Como organizar seu caderno e anotações para o CACD: 7 dicas valiosas!

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Amigos do Clipping! Manter as anotações em dia e um caderno organizado pode parecer um bicho de 7 cabeças, principalmente quando vocês já acumularam muito material.  Quando o assunto é a reta final do CACD, é preciso ter ainda mais cuidado com a organização para conseguir fazer revisões muito mais produtivas. Por isso, resolvemos reunir dicas de como organizar caderno com um cacdista que conhece bem a melhor forma para fazer a reelaboração de conteúdos.

O advogado e professor Murilo Simões Cavalcante já conseguiu organizar seu caderno de estudos de uma forma mais hierarquizada. Isso o ajudou e muito a melhorar as suas notas tanto na primeira fase quanto nas etapas finais do concurso. ❤️

Por isso, ele explicou como consegue fazer com que os seus cadernos fiquem muito mais organizados, tenham todos os conteúdos e, o melhor, gastando muito menos espaço. Ficaram curiosos? Vamos lá!

Dicas de reelaboração de conteúdos para organizar caderno

*por Murilo Simões Cavalcante​

Um parêntese importante. Para aqueles que pensam: “eu comecei a estudar agora, esse post não é para mim”.

Esse post é direcionado não apenas para aqueles que sofreram com diversos materiais acumulados, como também para quem está começando agora. Começar a estudar, já com um norte para organizar caderno e o seu material, pode te poupar MUITO tempo de estudo mesmo. Algo que muitos de nós não tivemos a oportunidade quando começaram.

1. Quantidade é diferente de qualidade

Ainda que haja exceções, a maior parte das pessoas que topam o desafio de estudar para o CACD, ao menos inicialmente, não tem dimensão do tamanho do material que será acumulado durante sua preparação. No meu caso, não foi diferente. Comecei a estudar com o único objetivo de “ver as matérias do último edital”. Para isso, procurava ler a bibliografia básica de cada matéria, assistia a vídeo-aulas de cursos regulares que me recomendaram e fazia cursos de exercícios. Assim como a maioria dos senhores.

Acontece que, após 1 ou 2 anos de preparação, percebi que eu tinha um universo de material e de anotações que, quando chegava às vésperas do TPS, dificilmente eu conseguia minimamente passar o olho na metade. Isso dificultava a revisão do conteúdo e dava a impressão de que, por mais que eu estudasse, dificilmente eu conseguiria avançar. Foi aí que decidi organizar meu material de estudo. Comecei por História, que, claro, é a minha matéria preferida do CACD.

2. Tenha um material mais focado

Organizar caderno tinha um único objetivo: ter, em um único lugar, todas as informações que estudei sobre aquele tópico. Isso garantiria que nada que eu tivesse lido passaria batido na revisão e evitaria a leitura de muitos materiais repetidos.

Como já tinha alguns anos de concurso nas costas, não foi fácil. Só o processo de reunir esse material foi bastante laborioso. Quando terminava algum assunto, eu identificava, de pronto, várias anotações repetidas e lacunas no próprio edital.

Muitas vezes, só de cortar essas repetições de anotações, o material era reduzido em um terço. O que me mostrou que todo aquele esforço de reorganização valeria a pena.

Só que não bastava ter todo o conteúdo em um único arquivo. A fim de ganhar tempo, era preciso que o material tivesse um começo, um meio e um fim, que fizesse sentido. Quase como se você pudesse “escutar” a aula novamente, apenas lendo seu caderno, sem perder tempo com textos muito longos.

3. Organizar caderno facilita a fixação da matéria

A reorganização do material é importante não só para identificar as lacunas na preparação, como também para manter os cadernos sempre atualizados.

Dificilmente você “terminará um caderno” e não voltará a editá-lo. Você sempre fará novos cursos, aprofundará mais o conteúdo. Ou, no caso de atualidades, Política Internacional, Geografia e até Economia, você constantemente precisará acrescentar informações nos cadernos.

É óbvio que sempre há a opções de pegar a informação interessante e jogar “no final daquele caderno”. Contudo, com isso você deixa de fixar a informação, já que é mais difícil articulá-la com o resto do seu conteúdo já acumulado para uma eventual resposta de terceira fase.

4. Hierarquizar conteúdos: uma prática que você deveria começar a fazer

Diante desse impasse, bolei um método de “hierarquizar” as informações que eu estava “reorganizando nos cadernos”. Isso fez a total diferença nessa condensação de materiais.

Quando você passa a aplicar um método próprio de reorganização de conteúdos, você precisa pensar e repensar em cima do material que você tem. Não é só reproduzir aquilo que viu em uma aula, mas entender como tudo aquilo que você estudou tem relação e como os assuntos se relacionam entre si.

É simplesmente uma nova forma de estudar e, para aqueles que estão na jornada há mais tempo, pode dar um novo gás nos estudos. ?

Vou mostrar como exemplo um “sumário” do meu caderno do Barão. Inicialmente, quero que notem que tudo que tenho de política externa do período do Barão está em 11 páginas.

Técnicas para condensar informações aplicadas nos cadernos

Quando comecei a separar o material acumulado nessa matéria, o caderno chegou a quase 100, rs.

Muita, muita coisa que anotamos é repetida, mas, na reorganização, até isso é bom para você identificar o que é mais importante e o que você não pode negligenciar.

Além disso, apliquei diversas técnicas para condensar informações. Com elas, não só eu diminuía o tamanho dos cadernos, como também elas serviam de mnemônicos na hora de revisar.

Como ter um sumário organizado me ajudou na prova do CACD

Esse “sumário” do meu caderno do Barão me poupou tempo na prova de HB de 3ª fase em 2016. Principalmente naquela questão que pedia para, simplesmente, falar sobre a política externa brasileira durante a Primeira República.

Na questão da prova, era pedido para enfocar em três coisas basicamente. Sendo elas as relações bilaterais com os EUA, questões de fronteira e enlaces multilaterais. Essa estrutura da foto eu já tinha no meu caderno ANTES da prova. Então, percebam como ficou mais fácil lembrar os principais aspectos factuais, e que valem tantos pontos na prova de 3ª fase de HB.

5. Organização em tópicos é fundamental para otimizar revisões

O outro exemplo que quero mostrar para vocês já é de um caderno de História do Brasil. Ele dialogava diretamente com a questão 03 da prova de HB sobre as leis abolicionistas. Vou aproveitá-lo também para falar mais sobre a hierarquização em si dos cadernos.

Como podem ver, as informações desse caderno não estão em formato de textos longos, mas, sim, em tópicos. Além disso, seguem uma hierarquia seja de espaçamentos, seja de cores.

Com isso, consegui revisar todos os cadernos de HB depois do TPS. O que contribuiu para eu reter um maior número de informações já aprendidas.

Na questão que os professores de História constataram que foi a que a correção foi mais pesada naquele ano, consegui tirar 20/20. Justamente porque já tinha um caminho a seguir. Falei, por certo, mais da Lei Eusébio de Queiroz, porque tinha mais informações. Falei pouco da lei do Sexagenário. Como podem ver, tinha pouquíssima informação sobre. Mas isso não impediu atingir a pontuação máxima.

Conseguiu lembrar da estrutura em “verde”, “laranja” e “roxo” na hora da prova, no raciocínio que tive de montar para elaborar o caderno, o que me fez ganhar muito tempo em uma prova longa como a de 3ª fase de HB.

6. Organizar o caderno de forma lógica escrevendo com as suas próprias palavras

O mais importante de você reelaborar os cadernos e seguir um método de hierarquizar as informações é você desligar completamente dos “materiais originais”. Se esquecer também da lógica de organização das informações nos textos fonte, fossem orais/aulas ou escritos/textos/quadros.

Você cria sua própria lógica. Você REELABORA os conteúdos, o que facilita você lembrar o que você escreveu.

Aqueles conteúdos passam a ser seus. Rola um empoderamento ? que permite não só você ter mais confiança na matéria. Assim, começa a identificar suas lacunas e saber onde “encontrar” as informações na sua cabeça (e nos cadernos). Com o tempo, fica até difícil de saber se aquela informação foi de uma aula A ou B, mas isso realmente não importa na hora da prova.

Além de diversas leituras, tive aula de História para o CACD com cinco professores diferentes. De alguma forma, todos contribuíram para o produto final, para o caderno que tenho hoje nessa matéria.

  • É algo trabalhoso? Sim!
  • Você precisa de um cronograma para organizar? Sim! Mas super vale a pena. ?

Em 2016, primeiro ano que tinha terminado de reelaborar meus cadernos de HB, HM e PEB, consegui tirar 96/100 na terceira fase de História. Assim, percebam que você não sente a diferença de ter um caderno reelaborado/reorganizado só na véspera do TPS.

Essa organização é muito valiosa no período entre TPS e 3ª fase (que, em tempos de curto período entre as fases, conseguir revisar rápido se torna cada vez mais estratégico) e também durante a prova em si.

Além disso, você sente a diferença no seu estudo do dia a dia também!

Como acrescentar novas informações também pode te ajudar a revisar as matérias

Você ganha tempo ao assistir aulas já com seu caderno reelaborado. Não só você deixa de copiar informações novamente, como consegue completar ao máximo as informações que ainda estão ausentes.

No caso de acrescentar novas informações, o fato de ter de entender onde a informação “se encaixa”, você acaba revisando novamente a matéria. O que realmente muda bastante a forma de você estudar de todas as matérias, com exceção de línguas.

Como podem ver pelos exemplos, para a aplicação do método de reelaboração de informações não são necessários recursos avançados de informática. Sempre digo aos alunos que é algo bem possível para qualquer um, uma vez que meus conhecimentos nessa área também são limitados.

Deixe a informação visualmente fácil de entender

Na hierarquização, procuro destacar a importância de macetes, técnicas que evitam longos textos e trazem um “dinamismo” para a sua reelaboração! Até porque quanto menos coisa para revisar, com a garantia da qualidade de tudo que você já estudou, melhor, né?

Claro que cada um pode (e deve) achar algo que faça sentido para você e seguir. Já para aqueles que precisam de uma inspiração, a aplicação do método que criei para organizar as anotações, como falei, em tópicos, seguindo uma hierarquização, pode ajudar alguns dos senhores. Como podem ver nos exemplos expostos nesse post.

Percebam como o caderno reelaborado fica mais visual e fácil de identificar informações do que “um texto corrido”. Cada matéria tem sua especificidade, mas, no caso de história, temos a vantagem de poder trabalhar com a cronologia história ao nosso favor, o que já dá um norte para a reorganização.

7. Como reoganizar informações de Atualidades para o CACD

Para variar um pouco (desapegar de História), quero mostrar para vocês como a questão das atualidades é pertinente para a reelaboração. Eu lia notícias com frequência, mas, verdade seja dita, tinha dificuldade de revisá-las às véspera do TPS ou da 3ª fase.

A forma que achei de incorporar isso foi colocando essas informações já dentro dos cadernos reelaborados. Comecei a colocá-las nas matérias em que as notícias tinham relação. Depois fui criando uma pasta organizada para “Atualidades”. Criei uma divisão de cadernos para PI e comecei a reelaborar também alguns pontos específicos de algumas notícias.

Com o tempo, percebi que, por meio também das atualidades, era possível formar cadernos reelaborados que poderiam ser um diferencial na sua preparação. Acredito que o caderno de atualidades de EUA exemplifica bem esse raciocínio. Por certo, a política externa de Trump traz vários pontos de destaque na mídia. Além de ser um “tema quente” para as provas do CACD. Dessa forma, dada a vastidão de material, já coloquei no índice alguns tópicos da minha reelaboração em relação aos EUA.

Com esse índice, sempre que leio alguma notícia importante dos EUA, não tenho dificuldade em localizar em qual “subtópico” ela se encaixa. E, assim, consigo manter minhas anotações sempre “atualizadas”. Segue também um exemplo de como ficou um subtópico do índice já reelaborado com base nas “notícias” até dezembro de 2017.

Quer começar a organizar cadernos de forma mais otimizada e focada no CACD também?

Como a utilização desse método “deu certo” em HB em 2016, conversando com o prof. Luigi Bonafé após a prova de 2016, ele sugeriu passar para outras pessoas esse processo. Ele achava que poderia contribuir para os estudos de outras pessoas.

Comecei com um grupo de amigos que já estudavam para o CACD há algum tempo. No formato de um minicurso, porque ninguém tem muito tempo com a parte técnica, já que conteúdo não falta no CACD. Eu passei para eles várias dicas de como reorganizar o material. Além de como a hierarquização de informações poderia ser aplicada e melhor aproveitada.

Fiquei surpreso com os feedbacks positivos de como o método tinha “revolucionado” a forma de estudar para o concurso para eles. Um deles, inclusive, acabou utilizando o método para se preparar para entrevistas de emprego em algumas multinacionais. E foi aprovado em 1º em cinco empresas! Disse que usava o método, principalmente, para os assuntos em que não se sentia seguro com o conteúdo.

Fiquei bem feliz com o feedback e comecei a abrir o minicurso para outros interessados

Como essa mudança melhorou minhas notas no CACD

Em 2016, já tinha alguns cadernos esquematizados, como História, e consegui obter uma nota no TPS que me permitiu estudar para as demais fases sem me preocupar com o “limbo”. Fiquei com 49,50 no definitivo, e o corte foi de 44,75.

Em 2017, primeiro ano em que tinha todo o material de estudo “esquematizado” antes do TPS e para todas as matérias, obtive um resultado ainda mais satisfatório. Consegui melhorar minha nota para 51,75, mesmo começando as revisões das anotações apenas após a saída do edital. O que é mais significativo desse resultado é que, mesmo com a nota de corte caindo um pouco, para 44,25 em 2017, melhorei mais de 2 pontos o meu desempenho de um ano para o outro.

Em Política Internacional, como reflexo da reorganização de cadernos tão diversos e de temas em constante mutação, consegui subir minha nota na terceira fase. Em 2016, obtive 63 na prova de Política Internacional e Geografia (ainda eram juntos). E em 2017, obtive 91 em Política Internacional.

Por esses motivos e considerando o tanto que ajudou na minha preparação, recomendo a todos que estão começando a, desde já, organizar caderno e seu material de estudo, já que vocês produzirão muito material.

Reta final para organizar caderno!

Para os que, como eu, não receberam essa dica no começo, não esmoreçam! É possível organizar e, inclusive, incorporar como nova forma de estudo o processo de reorganização de materiais.

Espero que o post tenha contribuído para os estudos de todos e quaisquer dúvidas, estou à disposição. Agora que saiu mais um edital e com os prazos cada vez mais exíguos entre as fases, acredito que conseguir fazer uma revisão rápida e eficiente dos conteúdos acumulados se torna um diferencial cada vez mais importante em um concurso como o CACD.

Bons estudos a todos!

E aí, o que acharam da dica para organizar caderno dada pelo Murilo Simões Cavalcante? Espero que tenham curtido e até reelaborem os conteúdo para o CACD. Ah! Se usam outra metodologia para organizar as suas anotações, compartilhem conosco pelos comentários!

Keep Clipping!


*Murilo Simões Cavalcante nasceu em 1991, em Brasília, e se mudou para João Pessoa em 2008. Cursou Direito na UFPB e foi laureado com 9,49 de média. Começou sua trajetória no CACD em 2014 e desde o ano seguinte sempre passa em todas as fases. Ele criou um curso de Reelaboração de conteúdos como uma espécie de assessoria para quem deseja otimizar os estudos de forma inteligente. Atualmente é professor no Zarinha Centro de Cultura em João Pessoa e leciona História da Civilização Ocidental.

Crime de Agressão: O que você precisa saber para a prova do CACD

crime de agressão

Amigos do Clipping, Estudar atualidades para o CACD é fundamental para entender melhor as mudanças relacionadas às matérias que caem no concurso. Quando o assunto é direito então, é preciso ficar atento às diversas mudanças que ocorrem, principalmente sobre o Direito Internacional. Dessa vez o foco do post será em uma atualização realizada na parte criminal, sobre crime de agressão.

Convidamos Maitê Schmitz, Professora Assistente de Direito Internacional Público no Instituto Rio Branco, para explicar em detalhes todas as alterações existentes para você se atualizar.

O conteúdo foi dividido da seguinte forma:

1.Por que é importante revisar o Crime de Agressão para o CACD?

*Maitê Schmitz

Hoje, 17 de julho, são celebrados os vinte anos da adoção do Estatuto de Roma, que criou o Tribunal Penal Internacional (TPI). Os Estados Partes no TPI escolheram esta data para ativar a jurisdição do Tribunal para o crime de agressão, um marco na história da justiça internacional criminal.

Com a ativação da jurisdição do TPI sobre o crime de agressão, assuntos relativos ao direito internacional criminal tornaram-se ainda mais relevantes para a prova do Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD). Uma revisão atenta dos principais pontos do Estatuto de Roma (1998) e do funcionamento do Tribunal pode resultar em vantagem em relação a outros candidatos.

Crime de Agressão

Importante aspecto a se ter em mente diz respeito à jurisdição do TPI, que deverá atender a critérios relativos à matéria (jurisdição ratione materiae), ao tempo (jurisdição ratione temporis), ao local (jurisdição ratione loci) e ao indivíduo acusado (jurisdição ratione personae).

Em relação à matéria, os crimes sujeitos à jurisdição do TPI são:
? genocídio;
? crime contra a humanidade;
? crime de guerra e
? crime de agressão.

Os três primeiros foram definidos já em Roma, em 1998, enquanto a definição relativa ao crime de agressão foi finalizada somente em 2010, na Conferência de Revisão realizada em Campala.

Na ocasião, aprovou-se emenda ao Estatuto de Roma, a qual não só define o crime (art. 8 bis), mas também estabelece as regras para que o Tribunal exerça jurisdição sobre ele (art. 15bis e 15ter). Ficou estabelecido que a ativação da jurisdição do Tribunal sobre crimes de agressão dependeria de 30 ratificações da emenda, e da decisão de dois terços dos Estados Partes, a ser tomada a partir de 2017.

Com a obtenção das 30 ratificações em 2016, restava aos Estados Partes a decisão de ativar a jurisdição do Tribunal em relação ao crime de agressão, o que ocorreu na XVI Assembleia dos Estados Partes (AEP), em dezembro passado. A resolução adotada na AEP ativa a jurisdição do TPI para o crime de agressão a partir de 17 de julho de 2018, data que coincide com o 20º aniversário do Estatuto de Roma.

2.Como fica o antes e depois do Estatuto?

A jurisdição temporal do TPI cobre as condutas cometidas após a entrada em vigor do Estatuto (01/07/2002) ou, para o caso de Estado que aderiu ao tratado após esta data, somente os crimes cometidos a partir da entrada em vigor do Estatuto para este Estado (a menos que este tenha feito Declaração aceitando a jurisdição do Tribunal nos termos do art. 12, §3º).

✔️ O Brasil, vale lembrar, ratificou o Estatuto de Roma em junho de 2002.

3. Onde aconteceu o crime e a nacionalidade do indivíduo acusado influenciam?

Em relação ao local e ao indivíduo acusado, o Estatuto de Roma estabelece sistema misto de jurisdição para o TPI, com foco nos princípios de territorialidade (local onde o crime é cometido) e de nacionalidade ativa (nacionalidade da pessoa que comete o crime).

Dos três mecanismos disponíveis para acionar o Tribunal, apenas o encaminhamento de situação pelo Conselho de Segurança possibilita a investigação e julgamento de crimes sem vínculo territorial ou de nacionalidade ativa com Estado que tenha aceitado a jurisdição do TPI.

Nos demais casos (encaminhamento por Estado Parte ou investigação de ofício pela Promotoria), o art. 12 do Estatuto exige vínculo territorial ou de nacionalidade ativa entre o crime e um Estado Parte no Estatuto.

✔️ Especificamente no caso de crime de agressão, a exigência é dupla: tanto vínculo territorial quanto de nacionalidade ativa.

4. Legato Cursos

A Legato, curso preparatório dirigido pelo Embaixador José Viegas, antes ligado ao Vocação Diplomata, teve o mérito de reunir em sua equipe Embaixadores, Diplomatas e um corpo docente que já colabora com o IRBr, dando aula no Instituto Rio Branco ou figurando entre os avaliadores da banca avaliadora do concurso.

Estamos deixando aqui alguns exemplos de alguns outros nomes bem familiares para quem estuda para o CACD e que fazem parte da equipe atual da Legato:

  • ? Embaixador Synesio Sampaio Goes: autor da obra Navegantes, Bandeirantes e Diplomatas [baixe gratuitamente aqui] que consta entre as leituras incontornáveis para qualquer CACDista. Synesio está à frente de um curso de aprofundamento voltado para a Formação do Território Brasileiro;
  • ? Prof. Antônio Barbosa: Professor do Departamento de História da UNB, ex-membro da banca de História do CACD. O Clipping tem um artigo bem aprofundado sobre a produção bibliográfica do Prof. Antônio Barbosa e sobre como ela foi base para questões de Terceira Fase do CACD. [leia o artigo do Clipping sobre Antônio Barbosa aqui];
  • ? Prof. Carlos Eduardo Vidigal: co-autor junto ao Prof. Francisco Doratioto, do História das Relações Internacionais do Brasil, uma obra recente mas já considerada por muitos professores e candidatos como a obra mais básica e fundamental para o estudo de PEB para o CACD. [leia mais sobre obras indicadas na bibliografia oficiosa do CACD aqui];

Amigos! Nesses próximos dias postaremos mais artigos tão focados quanto esse. Por isso, se você que está se preparando para o grande dia da prova do CACD (que está chegando!), recomendamos que fique de olho nas próximas publicações!

? Leia a última publicação que fizemos com uma dica para quem quer estudar história. Será que vale ler livros mais pragmáticos ou mais analíticos para a prova do CACD?

Desejamos ótimos estudos para vocês e

Keep Clipping!

Guia do Canarinho Pistola: O Guia de Estudo para cacdistas já está disponível

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Saiu o Guia de Estudos com as melhores (e as piores) respostas dos candidatos aprovados no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata de 2017 (CACD 2017). Essa obra de consulta é indispensável ao candidato à carreira de diplomata e já está disponível com um nome em clima de Copa do Mundo: Guia do Canarinho Pistola. ?

O Guia é disponibilizado justamente com o objetivo de auxiliar na preparação para a segunda fase e a terceira fase do CACD. O documento reune tanto as melhores quanto as piores respostas dos candidatos aprovados.

O destaque vai também para aqueles que querem intensificar os estudos nas línguas estrangeiras. O Guia possui as melhores e piores respostas das provas de língua Portuguesa, Inglesa, Francesa e Espanhola.

Guia do Canarinho Pistola (CACD 2017)

O Guia do Canarinho Pistola já está disponível para download. Basta clicar na imagem abaixo e seguir para o site dos alunos do IRBr para disponibilização dos guias dos candidatos ao CACD.

guia do canarinho pistola cacd

Guias anteriores

No nosso blog, você encontra todas as outras edições dos Guias de Estudos (2017-1951) ?

Conheça melhor quem passou

Logo no início do Guia do Canarinho Pistola, você encontra várias informações sobre cada um dos candidatos que passaram. Quanto tempo estudaram, em qual estado e qual faculdade fizeram. Você encontra até aquelas informações básicas para lembrarmos que eles também são gente como a gente. Tais como para qual time torcem e quais as séries e filmes preferidos deles.

O mais legal disso é descobrir casos incríveis, como o da Sarah, que foi aprovada após 9 anos de estudo para o CACD. Quanta garra! Esse Guia com certeza vem na hora certa para dar aquela dose extra de conteúdo, além de animar ainda mais nessa reta final.

Bons estudos!

Uso de cronologias para estudo do CACD

Amigos do Clipping, nem só de decorar fatos e datas é feita a preparação para a prova de História do CACD. Por outro lado, não se pode ignorar que boa parte da preparação consiste, sim, em decorar alguns marcos temporais ? Afinal, não há como compreender a evolução dos fatos históricos sem compreender a que período e a que personagens eles estão associados. Isso exige ferramentas extremamente pragmáticas de consulta. É sobre isso que o professor e diplomata Eugênio Vargas Garcia falará nesse post.

? O Ministro Eugênio Vargas Garcia, atual professor no IRBr, já fez parte da banca avaliadora e autor da Cronologia das Relações Internacionais do Brasil. A “Cronologia” é talvez a obra de consulta mais pragmática e que, portanto, deve fazer parte da biblioteca de qualquer candidato. Vale lembrar que a Cronologia, é a principal referência do prof. Eugênio para seu curso de História do Brasil, na Legato, cujo programa foi montado e estruturado em um formato interessante e diferente dos cursos tradicionais sobre a disciplina.

É o Prof. Eugênio Vargas Garcia que escreve hoje sobre o dilema: uso de cronologias x uso de obras analíticas no CACD.

Estruturamos este post assim:

Vamos ao post

1. Uso de cronologias no CACD

*por Eugênio Garcia

Embora cada um possa ter sua própria fórmula de sucesso, é sempre importante destacar que o TPS e a 3ª Fase são exames muito distintos, que exigem do candidato abordagens diferentes tanto na forma de estudar quanto no desempenho no dia da prova.

No primeiro caso, uma facilidade maior para assimilar grandes volumes de informação pode ser de muita utilidade, pois é da natureza do TPS a concisão em cada item e o julgamento “objetivo” de sentenças que podem estar certas ou erradas. Na fase discursiva, ao contrário, o candidato tem espaço para fazer comentários, emitir suas opiniões e contextualizar aquilo que aprendeu, a fim de demonstrar seus conhecimentos, sua capacidade de análise e sua maturidade intelectual, qualidades que a Banca costuma apreciar.

Evidentemente, o que será redigido na prova de 3ª Fase não surge do vácuo e precisa estar embasado nos dois pilares da arte/ciência de escrever a História: fatos e interpretação. Por mais ensaística que seja, não haverá interpretação digna de crédito se não estiver ancorada em matéria-prima factualmente correta e fora de dúvida do ponto de vista cronológico. Por isso se diz que, como uma vez observou Jean-Baptiste Duroselle…

…não há história sem fatos.

Isso não significa, em absoluto, qualquer ode à chamada histoire événementielle.

O historiador diligente, empenhado em seu ofício, não pode prescindir de um esforço interpretativo de alcance mais longo, voltado para os fundamentos, as causalidades e as forças que envolvem a ação dos múltiplos atores que participam do jogo internacional.

O candidato que souber conciliar o domínio da informação bruta com uma visão sofisticada do processo histórico certamente estará em melhores condições para fazer uma boa prova.

O problema, que aflige a todos os cacdistas, é a falta de tempo hábil para mergulhar profundamente em cada matéria no nível considerado “ideal” que, convenhamos, não é tarefa simples. Daí a necessidade de certo pragmatismo em todos os momentos: da escolha dos textos e livros a estudar até a maneira mais efetiva de responder às questões de forma rápida e eficaz.

Leituras de fundo são muito bem-vindas. Mas ao decidir ler uma obra analítica mais densa seja criterioso.

Vale se perguntar: esse texto vai contribuir para minha formação como futuro diplomata? Se o assunto tratado é muito específico, quais as chances reais de que realmente caia na prova? Em nenhuma hipótese, porém, deixe de lado o marco cronológico essencial que servirá de trampolim para voos mais altos.

Os cacdistas em sua grande maioria já conhecem a Cronologia das Relações Internacionais do Brasil, que veio a lume pela primeira vez no ano 2000.

A obra hoje se encontra na sua 3ª edição, que foi inteiramente revista, ampliada e atualizada até 2016 inclusive. Já tive a oportunidade de encontrar nos corredores do Itamaraty muitos jovens diplomatas que vieram me contar terem usado a Cronologia em sua preparação para o CACD.

As razões para tal receptividade também transparecem nas provas. Posso dar um exemplo concreto, extraído do TPS do ano passado. O item dizia o seguinte:

[row_fluid]

⚠️ Caiu no CACD 

(      ) No final da década de 40 do século XIX, foi adotada a doutrina de limites a ser seguida pelo Império a fim de proteger o status quo territorial, a qual estabelecia: o princípio do uti possidetis; a restrição da validade do Tratado de Santo Ildefonso aos casos em que não houvesse ocupação efetiva do território; a negociação bilateral; e o arbitramento em última instância[/row_fluid]

Agora vamos comparar o item com o que diz a Cronologia sobre a doutrina de limites no ano de 1849:

Ao assumir pela segunda vez a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros, Paulino José Soares de Souza substitui Pedro de Araújo Lima, marquês de Olinda, que era favorável à acomodação com a Argentina. O futuro visconde do Uruguai, que permanecerá no cargo até 1853, esboça uma “política americanista” que prevê, de um lado, medidas visando à preparação para eventual confronto com Rosas e, de outro, definição da doutrina de limites a ser seguida pelo Império para a defesa do status quo territorial: princípio do uti possidetis, não validade do Tratado de Santo Ildefonso de 1777 (só usado onde não houvesse ocupação efetiva), negociação bilateral e arbitramento em última instância. [grifos meus]

 

Qualquer similaridade terá sido mera coincidência ou de fato o item saiu da Cronologia praticamente ipsis litteris?

Cada um é livre para responder como quiser.

Tenho muito anos de trabalho na diplomacia e na área acadêmica, mas esta é a primeira vez que me envolvo mais diretamente na orientação de candidatos ao CACD. Atendi ao convite do Embaixador José Viegas, que tem uma proposta séria, comprometida com padrões de excelência. A Legato Cursos já começa forte, com uma equipe de professores experientes e ex-membros da Banca.

O TPS está próximo, mas tranquilidade é fundamental. Tenha um planejamento completo, cubra todos os pontos do Edital, continue lendo o Clipping e estude com quem sabe. Boa sorte e bons estudos!

2. Sobre o Legato

A Legato, curso preparatório dirigido pelo Embaixador José Viegas, antes ligado ao Vocação Diplomata, teve o mérito de reunir em sua equipe Embaixadores, Diplomatas e um corpo docente que já colabora com o IRBr, dando aula no Instituto Rio Branco ou figurando entre os avaliadores da banca avaliadora do concurso. Estamos deixando aqui alguns exemplos de alguns outros nomes bem familiares para quem estuda para o CACD e que fazem parte da equipe atual da Legato:

  • ? Embaixador Synesio Sampaio Goes, autor da obra Navegantes, Bandeirantes e Diplomatas [baixe gratuitamente aqui] que consta entre as leituras incontornáveis para qualquer CACDista. Synesio está à frente de um curso de aprofundamento voltado para a Formação do Território Brasileiro;

 

  • ? Prof. Antônio Barbosa: Professor do Departamento de História da UNB, ex-membro da banca de História do CACD. O Clipping tem um artigo bem aprofundado sobre a produção bibliográfica do Prof. Antônio Barbosa e sobre como ela foi base para questões de Terceira Fase do CACD. [ler artigo do Clipping sobre Antônio Barbosa aqui]  ;

 

  • ? Prof. Carlos Eduardo Vidigal, co-autor junto ao Prof. Francisco Doratioto, do História das Relações Internacionais do Brasil, uma obra recente mas já considerada por muitos professores e candidatos como a obra mais básica e fundamental para o estudo de PEB para o CACD.  [leia mais sobre obras indicadas na bibliografia oficiosa do CACD aqui]​;

Amigos! Nesses próximos dias postaremos mais artigos tão especializados como esse! Então para você que está se preparando para o grande dia da prova do CACD (que está chegando!), recomendamos que fique de olho nas próximas publicações!

Desejamos ótimos estudos para vocês e:

Keep Clipping!

Edital CACD 2018: Análise completa do edital para o concurso de diplomata

Edital CACD 2018

Saiu o Edital CACD 2018! Como já tradição, o Clipping fez a análise do Edital aqui no Blog destacando os principais pontos para facilitar sua vida

YouTube video

⚠️ Muita atenção:  Claro que a análise do Edital CACD 2018 do Clipping não substitui o Edital do CESPE, ok?!  Então, por favor, faça sua parte e leia o Edital  do CACD 2018 todo na íntegra

Ficou algo de fora? Há alguma imprecisão no post? Ajude a gente a aperfeiçoar o post deixando um comment ao final, ok?

A divisão do post ficou assim:

1. Vagas

2. Inscrições

3. Mudanças da Primeira Fase

4. Mudanças da Segunda Fase

5. Terceira Fase: calendário de provas

6. Inglês e Espanhol

7. Novos conteúdos

8. Conclusões

Vamos ao post sobre…

o Edital CACD 2018

1.  Vagas no Edital CACD 2018

26 vagas.

Isso significa que teremos 4 vagas a menos do que no ano anterior. O funil fica ligeiramente mais estreito, sobretudo se considerarmos que das 26 vagas, 19 são vagas para ampla concorrência, as demais ficam assim:

  • 2 reservadas a candidatos com deficiência
  • 5 reservadas a cotas racias.

2. Inscrições para o CACD 2018

Taxa de inscrição: R$ 230,00 reais.

Se não houve aumento das taxas de inscrição do CACD 2016 para o CACD 2017, fica a observação de que para o CACD 2018 houve aumento de 5 reais em relação à taxa cobrada no ano anterior, que era R$ 225,00 reais. Separem 5cinquim a mais aí ?

Notícia boa é que caso o valor pese em seu orçamento, é possível dar uma olhada no tópico sobre pedidos de isenção, lembrando que a isenção só é devida aos candidatos ao CACD que se enquadrarem nos termos no Decreto nº 6.593/2008.

Data de inscrição: 10 horas de 02 de julho de 2018 e as 18 horas de 16 de julho de 2018

Data de pagamento do boleto: A data para o pagamento da taxa de inscrição é 02 de Agosto de 2018.

Lembrete tradicional do Clipping: há sempre um ou dois CACDistas extremamente competitivos perdendo ou a data de inscrição ou a data do pagamento da taxa. Não seja um deles! Fique ligado nisso.

Fez inscrição e perdeu a data de pagamento é o mesmo de não ter feito inscrição. Atenção, pessoal!

3. Primeira fase do CACD 2018

Data do TPS (prova objetiva) : 26 de Agosto de 2018

Lembrando que nos termos do Edital CACD 2018, o CESPE diz que essa é a data mais “provável”, o que significa que é possível (embora seja extremamente improvável) que haja mudanças em relação a isso.

A primeira fase (antigamente chamada de TPS) é, como nos últimos anos,  apenas eliminatória. Ou seja: os pontinhos a mais que você fez sobre o concorrente não são computados no Resultado final.  Além disso, vale lembrar que, como nos últimos anos, não teremos questões de múltipla escolha. É tudo no C ou E! No melhor estilo CESPE: uma errada anula uma certa.

A distribuição das questões na prova objetiva:

Foi seguida à risca a distribuição de pontos entre as disciplinas que tivemos no Edital do CACD do ano passado. Fica aqui um quadro para a divisão das questões na prova…

Disciplina Número de questões CACD 2018 
Língua Portuguesa 10
História do Brasil 11
História Mundial 11
Política Internacional 12
Geografia 6
Língua Inglesa 9
Noções de Economia 8
Noções de Direito Interno e DIP 6

A lógica que tivemos no CACD anterior permanece válida para o CACD 2018, pessoal: as provas de Língua Portuguesa e Inglesa perdem peso na primeira fase. Em contrapartida, ganham peso Geografia, Economia e História do Brasil. Esta última merece um destaque. veja acima que a prova de História do Brasil praticamente dobra o seu peso. São mais 5 questões (ou seja mais 20 itens de História do Brasil).

O Clipping está considerando fazer vídeos de revisão focados em História do Brasil, você endossa essa ideia? Responda a essas perguntas para entendermos se faz sentido isso nesse momento.

Lembrete importante: acabam de ser comentadas na plataforma do Clipping todas as questões referentes a todos os TPS. No mês passado lançamos os TPS 2017 – 2008 com comentários. Acabam de ser comentados os TPS 2007-2003. Somando temos 2.538 questões comentadas dos CACD anteriores separados por tópico do Edital. Facilite sua vida nessa reta final e ➡️ tenha acesso a esse conteúdo pelo preço irrisório de 29,90 no plano anual ou 39.90 no plano mensal (você pode testar e se não agradar cancelar imediatamente sua assinatura).

Muita atenção nessa nova divisão de questões da prova de primeira fase.

A nota média feita pelos candidatos aprovados no CACD 2017 pode ser conferida neste infográfico sobre? desempenho dos aprovados em cada disciplinas no último CACD.

4. Segunda Fase: Prova escrita de Língua Portuguesa e Língua Inglesa

Datas:

  • Prova de Língua Portuguesa: 22 de setembro de 2018
  • Prova de Língua Inglesa: 23 de setembro de 2018

Para a Segunda Fase do CACD 2018 acaba a lógica dos “300 de Esparta”. Não mais passarão para a Segunda Fase, 300 candidatos, mas sim 260. Com isso podemos esperar um novo aperto no estreito funil.

Quantos pontos será necessário fazer para chegar à Segunda Fase?

Você pode ver a evolução do histórico da nota de corte do CACD aqui? e tirar por si só suas conclusões!

E com relação à distribuição de quantos candidatos seguirão para a Segunda Fase?

Ficou assim:

  • 195 pela concorrência geral
  • 52 candidatos negros 
  • 13 candidatos deficientes

Como será a Prova Escrita de Português? Nada novo no front. A Prova de Português seguirá a estrutura clássica que explicamos com muitos detalhes na nossa análise sobre como é a prova discursiva de Português para o CACD?

Como será a Prova Escrita de Inglês?

Ao que tudo indica não teremos mudança estrutural na prova de Inglês em relação ao ano de 2018, teremos:

  • Redação sobre tema geral, com extensão de 400 a 450 palavras (50 pontos)
  • Tradução de um texto do inglês para o português (20 pontos)
  • Versão de um texto do português para o inglês (15 pontos)
  • Elaboração de um resumo, em inglês, a partir de um texto escrito em Língua Inglesa (15 pontos)

Seguindo a boa novidade que o CACD anterior trouxe, a Prova de Inglês do CACD 2018 contará com mais transparência no que se refere aos critérios de correção.

Veja abaixo como fica a distribuição dos pontos:

edital cacd 2018 - critérios

Lembrando que, seguindo a lógica do ano anterior, que inovou em relação a CACD´s anteriores, os candidatos que pontuarem menos do que 50 na prova de Inglês estão automaticamente eliminados do CACD e não seguem para a Terceira Fase.

O prazo para a realização da prova de Língua Inglesa é de 5 horas (o mesmo tempo para a realização da prova de Língua Portuguesa).

5. Terceira fase do CACD 2018: maratona de provas abertas

O calendário da maratona de provas da 3ª fase segue naquele estilo “maratona” de 2 provas realizadas por dia.

Ficou tão espremido quanto o calendário do ano anterior. Veja:

CACD 2018: calendário Terceira Fase  Data
História do Brasil e Geografia 28 de Setembro (prova sexta-feira?)
Política Internacional e  Economia 29 de Setembro
Direito e Francês e Espanhol 30 de Setembro

No entanto, fica a observação curiosa de que o CESPE agrupou as matéria de forma diferente em relação ao CACD anterior, veja:

CACD 2017: calendário Terceira Fase Data
Política Internacional e História do Brasil 06 de Outubro
Geografia e Economia 07 de Outubro
Direito e Francês e Espanhol 08 de Outubro

Por que a mudança da ordem das disciplinas? Algum palpite? Deixe nos comments abaixo ao fim do blog.

6. Prova de Francês e Espanhol

As provas de Francês e Espanhol serão escritas (como foi no ano anterior) e valerão 50 pontos cada uma. Ambas tem a mesmíssima estrutura e partilham dos mesmos critérios de correção abaixo:

Resumo a partir de um texto escritos Total de 25 pontos
1. Capacidade de síntese e concisão 10 pontos
2. Correção gramatical e propriedade da linguagem 15 pontos
Versão a partir de um texto em Português Total de 25 Pontos
1. Fidelidade ao estilo do texto original 10 pontos
2. Correção gramatical e propriedade a linguagem 15 pontos

Não vamos entrar em muitos detalhes agora sobre a prova de línguas… Pelo momento, fica algumas notas gerais sobre como será a estrutura das provas. Mas fique ligado que é claro que o Clipping vai falar em detalhes sobre essas mudanças em um outro post.

Última fase: Prova oral

Brincadeira! Isso não existe, há décadas.

Mas se você tiver tempo e interesse em saber como eram as provas orais antigas e o CACD de antigamente, tem um post bem interessante no Blog mostrando como eram as provas antigas do CACD .

É uma leitura que pode levantar os ânimos de quem está começando agora e achando que o Edital CACD 2018 é intransponível. Com planejamento e aos poquinhos dá sim para vencer.

7. Novos contéudos e tendências cobradas pelo CESPE?

Ao que tudo indica, não tivemos algumas mudanças nos pontos cobrados. Mas o Clipping ainda está checando, ok?! Daqui a pouco damos um veredito final!

Bom, fato é que o Edital CACD 2018 saiu, o TPS já está aí marcado na sua agenda, está todo mundo feliz, confiante e assinando o Clipping nessa reta final!

Aconselhamos fortemente a quem não está assinando o Clipping que o faça o quanto antes por meio deste link 

Só no Clipping você encontra recursos para reta final extremamente estratégicos. Há muito conteúdo disponível que pode acelerar consideravelmente seus estudos nessa reta final de forma extremamente objetiva e pragmática.

  • ✅Resumos e + de 600 questões de atualidades: se você está atrasado em relação ao acompanhamento de atualidades basta ler os resumões e fazer os simulados que contam com mais de 600 questões inéditas e com gabarito comentado;
  • ✅ + de 2.000 Questões comentadas separadas por tópico do Edital: Temos todas as questões dos CACD’s anteriores com comentários próprios e mais confiáveis do que qualquer plataforma de questões.
  • ✅ Discursos Oficiais Esquematizados: Contendo de forma resumida e otimizada o posicionamento mais recente do governo brasileiro para todos os temas que constarão na prova.
  • ✅ Dados de Comércio Exterior: Selecionamos e organizamos todos os dados de comércio exterior que são relevantes para a prova de Política Internacional.

Além disso, tem muito outras features abaixo. É fortemente aconselhável que você faça um teste gratuito do nosso conteúdo por 7 dias aqui https://goo.gl/Tdwbcn

Uma última coisa…

Pode ser que novos Editais venham, posteriormente, a retificar este primeiro Edital CACD 2018 que saiu hoje, alterando datas ou acrescentando informações importantes. Isso é bem comum.

É muito importante ficar ligado no site do Cespe/Unb daqui para frente. Pode ser que encontremos no Edital um ponto novo sendo cobrado em alguma disciplina. (de verdade, ainda estamos checando e não queremos dar um diagnóstico apressado e errado!) Você pode ajudar o Clipping e conferir o edital do CACD 2018 na íntegra aqui

Tem alguma dúvida ou algum comment sobre o Edital do CACD 2018? Deixe aí abaixo que respondemos!

banner clipping cacd sobre o que tem no clipping

Como é a prova da Polícia Federal

como é a prova policia federal

Não é por um acaso que o concurso da Polícia Federal é um dos mais visados do Brasil! Salário alto, estabilidade e ação na medida certa. Assim, são muitas as pessoas que tem esse sonho de se tornar um policial federal. Porém, como diria Carlos Drummond de Andrade: “Tinha uma pedra no meio do caminho”. E às vezes essa pedra se chama “prova da polícia federal”.

Dissemos “às vezes”, porque para aqueles que se preparam, a prova da PF é justamente a garantia de um emprego na Polícia Federal. O artigo de hoje é exatamente sobre essa etapa tão importante do concurso da PF: a prova! O objetivo é te instruir sobre como é a prova e é claro, te dar algumas dicas de como ter um bom desempenho nela.

E para começar a falar da prova da PF, precisamos te alertar sobre a concorrência desse concurso…

Nível de concorrência das provas da PF

Se você já está decidido em se tornar um Policial Federal, com certeza já deve saber de algumas verdades sobre o concurso:

1 – O concurso da Polícia Federal é extremamente esperado;

2 – Os concorrentes de verdade são muito preparados e estão mergulhados nos estudos há muito tempo!

3 A concorrência é enorme mesmo.

Porém, se você ainda tiver dúvidas a respeito do alto nível de concorrência do concurso, dá só uma olhada nos números do concurso passado (2021):

Cargo

Inscritos

Vagas

Aprovados na 1ª Etapa*

Nota de Corte*

Agente

222.304

893

747

62

Delegado

27.657

123

135

68

Escrivão

53.486

400

531

70

Papiloscopista

17.567

84

107

45

Sentiram a concorrência?

Mas não se assuste com números. Veja que a relação entre inscritos e aprovados é enorme! Ou seja, quem está realmente preparado representa uma porcentagem muito pequena, então faça seus pequenos esforços todos os dias pra conseguir fazer parte do grupo de futuros servidores federais. O caminho é árduo, mas o resultado vem.

Etapas das provas da Polícia Federal

Percebeu que ali na tabela acima há um campo “Aprovados na 1º fase”? Pois bem, isso está lá porque todo o processo de seleção conta com 3 etapas: A Prova Objetiva, Prova Discursiva e o Teste de Aptidão Física (TAF).

Vamos agora falar sobre o básico que você precisa saber sobre cada uma dessas etapas.

1. Prova Objetiva da Polícia Federal:

Confira algumas características da prova objetiva da Polícia Federal:

  • Composta por 120 questões sendo peso 1 para cada uma;

  • A banca avaliadora é o CESPE;

  • Modalidade CERTO ou ERRADO, em que uma alternativa errada anulará uma alternativa certa;

  • Disciplinas cobradas na maioria dos cargos: Língua Portuguesa, Informática, Raciocínio Lógico, Noções de Administração, Noções de Direito Constitucional, Contabilidade Geral, Noções de Direito Penal e Processual Penal, Noções de Direito Administrativo, Estatística e Legislação Especial.

Desse modo, vamos dar uma olhada em uma questão da última prova para agente da polícia federal para ver como a banca costuma cobrar os conhecimentos?

Acho que já deu para você entender o essencial da prova objetiva da PF, certo? Agora vamos falar um pouco da prova discursiva.

2. Prova Discursiva da Polícia Federal:

A quantidade de cada questão e o peso por cada uma delas variará de acordo com cada cargo publicado no edital. Por exemplo, para o cargo de Delegado, a última prova pediu para que o candidato respondesse 3 questões + 1 peça profissional. Cada uma tinha seu respectivo peso, que já estava contemplado no edital.

Vamos ver o exemplo de como foi a última prova dissertativa de Agente e também de Delegado?

AGENTE:

Veja que esta é uma prova que pede um conhecimento consideravelmente elevado de atualidades e também de temas históricos não tão recentes. Sendo assim, veja agora a diferença de cobrança da prova de Delegado:

Você conseguiu perceber, através da leitura cuidadosa, que esta questão cobra conhecimentos necessariamente jurídicos? Sim, né? Percebeu agora por que é importante estudar até rachar? Afinal, não é qualquer um que responde este tipo de questão; não só pelo que se cobra de conhecimento em Direito, mas também porque muitos candidatos não estão acostumados com o hábito de escrever. Nossa dica? Pratique!

E depois da prova discursiva, vem o tão temido Teste de Aptidão Física…

Teste de Aptidão Física da Polícia Federal (TAF)

Os candidatos aprovados para esta fase necessitam passar por um teste físico de aptidão. Portanto, não basta só ficar sentado estudando… todo mundo vai ter que suar a camisa.

De acordo com o edital de 2012, o exame de aptidão física “visa avaliar a capacidade do candidato para suportar, física e organicamente, as exigências da prática de atividades físicas a que será submetido durante o Curso de Formação Profissional, para desempenhar as tarefas típicas da categoria funcional”.

Desse modo, para passar no teste, você precisará realizar 4 teste:

  • Barra fixa
  • Impulsão horizontal
  • Corrida de 12 minutos
  • Natação

O candidato será considerado apto no exame de aptidão física se, submetido a todos os testes, obtiver o desempenho mínimo de 2 (dois) pontos em cada teste e o somatório mínimo de 12 (doze) pontos no conjunto dos testes.

Como eu deveria me preparar para isso?☝️

Separando um tempo do seu dia para os exercícios físicos. Afinal, além de ser ótimo pra vida e pro desenvolvimento dos seus estudos, saúde e etc, você já vai treinando dia após dia para chegar no teste e passar sem medo!

Algumas dicas sobre como se preparar para a prova da Polícia Federal

Estude por questões

Sua MISSÃO – se você ainda não fez isso – é tentar e conseguir fazer o máximo de questões possíveis e imagináveis da banca que costuma elaborar sua prova. No nosso caso, CESPE. Nessa toada, você tem a OBRIGAÇÃO de zerar todas as questões que já caíram nas provas da PF.

“Nossa, mas todas as que já caíram?”

Sim, amigos. Ouçam bem: se vocês têm lido os nossos e outros posts sobre o concurso da PF, é porque têm ímpeto de serem aprovados, só que não são só vocês. Afinal, a nação concurseira está aguardando este concurso com sangue nos olhos e não há espaço aqui para se falar de falta de motivação ou de esforço.

Desse modo, se você quer ter chances mínimas de passar neste concurso (e em qualquer outro concurso, já que todos são concorridos) você não pode ser mole. Querem passar em concurso que tem 600 candidatos por cada vaga? Então estudem, amigos, porque na PF o buraco é mais embaixo!

A maioria dos candidatos de longa data e também os iniciantes usam sites que tem um extenso banco de dados de questões de todos os cargos e bancas.

Assim, é imprescindível que você utilize esses mecanismos, pois mesmo que a maioria dos sites de bancas deixem as provas disponíveis para download, você pode acabar perdido com questões que não tem a resolução disponível.

Como estudar por questões para a PRF

O ideal é fazer o seguinte: faça o download de provas anteriores para imprimir. Essa prova impressa será usada para os seus dias de simulado.

Pois bem, imprima as provas e use-as para simular o dia da prova. Para os dias regulares de estudo, é ideal que você assine um destes sites que possuem banco de dados de questões porque ali há uma extensa comunidade de estudantes que tão gentilmente postam as resoluções de questões e há também as resoluções postadas por professores. Fora isso, a maioria destes sites também tem todas as provas anteriores disponíveis, cursos, vídeos, notícias sobre concursos e muito mais. Não estude sem isso!

Feito isso, monte seu caderno – físico ou digital – com seus principais erros.

Fazendo tantas questões você verá que a banca possui uma forma de perguntar as coisas e aos poucos você pegará o jeito. Desse modo, você vai ver que existem questões que sempre caem, questões que são mais fáceis e as que cobram um entendimento mais profundo. Muitos estudantes já começam a ler as questões e já sabem até o que vai ser perguntado.

Depois que você tiver um caderno de erros e também o caderno com questões que se repetem, consulte-os sempre para revisar. Assim, seu estudo estará sempre em dia.

Ah! E para você que quer se preparar, não para o concurso da Polícia Federal, mas sim para o concurso da PRF, o Clipping está com um plano de estudos completo que irá te ajudar a trilhar o melhor caminho rumo a aprovação! Então, não perca tempo e confira!

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Edital da Polícia Federal 2018: os 3 pontos principais de atenção!

Amigos do Clipping PF, o Edital saiu e com muita surpresa. Muita surpresa boa, mas muita surpresa que vai demandar dos candidatos jogo de cintura para se adaptar em tempo recorde às exigências da banca. As provas estão marcadas para 19 de Agosto. É um espaço curto que teremos para nos adaptarmos, mas vale lembrar que boa parte do sucesso no concurso depende do pragmatismo que vocês terão daqui para frente!

A ideia deste post não é destacar os 3 principais pontos mais controversos do Edital para o cargo de Agente.

Vejamos:

Vamos à análise!

1. Peso de cada disciplina dado pela banca:

A Divisão da prova objetiva para Agente da PF foi feita em 3 blocos, nos dando uma boa ideia de que disciplinas tem pesos mais significativos.

➡️ Bloco I é terá 60 questões distribuídas da seguinte forma:

  • Língua Portuguesa;
  • Noções de Direito Administrativo;
  • Noções de Direito Constitucional;
  • Noções de Direito Penal e Direito Processual Penal;
  • Legislação Especial;
  • Estatística;
  • Raciocínio Lógico;

➡️ Bloco II terá 36 questões que serão de:

  • Informática;

➡️ Bloco III é composto de 24 questões de:

  • Contabilidade Geral;

⚠️ O Balanço geral é que nada menos do que 50% da Prova Objetiva versará sobre Informática e Contabilidade.

Há notícias boas e pontos de atenção aqui:

a) Contabilidade:

Contabilidade a surpresa foi o peso e não exatamente o conteúdo cobrado, que está bem alinhado ao que os candidatos já vinham estudando. As Apostilas em PDF disponibilizadas pelo Clipping de Contabilidades estão extremamente completas e bem alinhadas com o que já cobra este Edital.

Portanto, quem já está se orientando por lá não terá muitas dificuldades de cobrir todos esses pontos exigidos. Também não haverá no que se refere à Contabilidade, dificuldades dos candidatos de praticar por questões comentadas para praticar, já que, para cada bloco de conteúdo há na plataforma 40 questões comentadas, o que somam 440 questões ao todo.

Fica aqui a Apostila 1 de Contabilidade como amostra https://goo.gl/Xjpyxa  

Vale lembrar que a serão ao todo um bloco de 11 apostilas com 40 questões comentadas associadas a cada uma delas e já temos da apostila 1 a 4. As demais serão disponibilizadas  por semana.

b) Informática:

Informática foi o vilão do Edital, sem dúvidas.

Com relação à Informática, a banca surpreende não só pelo peso incrível dado à disciplina (36 questões!) como também ao acréscimos significativos de tópicos em relação ao Edital anterior.

A notícia boa é que nada do que já foi estudado pelos candidatos que seguiam o plano de estudos do Clipping foi perdido. 80% do conteúdo do plano de estudo de Informática está alinhado ao que saiu no Edital. Nesse sentido, saiu na frente quem se adiantou e investiu em atacar o conteúdo por lá… Mas é verdade que teremos que incluir alguns pontos não previstos inicialmente, como Noções de mineração de dados, noções de Big Data. Adaptações serão feitas nas próximas semanas para cobrirmos esses pontos que ficaram faltando.

Para maiores detalhes baixa aqui gratuitamente o quadro comparativo do Edital de 2018:

2. Sobre prova discursiva: como ficou

A julgar pelo Edital, a prova discursiva para Agente, Escrivão e Papiloscopista seguirá exatamente o padrão do concursos anteriores da Polícia Federal.

 

 

 

Resumindo, não houve surpresas em relação ao cobrado na prova discursiva, que

  • Valerá 13 pontos.
  • Versará sobre texto dissertativo com 30 linhas com base em tema formulado pela banca;
  • Nota mínima de 6.5 pontos a ser atingida. (muito atenção aqui)

Para o cargo de Agente será corrigida a prova discursiva dos 540 primeiros colocados na prova objetiva. No entanto, fica o alerta de que a prova discursiva elimina o candidato que não obtiver a nota mínina de 6,5 pontos. E fica também o lembrete de que o nível geral de eliminação em provas discursivas é assustador.

E isso ocorre não só no concurso da PF, mas em concursos em geral. No caso do concurso recente da ABIN, nada menos do que 492 candidatos foram eliminados na prova discursiva. Isso significa que 47% dos candidatos não conseguiram a nota mínima na discursiva.

Ou seja: candidato que ficar mega bem na objetiva, mas não atingir o mínimo na discursiva estará eliminado.

Aconselhamos fortemente aos candidatos que de agora em adiante:

3. Atualidades?

Haverá ou não haverá atualidades na prova da PF? Veja o que diz o Prof. Daniel Coelho:

YouTube video

Esse é o ponto que é preciso esclarecer: assim como no último concurso da PF, a prova discursiva não falava expressamente que atualidades seria cobrado, mas foi o que aconteceu.

É altamente provável que o tema a ser cobrado pela banca verse sobre questões de atualidades com destaque em Segurança Pública.

É importante também entender o conteúdo tem um peso muito maior do que a parte gramatical em si nas provas da PF. Por essa razão, é altamente aconselhável que os candidatos mantenham uma dieta diária de atualidades e que façam todas as atividades propostas pelo Prof. Daniel Coelho.

O que achou do Edital? Deixe um comment abaixo!

Tudo sobre o concurso para Delegado da Polícia Federal

delegado policia federal

Fala pessoal do Clipping!

Hoje o post será específico para todas as pessoas interessadas no cargo de delegado da Polícia Federal! Se esse não é seu foco com o concurso da PF, sugerimos a você que confira nossos outros posts sobre o concurso da PF?. Já para você que tem o sonho de se tornar um delegado da Polícia Federal, se prepare! Porque esse post é especialmente para você!

Estamos deixando logo abaixo um menu para te ajudar a se orientar no post!

Salário dos delegados da Polícia Federal

Já de cara vamos falar do que mais costuma fazer brilhar os olhos dos candidatos: O salário! Achamos uma boa ideia falar primeiramente disso para também te dar aquela motivação extra ?. Pois bem, a remuneração inicial de um delegado da PF, amigas e amigos, é nada mais nada menos que R$ 23.692,42, alcançando R$ 30.936,91 no auge da carreira. Já está motivado? Você deveria estar. Confira com calma e de forma mais detalhada os salários no quadro abaixo:

? Cargo

? Classe

? Salário (em 2018)

 Salário (a partir de 2019)

Delegado de Polícia Federal

    Especial

R$ 29.604,70

R$ 30.936,91

    1ª Classe

R$ 26.647,60

R$ 27.846,74

     2ª Classe

R$ 23.252,07

R$ 24.298,42

     3ª Classe

R$ 22.672,48

R$ 23.692,74

O salário realmente é impressionante, mas é muito importante que você também fique ligado aos requisitos para ser merecedor desta remuneração.

Requisitos para ser um delegado da Polícia Federal

Como sabemos, primeiro você precisa ser aprovado no concurso para delegado da PF. Depois, precisa de toda aquela lista que já estamos acostumados (mais de 18 anos, obrigações políticas e eleitorais 100% em dia, etc) e curso superior EM DIREITO.

Não adianta ser aprovado e fazer a bobagem de não ler este pequeno detalhe no edital. Anote aí logo de uma vez e entenda que você precisa sim de um curso superior, mas ele precisa ser em DIREITO.

Mas só isso? Não. Você também vai precisar de mais três anos de prática jurídica. É importante lembrarmos que prática jurídica não se refere exclusivamente ao ofício de advogar. Isso significa que você pode contar como ano de prática o período em que você foi analista em um tribunal na área jurídica, por exemplo.

“Ai, Clipping, mas eu vi uma vez no jornal que tinha que ter mais de 1 metro e 85 de altura se fosse homem e também não podia ter tatuagem!”

Esses mitos já estão virando praticamente um clássico! E é claro que tratam-se de apenas boatos. Se abrir o último edital do concurso para delegado PF e examinar minuciosamente verá que não há nenhuma menção à altura.

Além de ser algo totalmente discriminatório, não há sentido em preterir candidatos pela altura, forma física etc. Isso, digamos, quem vai decidir é o TAF. (Mas primeiro você precisa passar na primeira fase, então não fique ansioso).  

“E quanto às tatuagens?”

Bom, não sei se vocês estão lembrados, mas em 2016 o STF se pronunciou a respeito do tema e decidiu que os órgãos públicos não poderiam proibir de participar ou eliminar candidatos que tivessem tatuagens no corpo, pois esta condição não desqualificaria o agente para o desempenho das funções.

Pela decisão da época, só poderá haver alguma restrição de contratação se o conteúdo da tatuagem violar “valores constitucionais”. Isso incluiria, por exemplo, incitação à violência, grave ameaça a outra pessoa, discriminação ou preconceito de raça e cor ou apologia da tortura e terrorismo.

Então se você tem só estrelinhas tatuadas, fique tranquila(o)!

Ok, já falamos quanto ganha um delegado da PF, qual o requisito pra entrar, mas não dissemos o que realmente um delegado faz…

Função dos delegados da Polícia Federal

Está aí a pergunta que não quer calar. E por quê? Porque esta profissão é extremamente dinâmica; um dia você pode estar digitando um inquérito no conforto do ar condicionado e no outro, estará na fronteira do Brasil com a Bolívia. Mas como não dá pra ficar nesse jogo de adivinhação, vamos ao que diz o último edital para o concurso de delegado da PF:

Atribuições

Instaurar e presidir procedimentos policiais de investigação, orientar e comandar a execução de investigações relacionadas com a prevenção e repressão de ilícitos penais, participar do planejamento de operações de segurança e investigações, supervisionar e executar missões de caráter sigiloso, participar da execução das medidas de segurança orgânica, bem como desempenhar outras atividades, semelhantes ou destinadas a apoiar o Órgão na consecução dos seus fins.

Só para reforçar o que foi dito logo no primeiro parágrafo deste tópico, veja o que consta a respeito da jornada de trabalho: quarenta horas semanais em regime de tempo integral e com dedicação exclusiva.

É responsabilidade nossa informar aos caros leitores algumas coisas:

  1. A PF é uma das provas mais esperadas do ano;
  2. Muitas pessoas já estão se preparando há muito tempo, então esta não é uma prova para aventureiros;
  3. Estudar para concursos é uma prova de resistência que exige de você o máximo de cuidado e paciência;
  4. Você vai ter que estudar;

Nosso objetivo em informar isso para vocês é para que não se iludam com o pensamento “Vou estudar depois que o edital sair”. Isso só vai fazer de você mais uma pessoa errante que se mata dia e noite pra ficar fora da lista de aprovados. Quer passar? Então tome a decisão, se ajeite, sente e estude.

Parte prática da função de delegado da Polícia Federal

Depois dessa sessão motivacional, vamos à parte prática. O que você deve fazer primordialmente? Primeiro: leia o edital da prova anterior. Para facilitar sua vida, deixamos aqui o link para o site onde você encontrará o edital do último concurso da Polícia Federal, que foi publicado em 2012, contou com 150 vagas e foi realizado pelo CESPE. Este link ?

E é nesse último ponto que reside o seu turning point: conhecer a banca. Agora que você já sabe qual é a banca – e isso vale para todos os concursos – você poderá direcionar seus estudos de forma a entender como as questões serão cobradas, afinal, o dia da prova não passa de um monte de questões enfileiradinhas em que você tem que colocar o “x” no lugar certo.

Nosso conselho? Baixe, imprima, leia, rabisque e pendure na sua parede o último edital.
Em seguida, pegue todo o conteúdo e tente esquematizá-lo em um excel ou entre na sua conta do Clipping. Se você é um assinante do Clipping, fica mais fácil: a gente já esquematizou o edital lá na plataforma para te poupar esse trabalho.

Feito isso, olhe bem todo o conteúdo e seja sincero consigo mesmo. Faça as seguintes perguntas?

  • O que eu sei mais?

  • Qual matéria eu nunca vi na vida?

  • E as minhas maiores dificuldades?

  • Quais matérias eu só preciso revisar com questões?

  • … e aquelas vão exigir que eu  “perca mais tempo”?

  • Quais matérias tem o maior número de questões na prova?

  • Estou preparado (a) para uma questão dissertativa?

Uma vez com as respostas para essas questões levantadas acima, você poderá elaborar um planejamento mais realista, pois poderá visualizar suas fraquezas e pontos fortes.

Se estiver a fim de dar uma turbinada em seus estudos, você também pode acessar nossa plataforma do Clipping. Lá tem edital esquematizado, simulados, cronogramas e uma comunidade de gente que estuda e se entende!

Estude para o Concurso da Polícia Federal

Última prova para delegado da Polícia Federal?

Bom, o certame foi realizado em 2013 e contou com duas provas: a objetiva e a dissertativa. A primeira – realizada no período da manhã – contou com 120 questões no estilo CERTO/ERRADO e a segunda contou com 3 questões dissertativas + 1 peça profissional. Vamos ver uma das questões?

prova-delegado-pf

Você conseguiu perceber, através da leitura cuidadosa, que esta questão cobra conhecimentos necessariamente jurídicos? Sim, né? Percebeu agora por que é importante estudar até rachar? Não é qualquer um que responde este tipo de questão; não só pelo que se cobra de conhecimento em Direito, mas também porque muitos candidatos não estão acostumados com o hábito de escrever. Nossa dica? Pratique!

E depois dessa fase… o que acontece se eu for aprovado?
Aí muitas coisas vão acontecer. Veja o que previa o último edital:

a) exame de habilidades e conhecimentos aferidos por meio de aplicação de prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório;

b) exame de habilidades e conhecimentos aferidos por meio de aplicação de prova discursiva, de caráter eliminatório e classificatório;

c) exame de aptidão física, de caráter unicamente eliminatório;

d) exame médico, de caráter unicamente eliminatório;

e) avaliação psicológica, de caráter unicamente eliminatório;

f) avaliação de títulos, de caráter unicamente classificatório;

g) prova oral, de caráter eliminatório e classificatório.  

Vamos explicar mais sobre o tópico C e o G, ok?

Como é o teste físico para delegado da Polícia Federal?

De acordo com o edital de 2012, o exame de aptidão física “visa avaliar a capacidade do candidato para suportar, física e organicamente, as exigências da prática de atividades físicas a que será submetido durante o Curso de Formação Profissional e para desempenhar as tarefas típicas da categoria funcional”.

Ok, agora vamos falar sobre o teste. Você fará 4 atividades:

  • Teste de barra fixa
  • Teste de impulsão horizontal
  • Teste de corrida de 12 minutos
  • Teste da natação

O candidato será considerado apto no exame de aptidão física se, submetido a todos os testes, obtiver o desempenho mínimo de 2 (dois) pontos em cada teste e o somatório mínimo de 12 (doze) pontos no conjunto dos testes.

Por isso, estamos deixando aqui um vídeo sobre como funciona o teste físico da Polícia Federal, para que você possa entender como será e assim se prepare da devida forma!

YouTube video

Prova oral para delegado da Polícia Federal?

A prova oral para delegado da PF valeu, em seu conjunto, em 2013, 16,00 pontos e versou sobre as matérias de Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito Constitucional e Direito Administrativo. Assim, foi realizada diante da presença de todos os membros da Banca Examinadora, no caso, o CESPE.

Veja este recorte do edital:

A arguição do candidato versará sobre conhecimento técnico acerca das matérias relacionadas aos temas sorteados, cumprindo à Banca Examinadora avaliar-lhe o domínio do conhecimento jurídico, a articulação do raciocínio, a capacidade de argumentação e o uso correto do vernáculo.

Ou seja, mais uma indicação de que a prova é eminentemente jurídica. Salientamos novamente a necessidade de você se esforçar nestes tópicos!

Vamos deixar aqui também, um vídeo incrível para se entender melhor como funciona a prova oral para candidados a delegado da PF. O vídeo é de um candidato que gravou toda a sua prova oral. Por isso, não deixe de assistir, você pode aprender muito com ele!

YouTube video

Concorrência do concurso para delegado da Polícia Federal

Por último, mas não menos importante: que tal falar um pouco de concorrência?

“Ai, Clipping, eu não quero saber… Além disso afetar meu psicológico, eu sigo a filosofia de que eu preciso só de uma vaga.”

Ótimo! Mas saber alguns pontos é ótimo para bolar sua estratégia com a concorrência.

Por exemplo… Você já chegou a olhar quais são os temas que os seus concorrentes mais erram lá nas estatísticas do qconcursos? Pois é, gente… Isso também faz parte dos estudos.

Vamos lá então:

  • Inscritos: 46.633
  • Vagas: 150
  • Candidatos por Vaga: 310,89

Conclusão

Bom, amigos, este post saiu bem informativo, não?
Aos poucos vamos mastigando mais informações e passando para vocês para que essa vida de concurseiro fique um pouco menos pesada.

Se você é novo e quer saber como começar a estudar para concursos

Estamos sempre postando conteúdos que falam sobre como estudar para concurso. Por isso, acesse nossa página, saiba mais sobre nosso trabalho e dê sua opinião por lá.

Que tal dar uma olhada no edital esquematizado, nos simulados, nos debates, no cronograma semanal…? Tem muita coisa boa por lá!

Além disso, desejamos força, foco, fé e muito, mas muito estudo! ??

Keep Clipping!

Saiu Portaria para CACD 2018 I Confira análise integral

Saiu Portaria do CACD 2018. E o timing não poderia ser melhor pois coincidiu exatamente com o lançamento das 2.070 Questões Comentadas dos CACD 2017-2007 que você tem acesso livremente na plataforma. Faça aqui agora a inscrição para ter acesso  ?

Falando agora da Portaria, fizemos essa análise abaixo. As mudanças não foram muitas em relação ao ano passado. Mas há pontos de atenção… Se você acha que esse post pode ajudar mais pessoas, por favor, ajude as informações abaixo a chegarem a mais pessoas, compartilhando com seus amigos clicando neste link ?

YouTube video

Vale lembrar que pelo momento saiu a Portaria que é bem resumida. No entanto, já podemos entender bem como será a estrutura do CACD 2018 por meio dela. Vejamos:

1. Vagas

Teremos 26 vagas!

Isso representa 4 vagas a menos do que o ano passado. Lembrando que a Portaria não menciona a distribuição das vagas das cotas raciais e das cotas reservadas a candidatos com deficiência. Aguardemos o Edital que deve sair nos próximos dias… Vale lembrar que no ano passado, com 30 vagas, tivemos exatamente:  

  • 2 vagas reservadas a candidatos com deficiência 
  • 6 vagas reservadas a cotas racias.

 

2. Prova objetiva (TPS)

A Prova Objetiva, também conhecida como TPS (teste de pré-seleção), como nos últimos concursos, será apenas eliminatória.

Mas Clipping, o que quer dizer isso?


Isso quer dizer que fica cada vez mais distante aquele tempo em que a nota do TPS era somada à nota final do concurso. Isso não ocorrerá no CACD 2018, como não ocorreu no CACD 2017. Após o TPS, todos os candidatos para as próximas etapas estarão nivelados. ?

Com relação à distribuição do número de questões na prova, é altamente provável que se mantenha o que tivemos em anos anteriores. É preciso checarmos como ficou no Edital a distribuição das questões, etc. Mas é provável que as linhas gerais do TPS sejam mantidas.

Aguardemos e vejamos como ficou a Segunda Etapa, de acordo com a Portaria…

 

 

3. Segunda Fase: Português e Inglês

Na mesma linha do CACD anterior, teremos esse ano uma Segunda Fase constituída de Prova Escrita de Português e também de Inglês! 

Em termos de estrutura, não devemos aguardar muitas surpresas.

Lembrando que a concentração das disciplinas Português e Inglês na segunda fase, que foi uma novidade no CACD anterior, trouxe mais transparência na medida em que os crítérios de correção da prova de Inglês foram detalhados no Edital. É provável que esses mesmos critérios sejam os critérios que veremos no Edital do CACD 2018.

 

4. Terceira fase do CACD 2018:  mudanças? 

Na estrutura da terceira fase, vale ressaltar que, como no ano anterior, voltamos definitivamente a ter uma prova de Política Internacional e outra de Geografia (em 2016 tivemos uma prova mista de PI+GEO). Ao que tudo indica teremos esse ano a prova específica de PI valendo 100 pontos e outra de Geografia valendo mais 100 pontos. O que isso significa? Como ano passado, podemos esperar um maior peso para atualidades. 

Falando em atualidades, nunca é demais lembrar no peso que essa dimensão da preparação tem para o pessoal que está se preparando de verdade para a prova. No CACD 2017, os assinantes do Clipping tiveram notas em média 20% maiores do que aqueles que não assinava o Clipping. [veja dados completos do Raio X CACD 2017 aqui ] 

itamaraty-cacd

[row_fluid] Em termos práticos, minha nota de Política Internacional dobrou depois de assinar o Clipping e fiquei muito satisfeita de ver que apenas uma horinha de leitura todos os dias teve um impacto tão grande na prova objetiva. [/row_fluid]
Marina Uyeda – Assinante do Clipping

 

5. Provas de Francês e Espanhol

Nenhuma surpresa em relação ao ano passado, amigos.

Parece que vai ficar para trás de vez aquele tempo em que Francês e Espanhol eram provas de múltipla escolha.

Francês e Espanhol fazerm parte da Terceira fase que é não só classificatórias como eliminatórias. Teremos nota mínima a ser atingida para a Terceira Fase como um todo, mas não há menção de notas mínimas a serem atingidas em Francês e em Espanhol, especificamente. Aguardemos o Edital!

Vale lembrar que o próprio Direitor do IRBr, José Estanilau, em entrevista ao Clipping sinalizou que línguas são e continuarão a ser prioridade no CACD. Foco nas línguas e na leitura diária da seção Línguas Estrangeiras do Clipping, ok?
 

 

6. Intervalo do Edital até as Provas

Lembra que há 2 anos as Portarias são lacradas com o temido artigo  7º , que finaliza dizendo que : "a data de realização da prova em relação à publicação do Edital será reduzido para x dias"? Então, tivemos artigo 7 novamente!

Esse ano ele está de volta, veja:

Art. 7º  O prazo de realização da primeira prova, com relação à data de publicação do Edital do Concurso, será reduzido para 45 (quarenta e cinco) dias, nos termos do artigo 18, § 2º, do Decreto nº 6.944/2009.

 

Isso significa que é o momento de acelerar e entrar no modo revisão, amigos. Fica a ressalva também que é altamente recomendável daqui para frente a leitura diária do Clipping. Não caia no erro de não estudar sistematicamente atualidades daqui para frente dando destaque a :

  • Clippings
  • Resumões de atualidades
  • Questões comentadas de atualidades (já são cerca de 600 inéditas)
  • Questões comentadas de TPS anteriores separadas por tópico do Edital (já são mais de 2.070 na plataforma)

Quem não assinou ainda, a hora é essa e as instruções estão abaixo:


 

Rumo ao Edital, amigos. Deixe um comentário abaixo e compartilhe o post com um amigo que vai fazer o CACD.

 

O desafio de ser uma CACDista iniciante | Depoimento de Deborah Salomão

É fato que gastamos boa parte do tempo na nossa juventude apenas sonhando com o futuro. Ser um(a) grande artista, um(a) grande empresário(a), e porque não o clássico sonho dos garotos brasileiros “ser um jogador de futebol”. Mas a verdade é que, com o desenrolar da vida, a maioria de nós acaba tomando rumos profissionais completamente diferente e, quando lembramos desses antigos sonhos, sentimos ser tarde demais. Quem nunca?

Apesar desse caso ser muito comum no nosso cotidiano, essa história que você está prestes a ler, é sobre alguém que percebeu que não era tarde demais. Alguém que hoje está correndo atrás desse tão honroso sonho de ser uma Diplomata.

Se você se identificou minimamente com essa história, separe alguns minutinhos e leia esse depoimento. Sem dúvidas será de grande apoio em sua empreitada como CACDista. Confira ?


O desafio de ser uma CACDista iniciante

*por Deborah

Me tornei uma CACDista no dia 26 de abril de 2018. É, eu sou nova por aqui e isso por si só já é assustador. Apesar de ser nova, a vontade de ser diplomata já me acompanha há mais de uma década. Deixe-me explicar melhor:

Onde tudo começou…

Quando eu ainda tinha uns 14 anos meu melhor amigo falou comigo sobre a diplomacia e logo me encantei. Nós dois tivemos o privilégio de estudar em um colégio bom (de bairro mesmo, mas bom) e de começar o cursinho de inglês com 12 anos.

Gostávamos de história, geografia, amávamos filosofia e éramos muito bons em idiomas. Além disso, nos achávamos portadores de um grande senso diplomático e poder de persuasão. Assim, sonhávamos com a diplomacia. Mas aos 14 anos isso era muito distante e nossa autopercepção era, seguramente, distorcida.

Aos 17 tive um namorado que também queria a diplomacia. Num primeiro momento o que nos uniu foi exatamente essa afinidade.

Ele me presenteou com um livro do diplomata americano que ficou sequestrado na tomada da embaixada da República Dominicana na Colômbia pelo M-19. Comecei a ler, mas não dei muita importância.

Confesso que na época as leituras do vestibular tiveram prioridade. Depois disso nos afastamos e a diplomacia também foi ficando mais longe.

O desencontro com a diplomacia…

Eu, que nunca tive dúvidas sobre o curso que mais me fascinava, cursei Direito. Meu amigo fez relações internacionais, mas logo se decepcionou com o curso e foi cursar publicidade e propaganda. Ele é extremamente criativo e o curso lhe caiu muito bem. A primeira prova do CACD que eu poderia ter feito era no dia seguinte ao meu baile de formatura, em dezembro de 2008. Não a fiz. Lembro-me de ter comentado isso com meu amigo durante o baile e o assunto diplomacia há muito não era objeto de nossas conversas. O direito acabou me levando por caminhos distantes do CACD, meu foco não era sequer direito público. Advoguei, fui para a Alemanha fazer mestrado e acabei ficando por lá para o doutorado.

O grande reencontro

Após 8 anos de vida acadêmica intensa, retornei ao Brasil no fim do ano passado e acabei reencontrando aquele meu antigo namorado. Durante a conversa, ele me incentivou dizendo:

“…bom, já que voltou e ainda não está trabalhando, porque não estuda para o CACD?”

A ideia me soou tão atraente quanto assustadora. Foi então que encontrei em minha estante aquele livro que ele havia me dado. Li e amei! Comecei a ler mais sobre o assunto, segui perfis de relações internacionais no Instagram, vi documentários interessantes como o do último ano de Obama no poder (totalmente focado para a diplomacia) e descobri que a vontade de ser diplomata nunca havia saído de mim.

O início da jornada

Foi numa festa de família fiquei sabendo por um acaso, até porque eu não tinha ainda dito para ninguém da família que estava pensando em tentar o concurso, que a namorada de um primo trabalha no Clipping e ela me deu as dicas para estudar com a plataforma.

Naquela semana, num ímpeto, imprimi a prova de 2017 e fui fazer, mesmo sem estudar. Queria conhecer a prova. Marquei todas as questões, sem nenhuma estratégia CESPE e é claro, o resultado foi desastroso. A prova me encheu de medos. Minha pior matéria foi história mundial. Chocante!

Português parecia uma língua estrangeira. As melhores foram inglês e Direito. A prova me deu uma sensação estranha: tenho a impressão de que não é impossível responder àquelas questões, mas ao mesmo tempo sinto que é impossível se preparar para tudo o que pode cair nas questões do TPS.

Neste dia que me tornei uma CACDista. Resolvi estudar de verdade, comprar livros, baixar os manuais do candidato, assinar o Clipping e até fiz um studygram chamado @embrevediplomata. A vontade era de montar um esquema de estudos e postar todos os dias o resumo de alguma matéria estudada. Isso durou pouco, tão pouco.

Os primeiros obstáculos

Superando obstaculos

Sem trabalho e ainda vivendo das economias que trouxe da Alemanha, eu precisava trabalhar. Trabalhei em alguns casos, dei palestras, fiz traduções. Tudo isso me tomava o tempo de estudo e, para uma pessoa que nunca estudou para concurso, o início é pesado.

Não tenho estratégia, não sei fazer questões CESPE e nem saberia o que estudar se não usasse a plataforma de estudos. Por outro lado, os outros CACDistas estudam há anos, parecem saber tudo sobre as relações exteriores do país e postam mapas mentais lindos, coloridos e completos no Instagram.

Muitas vezes me peguei pensando que não vale a pena estudar, já que não vou mesmo passar. Além disso, passar na primeira etapa é só um dos problemas: ainda tenho que aprender a fazer uma prova de segunda etapa e aprender francês do zero. Para quem acaba de chegar, o CACD parece mesmo inalcançável.

Vale dizer ainda que ambos meus incentivadores aqui mencionados já tentaram a prova uma vez; são mais inteligentes e sabem ainda mais do que eu. Mas sabemos que uma vez sem estudar, a chance de aprovação no CACD é nula.

Atualmente

Neste mês terei ainda menos tempo. Voltarei a advogar e isso me empolga bastante. Trabalharei em uma área que gosto muito e a melhor parte é que a internacionalidade não deixará de acompanhar meu trabalho.

Todavia, se eu quiser mesmo tentar o CACD, o estudo requererá de mim ainda mais a disciplina e a estratégia do que ainda não tenho. O estudo também desafiará o meu cansaço e infelizmente não poderá ser minha prioridade.

Apesar disso, por enquanto estou determinada a continuar estudando, nem que seja um pouquinho por dia, e a fazer a minha primeira prova neste ano de 2018.

Me sinto solitária como CACDista iniciante, já que não conheço pessoalmente ninguém que queira tentar. Não moro em Brasília e provavelmente, as pessoas que estudam para o CACD são 10 anos mais jovens que eu.

Sem contar que nas redes sociais os CACDistas parecem ser pessoas extremamente mais preparadas do que eu e com uma trajetória muito mais longa.

Ainda assim, tenho consciência de que, também estes, um dia tiveram que começar. Começar a estudar para um concurso deste porte é desafiador não apenas pela quantidade e complexidade das matérias, mas pela carga emocional que o desafio traz.

Se reconhecer no início de uma estrada que pode durar muitos anos e pode até mesmo não levar até o destino desejado requer coragem. Acredito que o desafio realmente só vale a pena com a convicção de que existe uma real vocação para a atividade diplomática em prol do Brasil. E antes que me perguntem: não, eu não acredito que uma pessoa possa apenas ter uma vocação e que só seja feliz nesta ou naquela profissão.

Porém a diplomacia precisa fazer parte do rol de vocações do CACDista. O CACD não é um concurso público comum. O conhecimento e discernimento cobrados diferem da matéria exigida em provas onde a vocação talvez possa pesar menos. Reconheço que desistir e seguir outros caminhos também são atos de coragem.

As vezes descobrimos no meio do caminho que não há vocação. Às vezes o caminho nos leva a outros lugares. Nestes casos, acredito que deixar a preparação para o CACD é também vencer. Eu, que acabo de começar, ainda convicta da minha vocação, desfruto da novidade e do prazer de aprender junto com o stress e a pressão de estudar.

Neste momento, em que tudo é tão recente, o conhecimento necessário parece inalcançável e o desfecho parece tão distante, o que mais faz o estudo para o CACD valer a pena, mesmo sem a segurança de um sucesso futuro, é a certeza de que estudar nunca é em vão!

* Deborah Salomão é nascida em Belo Horizonte. Graduada em Direito pelo Centro Universitário Newton Paiva e recebeu o título de mestre em Direito (LL.M.), summa cum laude, pela Philipps Univertät Marburg, na Alemanha, reconhecido pela UFMG. Apresentadora do Podcast do Podcast Última Instância, que você pode acompanhar por este link.

 

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Candidatos ao CACD: