigissem todas as suas provas. No meu caso, o juiz pediu que a banca recorrigisse os erros apontados na prova de Inglês, o que me dava a oportunidade de fazer novos recursos. 

Se havia ocorrido aquele erro em nossas duas provas, será que o mesmo teria acontecido com outras?

Conversei com diversos professores de inglês que me ajudaram bastante na procura de outras provas que tivessem as mesmas palavras traduzidas com correções diferentes. Apenas para « caráter », encontrei, inicialmente, duas provas nas quais a mesma tradução não tinha sido penalizada e duas outras que tiveram recursos deferidos.

Em sua liminar, o juiz me havia dado 72 horas para impetrar novos recursos. Peguei um avião e fui para Brasília entregá-los no Instituto Rio Branco. Era uma situação tão inusitada que ninguém sabia de fato como proceder. Havia, naturalmente, resistência em reabrir os recursos, já que é consolidada a tese de que a banca é soberana em suas decisões e não cometeria erros crassos. Mas dicriscionariedade não permite arbitrariedade…

Tornando curta uma história longa: Publicação do Edital 15

Apenas isso já era uma grande vitória. O CESPE tinha a oportunidade de rever suas correções e, caso fossem constatados erros, poderia me reclassificar na posição correta, o que significava necessariamente minha aprovação entre os 22 da concorrência ampla. Para minha sorte, o Carnaval ocorreu bem no meio do prazo de 5 dias para que respondessem aos meus recursos. Mais espera e, em plena quarta-feira de cinzas, tive acesso às respostas.

4. Respostas sem respostas e mais perguntas

Procurei rever com diversos professores especializados na prova o que estava de fato errado e indicar para a banca que acatava tais apenamentos em meus novos recursos. Para o que tinha sido comprovadamente erro de correção, utilizei todos os argumentos possíveis, sobretudo, isonomia em relação a provas que tinham tido o mesmo item deferido.

Era algo bastante óbvio: a banca devolveria os pontos corretos e manteria os apenamentos devidos. Não foi o que ocorreu: tive indeferimentos injustificados e, sobretudo, total silêncio em relação aos itens que deveriam ter sido devolvidos por não terem sido penalizados em outras provas ou mesmo deferidos em outros recursos. O que parecia óbvio deixou de sê-lo. A recorreção da prova só foi feita na parte em que era possível manter minha nota tal e qual, omitindo os pontos que indubitavelmente deveriam ser devolvidos e que implicariam a espinhosa reclassificação dos aprovados. 

Mais uma ida do advogado à Brasilia para informar o juiz e seguimos aguardando a sentença, enquanto o CESPE publicou um terceiro resultado « final ».

Entrementes, passei a contatar diversos candidatos que fizeram o exame de Inglês, muitos dos quais colegas que já estão no Rio Branco. Analisando prova por prova, entendi que os erros eram muito mais graves do que imaginava e, sobretudo, não tinham ocorrido apenas comigo. Praticamente todas as provas às quais tive acesso continham problemas. 1, 2… até 8 pontos que deveriam ter sido devolvidos pela banca e não o foram, de forma inexplicada.

Como pode a correção de uma mesma tradução ter gabaritos distintos? Pior, recursos para a mesma tradução com argumentos idênticos serem deferidos para uns e indeferidos para outros? Isso no contexto em que qualquer ponto decide quem é aprovado ou não.

5. Analisando as provas

Vamos às provas.

Reuni 29 respostas de candidatos, a maior parte, entre os 50 primeiros colocados e muitos desses entre os 22 aprovados que tomaram posse. De modo que se preserve a identidade dos mesmos, apenas utilizarei os números de máscaras quando forem legíveis, que asseguram o anonimato na hora da correção. Fiz uma tabela com 14 das traduções mais penalizadas pela banca, analisando em seguida os recursos, quando foram interpostos, e comparando as provas entre si.

A conclusão é preocupante: houve falta de isonomia em todas as correções conforme é possível ver na tabela abaixo, disponível para download (a tabela está aberta para contribuições e já conta 31 provas, por favor enviar e-mail para raphaelfranca@gmail.com), 

Tomemos como exemplo a palavra « caráter ». No texto em inglês, era preciso traduzir « the character of the locals ». 

Como 13 outros colegas entre estes 29, optei pela palavra « caráter ».

Fui apenado e tive meu recurso indeferido.

Acontece que a banca não apenou essa palavra para ao menos 5 outros candidatos e deferiu recursos para outro dois. Em meus novos recursos, depois da liminar, deixei claro esse problema de isonomia, mas esse argumento foi ignorado. 

Além disso, havia o outro candidato que conseguiu liminar similar à minha. Para ele, a banca deferiu o recurso novamente, reconhecendo a possibilidade da tradução de character como « caráter »,   enquanto no meu caso, apenas omitiram a resposta .

Ainda indeferiram novamente para ele o uso de « recheados » como tradução para « larded » (aceito em outras 5 provas, incluindo a minha) e reafirmaram que uma tradução como « revisões » era inadequada tanto na minha prova quanto na dele, sendo que a mesma foi aceita em três outras provas, uma das quais com deferimento da resposta!

Segunda resposta da banca em relação à « character , « larded » e « reviews » para o outro candidato:

1

Resposta da banca depois da liminar para minha prova, reafirmando indeferimento para « reviews » e pela utilização do pronome « se », que foram aceitos em outras provas. Além  disso, a banca omite recursos em relação às outras palavras, o que não fez em relação aos recursos do candidato acima (mantendo deferimentos ou indeferimentos):

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Recurso de um terceiro candidato em relação à palavra « reviews » e deferimento da banca

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Continuemos com « character ». Veja o que ocorreu com essas traduções em português elaboradas pelos 29 candidatos:

  • caráter: 5 utilizações sem apenamento. 4 apenamentos sem recursos. 2 apenamentos com recursos deferidos. 3 com recursos indeferidos
  • característica: 4 utilizações sem apenamento. 2 apenamentos sem recursos. 3 apenamentos com recursos deferidos. 1 apenamento com recurso indeferido
  • personalidade: 2 apenamentos deferidos. 1 apenamento sem recurso.
  • natureza: 1 utilização sem apenamento
  • perfil: 1 utilização sem apenamento.

O mesmo raciocínio se aplica às outras palavras.

Em algumas, como wit, em sua segunda ocorrência, ao que tudo indica,  a banca não possuía um gabarito inicial, pois penalizou todas as traduções e depois deferiu recursos de forma aleatória. Quem utilizou « sagacidade » tinha 87.5% de chances de ganhar seu ponto de volta por isonomia, já quem não foi perspicaz o suficiente e empregou « perspicácia » teve 60% de chances de bater com a cara na parede!

Os dados falam por si.

6. Meu testemunho

Meu testemunho aqui é para que fique patente a todos os interessados na carreira diplomática que, hoje, temos um processo de seleção inadaptado à performance dos candidatos. Não se cronometra uma corrida de 100 metros com os dedos. Dedicamos esforços imensos, que duram anos a fio, para conseguir a aprovação. Até três anos atrás, meu resultado atual significaria aprovação confortável em turmas de 30 ou até 100 alunos. Diante da nova realidade de números de vaga restritos, ainda menores por conta dos 20% reservados aos negros, é preciso absoluta transparência nas correções de todas as fases, com comprometimento total das bancas. 

Caso contrário, indivíduos racionais e perfeitamente competentes para integrar o quadro de servidores do MRE vão se dirigir a outras áreas. Não são poucos os casos de colegas que conheço, extremamente talentosos, que desistiram do concurso porque não estão dispostos a entregarem seus destinos ao aleatório e ao arbitrário. Todos almejamos ascender à carreira e sabemos o quão enriquecedor são os estudos para conseguirmos a aprovação.

Para este exercício específico da Translation A, bastaria divulgar gabarito com as principais traduções aceitáveis e tornar públicas tanto as correções quanto as respostas aos recursos.  Peço a meus colegas com quem não tive contato ainda que compartilhem suas provas e recursos para tornar esse quadro o mais completo possível, só assim saberemos a dimensão exata do erro e os pontos que deveriam ter sido devolvidos a cada candidato. 

A essa altura preciso esclarecer: minha luta na Justiça de forma alguma prejudicaria os candidatos já empossados. O que pretendo é a reclassificação justa e com isonomia, de acordo com os critérios do próprio edital, com meu devido posicionamento e a criação de vaga complementar para que seja corrigido o erro da banca. Os desdobramentos desse meu caso produziriam efeitos para mim e também permitiriam que todos tivessem suas notas e classificação coerentes com os exames que realizaram.

É imperativo repensar o CACD, tornando o processo mais transparente e preciso, mantendo o que ele possui de mais valioso: o espírito humanista e meritocrático que permite que indivíduos de todos os horizontes possam vir a representar a pluralidade de nosso país, com a certeza de que seus esforços serão medidos com justiça e legitimidade. 

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Raphael Azevedo França é arquiteto formado pela École Nationale Supérieure d’Architecture de Paris-La Villette. Estuda para o CACD desde 2013.

O que meu concorrente no CACD sabe que eu não sei?

Acabou o carnaval. Começou oficialmente o ano de 2016 e começou oficialmente a espera pelo Edital do Concurso de Admissão à Carreira Diplomática, o CACD 2016!

Rumo ao CACD 2016: é hora de começar a falar sério sobre CACD e acelerar o ritmo, pois, quem já tem experiência em CACD, sabe bem que daqui até o Edital do CACD 2016 é uma questão de meses.

Hoje o Blog do Clipping CACD estreia 2016 falando de um problema e de uma solução. Vejamos:

 

#1. O que meu concorrente no CACD sabe que eu ainda não sei

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Cada um sabe de si. Você sabe o que você o estudou e o que você não estudou, quanto tempo pode estudar por dia, etc. No entanto, em um cenário em que candidatos são colocados em situação competitiva por uma vaga no Itamaraty, não tem como fugir da pergunta:

O que meu concorrente está sabendo mais do que eu?

Tudo bem que tem aquele chavão: "você tem que focar em si e não ficar se comparar com o candidato na mesa ao lado". Isso que sua mãe te diz e que é ostensivamente repetido pelas pessoas que conhecem sua luta pela aprovação no CACD e que querem te apoiar faz todo sentido. Há uma boa dose de verdade nessa afirmação e seu foco deve estar em você mesmo e não no colega ao lado!

Entretanto, no universo do CACD as coisas funcionam de uma forma mais complexa e uma boa dose de realismo não faz mal a ninguém.

Em um concurso como o CACD, em que décimos separam quem fica acima e quem fica abaixo do corte, é razoável e, em certa medida, desejável se preocupar com o que aquele candidato que senta ao seu lado na sala de estudos está sabendo e que você ainda não sabe.

cacd-itamaraty-diplomacia

 

Que tipo de material está, literalmente, "fazendo a cabeça dos outros candidatos" ?

Essa é uma pergunta ainda mais urgente para quem não está frequentando um cursinho no momento ou para aqueles candidatos geograficamente isolados dos tradicionais centros de preparação, como Brasília e Rio de Janeiro, onde muitos palpites fortes sobre os temas quentes, a banca e leituras recomendadas etc acabam chegando primeiro. 

Diferentes candidatos tem diferente acesso àquilo que vai ser cobrado na prova em diferentes momentos. É natural que alguns materiais estratégicos chegam ao conhecimento de alguns candidatos primeiro do que outros.  Porém, o mais trágico de tudo nessa história é que

alguns candidatos nunca terão acesso a certos materiais e a certas informações sobre o que vai cair antes do dia da prova.

Existe uma assimetria na distribuição do conteúdo estratégico entre os candidatos.

Temas quentes, artigos que possivelmente serão cobrados em prova, professores mais cotados para compor a banca, uma matéria de atualidades saiu e deve embasar uma pegadinha do CESPE, etc.

Essa desigualdade na difusão da informação acabou ludicamente apelidada por alguns de o pecado original do CACD. Apesar dos avanços recentes no que se refere à democratização do concurso, é difícil dizer que hoje todos competem em iguais condições por uma vaga no Itamaraty, sobretudo enquanto certas informações sobre a preparação circulam apenas entre um grupo restrito de iniciados. 

O Clipping acredita que a democratização do acesso ao Itamaraty passa também pela democratização do acesso a essas informações estratégicas sobre a dinâmica das provas do concurso de admissão à carreira diplomática. O trabalho do Blog do Clipping, gratuito a todos, vai muito nesse sentido de tornar o concurso mais acessivel a quem sonha com uma vaga no Itamaraty. Por outro lado, o trabalho da Plataforma do Clipping,  é justamente prover vantagens aos asssinates.

Ah! Mas não é contraditório o Clipping disponibilizar algumas informações gratuitamente e dizer que está preocupado com a democratização do acesso e cobrar por outras informações?

Talvez seja! Mas é justamente o fato do cobrar para oferecer vantagens a alguns é que permite ao Clipping continuar evoluindo constantemente e apresentar soluções como a que explicamos abaixo.

 

 

#2. Como reduzir sua desvantagem no CACD?

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Partindo do pressuposto que a informação relevante é desigualmente distruibuída entre os candidatos, existe um problema real e imediato para os candidato ao CACD:

O problema é o seguinte:

Candidatos precisam ficar de olho no que está merecendo maior atenção dos candidatos mais competitivos para não ficar em desvantagem. Isso gasta tempo, gera angústia e tira seu foco que poderia estar em coisas mais produtivas.

cacd-itamaraty-diplomacia

 

Partindo desse problema e do feedback de seus usuários, o Clipping CACD pensou em uma solução:

O algoritmo inteligente do Clipping agora consegue identificar, em tempo real, que leituras vem despertando atenção dos candidatos, que vem dedicando a elas mais atenção, mais tempo e fichando mais durante a semana.

Péra! Mas como isso é possível? 

Isso é possível graças à incorporação de tecnologias de crowdsourcing no algoritmo do Clipping CACD. 

Crowdsourcing? O que é isso? 

Crowdsourcing é o modelo de tecnologia que usa dados gerados individualmente por cada usuário para gerar um conhecimento de valor para essa comunidade de usuários como um todo

Explicando:

Para quem não conhece o Clipping, sua principal ferramenta funciona de modo muito simples:

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O Clipping CACD, funciona basicamente assim:

  1. você a seleção diária de textos que o clipping seleciona;
  2. você marca os trechos mais importantes;
  3. você revista depois.

Agora, o algoritmo inteligente do Clipping calcula todas essas interações individuais de cada usuário na plataforma e com base nelas atribui a relevância que a comunidade do CACD dá àquele texto. O resultado desse trabalho de rankeamento é o TOP 10 daquela semana.

 

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As leituras TOP 10 da semana reflete, portanto, as atualidades que estão mais despertando a atenção da comunidade do CACD sobre Política Internacional, Geografia, Economia e Direito. 

Além de um modo de ficar de olho no que os demais estão de olho, esse TOP 10 é uma solução rápida para os usuários do Clipping que deixaram alguns clippings atrasar e precisam fazer uma revisão rápida do que rolou na semana.

Para quem não conhece essa nova feature da plataforma nova lançada semana passada:

 

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Nos próximos posts falaremos mais de outras novidades na plataforma. Por agora, o Clipping repete aquele pedido de sempre: deixe um feedback abaixo sobre essa funcionalidade, que o Clipping não deixa ninguém no vácuo!