Black Friday, História e o concurso da diplomacia – CACD

Black Sunday no CACD: 05 de maio de 2014. Foi um domingo negro para muitos candidatos que faziam o TPS 2014 do concurso de admissão à carreira diplomática, o CACD.

Uma questão de História Mundial em particular deu o que falar:

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O que você acha. C ou E?

Bom, muitos candidatos se debruçaram desesperados sobre o item. Black Thursday  ( quinta-feira negra )? Muitos juravam que o correto seria  Black Tuesday ( terça-feira negra ), outros que o correto era Black Friday (sexta-feira negra).

Aí veio o gabarito do CACD 2014:  deu C mesmo!

O Crash de 1929 começa no Black Thursday, mas o colapso ocorreu mesmo na Black Tuesday da semana seguinte. É aquela velha história, em se tratando de TPS, às vezes saber menos é saber mais. O candidato ao CACD que sabia que existia uma quinta-feira negra e que havia uma terca-feira negra acabou se embolando e o candidato que não problematizou isso acabou saindo em vantagem! Coisas de CACD.

 

#1. De onde vem essa história de Black Friday?

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Mas e isso de Black Friday, de onde vem esse termo para as promoções malucas? Da Black Tuesday e da Black Thursday, certo?Não. Errado!

A Black Friday não tem nada a ver com a Crise de 1929 nos EUA.

A Black Friday na verdade tem a ver com o aue aconteceu em 1869. Durante a Guerra Civil Americana, os EUA tiveram que imprimir muita moeda para dar conta dos gastos. Corria um boato de que o governo pretendiam comprar moeda corrente com ouro. O que os especuladores fizeram? Estocaram ouro (para depois vender mais caro). Resultado: o preço do ounce atingiu marcas astronômicas e depois caiu de uma vez só.

Curiosamente, foi a Black Friday de 1869 que inspirou o nome da Black Thurday e da Black Tuesday de 1929, que, por sua vez, inspiraram a "Black Friday" que vemos aí hoje em dia. 

 

#. O que o Clipping CACD vai fazer na Black Friday?

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E o Clipping CACD não vai fazer nenhuma promoção?

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Na Black Friday do ano passado, o Clipping CACD fez história lançando seu primeiro site e suas primeiras ferramentas (lembra que no começo de tudo o Clipping era um grupo fechado no Facebook? Recorde lendo a história do Cliping aqui ).

De lá até hoje, evoluimos muito, incorporamos novas funcionalidades e ferramentas como o DOE (discurso oficial esquematizado), o SOE (sites oficiais esquematizados), o Clipping Internacional, o Clipping TV, o FichadorWEB. Este último aliás promete. O FicahdorWeb foi lançado há 3 semanas e já é a 2ª ferramenta mais usada do Clipping CACD . Veja um pouco como ficou:

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Mas com tanta mudança e tanta novidade, duas coisas sempre permaneceram as mesmas no Clipping:

  • A simpática política de preços de R$ 1 real por dia.
  • O simpático carro-chefe do Clipping, que é o clipping nacional

Nos próximos dias, o Clipping estará trabalhando virulentamente para terminar uma reforma profunda que vai mudar muito o funcionamento do clipping nacional, que é nossa ferramenta mais acessada. Dá para melhorar muuuuuito ainda o clipping e o Clipping sabe disso. Todas aquelas demandas antigas serão resolvidas definitivamente. É um salto qualitativo sem precedentes que o Clipping promete para os próximos dias. É nosso compromisso de Black Friday! Mas isso é assunto para outro post.

 

#. O Clipping CACD vai aumentar de preço agora?

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Você acha mesmo que o Clipping em plena Black Friday iria anunciar um aumento de preço?

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Isso seria totalmente #fail!  É claro que o Clipping não faria isso. Estudar para o CACD e concursos públicos em geral já é caro o suficiente e o Clipping não quer ser um peso a mais no bolso de ninguém. Pelo contrário, o possível para tornar sua aprovação mais rápida e mais barata, o Clipping fará. Por outro lado, para fazer melhorias e para continuar oferencendo um serviço melhor e cada vez mais completo eventualmente, o Clipping precisaria rever a política R$1 real por dia. 

É claro que isso não vai acontecer hoje ou amanhã, é claro que isso  nunca seria feito de forma unilateral, sem consultar os usuários, sem contrapartidas tangíveis por parte do Clipping e, sobretudo, sem oferecer condições diferenciadas para aqueles membros fiéis que acompanham e apoiam o Clipping de longa data. O Clipping sempre vai lutar para equilibrar inovações e melhorias contínuas com um preço acessível. Não adianta nada ter uma mega-plataforma linda maravilhosa se, por questões de preço, ela não é acessível aos candidatos…

Ih, vamos parar de falar nisso em plena Black Friday?

Vamos. Realmente é um assunto nada a ver para uma Black Friday!

 

#. O que está rolando na Black Friday para o candidato ao CACD?

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Há quem diga que é Black Friday é enganação, há quem diga que é coisa séria. No Brasil, prevalece a enganação, infelizmente. A essa altura é público e notório que a maioria das promoções não são sérias.

Mas se há um consenso sobre o dia de hoje é que Black Friday costuma ser uma bom momento para a compra de livros, sobretudo livros digitais. Nisso, o Clipping está de olho e você também deveria estar. Afinal, com o fim do CACD 2015, a necessidade de muitos de dar aquele tapa na biblioteca é real e imediata. Nada mais oportuno do que o dia de hoje para isso.

O Clipping está inaugurando seu perfil no Twitter e estará tuitando ao longo do dia as ofertas que acharmos interessantes para o CACDista. Siga o Clipping no Twitter: 

 

— Clipping CACD (@clipping_cacd) 27 novembro 2015

 

Livro é vida. Candidato ao CACD que não gosta de livros é um caso perdido. Voltando ao assunto da Black Friday…

A Amazon, Livraria Cultura, Saraiva e Barnes&Nobles prometem descontos de até 90% no acervo e descontos significativos nos seus e-readers também. Se isso vai rolar ou não é outra história. É preciso conferir caso a caso para não cair em cilada. O Clipping deu uma flanada por aí e já há, sim, alguns volumes sim de interesse para o CACDista com descontos reais. #fiqueligado

 

#. Vai um Kindle aí?

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O Clipping não sabe com andam suas finanças, mas se nelas couber um Kindle, pode ser bem interessante adquirir um, sobretudo se suas intenções é bombar os estudos de línguas para o CACD ou Ofchan

Vale lembrar que para quem é assinante do Clipping é possível sincronizar o seu Kindle com o clipping e receber o conteúdo no seu dispositivo Amazon Kindle. Valem também lembrar que no momento não é possível sincronizar o Clipping com outro ereader que não seja o Kindle. 

Fato é que ter um Kindle é um recurso interessante para quem quer descansar a vista e sobretudo para quem quer alavancar o estudo de Inglês, Francês e Espanhol com o Clipping. Veja como aqui. Fica a ressalva que para usar a função Construtor de Vocabulário com o Clipping, é preciso que seu Kindle seja de uma versão mais recente. (Paperwhite ou superior).

Feliz Black Friday, bons estudos e keep clipping!

E aí?! Está sabendo de alguma oferta interessante hoje para candidato ao CACD? Deixe um comentário abaixo que o Clipping quer saber! 

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Kit recursos do Clipping contra o Cespe

É agora. Saíram as notas, saíram os espelhos. O CACD 2015 entra naquele reta finalíssima: a fase dos recursos à 3ª fase.

Trata-se de um momento extremamente delicado. Embora não seja prudente esperar milagres, muita coisa pode mudar para muita gente. Quem está hoje dentro dos 23 pode estar fora amanhã, e quem está fora dos 23 pode em alguns dias estar dentro. É o conhecido "arrivismo recursal" que anualmente assola, para o bem ou para o mal, o CACD.

Infelizmente, nem todos podem ter sua situação revertida com recursos. Por outro lado, não convém ignorar o imenso potencial que uma boa argumentação pode ter nesse momento. Já postamos aqui no Blog sobre o caso do candidato que ganhou em 1 só questão 11 pontos nos recursos! Esperamos que o mesmo possa acontecer com você e é por isso que fizemos o  Kit Recursos do Clipping CACD.

Reunimos aqui tudo o que pode ser útil para você confeccionar seu próprio recurso. 

 

#1. Tutorial sobre com estruturar um recurso contra o Cespe

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Antes digitar uma letra do seu recurso no teclado, é altamente aconselhável que você entenda em linhas gerais como deve ser estruturado seu recurso contra o CESPE.

Não deixe de ler o 2º post mais visitado do Blog do Clipping chamado:

"Como ganhar pontos recorrendo contra o Cespe

 

Nele você encontra o caso do candidato que ganhou 11 pontos em 1 só questão seguindo as diretrizes explicadas no post. Boa parte do que você precisa saber para formular um recurso com potencial está lá. A parte que mais interessa para quem recorre para a 3ª fase está no capítulo #8 adiante. Para acessar o post clique aqui

 

#2. Provas comentadas do CACD 2015

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Os comentários do professores do Clio que participaram da cobertura ao vivo do CACD 2015 encontram-se 100% disponíveis no Blog.

 

  • Cobertura da prova de História do Brasil do CACD 2015, com comentários do Prof. João Daniel, do Clio? Veja aqui.
  • Cobertura da prova de PI e de GEO, com os comentários do Prof. Tanguy e João Felipe, do Clio? Veja aqui
  • Cobertura da prova ECO, com os comentários do Prof. Daniel Sousa, do Clio?  Veja aqui
  • Cobertura da prova de DIP, com os comentários do Prof. Bystronski e Macau, do Clio? Veja aqui

É altamente recomendável que você leia com cuidado todos esses posts. Afinal, boa parte do que a banca esperava como resposta está lá explicado. Após ler as provas comentadas, é hora de buscar auxílio dos professores.

 

#3. Contato com os professores

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Contato com seu professor é fundamental nesse momento. É sempre bom contar com orientação especilizada dos professores para fazer os recursos. Uma palavra de quem realmente entende do riscado pode fazer a diferença entre pegar ou não aquele pontinho que você está precisando.

As políticas dos cursinhos com relação a auxílio aos candidatos varia e as instruções sobre como encaminhar os recursos também varia. O ideal é ficar de olho com o que está sendo postado nesse momento no Grupo do Instituto Rio Branco no Facebook (se você ainda não faz parte do Grupo, é altamente recomendável que solicite adesão). Alguns professores estão postando por lá o contato com instruções para análises dos espelhos e formulação dos recursos.

A praxe é que o candidato envie aos professores:

  • Espelho da prova
  • Esboço do recurso

O professor não vai fazer  um recurso inteiro para você, mas vai te dar relevantes insights sobre como você deve construir seu recurso. 

Compilamos, com a autorização dos respectivos professores,  alguns contatos disponibilizados grupo do Instituto Rio Branco no Face. ​

  • Luigi Bonafé, de Historia do Brasil:  luigibonafe@gmail.com
  • Rodrigo Goyena, de História do Brasil: rodrigo.goyenasoares@gmail.com
  • Leonardo Rocha Bento, de Política Internacional: leonardorochabento@gmail.com
  • Felipe Estre, de Política Internacional: pedagogicosp@ideg.com.br

*Os professores arrolados acima recebem espelhos de todos os candidatos, independente do cursinho em que ele esteja inscrito

*** Geralmente, o atendimento do Clio é exclusivo aos alunos, que constumam receber instruções específicas sobre o encaminhamento de recursos por email.  

***Caso, você, professor queira ter o contato arrolado neste post, entre em contato com o Clipping em contato@clippingcacd.com.br . Ficaríamos feliz em incluí-lo na lista.

 

Como estudar para Oficial de Chancelaria

O que vai cair nas questões abertas do concurso de Oficial de Chancelaria ?

Como vimos no post em que o Clipping fez a interpretação do Edital, dos 120 dos 200 pontos distribuídos vão para 6 questões abertas:  3 em inglês, 3 em português. Como vimos também, a banca da FGV tem a fama de ser das bancas a mais imprevisível. E isso não é o tipo de constatação que deixa os candidatos tranquilos. Mas fato é que essa contingência com relação ao que vai ser cobrado na prova aberta é algo com o que o candidato a Ofchan vai ter que saber lidar ao longo de sua preparação.

Com já dissemos de uma coisa você pode estar certo. A FGV não vai pedir para você fazer uma redação sobre suas férias. É preciso ter conteúdo para não ser pego desprevenido nas questões abertas. É preciso não somente ter ideias, mas ter também vocabulário. É preciso não só ter vocabulário em português, é preciso ter vocabulário em inglês. É preciso ter certo domínio sobretudo sobre temas de atualidades e articular ideias com clareza.

Complicado?

Não deixa de ser… Vejamos como o Clipping vem lidando com isso!

Qual é a Filosofia do Clipping para os candidatos a Oficial de Chancelaria?

No email de boas vindas ao assinante o Clipping faz questões de deixar bem claro:

Mais do que uma ferramenta, o Clipping é uma Filosofia de Estudo para o candidato que quer ir para a prova de Oficial de Chancelaria com a tranquilidade de que a FGV não vai pegá-lo desprevenido na prova discursiva.

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Não tem nada pior do que abrir uma prova e perceber que você tem que escrever 30 linhas sobre um tema sobre o qual você não tem absolutamente nada a dizer.

O Edital não apresenta muitas surpresas em se tratando de questões fechada.  A matéria é, sim, extensa, mas perfeitamente estudável até a data da prova. O mesmo não se pode dizer, no entanto, com relação às 6 questões discursivas. Daí a necessidade de complementar os estudos para a questões abertas com leituras específicas.

A filosofia do Clipping para a prova de Ofchan é clara e objetiva tem um só objetivo:

Evitar que você seja pego desprevenido pela banca nas questões discursivas de Inglês e de Português.

Como não ser pego desprevenido na prova discursiva do concurso de Oficial de Chancelaria?

A seleção de textos temáticos que escolhemos a dedo para o candidato a Ofchan diariamente para você não ser pego desprevenido pela FGV é composta de:

  • 2 textos em Inglês
  • 2 textos em Português

O Clipping não faz mágica. Ele pede aos candidatos 30 minutos da rotina de estudos para que você leia esses textos. Se você não tiver essa disponibilidade de 15 minutos e a disciplina de acompanhar diariamente esses textos não faz muito sentido assinar o Clipping, pois você irá se decepcionar. É altamente aconselhável que você incorpore a leitura do clipping na sua rotina de estudos (preferencialmente antes de iniciar os estudos previstos para o dia). Nem sempre será agradável, mas é o que vai garantir que você não será pego de surpresa pela FGV no dia da prova.

Como são escolhidos os textos de atualidades para o Concurso de Oficial de Chancelaria?

Diferentemente dos textos que selecionamos tradicionalmente há anos para candidatos à carreira de diplomata (CACD para o CACD, os textos para Ofchan são mais leves e menos numeros (como dissemos são 4 textos por dia. 2 de Português e 2 de Inglês.)

Cada dia é abordado um tema quente por meio da leitura de 4 textos (2 em Português, 2 em Inglês).

Veja os temas até hoje abordados:

  • Agenda ambiental e mudança climatica
  • Violência urbana no Brasil
  • Fluxos migratórios recentes: a questão dos refugiados
  • Catástrofes e refugiados ambientais
  • Estado e Religião: Secularismo
  • O Brasil e as Operações de Paz da ONU
  • Amazônia e Biodiversidade

Ainda não me inscrevi no Clipping, dá tempo de tirar o atraso?

Sim. Mas em breve é possível que não dê mais. Não é bom deixar a leitura do clipping se acumular. Constância no acompanhamento  dos clippings faz todo a diferença. Não há muito que o Clipping possa fazer por você às vésperas da prova. A Filosofia do Clipping para o acompanhamento dos textos é

Devagar e sempre

Dá perfeitamente para cercar uma ampla gama de temáticas e incrementar bastante o vocabulário ativo em Português e em Inglês até o dia da prova. Mas não dá para adiar essa dimensão da preparação por muito tempo. O momento de começar é agora. Para quem ainda não é assinante do Clipping #ficaadica

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Qual é a filosofia do Clipping para o estudo de Inglês para o concurso de Oficial de Chancelaria?

Sem dúvidas: Inglês para concurso público é complicado como sempre. Quando se trata de provas abertas então nem se fala… Não é por acaso que as médias mais baixas nas provas abertas do CACD ocorrem em Inglês.

A sugestão do Clipping CACD é que o candidato procure um professor de inglês especializado, preferencialmente com experiência em preparação para o CACD ou Oficial de Chancelaria. Isso a essa altura já é óbvio para muitos candidatos. Mas ainda temos recebidos emails com candidatos ainda querendo acreditar que dá para no curtíssimo prazo (3 meses) ser autodidata no Inglês e conseguir fazer uma boa prova discursiva para Ofchan. Não nos iludamos! Há coisas que não casam bem com autodidatismo e com improvisação. A preparação para as provas abertas de Inglês é uma delas.

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Inglês é #tenso. Independente se você tem um FCE, um Toefl ou qualquer outro diploma de proficiência. Acredite, isso não vai te ajudar muito na prova. Qualquer método de preparação para a prova de Inglês que não seja focado na redação e no acompanhamento de professores especializados tem um vício de origem e é extremamente arrriscado.

Como o Clipping pode me ajudar a me preparar para a prova de Inglês do concurso de Ofchan?

O fato de que você precisa de um professor de Inglês para te ajudar a passar no concurso de Ofchan não significa que não há nada que você não possa fazer por conta própria para se preparar para a prova. A seleção dos textos em Inglês que o Clipping faz diariamente para o candidato de Ofchan complementa a preparação que vem sendo feita pelo candidato junto aos professores.

Como o Clipping me ajuda na preparação para o Inglês?

O Clipping separa a dedo para você diariamente 2 textos específicamente visando a criação de um arcabouço vocabular pertinente para o concurso de Oficial de Chancelaria. Com essas seleções diárias, você seguirá até o dia da prova enriquecendo seu vocabúlario sobre uma ampla gama temática, com foco nos termos utilizados no âmbito das relações internacionais.

Se a essa altura você não tem incorporou na sua rotina de estudos textos selecionados de Inglês a serem lidos diariamente, é um ponto que você deve rever imediatamente. A prova já tem data e estudar Inglês sem leituras diárias de textos selecionados e com vocabulário específico é contar com a sorte.

Por que é contar com a sorte não ler diariamente em Inglês?

Porque você tem apenas alguns meses apenas para elevar estender seu vocabulário ativo a uma gama mais diversificada de temáticas. O léxico para se falar sobre temas ambientais é um, o léxico para se falar sobre violência urbana é outro, o léxico para se falar sobre direitos humanos é outro, e por aí vai. As temáticas das leituras selecionadas devem ser diversificadas o bastante para você se assegurar que na hora H você não só tenha assunto, mas vocabulário para preencher as linhas da folha de resposta como seu melhor.

Por esse motivo, o Clipping optou por um método de “cada dia um tema” para Ofchan, o que é significativamente diferente da forma como a seleção de textos para os candidatos à diplomacia é organizada.

Eu tenho sugestão de temas e métodos para aprimorar o trabalho do Clipping junto aos candidatos de Ofchan

Quem tem sugestão de temas que gostaria de ver inseridos nas seleções de leituras do Clipping, é só enviar um email para contato@clippingcacd.com.br

O Clipping adoraria saber o que você tem em mente. Falando nisso o Clipping também gostaria de saber o que você tem em mente na enquete aí abaixo

Esquenta Ofchan: Coisas que você saber sobre a banca FGV

Edital de Ofchan saiu há 2 dias. O Edital de intepretado pelo Clipping CACD saiu há 1 dia (se você não leu para tudo e leia agora este nosso post aqui. Tudo o que você precisa saber sobre as lacunas do Edital está lá).

Antes de começar para o concurso de Ofchan você precisa saber como estudar. E hoje sai a primeira de uma série de postagens sobre como se preparar para a prova de Ofchan da FGV. Não há tempo a perder, afinal…

 

 

 

 

 

 

 

Uma foto publicada por Clipping CACD (@clipping_cacd) em

 

 

 

 

 

 

 

Sim. Ofchan is coming e quem disso isso é quem nos escreve. A Claudia é um querido assinante do Clipping que já contribuiu aqui no Blog algumas vezes. Ela  estuda há um bom tempo para o concurso de Ofchan e compatilha com a Filosofia do Clipping de que é preciso saber estudar, ter método, e analisar como a banca funciona, o que ela aliás faz muito bem. . 

Com vocês, a perspectiva da Cláudia, do @instudando ,  sobre como estudar Português para a FGV, 

 

ESQUENTA OFCHAN: COISAS IMPORTANTES QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A BANCA FGV

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*por Claudia Penchiari

 

Como o edital deu as caras, está na hora de falarmos sobre a banca que organizará o concurso que há tanto esperamos! Prepare-se para dicas importantíssimas e … boa leitura!

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Durante nosso trajeto na vida de concurseiro, nós nos deparamos com muitas provas de diferentes bancas, com diferentes propostas e etc. Thing is: Você apostou que a prova de ofchan seria feita por uma das bancas que a fez anteriormente, certo? Pois errou, como sabemos. Mas, durante seus estudos:

  • 1. Você lembra de ter feito alguma prova da FGV?  
  • 2. Você sequer teve interesse em fazer meia dúzia de exercícios?
  • 3. Você sabia que a FGV fazia provas para concursos ou achou que era só pra OAB?

Independente das suas respostas e eventuais dúvidas, vamos falar sobre os pontos mais importantes dessa provinha tão misteriosa. 

 

LÍNGUA PORTUGUESA

Amada por uns, odiada por outros, essa matéria será cobrada até se você prestar concurso em Marte. E concurseiro que se preze tem que ter nota máxima nela.

“Ah, mas eu já estudo português há bastante tempo e tal. Me viro.”

Bom, se você “se vira”, sugiro que se vire para um livro e estude mais, pois a FGV tem um nível de exigência muito grande. Vamos ao essencial pedido pela banca: 

Elementos de construção do texto e seu sentido: gênero do texto (literário e não literário, narrativo, descritivo e argumentativo); interpretação e organização interna. Semântica: sentido e emprego dos vocábulos; campos semânticos; emprego de tempos e modos dos verbos em português. Morfologia: reconhecimento, emprego e sentido das classes gramaticais; processos de formação de palavras; mecanismos de flexão dos nomes e verbos. Sintaxe: frase, oração e período; termos da oração; processos de coordenação e subordinação; concordância nominal e verbal; transitividade e regência de nomes e verbos; padrões gerais de colocação pronominal no português; mecanismos de coesão textual. Ortografia. Acentuação gráfica. Emprego do sinal indicativo de crase. Pontuação. Estilística: figuras de linguagem. Reescrita de frases: substituição, deslocamento, paralelismo; variação linguística: norma culta. 

Só na passada de olho já dá pra verificar o óbvio ululante: a banca está cobrando tudo de Português. É isso mesmo. Tudo cobrado em high level. E ainda digo mais: isso aí tudo é avaliado minuciosamente na parte discursiva, mes amis.

Pois bem, mas você só está falando sobre como a prova é exigente e blablabla. Poderia dar um exemplo? Claro, vamos lá:

 

Interpretação de Texto

1ª Coisa importante: O texto sempre será cansativo.

 

Texto 1 – Alterar o ECA independe da situação carcerária

(O Globo, Opinião, 23/06/2015)

Nas unidades de internação de menores infratores reproduzem-se as mesmas mazelas dos presídios para adultos: superpopulação, maus-tratos, desprezo por ações de educação, leniência com iniciativas que visem à correição, falhas graves nos procedimentos de reinclusão social etc. Um levantamento do Conselho Nacional do Ministério Público mostra que, em 17 estados, o número de internos nos centros para jovens delinquentes supera o total de vagas disponíveis; conservação e higiene são peças de ficção em 39% das unidades e, em 70% delas, não se separam os adolescentes pelo porte físico, porta aberta para a violência sexual. Assim como os presídios, os centros não regeneram. Muitos são, de fato, e também a exemplo das carceragens para adultos, locais que pavimentam a entrada de réus primários no mundo da criminalidade. Esta é uma questão que precisa ser tratada no âmbito de uma reforma geral da política penitenciária, aí incluída a melhoria das condições das unidades socioeducativas para os menores de idade. Nunca, no entanto, como argumento para combater a adequação da legislação penal a uma realidade em que a violência juvenil se impõe cada vez mais como ameaça à segurança da sociedade. O raciocínio segundo o qual as más condições dos presídios desaconselham a redução da maioridade penal consagra, mais do que uma impropriedade, uma hipocrisia. Parte de um princípio correto – a necessidade de melhorar o sistema penitenciário do país, uma unanimidade – para uma conclusão que dele se dissocia: seria contraproducente enviar jovens delinquentes, supostamente ainda sem formação criminal consolidada, a presídios onde, ali sim, estariam expostos ao assédio das facções.Falso. A realidade mostra que ações para melhorar as condições de detentos e internos são indistintamente inexistentes. A hipocrisia está em obscurecer que, se o sistema penitenciário tem problemas, a rede de “proteção” ao menor consagrada no Estatuto da Criança e do Adolescente também os tem. E numa dimensão que implica dar anteparo a jovens envolvidos em atos violentos, não raro crimes hediondos, cientes do que estão fazendo e de que, graças a uma legislação paternalista, estão a salvo de serem punidos pelas ações que praticam.Preservar o paternalismo e a esquizofrenia do ECA equivale a ficar paralisado diante de um falso impasse. As condições dos presídios (bem como dos centros de internação) e a violência de jovens delinquentes são questões distintas, e pedem, cada uma em seu âmbito específico, soluções apropriadas. No caso da criminalidade juvenil, o correto é assegurar a redução do limite da inimputabilidade, sem prejuízo de melhorar o sistema penitenciário e a rede de instituições do ECA. Uma ação não invalida a outra. Na verdade, as duas são necessárias e imprescindíveis.

 

(TCM/2015) Pergunta-se: Na estruturação do texto 1, a função do primeiro parágrafo é: 

  • a) Mostrar que a situação dos centros de internação de menores é caótica e que, por isso mesmo, não podem receber mais delinquentes;
  • b) Indicar uma crítica ao sistema penitenciário que antecipa a rejeição da redução da maioridade penal
  • c) Denunciar falhas na rede de instituições do ECA, idênticas às dos adultos, a fim de que se negue força ao argumento de que a situação carcerária desaconselharia a redução da maioridade penal;
  • d) Apoiar a ideia de que a redução da maioridade penal não deve fazer com que menores delinquentes sejam internados junto a adultos;
  • e) Criticar o desapreço das autoridades diante de problemas carcerários que afetam tanto os menores quanto os adultos

Antes de inflar o peito achando que interpretação de texto é fácil, lembre-se que você está fazendo FGV. E, segundo: A estatística de erro dessa questão foi de 49%.

Resposta: C .

O texto fala que as unidades de internação de menores infratores possuem os mesmos problemas que os presídios, ou seja, ele quer "denunciar falhas na rede de instituições do ECA, idênticas às dos adultos" com objetivo de rebater o argumento que a menoridade não pode ocorrer em razão desse problema nos presídios.

"Assim como os presídios, os centros não regeneram."

"(…)seria contraproducente enviar jovens delinquentes, supostamente ainda sem formação criminal consolidada, a presídios onde, ali sim, estariam expostos ao assédio das facções. Falso. (…)

O raciocínio segundo o qual as más condições dos presídios desaconselham a redução da maioridade penal consagra, mais do que uma impropriedade, uma hipocrisia. O enfoque do texto foi tão somente contra-argumentar e não somente criticar. "Uma ação não invalida a outra. Na verdade, as duas são necessárias e imprescindíveis."

Ah, mas nem achei tão difícil assim. Não? Então vamos a uma questão excelente. É CESPE, mas exemplifica tudo o que a FGV vai pedir que você faça e saiba:

 

(CESPE/UnB-2008/TSE)

Um cenário polêmico é embasado no desencadeamento de um estrondoso processo de exclusão, diretamente proporcional ao avanço tecnológico, cuja projeção futura indica que a automação do trabalho exigirá cada vez menos trabalhadores implicados tanto na produção propriamente dita quanto no controle da produção. Baseando-se unicamente nessa perspectiva, pode-se supor que a sociedade tecnológica seria caracterizada por um contexto no qual o trabalho passaria a ser uma necessidade exclusiva da classe trabalhadora. O capital, podendo optar por um investimento de porte em automação, em informática e em tecnologia de ponta, cada vez mais barata e acessível, não mais teria seu funcionamento embasado exclusivamente na exploração dos trabalhadores, cada vez mais exigentes quanto ao valor de sua força de trabalho. Embora não se possa falar de supressão do trabalho assalariado, a verdade é que a posição do trabalhador se enfraquece, tendo em vista que o trabalho humano tende a tornar-se cada vez menos necessário para o funcionamento do sistema produtivo.

Pergunta-se:

Mantém-se a noção de voz passiva, assim como a correção gramatical, ao se substituir “seria caracterizada” (linha 6) por “caracterizaria-se”.

Antes de responder, saiba que a questão cobrou: 1. Conhecimento avançado de análise sintática; 2. Função da partícula “SE”; 3. Conhecimento verbal; 4. Voz ativa e passiva; 5. Colocação pronominal. A estatística de erros nessa questão foi de 51%.

Em “(…) a sociedade tecnológica seria caracterizada por um contexto (…)”, temos uma construção de voz passiva, em que:

  • a sociedade tecnológica = sujeito
  • seria caracterizada = locução verbal de voz passiva
  • por um contexto = agente da passiva

Entretanto, ao empregar a partícula apassivadora SE, deverão ser obedecidas as regras de colocação pronominal. A colocação será mesoclítica (pronome no meio do verbo) quando a forma verbal estiver no futuro do presente e no futuro do pretérito (desde que não haja obrigatoriedade de próclise). Sendo assim, a construção correta é “caracterizar-se-ia”.

Gabarito: ERRADO

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Entendeu agora do que estamos falando?

Pode-se concluir, então, que a prova de português da FGV vai exigir que você o seguinte:

  • Não se irrite e não se canse com textos chatos; leia a pergunta antes do texto.
  • Responda o que está sendo pedido e não crie conclusões a respeito do que leu;
  • Saiba muito sobre figuras de linguagem;
  • Tenha o mínimo máximo de noção sobre sinônimos e antônimos (falaremos mais sobre isso em outro momento);
  • Domine análise sintática (ou seja, tudo).


Esses são os cinco pontos essenciais para que você se saia bem na prova. Seja prudente  com os estudos, sempre tendo em mente que essa não é uma prova para aventureiros. Muitas pessoas aguardam essa prova há anos e estão fazendo o máximo possível para gabaritá-la.

 

1 
[*] Claudia é formada em Marketing e tem especializações em Gestão de Marca. Mora no interior de São Paulo e tem um humilde instagram de estudos. É filha de uma chilena e um ítalo-brasileiro, tem dois irmãos e um coelho. Fala inglês, espanhol, alemão, francês e ensaia uma outra língua. Jurou que não sai do páreo até não ver seu nome na lista. Seu grande sonho é fazer parte da ACNUR"
 

Tudo sobre o Edital de Oficial de Chancelaria de 2015

Saiu o Edital de Ofchan. E agora? Agora falta interpretá-lo. Interpretar Edital? Sim, interpretar. Após a primeira leitura do Edital do concurso de Ofchan fica a ideia de que

Está faltando alguma coisa.

E está mesmo. O Edital desgradou muita gente, sobretudo por apresentar lacunas incômodas que dão uma discricionariedade preocupante para a banca, o que deixa os candidatos no mínimo apavorados.

Então, vamos ler e entender juntos esse Edital?

Antes de falar da polêmica das matérias vamos recapitular rapidamente.

Vagas

60 vagas. Era o esperado…

  • 45 vão para ampla concorrência.
  • 3 vão para candidatos com deficiência
  • 12 vão para candidatos negros.

Salário

Incial: R$ 7292,00

Teto da carreira: R$ 10.671,00.

Há salários maiores no funcionalismo, é verdade. Mas vale lembrar que, no concurso de OFchan, você não está batalhando por uma vaga apenas. Você está batalhando por um estilo de vida. É um carreira para quem tem vocação para ela. Vale lembrar que esses valores não incluem os adicionais pagos ao Oficial de Chancelaria que está lotado no exterior. O cálculo dos adicionais é complexo e varia de acordo com o custo de vida do posto em que está lotado o Oficial de Chancelaria. Vale também lembrar que o salario é em dólare$ para quem está lotado no exterior.

Para entender melhor a carreira, os salários, etc veja este post nosso aqui

Cotas

Sim. #vaitercotas para candidatos negros. A reserva de 20% é oficial em virtude das reservas da Lei 12775/12.

Atenção: o Edital é claro. As reservas de vagas são para candidatos negros. É esse o termo usado e há um motivo para isso. O concurso da diplomacia há um bom tempo vem contando com episódios de autodeclarações duvidosas de candidatos. A palavra “afrodescendente” deixava margem para interpretações ambíguas. O Edital do CACD e agora o  de Ofchan passaram a deixar claro: as cotas são para negros.

Então, não tem aquela história de que:

Ah, minha bisavó era índia e meu bisavô era negro

De um modo ou outro todo brasileiro é afrodescendente. Mas não é mais essa a questão. Ou você é negrou ou não é. Portanto, muita ponderação ao optar por concorrer nas vagas destinadas às cotas. Faça uma escolha consciente. Não busque atalhos que possam vir a te prejudicar no futuro.

Inscrições

Não precisa correr que nem abriu o período de inscrições ainda, que vai de 16 de novembro a 16 de dezembro de 2015.

Taxa de inscrição: R$ 120

Não precisa correr, mas também não pode marcar bobeira. Todo ano tem meia dúzia de desavisados perdendo prazo por motivo de esquecimento. Não seja um deles.  Esse concurso demorou décadas para finalmente sair. Fique ligado nas informações divulgadas no site da FGV. Você pode assinar a lista de email do Clipping para receber notificações relevantes sobre o andamento do concurso.

Eles vão chamar mais do que 60 aprovados?

Muita calma nessa hora.

Muita gente tem ficado animada com a ideia do MRE chamar mais do que os 60 aprovados. Vale destacar que os candidatos classificados até o número 135º são convocados para realizar um curso preparatório para à carreira de Oficial de Chancelaria.

O que isso quer dizer?

ofchan

Veja bem. É praxe os Editais disporem que candidatos além do número de vagas (60 nesse caso) são considerados aprovados.

Geralmente, isso não significa que esses excedentes aprovados serão nomeados. No entanto, não é praxe o Edital convocar esses excedentes para um curso preparatório para a carreira junto aos que foram aprovados dentro do limite das vagas.

O Edital dispõe no ponto 17.31:

O Ministério das Relações Exteriores reserva-se o direito de proceder às nomeações em número que atenda ao interesse e às necessidades do serviço, de acordo com a disponibilidade orçamentária e o número de vagas existentes

Tem como o MRE fazer o concurso e não convocar os 60 aprovados? Não, nenhuma possibilidade. O STF já dispôs nesse sentido. As 60 vagas previstas devem ser preenchidas. Nenhum órgão público pode fazer concurso e, por capricho não preencher as vagas.

Portanto, fica a impressão que esse dispositivo do Edital interpretado à luz da convocação de 135 para o curso preparatório significa a possiblidade de que mais nomeações vem aí..

Controlem suas expectativas, mas é possível sim que haja nomeações para além dos 60. Afinal,  é  gigantesco o déficit no quadro de pessoal do MRE: são 8 anos sem concurso de OFCHAN. Ademais, a pressão interna no Itamaraty pela convocação de mais servidores é real e imediata. No entanto, #aguardemos.

O melhor é garantir sua vaga entre os 60 e não contar com a sorte!

O que cai na prova de múltipla escolha?

Bom, haverá prova de múltipla escolha e prova discursiva.

Vale lembrar que

  • a prova de múltipla escolha vale 80
  • a prova discursiva vale 120

Só por aí já deu para ver o peso absurdo que as provas abertas de Português e Inglês terão, certo? Tá na cara que o que vai definir é mesmo a prova aberta. Dito isso ressaltemos rapidamente as disciplinas cobradas na prova de múltipla escolha com o quadro abaixo

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Na prova de múltipla escolha o destaque fica com as Línguas ao passo que o peso menor fica com Raciocíno Lógico.

E atualidades? Não vai cair?

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E atualidades? Não vai cair?​ Estou assinando o Clipping à toa?

É claro que não!

O Clipping e todo cursinho preparatório para Ofchan do Brasil apostou, sim, em atualidades para a prova fechada. Mas o Edital saiu e não vai cair atualidades na prova fechada. E é claro que isso vai ensejar redirecionamento do conteúdo do Clipping para os candidatos a Ofchan.

Então não preciso mais ler o clipping, certo?

ofchan

Errado! Como vimos acima 120 dos 200 pontos distribuídos vão para questão abertas.

De uma coisa você pode estar certo. A FGV não vai pedir para você fazer uma redação sobre suas férias. É preciso ter conteúdo para não ser pego desprevenido e colocar a perder todo investimento em cursinho e em horas de estudo por falta de ter o que falar nas provas abertas. É preciso não somente ter ideias, mas ter vocabulário. Isso tanto em Português quanto em Inglês. Afinal, essa prova não é para aventureiros. Vamos falar sobre as provas abertas já já.

Por hora fica o alerta. O conteúdo da seção de Ofchan no Clipping será reformulado tendo em vista o Edita (vamos falar sobre isso no final do post). Passa a ter maior destaque os textos em inglês, contendo vocabulário e conteúdo relevante para as provas discursivas. 

O que cai na prova discursiva de Português e Inglês?

Sem dúvidas o diferencial vai mesmo ocorrer na prova discursiva. Ponto para quem vem focando em redações e em Português e em Inglês e em leituras direcionadas.

O curioso é que a esturutura da prova de Inglês e de Português é absolutamente idêntica.

Cada prova será composta por 3 questões discursivas misteriosas.

Interessante notar que dos 20 pontos de cada questão discursiva:

  • 15 vão para a estrutura textual
  • 5 vão para gramatática

Atenção estrutura textual vale 3 vezes mais do que gramática, o que reforça o que o Clipping disse acima: é preciso ter conteúdo. Enrolação não vai colar. Você tem que estar pronto para saber falar com desenvoltura sobre uma gama variada de temas. É altamente aconselhável acompanhar as leituras selecionadas pelo clipping daqui em diante.

Sobre os tipos de questões discursiva, vamos a elas

Questão misteriosa 1: resumo de quantas linhas?

Reza o Edital

A primeira questão proporá a elaboração de um resumo. O candidato será avaliado por sua capacidade de síntese, por sua visão do que é essencial ou acidental no texto

Nesse ponto em diante do Edital, começam a aparecer as lacunas que tantos candidatos vem criticando. Resumo de quantas linhas? De que tema? Qual é a extensão do texto?

O Edital não dispõe sobre isso, o que deixa uma incrível margem de discricionariedade para a banca. Isso não é nada bom. Como o candidato vai ser orientar? Como ele vai praticar para a prova?

Bom, mas nem tudo é notícia ruim… Vendo pelo lado positivo isso de se cobrar resumos já ocorreu nates com a FGV. É, de certa forma, praxe. Vale a pena se orientar por questões antigas. Veja, por exemplo, esta questão recente  da FGV (Consultor Legislativo do Maranhão/2013)  em que cobrava um resumo de aproximadamente uma página para ser feito em não mais do que 30 linhas.

ofchan

É um parâmetro. Esteja pronto para escrever mais ou menos. Não quer dizer que porque a banca cobrou 30 linhas no exemplo acima ele vá cobrar de novo 30 linha no concurso de Ofchan. É só um parâmetro para você treinar. Embora o ideal seria isso constar do Edital, é o que temos #avante

Questão misteriosa 2: o que é situação comunicativa real?

Reza o Edital sobre a segunda questão da prova escrita:

A segunda questão proporá a elaboração de um texto a partir de uma situação comunicativa real, verificando a criatividade e a capacidade de adaptar a formulação linguística a situações comunicativas específicas.

Aqui o Edital causa certo incômodo não só pelas lacunas (quantas linhas, etc) mas pela falta de clareza.

O que é situação comunicativa real?

É um termo caro à linguística moderna, mas que poderia ter seu uso evitado em no Edital pois só confunde. Se levado a cabo o rigor teórico, situação comunicacional seria o momento em que em um lugar (quadro espaço-temporal) interlocutores (emissor e destinatário) se reuném com propósito de o propósito gerar um ato de comunicação. Complicado não?

Resumindo: a banca está querendo dizer que ela vai te dar um contexto e você com criatividade terá que formular um texto adequado àquele contexto. É basicamente isso.

Atenção: situação comunicativa real não é sinônimo de redação oficial. É possível que caia sim algo como: Redija um ofício relatando X ou Y. Mas é possível que não caia. Infelizmente, a falta de clareza e especificidade do Edital dá margem a muita coisa que pode ser cobrada. Teremos que lidar com isso.

Ainda tem dúvidas sobre o que é situação comunitcativa real?. Então vale a pena consultar seu professor. Afinal, como o Clipping já falou várias e várias vezes: professor é professor.

ofchan

Atenção: a banca fala em criatividade. Ser criativo não é ser engraçadinho ou sair viajando na maionese. Mas é importante notar que criatividade demanda conteúdo. Não tem como ser criativo sem conteúdo. A banca não valoriza “achismos”, muito pelo contrário penaliza fortemente. Daí a importância de você estar em dia com o que está acontecendo no mundo, e ter conteúdo. São 6 questões de redação. E é isso que vai decidir quem passa e quem come poeira. Enrolação não cola!

Questão misteriosa 3: interpretar o quê?

Reza o Edital:

A terceira questão proporá as possíveis interpretações de um texto, privilegiando-se a busca e a identificação de estratégias linguísticas produtoras dos efeitos desejados.

Mais lacunas e mais falta de clareza. Quantas linhas? Interpretação de que tipo de texto? Que efeitos desejados?

Bom, uma coisa é certa e já dissemos acima: a banca não vai pedir para você escrever um texto sobre suas férias, ok?! A banca tampouco vai pedir para você interpretar um texto barroco do século XVI! É altamente provável que a banca cobre temas relacionados ao conteúdo do Edital e atualidades embora não haja menção expressa a isso.

Repetindo: o alto grau de abstração da linguagem com que o Edital foi escrito deixa margem a muitas dúvidas. Teremos que lidar com essa incerteza, pois as chances da FGV soltar um retificação ao Edital são mínimas. #avante.

O que resta fazer é orientar-se pela praxe da banca em provas discursivas: fazer paralelos entre atualidades e conteúdo cobrado no Edital para as especificades do cargo.

Interpretar enseja correlação de leituras pretéritas, interpretar enseja ter conteúdo. Não só conteúdo como também vocabulário. Isso tanto em Inglês quanto em Português.

Aqui entra aquilo por que viemos brigando sempre: atualize-se com as leituras do Clipping.

É a garantia mais rápida e certa de que você terá conteúdo para discorrer eventualmente sobre qualquer tipo de coisa que dê na cabeça da banca cobrar. O Clipping mais do que uma Ferramenta é um método de estudo e mais do que um Método de estudo é uma Filosofia para o candidato que quer ter a tranquilidade sentar na cadeira para fazer a prova e afirmar:

Não vou ser pego desprevenido pela banca por falta de conteúdo

Para quem ainda não assinou, fica a dica:

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O que mudou no Clipping após o Edital de OFCHAN?

Vai ter mais direcionamento para OFCHAN e com foco no Edital. O Edital permitiu que o Clipping dê melhor direcionamento para os candidatos a OFCHAN. Haverá inovações em 2 frentes no concurso de Ofchan:

Clipping diário nacional:

Tendo em vista o peso da prova de Inglês a seção de destaque para OFCHAN no clipping diários contará com matérias em inglês diariamente. Com 3 questões abertas de inglês surge a necessidade de variarmos o léxico, de forma a enriquecer o vocabulário.

Não dá para ficar só em jornalismo político. Textos de cunho econômico e sobretudo textos afetos à atividade diplomática serão mais regulares não só no clipping internacional, mas também no nacional. Termos  e textos oficiais usados na ONU, nas organizações internacionais terão maior destaque.

Videos voltados para o concurso de Ofchan:

Muitos membros de Ofchan vem pedindo vídeos mais direcionados. Providenciaremos junto aos professores do Clio uma orientação específica para os alunos de Ofchan.

Leituras de notícias nacionais voltadas ao plano interno:

É verdade que com a FGV notícias mais focadas no Brasil e menos no mundo devem ser incorporadas no clipping nacional.

Liberação do FichaWEB:

A ferramenta de organização de conteúdo estava em fase de testes e adiantamos seu lançamento para poder ser usufruída pelos candidatos de Ofchan que ficarão cerca de 3 meses com agora pode ser avaliada.

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Conclusões

A título de conclusão, fica a ressalva de que esse concurso de Ofchan vem pegando muita gente de surpresa.

As lacunas e a linguagem abstrata deixam uma série de dúvidas sobre as questões discursivas, que é justamente o ponto decisivo da prova. Resta ao candidato saber orientar seus estudos nesse ambiente de incerteza.

Ofchan não é um concurso para amadores. Cabeça fria, bom senso, disciplina e método farão toda a diferença na preparação.

Boa sorte a todos!

E aí vai ou não vai fazer Ofchan? Deixe sua dúvida aqui que o Clipping responde. O Clipping não deixa ninguém no vácuo.

O que caiu na prova de Francês e Espanhol do CACD?

Domingo, dia 08 de novembro, 19 horas da noite! Acabou a 3ª fase do CACD. E com ela acabou também nossa cobertura do CACD ao vivo.  

Para quem não sabe como funciona a cobertura ao vivo da prova, este post está sendo editado e atualizado em tempo real…

Não tem aquele ditado:

quem sabe faz ao vivo?

Pois bem, é isso que tentamos fazer ao longo desses últimos 2 fim de semana.

Mas a cobertura não estaria completa sem sabermos o que rolou na prova de línguas, certo?.

Acabamos de ter acesso às questões e as estamos carregando aqui no Blog em tempo real.

  • Já viu a nossa cobertura do prova de Inglês do CACD 2015? Veja aqui
  • Já viu nossa cobertura da prova de História do Brasil do CACD 2015, com comentários do Prof. João Daniel, do Clio? Veja aqui.
  • Já viu nossa cobertura da prova de PI e de GEO, com os comentários do Prof. Tanguy e João Felipe, do Clio? Veja aqui
  • Já viu nossa cobertura da prova ECO, com os comentários do Prof. Daniel Sousa, do Clio?  Veja aqui
  • Já viu nossa cobertura da prova de DIP, com os comentários do Prof. Bystronski e Macau, do Clio? Veja aqui

 

#. Prova de Espanhol

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#. Prova de Francês

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#. O que a Prof. Lívia Magalhães, do Clio,  achou da prova de Espanhol do CACD 2015?

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Volte em alguns minutos para ver os comentários da Prof. Lívia Magalhães, do Clio.

Texto 1:

O interessante do texto é que ele se refere a personagens das Histórias de Portugal de Brasil. É um texto literário sem muitas complicações. As questões estão elaboradas segundo o mesmo modelo do primeiro texto de 2014: interpretação de texto, com algumas opções confusas e algum vocabulário específico. Como no ano passado, a interpretação confunde a partir das construções de frases em espanhol, muitas vezes diferentes do português, e por isso levam a alguns erros de interpretação. 
 
"Alcobaça", do espanhol Miguel Unamuno. Único autor espanhol na prova.
 
 
Texto 2:

 

 

 

 

 

 

Um dos poemas mais famosos de um dos poetas mais famosos do mundo: O poema XX de "Veinte Poemas de Amor y Una canción desesperada", do chileno Pablo Neruda.
Também sem muitas surpresas. Segue o modelo de 2014, mas desta vez procura apenas interpretar o texto, sem questões sobre o mesmo. Também são questões que seguem bem o modelo CACD, com substituição de palavras. Talvez a questão mais difícil seja a 14, que inclui tempos verbais que podem confundir pela diferenciação com o português. 
Texto 3:

 

 

 

 

 

 

Novamente, um autor clássico: o peruano Ciro Alegría, considerado por muitos o pai da narrativa moderna peruana. E,como no caso de Neruda, uma obra de destaque: "El mundo es ancho y ajeno" es considerada a principal obra deste escritor. Como nos textos anteriores, nenhuma surpresa: as questões são de interpretação, e neste caso procuram enfatizar uma característica da obra, o indigenismo.
 
Texto 4:

 

 

 

 

 

 

E, como nos outros textos, nada de surpresa: um autor clássico e seu texto mais famoso. Agora temos o poeta chileno Nicanor Segundo Parra Sandoval com "Nota sobre la lección de la antipoesia". Como nos casos anteriores, questões de interpretação, diretamente relacionadas com o texto.

Visão Geral: 

A prova não estava difícil, principalmente por seguir o modelo de 2014 (que surpreendeu em seu momento) e pela escolha de autores e textos clássicos, populares e modernos. Destes, algumas observações: 3/4 latino-americanos (mais especificamente da América do Sul, 2 chilenos e um peruano) e 1/4 espanhol; Todos autores que marcaram o século XX, diferente de 2014, com autores da Ilustração Espanhola. 
Como já dito, não tivemos neste ano questões de história em quadrinhos, apenas textos "formais", ou seja, sem imagens. 

#. O que o Prof. Frédéric Estève , do Curso Clio, achou da prova de Francês do CACD 2015?

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A prova do CACD 2015 ficou globalmente parecida na forma e no conteúdo à do CACD 2014 : temos 8 textos, entre os quais 6 são tirados de obras literárias, com vocabulário do regular até o mais avançado, com expressões idiomáticas atuais e antigas, o que reforça a complexidade, e com tempos verbais sofisticados entre os quais alguns raramente se usam ainda hoje.
 
Identificamos também 2 textos bem compridos no final da prova (texto VII e VIII), tal tamanho de textos a analisar (mais de uma coluna) é uma novidade e reforça a dificuldade geral da prova.
 
O texto I (Montesquieu) é de compreensão e interpretação difícil, assim como para as perguntas gramaticais.
 
As perguntas 36 e 37 referentes ao texto IV (« French Bashing ») necessitam um certo domínio das expressões idiomáticas franceses e um conhecimento de verbos difíceis e não tão comuns.
 
O texto V (Montaigne) é curto e de estilo difícil, as perguntas e os itens correspondentes variam do simples ao muito complicado !
 
No texto VI (Levy-Strauss), além do comprimento do texto e da quantidade de informações contidas na descrição do autor, as perguntas 41, 42 e 43 são particularmente difíceis de serem tratadas.
 
O texto VII (Diderot) é provavelmente o mais complicado e difícil de todos, até na frente do primeiro (Montesquieu) já considerado bem complicado : grande quantidade de idéias e de assuntos, oposições e concessões múltiplas entre as frases, vocabulário muito avançado… : as perguntas de interpretação 44 e 45 são muito difíceis de ser tratadas, tanto no entendimento da formulação quanto na resposta certa.
 
Encerrando a prova, o texto VIII (Mozambique), apesar de muito comprido, é mais fácil de abordagem e de compreensão : as perguntas apresentam mais facilidade também, se comparado aos textos VII ou ainda VI.
 
Em conclusão, eu falaria que, apesar da forma e do conteúdo parecidos com a prova do CACD 2014, esta versão 2015 ficou, na minha opinião, mais difícil ainda, em termos de vocabulário, expressões idiomáticas, estilo de narração e escrita, comprimento dos textos, questões de interpretação e questões gramaticais : o nível de exigência para conseguir uma pontuação correta em francês na prova do CACD subiu mais uma vez ! 
 
Mais tarde mais informações sobre as possíveis respostas às perguntas da prova de francês. 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O que achou da cobertura ao vivo do Clipping CACD? Deixe seu comment que o Clipping não deixa ninguém no vácuo

O que caiu na prova de Direito do CACD 2015?

O Clipping está de volta para cobrir o CACD ao vivo. Domingo, dia 08 de novembro, 13 horas da tarde!  O que rolou? O que caiu? O que a banca esperava como resposta? Vamos falar sobre a prova de Direito pelo resto do dia com as orientações do Prof. Macau e Bystronski, do Curso Clio.  Detalhe: não se esqueça de responder a enquete no final, ok?

Para quem não sabe como funciona a cobertura ao vivo da prova, este post está sendo editado e atualizado em tempo real…

Não tem aquele ditado:

quem sabe faz ao vivo?

Pois bem, é isso que estamos tentando fazer.

Acabamos de ter acesso às questões e as estamos carregando aqui no Blog… Se você voltar ao post em 10 minutos você terá acesso aos comentários do Clipping sobre a questão 1 prova. Se você depois de ler os comentários do Clipping, você voltar em 20 minutos terá acesso aos comentários do Prof. Daniel Sousa, do Curso Clio, sobre a questão 1. Depois, se voltar em 30 minutos, já teremos os comentários sobre a questão 2. E assim por diante. Seguiremos, falando de Economia  e atualizando o post ao vivo pelo resto do dia. #CACDaovivo

  • Já viu a nossa cobertura do prova de Inglês do CACD 2015? Veja aqui
  • Já viu nossa cobertura da prova de História do Brasil do CACD 2015, com comentários do Prof. João Daniel, do Clio? Veja aqui.
  • Já viu nossa cobertura da prova de PI e de GEO, com os comentários do Prof. Tanguy e João Felipe, do Clio? Veja aqui
  • Já viu nossa cobertura da prova ECO, com os comentários do Prof. Daniel Sousa, do Clio?  Veja aqui

Agora, sim, vamos à prova de Direito do CACD 2015

 

#. Questão 1 de Direito do CACD 2015

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A questão 1 surpreendeu. Direito Internacional privado? Faz décadas que nada sobre Direito Privado não é cobrado no CACD. Além disso, quando era cobrado era DIPrivado era sempre uma questão bastante específica sobre elementos de conexão ou a resolução de uma questão prática relativamente simples. 

Essa questão não é nada simples, pois além de retomar um tema há muito ausente das provas o faz de forma a cobrar uma questão mais teórica que prática. Não bastava, para responder a questão dominar as noções básicas de DIP, era necessário ter noções doutrinárias da evolução contemporânea da disciplina.

Difícil prever como será a correção da banca. Será que eles vão pesar a mão? A questão não era das mais básicas… 

Sai na frente o candidato muito bem inteirado de noções contemporâneas sobre DIP e mais especificamenteo DIPr.

 

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Como tem sido de praxe nos últimos anos da prova de terceira fase de Noções de Direito e Direito Internacional Público, há sempre uma questão que perpassa discussões que envolvem tanto um direito quanto o outro. Deixo a análise dos debates no Direito interno para o nosso professor Ricardo, mas considero que a resposta não estaria completa se o fenômeno da publicização do direito privado no âmbito das relações internacionais também não fosse examinado.

Nesse diapasão, poder-se-ia, por exemplo, desenvolver a tese segundo a qual a dicotomia do direito mencionada no enunciado era também parte da realidade internacional, em que originalmente as relações entre os atores internacionais assemelhavam-se às relações entre particulares no interior dos Estados, baseadas no princípio da igualdade jurídica. Por não existir qualquer autoridade superior, estamos diante de relações de coordenação, de natureza horizontal, onde a preocupação fundamental é a de garantir a convivência pacífica e a promoção dos interesses individuais dos participantes das relações em questão. Retrato disso era a impossibilidade de atos coletivos de retaliação frente a violações do DI, assim como a necessidade de respeito á estrita soberania estatal para a criação de normas jurídicas em geral.  Era no direito interno dos Estados onde a noção de ordem pública poderia verdadeiramente ser localizada, sendo o Estado o indutor e garantidor de valores coletivos para assegurar os direitos dos seus nacionais, como a proteção da dignidade da pessoa humana. A existência de órgãos estatais para a criação e implementação das normas jurídicas asseguraria que o interesse público pudesse prevalecer sobre os interesses particulares.

Em DI, embora esse fenômeno somente tenha ganhado realmente impulso a partir do século XX, é fato plenamente constatável que pode-se afirmar a existência de uma certa "comunitarização" do atual DI, como bem lembram Alain Pellet e Alberto do Amaral Júnior (esse último quando ressalta em particular a emergência de normas de cooperação e solidariedade).  Nesse aspecto, o protagonismo isolado dos Estados não mais se verifica, dividindo o mesmo os holofotes com outros sujeitos de DI, como as organizações internacionais e os indivíduos, havendo situações onde as relações não são mais estritamente de coordenação (no contexto da ONU, por exemplo, os Estados podem sofrer sanções de diferentes matizes quando violam valores coletivos dessa OI).

Além disso, as normas estritamente de coordenação verificadas no passado hoje são complementadas por normas que, embora não formem uma verdadeira noção de ordem pública, geram obrigações baseadas não em considerações de reciprocidade ou perfeito sinalagma frente aos direitos correspondentes, mas sim na promoção de interesses comuns. Nesse diapasão, as normas de jus cogens, aceitas e reconhecidas pela comunidade de Estados como um todo como normas que não são passíveis de derrogação, e que salvaguardam valores essenciais da atual sociedade internacional, comprovam a mudança da dinâmica baseada na estrita vontade contratualista dos Estados soberanos. Por fim, a possibilidade de responsabilização internacional na defesa do interesse da sociedade/comunidade internacional como um todo ganha expressão no artigo 48 do Projeto da Comissão de DI de 2001 sobre a Responsabilidade dos Estados como relexo do atual costume internacional, e se desenvolve na prática (embora ainda sem opinio juris clara) para vislumbrar a possibilidade de Estados poderem recorrer a retaliações coletivas em casos de violações graves do jus cogens.

Dessarte, embora certamente a discussão que promovi acima devesse ser complementada por argumentos que o Ricardo certamente desenvolverá nos seus comentários, ela deveria de alguma forma aparecer no raciocínio promovido na resposta. Não considero, todavia, que haja um gabarito fechado para essa questão, devendo a banca levar em consideração fundamentalmente o poder de argumentação do candidato.

 

#. Questão 2 de Direito do CACD 2015

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Questão tranquilíssima e até mesmo esperada. Com a grande repercussão em torno da temática de refugiados, 

 

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Essa questão, ao contrário da primeira, exigia do candidato alguns debates específicos, os quais tenho certeza que o examinador procurará durante a correção, e que serão decisivos no momento da atribuição da nota. Era fundamental, assim, identificar exatamente o que deveria ser respondido.

Em primeiro lugar, como a parte final do enunciado mencionava claramente (o trecho inicial poderia ser descartado), era fundamental discorrer sobre os principais instrumentos internacionais de proteção aos refugiados (o que não deve ter causado maior celeuma). Nesse prisma, se há alguma dúvida, ela é facilmente dissipada mediante consulta à página do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), principal órgão internacional responsável por conferir proteção às pessoas que preenchem os requisitos para usufruir desse direito humano. Como podem consultar aqui (http://www.unhcr.org/pages/49da0e466.html), esses instrumentos são a Convenção de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados, assim como seu Protocolo Adicional, de 1967. Eu acrescentaria, já que a questão pedia expressamente menção à legislação brasileira, a Declaração de Cartagena de 1984 no contexto dos principais instrumentos internacionais sobre o tema, já que sua orientação foi decisiva para moldar algumas orientações mais progressistas incorporadas em 1997 na Lei n.º 9.474/97.

Obviamente, não bastava a simples menção dos instrumentos que citei acima (em particular porque a questão envolvia 60 linhas) – era fundamental conferir corpo à resposta mediante discussão dos principais pontos abordados pelas normas por eles escorridas. Dessarte, era fundamental, por exemplo, desenvolver debate em particular sobre as cláusulas de inclusão que cada um deles contêm para que um indivíduo possa ser considerado como sendo refugiado. Os elementos subjetivo e objetivo pertinentes ao fundado temor de perseguição; a retirada do limite temporal (e geográfico em grande parte) promovido pelo art. 1º do Protocolo de 1967; a necessidade da pessoa estar fora do seu Estado de nacionalidade e não mais poder ou querer valer-se se sua proteção; a distinção entre a figura do refugiado e do migrante econômico; a ampliação do conceito de refugiado por Cartagena em 1984; assim como a existência de cláusulas de cessação e exclusão poderiam certamente aparecer nessa parte da vossa resposta, assim como alguns dos direitos concedidos aos refugiados (em particular o relativo ao não-rechaço para o país onde sofre perseguição, que possui base convencional). O papel do ACNUR na proteção dos refugiados também poderia ter sido privilegiado ao final desse primeiro debate, explicando como ele participa, por exemplo, nos esforços de reassentamento de pessoas em outros países.

Em um segundo momento, uma análise comparativa deveria ser feita com a Lei n.º 9.474/97, responsável por estipular os parâmetros em que o Brasil cumpre (e amplia em certos casos) as obrigações decorrentes do DI em matéria de refúgio. Esse diploma legal, influenciado pela Declaração de Cartagena, contém, por exemplo, cláusulas de inclusão mais amplas do que o DI geral sobre o tema (já que também determina que indivíduo tem direito subjetivo em casos de violações graves e generalizadas de direitos humanos em seu Estado de nacionalidade), e consagra textualmente o direito de reunião familiar. A impossibilidade de rechaço do indivíduo que requer refúgio ao Brasil, mesmo que ilegal, com a concessão de residência temporária enquanto o pedido é examinado; o papel do CONARE e a possibilidade de recurso ao Ministro da Justiça em caso de denegação pelo primeiro órgão; os direitos que um refugiado possui (semelhantes aos estrangeiros em geral em alguns casos, e àqueles dos nacionais em outros, como à liberdade religiosa) poderiam ser explorados nesse momento pelo candidato.

Essa não era questão particularmente complexa se o candidato dominava bem o tema refúgio. Só considero que era necessário, se não ao longo do desenvolvimento, na conclusão pelo menos discussão sobre as diferenças que existem no DI e na nossa lei interna. Se o candidato fez isso, provavelmente obterá nota elevada.

 

 

#. Questão 3 de Direito do CACD 2015

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Volte em alguns minutos para ver os comentários do Clipping sobre a questão

 

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Essa questão me fez refletir um pouco sobre a vida, e questionar se estou no ramo certo em relação à atividade profissional que desempenho. Afinal, para que servem as aulas que ministro quando o tema que é cobrado jamais passou pela minha cabeça como sendo possível de cair no concurso? Queria ganhar um real por cada candidato que, quando viu essa questão, pensou: "É isso mesmo? Água na prova de DI? Mas isso é tema de geografia no edital!". Ponto para quem assistiu, nas últimas semanas, as aulas do João Felipe e não as minhas. Aliás, pelo que vi no sábado, a prova de economia também cobrou algumas noções de geografia. Já estou pensando em me matricular nas aulas desse disciplina no próximo ano…

Brincadeiras à parte, faço elogio à banca por ter qualificado a dissertação necessária com a menção de que poderia ser travada em qualquer de suas dimensões. Dessa forma, não há como questionar que a pergunta se inseria dentro do edital de DI, já que há vários pontos onde há intersecção de assuntos relacionados à água com temas de grande pertinência no estudo do DI. Tomando-se em consideração os últimos eventos ocorridos no Mar da China, conferiria especial preferência à discussão sobre os limites da soberania de um Estado sobre seus espaços marítimos e fluviais. É fato que as águas interiores ou internas, como aquelas que se encontram em lagoas, rios, baías e portos, são espaços soberanos de um Estado, e a passagem por elas depende de autorização. Por outro lado, o mar territorial, embora também seja zona onde o Estado possui soberania, permite, em favor de outros países, direito de passagem inocente, por exemplo. Ainda nesse prisma, a zona econômica exclusiva e a plataforma continental, embora espaços onde o Estado possui direitos de soberania para a exploração dos recursos econômicos, não constitui parcela do território de um Estado, havendo neles direito de navegação fundamentalmente irrestrito em favor de outros Estados.

Entretanto, o ponto que desenvolvi acima era somente um dos diversos que essa questão permitia. Poder-se-ia trabalhar, por exemplo, com aspectos relativos à Amazônia Azul e possibilidadede se requerer à Comissão de Limites da Plataforma Continental, mencionada na Convenção de Montego Bay, de 1984, a ampliação da plataforma continental além das 200 milhas náuticas normais. A discussão sobre a área ou fundos marinhos que se estendem além das plataformas continentais como patrimônio comum da humanidade, e a obrigação de compartilhamento dos ganhos decorrentes dessa exploração, também seria relevante. Voltando-se para os rios, as normas internacionais no que se refere à utilização para o transporte e à conservação dos mesmos são bastante relevantes no atual DI, como a Convenção sobre a Proteção e Uso dos Curso de Água e Lagos Transfronteiriços, e a Convenção sobre o Direito dos Usos não-navegacionais dos Cursos de Água Internacionais.

Por fim, a questão relativa ao acesso à água como direito humano fundamental, devido ao risco de escassez desse recurso fundamental no futuro, poderia ser examinado. Há previsão explicita quanto ao acesso a esse recurso como direito humano na Convenção de 1979 sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, na Convenção de 1989 sobre os Direitos da Crianças (que inspirou, no Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente), assim como nos Protocolos de 1977 às quatro Convenções de Genebra em matéria de DI Humanitário. Material nesse dispasão pode ser encontrado nesse link: http://www.who.int/water_sanitation_health/humanrights/en/.

Resumindo a opera, essa era uma questão sem gabarito específico. Se você se lembrou imediatamente da questão 02 do ano passado, fizeste excelente associação. A menos que não soubeste nada, provavelmente obterás mais do que pensava conseguir quando terminaste de escrever. Caso não, sempre haverá aulas do prof. João Felipe à disposição…

 

 

#. Questão 4 de Direito do CACD 2015

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Volte em alguns minutos para ver os comentários do Clipping à questão 1

 

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Da mesma forma que a questão 02, essa questão demandava que o candidato abordasse de forma específica certos debates. Consequentemente, se não o fizeste, não existe possibilidade de teres obtido pontuação máxima.

Inicialmente, era necessário posicionamento quanto à possibilidade aventada por Bernardo de concessão de asilo diplomático por organização internacional. Como é cediço, asilo diplomático é tema que já gera celeuma quando concedido por Estados – pode-se imaginar os ataques que seriam dirigidos à OI que o empreendesse. Era imprescindível, aqui, que o candidato lembrasse que não estamos, nesse debate, amparados por norma geral de DI Público – ao contrário do asilo territorial, que é aceito quase que de forma universal pelo Direito Consuetudinário Internacional como ato que se insere dentro das competências soberanas de um Estado, o asilo diplomático somente está consagrado no âmbito regional latino-americano – e, como costume regional codificado na Convenção de Caracas sobre Asilo Diplomático, de 1954, somente gera obrigações frente aos Estados que reconhecem suas normas como compulsórias. Além disso, essa convenção somente se preocupa em regular relações interestatais – o art. 2º é específico ao mencionar que todo Estado (mas não uma OI) tem o direito de conceder asilo, por exemplo. Dificilmente algum país, mesmo parte nessa Convenção, aceitaria que em seu território pessoa recebesse amparo de OI nele sediada.

Assim sendo, se parece claro, no atual DI geral, que a concessão de asilo diplomático não gera efeitos jurídicos contra os Estados que não se filiaram ao costume regional acima mencionado, o mesmo raciocínio pode ser também estendido às organizações internacionais (só que, nesse caso, essa concessão não geraria efeitos jurídicos mesmo contra Estados-partes na Convenção de 1954). Assim sendo, tal como ocorre na missão diplomática ou na residência oficial do chefe da missão, que são invioláveis, se uma pessoa se encontrar nos espaços de uma organização internacional protegida por tratado que garanta a inviolabilidade de suas premissas, ninguém poderá capturar pessoa que lá adentre. Por outro lado, a concessão de asilo por autoridades da OI certamente seria repudiada pelo Estado territorial, que não concederia o salvo-conduto, e demandaria a imediata entrega da pessoa em questão às autoridades públicas.

Carla, todavia, não está errada ao ressaltar que o asilo possui natureza humanitária. Embora seja fato que nenhum ser humano tenha direito subjetivo ao asilo, sendo ele ato discricionário do Estado que o concede, de natureza constitutiva e não declaratória, ele destina-se à proteção dos direitos humanos de pessoa que. no Estado em que se encontra, sofre perseguição em face de delito político. Nesse sentido, poder-se-ia tentar negociar a saída da pessoa para país onde ele pudesse ficar em liberdade, mas de forma que não mais pudesse participar da vida política do país onde é perseguida (tal como dispõe o art. 9º da Convenção de 1954 sobre Asilo Territorial). Todavia, tudo dependeria da disposição política do Estado territorial em aceitar isso – não existe obrigação jurídica de permitir a saída do indivíduo em questão.

Por fim, Daniel sugere que os sujeitos plenipotenciários do DI não endossariam o asilo concedido por OI, o que é bastante provável. Não há qualquer norma internacional que o obriguem a fazê-lo. Todavia, por outro lado, é bastante provável que, embora não endosse o asilo, a sociedade internacional como um todo defenda o direito de a pessoa permanecer nas premissas utilizadas para fins diplomáticos da OI, ou até mesmo argumente a favor de sua saída emergencial do país que a persegue em situações onde há violações graves e generalizadas de direitos humanos. Na medida em que a dignidade da pessoa pessoa assumiu importância fundamental no atual DI, considero que excludente de ilicitude poderia ser invocada pela OI para proteger a pessoa em questão frente às garras do país que a deseja capturar, mesmo não havendo no caso concreto direito à concessão de asilo. 

Torço de coração para que todos tenham feito uma excelente prova, e estarei à disposição para ajudar nos recursos em um futuro breve. Alea jacta est!

 

Não se esqueça de reponder a enquete abaixo e ver como seus concorrentes foram. Se você não está visualizando tente abrir o post do navegador Mozilla Firefox. 

 

O que caiu na prova de Economia da 3ª etapa do CACD?

O Clipping está de volta para cobrir o CACD ao vivo. Sábado, dia 07 de novembro, 13 horas da tarde!  O que rolou? O que caiu? O que a banca esperava como resposta? Vamos falar sobre a prova de Economia pelo resto do dia com as orientações do Prof. Daniel Sousa, do Curso Clio.  Detalhe: não se esqueça de responder a enquete no final, ok?

Para quem não sabe como funciona a cobertura ao vivo da prova, este post está sendo editado e atualizado em tempo real…

Não tem aquele ditado:

quem sabe faz ao vivo?

Pois bem, é isso que estamos tentando fazer.

Acabamos de ter acesso às questões e as estamos carregando aqui no Blog… Se você voltar ao post em 10 minutos você terá acesso aos comentários do Clipping sobre a questão 1 prova. Se você depois de ler os comentários do Clipping, você voltar em 20 minutos terá acesso aos comentários do Prof. Daniel Sousa, do Curso Clio, sobre a questão 1. Depois, se voltar em 30 minutos, já teremos os comentários sobre a questão 2. E assim por diante. Seguiremos, falando de Economia  e atualizando o post ao vivo pelo resto do dia. #CACDaovivo

  • Já viu a nossa cobertura do prova de Inglês do CACD 2015? Veja aqui
  • Já viu nossa cobertura da prova de História do Brasil do CACD 2015, com comentários do Prof. João Daniel, do Clio? Veja aqui.
  • Já viu nossa cobertura da prova de PI e de GEO, com os comentários do Prof. Tanguy e João Felipe, do Clio? Veja aqui

Agora, sim, vamos à prova de Economia do CACD 2015

 

 

#. Questão 1 da prova de Economia do CACD 

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A banca esse ano entrou chutando a porta com uma questão bastante "heterodoxa", digamos.

Geralmente as questões de Economia tem um enunciado bem simples, bem direto e abrangem um tema específico.

O enunciado da questão começa tranquilo mas vai embolando embolando e ao final todo mundo ante de começar a escrever acaba se fazendo a mesma pergunta:

Como é que vou encaixar tudo isso em só 60 linhas?

O desafio nessa questão é demonstrar uma boa capacidade de síntese e organização de ideias. A banca de ECO costuma perdoar vários deslizes, mas falta de organização, falta de clareza e falta de objetividade ela não perdoa.

Falar sobre evolução da economia cafeeira é tranquilo. Falar sobre industrialização em Getúlio e Dutra é tranquilo. Falar sobre o momento atual da indústria e do comércio exterior é tranquilo. Mas falar sobre tudo isso de uma só vez não é tranquilo. Os temas cobrados foram bem clássicos. Mas cobrar tantos temas de uma só vez é novidade!

Destaque aqui para o trecho final do enunciado: falar do momento atual da indústria e do comércio exterior.

Não há desculpa alguma para alegar falta de conteúdo . Você lia a seção de Economia do Clipping né? Por dia selecionamos cerca de 5 matérias falando só sobre atualidades na economia brasileira. Fizemos isso durante meses. A prova de Economia está cada vez mais com cara de prova de atualidades. Não dá para simplesmente devorar livrros e livros de ECO e achar que dá para se safar na prova. Tem que estar em dia com o Clipping ou com alguma outra fonte de atualização. 

Enfim, falta de conteúdo não vai pegar ninguém nessa questão. Todo mundo dominava bem o tema cobrado (uns dominavam mais que outros, claro). O diferencial nessa questão vai ser a capacidade de manter o sangue frio para organizar tantas ideias fragmentadas no tempo em tão pouco espaço. Não foi nada fácil a questão 1.

 

 

 

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Caros, em relação à primeira questão, caiu o mais clássico de todos os temas de economia brasileira. Impressionante, pois nunca o papel dos café na industrialização e em nosso desenvolvimento econômico consegue ficar muito longe da prova. 100% Celso Furtado na maior parte da resposta, mostrando os desdobramentos e influência do café em nosso processo de industrialização. Destaque para a questão cambial e seu central papel nos avanços experimentados. Para encerrar, bastava apenas destacar o quanto ainda somos influenciados por nosso modelo de indústria fortemente autárquico e com pouca presença no comércio internacional (relativamente quando comparado a nosso PIB).

 

 

#. Questão 2 da prova de Economia do CACD

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Antes de qualquer coisa. Parabéns ao Prof. Daniel por ter escolhido justamente falar sobre SELIC e inflação no Drops. Acertou em cheio a questão. Boa parte do que foi cobrado estava condensado nesses 2 minutos de vídeos aqui

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Sem falar que a ocasião da comemoração de 50 anos do BACEN foi uma pedra cantada pelo Clipping aqui anteriormente neste post aqui . Tinha tudo para cair algo mais focado em política monetária esse ano e de fato caiu.

Ah, mas eu não tenho tempo de ficar acompanhando todo palpite do Clipping e lendo tudo que está no Blog e ainda assistir o canal do Clipping no Youtube.

E você está mais do que certo. Temos publicado muito conteúdo. É difícil acompanhar tudo.Para você que não vem muito ao Blog o ideal é se inscrever no canal do Youtube (se inscreva gratuitamente aqui ) e assinar a lista de email do Clipping e receber o conteúdo pelo seu email. Assim sempre que tivermos um palpite forte você fica sabendo.

Bom, voltando à questão. Essa parece ser uma questão bem típica. O candidato com uma boa base teórica responderia boa parte dela com desenvoltura. A parte do enunciado que cobra para falar sobre os fatores que mais dificultam o controle da inflação desde o começo do regime talvez tenha causado mais dificuldade.

 

 

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Em relação à segunda questão, mais um tema clássico e sem surpresas: política monetária. Dentro desse tema e como destacado e discutido em aula, tivemos a sua aplicação contemporânea no combate à inflação. O governo brasileiro vem tendo alguma dificuldade em controlar a inflação, uma vez que o componente de custos não é impactado pela contenção da demanda derivada de aumentos da meta para a taxa SELIC. Explorar a dinâmica do regime de nestas de inflação também era uma boa pedida!

 

#. Questão 3 da prova de Economia do CACD

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Questão de Economia com cara de questão de Geografia. Essa interdisciplinariedade está cada vez mais comum nas provas de ECO. A questão tem cara de questão fácil, pois você que fez seu dever de casa de Geografia tem bastante coisas para usar aqui. Mas é justamente aí que mora o perigo.

Você está fazendo uma prova de Economia e não de Geografia!

Atenção com isso. E atenção redobrada. São só 40 linhas para responder. É preciso ser bem objetivo, ir direto ao ponto, e usar o economês e não o miltonsantês. Parece óbvio, mas muitas vezes, no calor do momento, o óbvio é o mais difícil de se enxergar. 

A tentação de usar muitos dados e conceitos caros à Geografia e nem tanto à Economia é alta. Quem se controlou e planejou a resposta com cuidado sai na frente. 40 linhas é realmente muito pouco.

Sai na frente também quem não pulou a seção de Energia do Clipping. Sério: saiu muita muita e muita notícia nos clipping abordando leilões de energia, a escassez hídrica e a questão das hidrelétricas, o crescimento na participação da energia eólica na matriz, etc.

Economia está cada vez com mais cara de atualidades. Isso não tem como negar. Mas isso não quer dizer que é só ler o Clipping e pronto! É claro que é preciso dominar muito bem os conceitos teóricos para aplicá-los com o rigor necessário. 

 

 

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Em relação à terceira questão, tivemos uma questão com toda a cara de geografia. Temas relacionados a energia não haviam até hoje aparecido na prova de economia. Valia o destaque para argumentos relacionados a custos e limites para o crescimento econômico. Referências a alternativas a modelos ambientalmente responsáveis eram super bem-vindas!

 

#. Questão 4 de Economia do CACD 2015

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De novo mais uma questão de Economia disfarçada de questão de Geografia. O mesmo que dissemos sobre a questão 3 de aplica à questão  4:

Cuidado para não responder como se você estivesse fazendo uma prova de Geografia.

Aqui é Economia. Aqui o que a banca espera ouvir é o economês: conceitos aplicados com rigor teórico para explicar um determinado contexto em que se entrelaçam aspectos políticos, econômicos, históricos, etc. A questão é interdisciplinar, mas a prova é de Economia!

lembrando que essa questão tem cara de deja-vu. A questão do CACD 2013 cobrava justamente demografia aplicada á economia. Veja:

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Será que o esta foi elaborada pelo mesmo membro da banca de 2013? Difícil afirmar com certeza. Será que quem fez o CACD 2013 sai em vantagem? Também é difícil afirmar.

Na verdade a conclusão a que chegamos sobre a prova de Economia como um todo é que sai em vantagem o candidato com capacidade de síntese e organização de ideias. O conteúdo para fazer a prova todo mundo dominava.

Sai em vantagem quem soube identificar o quanto a banca de Economia preza por organização e clareza de ideias e vem exercitando isso nos exercícios. #aguardemos

 

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Em relação a quarta questão, tivemos uma questão muito parecida com uma anterior cobrada há poucos anos na própria 3a fase. O tema é claro: o desafio do Brasil ficar rico antes de ficar velho. Analisar estruturais como a baixa poupança doméstica e a necessidade de reformas estruturais eram centrais em sua resposta. Era importante também não deixar de relacionar os desafios fiscais brasileiros relacionando-o com nossa competitividade!

E aí o que achou dos comentários do professor. Não seja tímido deixe um comment abaixo que o Clipping não deixa ninguém no vácuo. E não deixe de responder a enquete abaixo. (se não está a visualizando pode ser o seu navegador, abra do Firefox)

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Agradecendo o que rolou esse fim de semana no CACD!

Foi tenso e foi intenso! Muita coisa rolou no CACD esse fim de semana. Não só rolou como rolou ao vivo! 

O Clipping cobriu ao vivo o pós-prova, com o apoio dos Professores João Daniel, Tanguy e João Felipe, do Curso Clio. Minutos após o término das provas, o Clipping disponibilizaou todas as questões. E minutos após o Clipping disponibilizar todas as questões, os professores disponibilizaram seus comentários às mesmas. Foi estilo Faustão:

Quem sabe faz ao vivo

Foi uma desafio logístico épico, que envolveu membros da equipe do Clipping e do Clio em pleno feriado de plantão por mais de 10 horas seguidas na frente do computador. Mas valeu a pena?! Valeu, sim, valeu muito… Foi divertidíssimo, deu muito ibope e mais importante do que isso deu ibope de qualidade!

Os comentários às provas foram acessados em questão de horas por mais de 3000 visitantes. Cada comentário acabou sendo uma espécie de aula trascrita e dezenas de candidatos já adicionaram o link aos favoritos para dar aquela fichada mais tarde no conteúdo. Para quem ainda não viu, #ficaadica.

  • A cobertura da prova de História você encontra aqui
  • A cobertura da prova de Política Internacional e Geografia você encontra aqui
  • A cobertura da prova de Ingês você encontra aqui

Sabia que 3000 visitantes é nada menos do que 10 vezes mais o número de candidatos que estava realizando a prova naquele fim de semana? O que isso significa? Isso significa que não só quem fez a prova de 3ª etapa, mas também quem não fez e até mesmo quem ainda nem começou a estudar para o CACD direito estava acompanhando ao vivo e com muito interesse a cobertura.

Esse post é para dar um grande obrigado a todo mundo que participou da cobertura, seja conferindo os comentários ou trabalhando pesado nos bastidores para fazer esse sucesso acontecer.

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Falando em sucesso hoje ainda tem Drops. O Prof.João Daniel, do Clio, que após o Halloween comentou ao vivo toda a prova de História. Ele volta agora em pleno feriado de finados, para assombrar os candidatos. Confira o Drops de hoje:

YouTube video

Só para finalizar: ainda não se inscreveu no Canal do Clipping no Youtube? É gratuito. Faça isso agora antes que você se esqueça e  deixe passar conteúdos estratégicos para a prova. O link é este aqui

Curtiu a cobertura? Deixa um comentário aí abaixo. Isso é muito importante para o Clipping CACD. E lembrando  que o Clipping não deixa ninguém no vácuo >>>

 

 

O que caiu na prova de PI e de GEO do CACD 2015

Domingo, dia 01 de novembro, 19 horas da noite! O Clipping dá seguimento à cobertuda do CACD ao vivo e a cores aqui no Blog.

Amigos do Clipping CACD, este post está sendo editado e atualizado em tempo real…

Não tem aquele ditado:

quem sabe faz ao vivo?

Pois bem, é isso que estamos tentando fazer.

Acabamos de ter acesso às questões e as estamos carregando aqui no Blog… Se você voltar ao post em 10 minutos você terá uma agradável surpresa: o Prof. Tanguy, do Curso Clio. Vai nos dar em primeira mão suas primeiras impressões sobre a prova de História do CACD 2015. Mais para frente, o Prof. João Felipe, do Curso Clio, também fará o mesmo…E assim seguiremos, falando de PI e GEO e atualizando o post ao vivo pelo resto do dia, ok? #CACDaovivo

  • Já viu a nossa cobertura do prova de Inglês do CACD 2015? Veja aqui
  • Já viu nossa cobertura da prova de História do Brasil do CACD 2015, com comentários do Prof. João Daniel? Veja aqui.

Agora, sim, vamos à prova de PI e GEO

 

#. Questão 1 de Geografia do CACD 2015

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A questão 1, pelo tema e abordagem deve ter gerado grandes dificuldades para muitos candidatos. O tema está explícito do programa de geografia,no ponto 6, Geografia Política, subitem  6.2 Temas clássicos da Geografia Política: as fronteiras e as formas de apropriação política do espaço.

Se está tão explícita no programa por que deve ter causado problemas? A banca de geografia, melhor falar de ‘as bancas’, é campeã em desrespeitar o próprio programa e usar a lógica do ‘envolvendo Espaço Geográfico pode ser questão de geografia’, com isso os candidatos consideram a preparação para a prova de geografia muito subjetiva já que ‘pode cair qualquer coisa’.

Para piorar, esse tema já foi mais badalado em anos anteriores: entre 2004 e 2009 era umaaposta recorrente porque houve ampla discussão sobre a reestruturação do Programa de Promoção do Desenvolvimento da Faixa de Fronteira (hoje meio esquecido) no PPA 2004-2007 e  saiu o livro Continente em Chamas, em 2005, com um texto da Lia Osório Machado, professora da UFRJ e grande referência geográfica do tema, sobre o papel das cidades gêmeas.

Naqueles anos todos nada aconteceu e quando caiu o tema ‘fronteira’ foi no âmbito interno, na lógica de expansão da fronteira agrícola. Para ilustrar como o tema não era o ‘mais quente do ano’, no meu trabalho de terceira fase no Curso Clio eu propus 16 questões ao longo de 8 semanas e a faixa de fronteira e cidades gêmeas entraram aos ’45 do segundo tempo’, na aula final, como temas que também podem ser abordados.

Um ponto que talvez tenha ajudado alguns candidatos foi o estudo Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas, esse sim um tema quentíssimo,  publicado em março desse ano, que entre 294 Arranjos identificados no território brasileiro apontou 27 Arranjos Fronteiriços. Quem leu o trabalho ou os principais pontos ou respondeu uma questão sobre (foi uma das questões da 1ª semana) deve ter se beneficiado. Típico exemplo do ‘atirou no que viu e acertou no que não viu’.

Quanto a questão em si, com 90 linhas e um volume grande de informações, os pontos fundamentais a serem abordados eram:

  • A mudança de percepção da idéia histórica da fronteira brasileira como peça fundamental da defesa nacional e da imposição de barreiras às ameaças externas para uma visão integracionista. Pode ser uma boa introdução usando as múltiplas definições de fronteira, como limite internacional, ‘front’ ou faixa de fronteira
  • A evolução histórica da nossa Faixa de Fronteira, desde a Lei de Terras que definiu  essa faixa em 10 léguas a partir do limite internacional e as sucessivas modificações nas Constituições Federais de 1934, 1937 e 1946 até o estabelecimento  em 150 km de largura  naLei 6.634, de 2/5/1979.
  • A caracterização dessa faixa de fronteira em termos demográficos e econômicos. Seria interessante apontar as grandes distâncias da Faixa de Fronteira e do Limite Internacional para os centros decisórios, assim como a diferenciação da própria Faixa.O ideal era citar a divisão proposta por Lia Osório machado e usado nos planos governamentais: Arco Norte- indígena, Central e Arco Sul.
  • Analisar as interações transfronteiriças e destacar os fatores que as determinam:Trabalho, Fluxo de Capital, Terra e outros recursos naturais, consumo de bens e serviços.
  • Conceituar as cidades gêmeas e apontar alguns exemplos. Imagino que a maioria dos candidatos vai usar uma de nossas triplíces fronteiras, no caso Foz do Iguaçu (citação  obrigatória porque é a nossa maior cidade na Faixa de Fronteira) – Ciudad Del  Este- Puerto Iguazu, mas seria interessante pelo menos um exemplo e análise em cada umas das 3 partes de nossa Faixa de Fronteira. São muitos exemplos e aqui faz diferença um conhecimento mais denso do território brasileiro. Os conjuntos Tabatinga- Letícia, Corumbá- Puerto Suarez, Ponta Porã- Pedro Juan Caballero,Uruguaiana- Paso de Los Libres e Santana do Livramento- Rivera são de maior expressão.
  • Aos citar os exemplos de cidades gêmeas seria ideal a classificação, adotada por Lia Osório, do nível de interação na fronteira, desde os mais fracos (Margem e Zona Tampão) até os de maior intensidade :Frente, Capilar e Sináptica.
  • O conhecimento geral do candidato era fundamental para citar o papel da infra estrutura no nível de centralidade das cidades de fronteira. Algum conhecimento da hierarquia urbana e os exemplos de pontes, rodovias existentes ou em construção seriam de grande valia. Imagino que obras transfronteiriças como as diversas pontes no Arco Sul, a BR 156, BR 174 e a Carretera Interoceânica Sul devem ter sido utilizadas pelos futuros diplomatas.
  • Com 90 linhas para escrever, havia espaço suficiente para utilizar os conceitos de Território, Territorialidade , Lugar e Rede conforme os exemplos de interações eram apresentados.
  • As diversas escalas geográficas envolvidas na análise também são importantes. Os diversos projetos de APL- Arranjos Produtivos Locais poderiam ser utilizados nessa abordagem. O fato de existir um Plano Nacional para o Desenvolvimento da Faixa de Fronteira facilita a análise das múltiplas escalas: Local, Regional, Nacional e Internacional.
  • A questão valorizava uma lógica integracionista para a fronteira mas, aspectos de segurança poderiam e deveriam der utilizados, destacado a necessidade de articulação dos países para combate as atividades ilegais como o contrabando e os diversos tráficos.
  • Diversos conhecimentos, não necessariamente das aulas e leituras de geografia, ilustrariam a resposta. Entre os muitos exemplos destaco o papel da UNILA- Universidade de Integração latino Americana em Foz do Iguaçu e o Estatuto da Fronteira Brasil- Uruguai.

 

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Aglomerações fronteiriças? O tema é tenso. Mas foi objeto de aula do Prof. João Felipe, do Clio. Aliás, coincidentemente, o tema foi abordado justamente no mesmo dia em que o Prof. gravou o primeiro Drops dele para o Clipping (veja aqui). É verdade que mesmo assim não foi um dos temas mais fáceis de ser tratado. Mas para você que tem acompanhado o Clipping tem muuuuuita coisa que poderia ter sido invocada. Tipo a inauguração da ponte sobre o Rio Oiapoque. Saiu isso mais de uma vez nos clippings alguns meses atrás! 

Embora o tema não seja assim tão obscuro, realmente não era mesmo um dos mais cotados para o CACD 2015, mesmo tendo sido abordado pelo Prof. João Felipe, do Clio. Há uma série de obras e artigos sobre  "aglomerações fronteiriças". Há inclusive relatórios do IPEA sobre o tema (só que de 2011, veja aqui).  

Curioso é que a prova de DIP do ano passado cobrava justamente um caso envolvendo cidades transfonteiriças e a legislação brasileira (lembra?). É tema caro à integração regional. A questão da ponte sobre o Rio Oiapoque (possivelmente o mote da questão) deu o que falar. Mas realmente não era um tema fácil…

Embora o tema tenha surpreendido alguns candidatos. Não era nada que não daria para elaborar sobre, certo? Antes uma questão que lhe dá certa margem para elaborar do que uma questão estilo ano retrasado (Sahel). Em que era necessário ser extremamente objetivo. #avante

 

#. Questão 2 de Geografia do CACD 2015

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Essa questão me lembra um pouco a questão do ano passado que pedia uma análise das implicações ambientais de atividades agrícolas, industriais e energéticas no Brasil. Em 2014, muitos bons candidatos tiveram um mau desempenho na pergunta porque não apontaram problemas ambientais quando a questão era explícita quanto a isso. Naquele ano, o correto era apontar os problemas e as medidas mitigadoras adotadas pelo Brasil.

Esse ano, a banca foi ainda mais explícita ao apontar uma contradição entre a consagração brasileira com número expressivo de sítios definidos como patrimônios culturais e naturais da humanidade e as especificidades do nosso desenvolvimento territorial histórico.

É inegável que a questão causou incômodo para os candidatos, assim como para quem trabalha com geografia na preparação do concurso porque, com um programa que impõe um estudo de enorme quantidade de temas, a banca resolve fazer uma abordagem que foge muito ao que se espera.

Não podemos afirmar que o tema está fora do programa porque o ponto 1, história da geografia, tem o subitem 1.3, que trata das correntes metodológicas da geografia e abre essa possibilidade, dado a existência da geografia cultural e humanista, assim como a valorização do conceito geográfico de Lugar.

 Na verdade, da forma como está escrito o programa, difícil é encontrar algo que, a rigor, não tenha alguma conexão. No entanto, como são 2 questões, não foi a escolha mais equilibrada. Poderiam, pelo menos, ter explicitado no programa um ponto denominado geografia e cultura.

 De qualquer forma a questão pode ser respondida a partir da ideia de uma ocupação histórica predatória, o que não foi uma exclusividade brasileira. Os candidatos podem destacar o modelo de ocupação típico do modelo de  ‘fronteira de recursos´, que marca os países de formação colonial. Antônio Carlos Robert Moraes e Bertha Becker, entre outros, têm importantes publicações sobre o tema.

 A incorporação de novas terras ao processo produtivo ao longo de séculos, com uma realidade brasileira e mundial de baixíssima preocupação com a natureza, deixou suas marcas, como mostra o que ocorreu com o bioma Mata Atlântica.

Para não ficarmos apenas nos exemplos do desmatamento, algum exemplo de perda de Patrimônio cultural ou natural seria importante. Entre as sugestões, temos duas associadas à inundações: Sete Quedas e o Arraial de Canudos.

 É importante destacar que essa visão utilitária da natureza, em que as leis que versavam sobre o tema, geralmente, buscavam normatizar o acesso aos recursos e não protege-los, começa a mudar mais claramente na 2ª metade do século XX e, no Brasil, mais profundamente a partir da criação da lei 6.938 que instituiu a Política Nacional de Meio Ambiente e inaugurou a visão preventiva na nossa legislação com a obrigatoriedade de licenciamento prévio para atividades potencialmente poluidoras.

O arcabouço jurídico de proteção à natureza cresceu muito a partir daí e os candidatos podem citar algumas das leis e ações mais importantes como a criação do IBAMA, do Ministério do Meio Ambiente, a Lei de Crimes Ambientais e o seu princípio do poluidor-pagador e a que institui o SNUC´s, para normatizar as nossas Unidades de Conservação ambiental.

 Como o espaço de 60 linhas costuma gerar problemas, fica difícil definir o nível ideal da contextualização do quadro internacional, ou seja, da evolução da Ordem Ambiental internacional. Uma citação muito boa era a da Conferência sobre a Biosfera, da própria Unesco, realizada em 1968, além das óbvias Conferência de Estocolmo, de 1972 e a CNUMAD de 1992.

  Essa  evolução das preocupações ambientais no Brasil e dos mecanismos de gestão ambiental no nosso ordenamento territorial não devem ser usadas para mascarar a continuidade dos problemas e dos diversos conflitos ainda existentes no uso do território e a análise da situação atual da Amazônia, assim como do pantanal e do cerrado, demonstra essa situação.

O Brasil possui patrimônios culturais e naturais da humanidade. Não é de imaginar que os candidatos saibam os quase 20 existentes no Brasil, mas, citações ao Parque Nacional de Iguaçu, Reservas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas, Reservas da Mata Atlântica na Costa Do Descobrimento, entre outras possibilidades, ilustrariam a resposta.

 Na parte mais complexa da resposta, considerando que trata-se uma prova de geografia. A abordagem cultural deveria enfatizar a relação afetiva de grupos sociais com o espaço geográfico. A lista do Patrimônio da Unesco traz, entre outras, Olinda, o centro histórico de Salvador e São Luís, Ouro Preto, a paisagem carioca entre o mar e as serras, entre outras.

Tirando algum conhecimento mais específico dos candidatos, o caminho mais simples para a resposta era a partir da análise dos processos de construção e reconstrução dos espaços urbanos, com a especulação imobiliária e, novamente, os múltiplos interesses pelo uso do território e a necessidade de proteção do patrimônio.

Coincidentemente, na mesma semana do concurso, foi divulgado que grande parte do antigo calçamento de 200 anos atrás descoberto nas obras do VLT carioca foi destruído. Como são muitos exemplos, o importante era o candidato usar o que lhe era mais familiar para ilustrar a questão

Sítios do Patrimônio Cultural:

 

  • 1980 – A Cidade Histórica de Ouro Preto, Minas Gerais
  • 1982 – O Centro Histórico de Olinda, Pernambuco  
  • 1983 – As Missões Jesuíticas Guarani, Ruínas de São Miguel das Missões, Rio Grande de Sul e Argentina
  • 1985 – O Centro Histórico de Salvador, Bahia  
  • 1985 – O Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, Minas Gerais  
  • 1987 – O Plano Piloto de Brasília, Distrito Federal  
  • 1991 – O Parque Nacional Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, Piauí
  • 1997 – O Centro Histórico de São Luiz do Maranhão
  • 1999 – Centro Histórico da Cidade de Diamantina, Minas Gerais
  • 2001 – Centro Histórico da Cidade de Goiás
  • 2010 – Praça de São Francisco, na cidade de São Cristóvão, Sergipe
  • 2012 – Rio de Janeiro, paisagens cariocas entre a montanha e o mar

Sítios do Patrimônio Natural:

  • 1986 – Parque Nacional de Iguaçu, em Foz do Iguaçu, Paraná e Argentina
  • 1999 – Mata Atlântica – Reservas do Sudeste, São Paulo e Paraná
  • 1999 – Costa do Descobrimento – Reservas da Mata Atlântica, Bahia e Espírito Santo  
  • 2000 – Complexo de Áreas Protegidas da Amazônia Central
  • 2000 – Complexo de Áreas Protegidas do Pantanal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
  • 2001 – Áreas protegidas do Cerrado: Chapada dos Veadeiros e Parque Nacional das Emas, Goiás
  • 2001 – Ilhas Atlânticas Brasileiras: Reservas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas

 

 

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Assim como a questão 1, pegou muita gente de supresa também? Patrimônio cultural?

Certamente não é o que se espera numa prova de Geografia. Mas aí novamente: também não é algo que não dê para elaborar… É extremamente importante, em se tratando de uma terceira fase de GEO ter lido na íntegra aquele clássico Geografia: Pequena História Crítica, de Robert Moraes e outros livros introdutórios aos conceitos-chaves da disciplina,  como Espaço, território, região e lugar

Lugar: ao que tudo indica essa é uma questão em que a abordagem sobre a categoria de análise "lugar" deveria ter sido bem explorada. Daí a importância de ter domínio de conceitos chave da Geografia Humanista, como topofilias, de Yi-Fu-Tuan, etc.

É uma questão que dá ampla margem para elaborar, é uma questão bem aberta. Isso é bom… Favorece quem realmente está afiado e não ficou só na decoreba de mapas. Estudar Geografia é mais do que isso… E dessa vez, a banca deixou claro esse recado.

Aguardemos os comentários do Prof. Pois, como o Clipping sempre diz só eles mesmos para desvendar isso. Afinal, repetindo:  professor é professor. 

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#. Questão 3 de Política Internacional do CACD 2015

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Questão dificílima! Antes de qualquer coisa, cumpre ressaltar: pela primeira vez na História do CACD a prova de Política Internacional está com cara de  uma prova de Política Internacional e não com cara de uma prova de Política Externa Brasileira.

Isso é bom ou ruim?

Isso é bom para quem é da área de Relações Internacionais ou para quem investiu mais em leituras aprofundadas do Clipping Internacional, que é onde fica o conteúdo mais crítico e mais destinado a aprofundamento na plataforma. Quem ficou só no estudo de PEB pode ter tido um pouco mais de dificuldade esse ano…Falemos a verdade, o enunciado é muito pouco claro. E confundiu muuuuuuuita gente! Mas nem tudo nessa questão é teoria de RI, boa parte da questão versa sobre agenda.

Uma curiosidade, sabe esse excerto do artigo do Clodoaldo, da Revista de Política Externa, que motivou a questão? Então, se você é um usuário tester do FichadorWEB do Clipping, não lhe parece familiar? Olha qual foi o GIF que o Clipping mandou semana retrasada para servir de tutorial para quem está testando o FichadorWEB.

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Coincidência? Um bom pressário para quem é usuário tester do FichadorWeb? #aguardemos

Mas agora sério: foi difícilima essa questão e provavelmente essa prova de PI desse ano vai definir quem vai ficar entre os 30 e quem vai ficar fora.

 

 

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A prova de Política Internacional de 2015 teve o seu momento médico e seu momento monstro. Uma questão desafiadora, mas possível de ser respondida, que exigiu uma visão ampla das relações internacionais contemporâneas, com olhar crítico, e sem se desgarrar do porto seguro dos CACDistas – a política externa brasileira. Essa foi a questão #3, a questão médico. Sobre o monstro, falarei em breve.

A questão 3 reflete sobre o processo de mudança do mundo atual e dá a deixa para debater a posição do Brasil neste movimento. As certezas do mundo pós-Guerra Fria foram quebradas paulatinamente, e o Brasil se beneficiava da ordem que emergia. A ONU passou a clamar por reformas, e o Brasil apresentou um G-4 para movimentar o debate; a OMC admitiu a existência da agricultura como tema a ser debatido e o Brasil se organizou em um G-20, cheio do vigor das nações emergentes; diante da paralisia da Rodada do Desenvolvimento – nome auspicioso de uma era pós-Guerra Fria – a solução passou pela eleição de um brasileiro para a diretoria-geral da organização; na FAO, a eleição de José Graziano parecia celebrar os avanços sociais da periferia mundial; e o FMI deu maior espaço para as nações emergentes, em decisão articulada no G-20 Financeiro – e não no G-8. A sensação era a de que os emergentes tinham saído do grupo daqueles que trazem problemas para o mundo para serem partes da solução.

Mas, quando estas certezas começaram a se consolidar, ficou claro que não passavam de apenas mais uma etapa da transição. A reforma da ONU não saiu, a Rodada do Desenvolvimento não foi concluída, os periféricos também entraram em crise, botando em risco os avanços sociais, as reformas do FMI não foram implementadas e o G-8, retransformado em G-7, voltou a ganhar peso.

A questão debate o papel do Brasil em toda essa transição. A política externa brasileira vive um momento de requestionamento das suas bases, objetivos e do papel do país no mundo. Esta questão dialoga com a de 2014, que pedia para comentar a diplomacia como política pública. Se a questão do ano passado perguntava sobre o papel da diplomacia perante a sociedade brasileira, a de 2015 questiona a posição do Brasil diante de um mundo pós-pós, em que as mudanças parecem não dar sossego.

“Mas a questão sequer menciona o Brasil, era necessário citá-lo?”

Ora, por mais que a política externa não fosse mencionada, falar sobre o Brasil ajudaria a responder. A pergunta falava sobre a “disjunção entre ordem e poder no mundo atual”, e os países emergentes são novos poderes, que questionam a ordem internacional antiga, pouco democrática e inclusiva. Neste sentido, mencionar o Brasil era uma forma de mencionar uma posição simbólica dos países emergentes. Esta questão consolida uma tendência já observada no ano passado: questões conceituais, afeitas a debater a posição do Brasil no mundo que o rodeia. Todos atentos para 2016.

 

#. Questão 4 de Política Internacional do CACD 2015

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Relações China e Japão na prova de PI? 

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Calma. Se foi difícil para você, foi difícil para todo mundo. Ninguém esperava isso. 

Mas sejamos bem francos. Você dá conta de elaborar bastante coisa a respeito.

Como não?!

Tipo, o Clipping tinha uma tag com o título Mar Meridional da China. Foram dezenas e dezenas de matérias sobre a disputa de China e Japão na região. E o quadro contextual dessas matérias traziam bastante coisa sobre as relações bilaterais. Questão de Taiwan, foi outra coisa que saiu muuuuuuito no final do ano passado. E tinha muita coisa no Clipping Internacional. É claro, lembrar de todos os dados no calor do momento é complicado.

Falando abertamente: foi uma questão de PI bem difícil.

E lembra que o Clipping acabou dizendo que a prova de PI seria a vingança do DOE, nosso patinho feio?

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Pois é… Parece que essa prova de PI na verdade foi a vingança do Clipping Internacional (que não deixa de ser outro patinho feio). Apenas 35% dos nossos usuários acompanham com regularidade o Clipping Internacional, que é, na plataforma,  o locus por excelência do conteúdo destinado a aprofundamento em temas de geopolítica, que foi o foco dessa prova extremamente tensa.

 

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É impossível ler a questão #4 de 2015 e não lembrar da questão #4 de 2006.

Dá uma olhada:

“A República Popular da China tem manifestado reiteradamente que a sua condição atual de “potência emergente” deve ser entendida como uma nova fase histórica, marcada pela “ascensão pacífica”, destinada a beneficiar o seu entorno imediato e as relações com o exterior. Discorra sobre a inserção regional da República Popular da China a partir do início dos anos noventa, considerando as principais variáveis em jogo.”

Essa questão era considerada um ponto fora da curva, uma ilha de bizarrice em meio a dezenas de questões coerentes cobradas pela banca de PI, com seus diferente níveis de dificuldade.

Pois a questão #4 repetiu a dose, com uma crueldade semelhante. Ao ler a questão, me lembrei de Hans Morgenthau, que dizia que o papel do diplomata é usar seus conhecimentos técnicos para bem interpretar o cenário internacional, de modo a orientar as ações do chefe se estado.

A questão soou como uma avaliação prática da capacidade dos postulantes à diplomacia de interpretarem um contexto regional cada vez mais indispensável para o trabalho de qualquer diplomata no mundo. O poder econômico, político e militar da China e o pivô dos Estados Unidos para a Ásia e Pacífico mostram que esta região assume, paulatinamente, uma posição que pertence, desde a Segunda Guerra Mundial, à Europa.

A centralidade deste tabuleiro fica clara quando os Estados Unidos apostam as suas fichas na criação do TPP, que envolve países do nosso entorno regional, como Chile e Peru (além de incluírem o Japão e excluírem a China). Ou ainda quando o Brasil se preocupa com a sua capacidade de exportar para esta região, onde se encontra nosso maior parceiro comercial. Alguns candidatos podem ter se lembrado da tensão envolvendo as Ilhas Senkaku ou as homenagens feitas por governantes japoneses a militares considerados criminosos de guerra pela China, o que ajudaria a reforçar a existência de tensões históricas e incontornáveis entre os dois países e o impacto que isso traz para a reforma da ONU.

Neste sentido, é importante reconhecer que a questão tentou não ser tão malvada assim, e deu a deixa para que se falasse sobre o impacto das relações entre China e Japão na reforma da ONU, com um veto garantido da primeira a qualquer tentativa de ingresso do segundo ao Conselho de Segurança na condição de membro permanente. Como se sabe, o Japão é parceiro do Brasil no G-4 e, embora já tenha declarado, anos atrás, seu afastamento, o primeiro-ministro Shinzo Abe participou da última cúpula do grupo, ocorrida em setembro, às margens da Assembleia Geral. A tentativa, no entanto, não deu certo.

Pedir uma resposta de 60 linhas sobre as relações entre China e Japão, ao longo das últimas décadas, com uma conexão extremamente tênue com a posição brasileira, faz com que esta questão repita a maldade de 2006.

 

E aí o que achou da prova? Não se esqueça de responder a enquete abaixo>>>

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