ABIN: revelado o espião que escrevia livros que viraram filmes clássicos

ABIN

Está à espera do Edital da ABIN 2017? O Clipping e todos os ABINistas que assim o Clipping também! Enquanto o Edital da ABIN não vem vamos procurando um pouco de inspiração e motivação para estudar. Que tal falarmos um pouco desse universo fantástico que é o dos serviços de inteligência pelo mundo?

Aliás, você já leu nosso polêmicos post “Sou brasileiro e quero trabalhar na CIA, tem como? “. Foi uma comparação entre o processo seletivo da ABIN e da CIA. Se não leu #ficaadica.Mas o assunto de hoje não é ABIN nem CIA. É o MI6, o serviço secreto britânico, o órgão onde o James Bond, o garoto propaganda do Clipping trabalha. 

Mas por que o Clipping deu para falar de MI6 hoje?

Por que ninguém mais ninguém menos do que Friederick Forsyth, um conhecidíssimo escritor de romances policiais acaba de confessar ter trabalhado décadas para o MI6. Não era surpresa para muita gente. Afinal, a obra de Forsyth sempre foi caracterizada por grande realismo. São histórias que só mesmo quem tem uma booooooa noção dos bastidores dos serviços de inteligência poderia conceber. Mas agora que ele acaba de publicar sua autobiografia entitulada The Outsider é oficial.

Questionado pelo jornal britânico The Guardian, por que estaria o ex-agente britânico admitindo oficialmente sua atuação de décadas no MI6, Forsyth responde no auge da serenidade de seus 77 anos:

Não existe mais Alemanha Oriental, não existe mais União Soviética, não existe mais KGB. Qual é o problema?

Em entrevista á BBC, Forsyth vai além e admite que teve apoio e consultoria da MI6 para a publicação das suas obras:

Eu sempre tinha um número para o qual ligar! Nos almoços nos clubes eu perguntava para os colegas: assim está tudo bem? Então eles checavam com seus superiores e depois  diziam: “Ok, Freddie! Você pode usar isso”. Mas tinha  uma condição eles precisavam ler antes da publicação, para eventualmente vetarem  caso eu fosse longe demais!

The Outsider: a life in intrigue ainda não tem tradução para o Português e ainda será lançado esse mês de setembro. É uma pedida e tanto para quem precisa de um ânimo extra para encarar a espera pelo Edital da ABIN! #ficaadica

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Falando em espera do Edital da ABIN, vamos ver então os top 5 filmes baseados na obra desse ex-agente secreto?

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Confira aí

#1. O Chacal

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O filme O Chacal, com Bruce Willis, com certeza você que estuda para a ABIN já viu. Aliás, mesmo se você não estuda para a ABIN, já viu. Passa no Domingo Maior ou Tela Quente pelo menos uma vez por mês (você já viu, confessa!).

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Livro x filme: A sinopse do filme é bem diferente da do livro em que foi baseado. Para começar: se no filme Bruce Willis viaja os EUA planejando um atentado contra o Presidente, no livro O Dia do Chacal um matador de aluguel é contratado para matar o General francês Charles De Gaulle.

Adendo ao post: Fique-se registrado que O Chacal, com Bruce Willis, é um remake do “Dia do Chacal”, um filme anterior da década de 1970. Este, sim, era mais fiel ao livro. O Clipping agradece @João Gabriel pelo simpático lembrete feito nos comentários a este post <3

 

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#2 . Cães de guerra

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Filme clássico com Christophen Walken e Tom Berenger que conta a história de mercenários contratados para encontrar uma jazida de minério na África enquanto planejam a deposição de um presidente. Por que na África? Vale lembrar que a atuação de Forsyth no MI6 mais marcante foi justamente nesse continente, mais especificamente no conflito Nigéria x Biafra, contexto no qual Forsyth, então jornalsta cobrindo o conflito na década de 60,  foi chamado pelo MI6 a agir como infiltrado.

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Livro x filme: O Clipping não vai dar spoiler para você que estuda para a ABIN, mas tem muuuuuuita diferença do livro para o filme sobretudo no final. Só para ficar no básico os agentes no filme são americanos enquanto no livro são de serviços secretos são bem variados. Tem alemão, sul africano, britânico e até irlandês.

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#. 3 O dossiê Odessa

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Você ABIN – ista , já deu para perceber que as adaptações dos best-sellers desse ex-agente do MI6 são sempre clássicos, né?!

Então, no filme O dossiê Odessa, com John Voight (que interpretou o chefe do personagem Tom Cruise em  Missão Impossível), é um jornalista alemão que investiga o paradeiro de um ex-nazista e uma certa organização de ex-membros da extinta polícia nazista que supostamente comprara 7000 passaportes argentinos na tentativa de esconder ex-colaboradores do regime de Hitler.

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Livro x filme: Como todas as outras obras de Forstyth,  o filme não faz jus ao livro. No entanto, graças ao alcance do livro, que o ex-nazista Rochmann, conhecido como “Açougueiro de Riga” foi descoberto na vida real escondido em Buenos Aires. Imedatamete, Alemanha solicitou sua prisão e posterior extradição, no entanto o ex-membro da SS alemã fugiu para o Paraguai onde faleceu em 1977.

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#4. O Quarto protocolo

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Na noite do ano novo um ladrão descobre por acidente documentos secretos envolvendo planos para detonar uma bomba atômica próxima a uma base militar americana no Reino Unido. Nesse jogo de gato e rato, Michael Caine interpreta um agente britânico e Pierce Brosnan que ironicamente foi o penúltimo James Bond interpreta nesse filme um agente da KGB russa.

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filme x livro: Quando se faz uma adaptação de alguma obra envolvendo russos e agentes da KGB certos erros não tem como aparecer erros do tipo: militares russos usando boinas ao invés dos famosos chapeus de pêlo no inverno; ou então militares russos pilotando helicopteros modelos estadunidenses ou franceses em plena guerra fria. Coisas de Hollywood. Mas se você não é obcecado com reconstituição histórica é um bom filme de espionagem.

Ah, se você estuda para o CACD e está aqui lendo este post o “quarto protocolo” é um da série de 4 protocolos fictícios negociados secretamente às margens do Tratado de Naõ Proliferação de Armas Nucleares, de 1968.>>> Atenção: isso é ficção, ok?! <<<

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#5. ICON

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ICON foi  um dos últimos filmes de Patrick Swayze. Nessa trama, às vésperas das eleições na Rússia, uma epidemia se alastra e os britânicos estão curiosíssimos para saberem o que realmente está acontecendo então eles acabam tendo que recorre a um ex-agente americano que trabalhou infiltrado em Moscou na época da Guerra Fria.

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#. E aí, com estão os estudos para a ABIN?

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Já viu algum filme acima. Tem algum filme de espionagem favorito? Deixe aí um comentário que o Clipping não deixa ningué no vácuo>>>

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CACD: Clipping CACD esclarece uma polêmica sobre o Clipping TV

CACD

Você, assinante, já viu o destaque que demos hoje no Clipping TV? Atenção para esse aniversário que fizemos menção, ok? 3ª fase do CACD está aí e o tema é quente. Se não viu, corre lá para ver… #vaiquecai

Mas antes vamos esclarecer alguns pontos sobre o Clipping TV, sobretudo e a polêmica que vem gerando: por que só quem é assinante tem acesso ao conteúdo do Clipping TV? Comecemos pela polêmica então.

 

#. Por que o conteúdo do Clipping TV é exclusivo para assinantes do Clipping CACD?

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O Clipping produz 2 tipos de conteúdo:

  • o conteúdo gratuito, que você já acompanha aqui pelo Blog e que é aberto para assinantes e não assinantes
  • o conteúdo exclusivo a assinantes,que não fica aqui no Blog, e sim na área restrita da nossa plataforma do Clipping  (ainda não é assinante? >>> http://clippingcacd.com.br )

Muitos não-asssinantes vem nos escrevendo:

Mas Clipping, por que vocês não postam tudo o que rola no Clipiping TV no Blog? Não é justo disponibilizar só para assinantes

Entendemos a frustação de quem não assina o Clipping. Mas não seria justo que os assinantes disponibilizar a todos um conteúdo estratégico que eles pagam para ter acesso, concorda? Nesse sentido, o acesso completo ao Clipping TV é exclusivo a assinantes assim como o clipping nacional, o clipping internacional, o DOE e o SOE.

O que é exclusivo a assinantes é  acervo completo e organizado do Clipping TV.  (Ainda não assinou o Clipping >>> http://clippingcacd.com.br ) No entanto, os vídeos avulsos continuarão a ser postados para quem não é assinante como sempre ocorreu. Afinal, o Clipping não vai deixar nunca quem não é assinante totalmente #foradoar

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#. O que é o Clipping TV?

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Uma ferramenta nova do Clipping CACD em que tratamos de compilar os vídeos cujo conteúdo possa alavancar a produtividade dos membros e dar a eles vantagens sobre a concorrência. 

 

#. Vai ter Clipping TV para a ABIN OFCHAN?

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Sim, pretendemos ter uma seção específica para nossos membros ABINistas e OFCHANistas.

 

 

#. Como o Clipping CACD escolhe os vídeos que estarão no Clipping TV?

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O Clipping escolhe a dedo. A ideia não é fazer volume só para dizermos: temos muitos vídeos no Clipping TV.  Menos é mais! A ideia é disponibilizarmos apenas o que realmente vai dar ao assinante do Clipping uma vantagem significativa sobre a concorrência.

 

#. Todo dia tem vídeo no Clipping TV?

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Não necessariamente. Hoje tem e vale muito a pena ver! 

Como o Clipping explicou acima, menos é mais! A última coisa que o Clipping quer é soterrar os assinantes com conteúdo que ninguém vai ter tempo de consultar, assistir, ler, etc. Embora não haja vídeos diariamente. Pelo menos uma vez por semana há novidades no Clipping TV.

 

#. Sinto perder tempo assistindo vídeos longos enquanto poderia estar lendo outras coisas para o CACD. O que faço?

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O Clipping te entende perfeitamente. Não é todo mundo que curte estudar com suporte audio-visual para o CACD. Há candidatos ao CACD, à ABIN e a OFCHAN que são mais de ler de que de assistir vídeos. 

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Mas fato é que a mídia audio-visual é sim importante! Então, pensando no candidato desse perfil (que é a maioria de candidatos ao CACD), o Clipping CACD assiste todos os vídeos do Clipping TV e faz um roadmap deles. Uma espécie de resumo.

Tipo: No trecho 01:00- 02:30, o vídeo fala sobre X. No trecho 02:30-03:00, o vídeo fala sobre Y. E no trecho 03:00-05:00, o vídeo fala sobre Z.

Assim você não perde tempo com firulas e vai direto onde interessa. Há vídeos com 1 hora de duração, mas que o aproveitável para o CACD é só um trecho de 5 minutos que está lá no meio. O Clipping faz essa triagem para você não perder tempo. Com o Clipping é 100% foco na aprovação

 

#. Posso comentar um vídeo no Clipping TV? Tipo para deixar minhas opiniões?

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Claro, você é mais do que bem vindo a comentar os vídeos após assisti-los. Há um campo de comentários. Afinal, de repente você quer destacar um trecho que o Clipping não destacou e que pode ser importante para os demais colegas de CACD 

O Clipping TV conta com um espaço para interação entre os membros a respeito daquele vídeo. Use-o e agregue conhecimento à plataforma.

 

#.  Quais vídeos do Clipping TV você deve priorizar antes da prova de 3ª fase do CACD?

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O Clipping TV já conta com 15 vídeos para o CACD só cresce e vai crescer cada dia mais. Mas como a 3ª fase está aí vale a pena priorizar certos vídeos.

Quais?

Os vídeos  da série #desvendandoabanca em que o Clipping separa palestras de membros da banca e identifica o perdil de cada membro.

 

 E você já usa o Clipping TV? Em que ele pode melhorar? Deixa aí seu comment que o Clipping não deixa ninguém no vácuo>>>

 

CACD: 2ªetapa do CACD comentada

CACD

A 2ª etapa do CACD acaba de ocorrer. Já são águas passadas , certo?!

Mas então porque o Clipping CACD ainda está falando do passado da 2ª fase do CACD?

Por mais que se diga que não, é importante ter alguma ideia do que esperar na sua nota de 2ª etapa. Por quê? Porque, ainda que seja difícil mensurar o desempenho, é preciso identificar desde já para a 3ª etapa. Trocando em míudos: as perspectivas da 2ª etapa do CACD são ruins? Então é preciso focar muuuuuuuito nas matérias que te dão uma vantagem comparativa sobre os demais, como PI, Inglês, etc muito mais do que naquelas em que grande parte dos candidatos tem notas parecidas como HB e DIP no CACD. É preciso se antecipar e "tirar o atraso" no CACD.  Além disso, quem não gosta de especular um pouquinho sobre o desempenho no CACD?

Bom, assim sendo, fiquemos com a análise do Prof. Maurício Costa, do Diálogo Diplomático.

Curtiu? Veja aqui outras contribuições do Prof. Maurício Costa para o Blog do Clipping CACD:

  • Entrevista com o Prof. Maurício Costa: Leia aqui
  • Nota de corte projetada para o CACD 2015: Leia aqui 

 

 

#. A 2ª fase do CACD comentada.

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*por Maurício Costa


A surpresa da prova de ontem era esperada. Claro, não me refiro especificamente ao conhecimento de qual seria a surpresa, mas já era público, notório e mais do que esperado que a banca da segunda buscasse quebrar a estratégia de treinamento de redações e exercícios adestrados, óbvios, vazios de conteúdo e descomprometidos com qualquer nível de análise mais aprofundada. Essa intenção da banca já estava evidente nas provas de 2013 e 2014, nas quais o comando da redação exigia explicitamente que os candidatos emitissem opinião. Em 2015, mais uma vez, a prova teve comandos que não deixavam margem para dúvidas, a não ser que o candidato fizesse leitura desatenta e/ou interpretação extrapolada das questões.  Comentarei cada exercício.


#. Redação da 2ª fase do CACD 2015

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Comando da redação da 2ª fase do CACD: Tendo por fundamento as ideias do autor do texto acima, discuta o que é ser um diplomata brasileiro.


O primeiro ponto a ser destacado sobre o exercício de redação da 2ª fase do CACD é a necessidade de que o texto motivador fosse o fundamento da redação. Não se tratava de texto unicamente motivador. Não se tratava de um mero ponto de partida para a discussão. Ao exigir que o texto fosse o fundamento da redação do candidato, era estritamente necessário escolher pelo menos um dos aspectos discutidos pelo autor – por exemplo, a questão da adaptação ou a questão da perda de identidade – e desenvolvê-lo de forma aprofundada.  


O segundo ponto a ser destacado é a especificação da discussão sobre o que é ser um diplomata brasileiro. A especificação do comando é a chave para a interpretação daquilo que o candidato devia desenvolver: a identidade do diplomata brasileiro como profissional, em primeiro lugar, e como brasileiro, sem segundo lugar, considerando as especificidades da nossa projeção internacional e da nossa cultura em relação ao resto do mundo. Dessa perspectiva, resultam muitas derivações de análise e argumentação, com base nos mais diversos conceitos de literatura, cultura brasileira, relações internacionais e ciência política. O mais importante é que o candidato tenha conseguido comprometer-se com uma posição e tenha tido a capacidade de analisá-la com profundidade.


Algumas estratégias de desenvolvimento do tema, infelizmente, terão resultados abaixo do esperado. Vamos a elas:

 

  • a) Contextualizar historicamente, de forma desproporcional, a discussão sobre a o papel do diplomata. Este é um erro comum: o candidato procura demonstrar grande conhecimento sobre o tema, mas reserva uma parte muito pequena do seu texto para desenvolver o tema centra: o que é ser um diplomata brasileiro;
  • b) Ignorar o comando de que o texto motivador devia ser fundamento da redação. Outro erro muito comum, que resulta em redação que, embora discuta o tema proposto, o faz de forma tangencial;
  • c) Concentrar-se na argumentação óbvia ou previsível. Por exemplo, acredito que 80% dos candidatos concentraram sua argumentação nas funções de informar, negociar e representar, com alguma aplicação ao trabalho do diplomata brasileiro. Embora seja um argumento válido e aplicável ao tema, será excessivamente repetido e previsível, de forma e manter os textos que o utilizaram como fundamento na faixa de nota mediana dos aspectos macroestruturais, entre 14 e 16 pontos, a depender da qualidade da escrita;
  • d) Desenvolver o texto de forma narrativa e com períodos sem relação sintática de análise clara. Por exemplo, um texto que siga a estrutura de: afirmação moderada, sequência de exemplos, muda o parágrafo, afirmação moderada, sequência de exemplos;
  • e) Conclusões repetitivas. Este é o erro mais grave a ser cometido pelos candidatos. Em português, as conclusões que apenas repetem a argumentação ou parafraseiam a introdução são fracas e eliminam deixam o texto sem finalização da argumentação.

 

#. Exercício 1 da 2ª fase do CACD 2015

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Comando do exercício 1 da 2ª fase do CACD: A partir da leitura dos excertos de texto acima, discorra sobre o valor da "inspiração" e da "expiração" para o trabalho.


Claramente, o objetivo do comando era evitar qualquer tipo de resposta preparada para a 2ª fase do CACD. É possível que muitos candidatos tenham interpretado que se tratava de uma questão sobre o trabalho do escritor. Embora esta seja uma interpretação possível, em função dos textos motivadores, o comando refere-se somente a trabalho. Dessa forma, seria possível ter diferentes abordagens para a resposta sem medo. Infelizmente, parafraseando Mestre Yoda, "o medo da banca leva à raiva, a raiva leva ao ódio ao exercício, e o ódio ao exercício leva ao sem força (argumentativa). 


#. Exercício 2 da 2ª fase do CACD 2015

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Comando do exercício de 2ª fase do CACD: Comente a opção de Cecília Meireles de levar um dicionário para uma ilha deserta e aponte, na conclusão, justificando sua escolha, que livro levaria consigo, caso estivesse na mesma situação da autora.


Sem dúvida, esta foi a grande e esperada "surpresa" da prova de ontem. O tamanho da surpresa depende do tipo de treinamento realizado pelo candidato. Aqueles que foram treinados para argumentar, analisar e desenvolver raciocínio complexo tiveram, certamente, menos dificuldade. Aqueles que postaram em um treinamento de adestramento, sem nenhuma dúvida, tiveram mais dificuldade.


O comando foi completamente fechado, sem deixar margem para interpretações. Era preciso cumprir três etapas em até 150 palavras na 2ª fase do CACD:

  • a) comentar a opção de Clarice Lispector;
  • b) escolher a obre que você levaria para uma ilha deserta; e
  • c) justificar sua escolha. O descumprimento de qualquer uma dessas etapas certamente resultará em grande prejuízo à nota de conteúdo do candidato.

As tentativas de não opinar fracassarão, sem a menor margem para discutir o contrário.

Por fim, acredito que a prova da segunda fase do CACD 2015 possibilitará a seleção dos melhores escritores, ou, pelo menos, dos mais bem preparados para desenvolver raciocínio complexo. O número absoluto de reprovados deve aumentar mais do que a proporção de reprovações, mas, ainda assim teremos uma terceira fase muito competitiva, com um número elevado de candidatos preparados.


Boa sorte a todos os meus alunos e ex-alunos, em primeiro, lugar, e aos demais candidatos, em segundo lugar.

 

Untitled designpor Maurício Costa: Diplomata e cineasta, Maurício atualmente trabalha na pós-produção de seu primeiro documentário Era dos Gigantes, sobre os bastidores da diplomacia brasileira no governo Lula. Maurício, além de colaborar getilmente com o Clipping na projeção do corte,  Bloga em Diálogo Diplomático

 

 

E então, tendo em vista esses comentários do Prof.Maurício, como você acha que foi na 2ª fase do CACD? Deixe um comment que o Clipping não deixa ninguém no vácuo!

CACD: Prosseguir é preciso – Histórias do CACD

Guias de estudo para o CACD são incríveis. Mas quem dá as cartas no Histórias de CACDistas não são os aprovados, mas, você, CACDista. Conquistas, fracassos, sonhos, desilusão, avanços, recuos. Tudo isso faz parte da sua história, que merece, sim, ser ouvida.

O Clipping acredita que compartilhamento dessas histórias é não somente uma terapia para quem escreve mas também é  um aprendizado para quem as lê. Tem uma história de CACD para contar? Manda para o Clipping! Hoje ficamos com a trajetória do querido Bruno Novais, o moderador do SOS-Questões. Sabe como ele decidiu começar a estudar para o CACD? Conheça um pouco de sua história.

Depois da história do Bruno, você pode ler mais uma história de outro CACDista aqui.

Prosseguir é preciso: História do CACD

*por Bruno Novais

Decidi que estudaria para o CACD em 2008, ainda no quinto semestre da graduação de comunicação, na Universidade Federal da Bahia. Faltava um ano e meio para eu me formar e a dúvida terrível perturbava as minhas noites de sono: o que fazer após a formatura?

Eu era pesquisador de iniciação científica , especificamente na área de políticas culturais do Brasil. Havia trabalhado numa pesquisa que comparava as políticas culturais do México e do Brasil nos últimos anos. O olhar para as relações internacionais surgiu nesse momento.

Mas a dúvida persistia. Fazer graduação em direito para tentar concursos públicos? Tentar um mestrado acadêmico? Investir na área de produção cultural (minha habilitação de comunicação)?

Estas interrogações estavam presentes e motivaram uma busca no Google sobre concursos públicos para nível superior. E eis que encontro o CACD!

Minha alegria, neste dia, foi comparada ao momento em que vi meu nome na lista dos aprovados no vestibular. Encontrar um concurso que cobrava Português, Geografia, História do Brasil, História Mundial, Política Internacional, Direito e Economia (fiquei com medo dessa disciplina quando li o edital), Inglês (eu fazia curso na época) e espanhol ou francês.

Nesta época o candidato poderia optar por espanhol, francês, russo, mandarim ou alemão na quarta fase. Aí comecei a pesquisar sobre a carreira diplomática e fiquei fascinado! Pronto! Já sabia em que eu trabalharia: no Itamaraty!

Primeiros passos

Comecei a procurar bibliografia e decidi que faria curso de espanhol para poder participar do certame. Como eu não podia pagar o curso eu resolvi solicitar disciplina optativa de espanhol no Instituto de Letras da UFBA. Comecei, ademais, a fazer as leituras para o CACD.

E assim estava eu fichando:

  • Formação Econômica do Brasil, de Celso Furtado;
  • Casa-Grande e Senzala, de Gilberto Freyre;
  • Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda;
  • Esaú e Jacó, de Machado de Assis etc.

Nesse período, conversando com amigos da faculdade, descobri que tinha um colega de turma que estava se preparando para o CACD (hoje já é diplomata).

Ele explicou algumas coisas sobre o CACD, mas logo partiu para o Rio a fim de uma melhor preparação. Por minha parte, comecei a procurar comunidades no Orkut sobre diplomacia. E aqui eu já estava na preparação do projeto para o trabalho de conclusão de curso de graduação. Encontrei a extinta “Coisas da Diplomacia”, dentre outras.

Ao conversar com meu orientador de TCC, decidi fazer uma monografia sobre as relações internacionais do Ministério da Cultura do Brasil de 2003 a 2008, período de Gilberto Gil.

Para este trabalho, li Relações Internacionais: de Vargas a Lula, de Paulo Fagundes Vizentini, dentre vários outros artigos de autores consagrados: Amado Cervo, Clodoaldo Bueno, Paulo Roberto de Almeida, Cristina Pecequilo, Sombra Saraiva etc.

Como surgiu o desejo de ser diplomata

Fui me apaixonando pela área de política externa e consolidando meu desejo de ser diplomata. Após a formatura em janeiro de 2010, comecei a organizar os estudos.

O edital havia mudado e francês voltava a fazer parte – junto com espanhol – da prova da quarta fase. Eu morava em Salvador e optei por voltar para o interior do Estado, para a casa dos meus pais, a fim de dedicar-me exclusivamente ao CACD.

Foi aí que conheci por meio das redes sociais alguns amigos de concurso – alguns estão na batalha até hoje. Foi então criado o grupo Instituto Rio Branco no Facebook pelo Marcos Vaz. Ele então me convidou a fazer parte desse grupo, pois havia materiais disponíveis para download, debates, informações e cooperação entre interessados no CACD.

A vontade de fazer um cursinho era grande, mas as condições financeiras eram inexistentes. Com a cara e a coragem decidi que prosseguiria estudando por conta.

Ainda em 2010, percebi que precisava voltar para Salvador, leia-se UFBA, pois, lá eu poderia utilizar os livros indicados para o CACD e, por sua vez, muitos livros estavam disponíveis nos acervos das bibliotecas. Além disso, eu tinha um projeto de pesquisa em mente que juntava a “fome com a vontade de comer”: a diplomacia cultural do Brasil.

Elaborei o projeto e participei da seleção do mestrado (eu havia começado, no interior da Bahia, estudar francês sozinho com indicação de gramáticas e outras leituras, por parte de uma amiga minha que já era formada nesta língua). Aprovado, retornei para Salvador em 2011.

Ingenuidade de minha parte misturada ao senso de ética, precisei enfrentar um difícil trade-off: estudar para o CACD (quem já tem um tempo de preparação sabe que esta demanda horas e horas de estudos) ou fazer um bom curso de mestrado (mesmo sem conseguir bolsa).

A responsabilidade por ocupar uma vaga em universidade pública me fez optar pelo mestrado, sem deixar de estudar alguma coisa para o concurso, bem como ajudar na moderação do grupo Instituto Rio Branco no Facebook. Paralelo ao mestrado, fiz um curso de francês numa ONG que trabalhava com preço baixo.

Primeira tentativa

Tentei o CACD pela primeira vez em 2011 e fiquei muito triste em ver que o resultado refletia minha escolha pelo mestrado, naquele momento.

Mesmo assim, fiz um planejamento de estudos e decidi em 2012 eu passaria no concurso. Mas, as demandas pelo projeto de pesquisa e a dissertação foram mais urgentes – o que implicou no adiamento do projeto do concurso para 2013.

O que eu não esperava, contudo, é que a dissertação do mestrado fosse tão trabalhosa. Acabei por necessitar de mais um ano para terminá-la (quem me conhece, pode até lembrar quantas vezes eu reclamava do mestrado no chat do Facebook, rsrsrs).

Dia 18 de dezembro de 2013 defendi a dissertação. A nota foi excelente – alguma coisa precisava dar certo para mim, pelo menos. Depois isso, eu senti que havia tirado um peso das costas e que estava livre para retomar, com dedicação exclusiva, ao meu projeto de vida: estudar para o CACD. Refiz o plano de estudos (sou ótimo em planejar, mas tenho dificuldade em executar) e retomei pra valer os estudos. Já havia lido, relido e fichado o documento Meus Estudos para o CACD, do Bruno Rezende. Com a cara e a coragem eu prosseguia com a árdua tarefa de estudar, sem cursinho, para o CACD.

TPS

Ressalva: em agosto de 2013 eu fiz o TPS. Sabia que não tinha chance de passar, mas resolvi tentar a sorte. Engano. Depois daquela prova, não acredito em sorte no que concerne ao CACD. Tristeza imensa em não poder pagar os cursos, mas fiz da fraqueza a força para retomar os estudos. Quando saiu o resultado, fichei o Guia de Aprovação, do Guilherme Raicoski, e pensei: agora vou seguir no rumo certo!

Só que o TPS de 2014 ocorreu logo no primeiro semestre. Com vistas a não cometer o mesmo pecado de fazer a prova sabendo que não passaria, decidi por prosseguir estudando e tentar “pra valer” em 2015 – uma espécie de primeiro TPS com chance real de aprovação: ilusão?

Talvez. E assim, de dezembro de 2013 até o último TPS, eu realmente estudei exclusivamente para o CACD. Fichei vários livros, vários tópicos do edital. Estudei gramáticas dos quatro idiomas cobrados. Fichei Guias de Estudos. Respondi questões TPS por umas 3 vezes.

Respondi questões discursivas de provas anteriores. Li notícias. Respondi questões de outros concursos CESPE. E fiz um curso de Política Internacional com o Bruno Rezende pela internet – muito bom, por sinal! Vesti a camisa do CACD com a perspectiva de ser aprovado.

Infelizmente, não consegui passar no TPS, mas minha nota subiu bastante em relação ao TPS de 2013. Mesmo com a necessidade de trabalhar (leia-se: sustentar a minha pessoa), resolvi por prosseguir estudando para o CACD 2016. Pretendo terminar a produção de fichamentos, leituras, lições de gramática e trabalhar demais competências necessárias à aprovação.

Para isso, conto com a ajuda da Internet e dos grupos do Facebook, especialmente, o SOS Questões CACD-IRBr que ajudo a moderar, dentre outros. Tenho acesso ao Clipping CACD – ferramenta que auxilia bastante em minha preparação.

Enfim, mesmo diante das dificuldades, prossigo com o trabalho árduo de tentar realizar o meu sonho de ser diplomata. Afinal, como disse Euclides da Cunha, “o sertanejo é antes de tudo um forte”.

Desejo a todos os amigos e colegas, essa força euclidiana para retomar os estudos. Não é fácil passar no concurso mais difícil do Brasil, tampouco impossível. É preciso ter coragem para seguir em frente diante da incerteza da aprovação. Sucesso para todos e todas! Um abraço!

Tem uma história para compartilhar? Manda para o Clipping. Gostou da história do Bruno Novais? Deixe um comentário

CACD: O que rolou na 2ª fase do CACD?

CACD

30/08, 19:15hs: Acaba de acabar agora em diversas capitais do país a 2ª etapa do CACD. Os 300 espartanos convocados para a 2ª fase saem exauridos após uma batalha de 5 horas de prova. Mãos, mentes e munhequas doloridas. Falta força até para abrir o saquinho cinza do Cespe, tirar o celular lá de dentro e ligar para as respectivas caronas, que na verdade há muito já aguardam ansiosas à porta dos locais de prova. Começa agora  2ª fase da 2ª fase, em que o candidato  enfrenta  perguntas mais dificeis do que o próprio Cespe. As da família e amigos:

"E aí? foi bem? O que você estudou caiu? Que dia sai o resultado? Tava mais difícil que ano passado?".

Pós prova é um momento muito especial para quem fez a prova. Os nervos estão à flor da pele, os corações cheios de esperanças, a mente repleta de dúvidas. Alea jacta est! As sortes estão lançadas. O momento agora é de fazer aquilo que todo CACDista ama odiar: especular!  

Vamos sem mais delongas analisar o que rolou na 2ª fase do CACD e trocar uma ideia?

 

#. Dissertação da 2ª fase do CACD 2015

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#. Exercício 1 da 2ª fase do CACD 2015

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#. Exercício 2 da 2ª fase do CACD 2015

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E aí?!

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E aí?! Agora é a sua vez de dar sua opinião. O que você achou dessa segunda fase? Deixa um comment para o Clipping que o Clipping não deixa ninguém no vácuo!

CACD: #Bomba: Cespe divulga banca da 1ª fase do CACD

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#Bomba: Novidade quentíssima no CACD foi divulgada em primeira mão no DOU e replicada no nosso querido grupo IRBr no Face pelo nosso querido Victor Toniolo e alguns Blogs como o Histórias e Conversas Diplomáticas, do CACDista Daniel Sorato:

>>> Pela primeira vez na história desse país o Cespe divulgou a lista da composição da banca de 1ª etapa!!! <<<

E para a surpresa geral, aquela tese de que o Cespe se encarrega da elaboração do TPS e o MRE se encarrega da elaboração das fases posteriores caiu por terra.

Pelo menos no CACD 2015 uma série de figurinhas já carimbadas na banca de 2ª e 3ª fase foram identificados como responsáveis pelo TPS também. Veja com seus próprios olhos:

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Vejamos banca por banca da 1ª fase do CACD:

 

#. Banca de Português do TPS do CACD

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Felipe Fortuna, prof. de Linguagem Diplomática do Rio Branco e poeta já consagrado reconhecido pela crítica como um dos grandes nomes contemporâneos. Já consta há diversos anos como o elaborador à frente das provas de 2ª fase do CACD e chegou a ser mencionado pelo Clipping na nossa postagem sobre a 2ª fase, lembra? Convém conhecer um pouco mais sobre o Sr. Fortuna e sua obra nesse site aqui

Regina Maria Furquim também já é figurinha carimbada nas bancas de 2ª fase do CACD. Graduada em Língua Portuguesa pela Unb. Conheça-a melhor aqui  Atualmente é revisora de textos na Universidade de Brasília. Tem experiência na área de Linguística e atua principalmente em lexicografia e terminologia. Seria, portanto, de sua lavra as difíceis questões sobre composição de palavras por justaposição, parasíntese, etc? #mistério Aliás, embora essa divulgação da banca do TPS do CACD seja um avanço em termos de transparência bem que poderiam divulgar quem formulou que questão, né? Quem sabe dessa forma os gabaritos errados não fosse de uma vez por toda eliminados do concurso.

 

#. História do Brasil e História Mundial do TPS do CACD

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Para começar, algo que muito pouco se cogitava ficou claro aqui: a mesma banca que formula as questões de HB do TPS do CACD formulam as questões de HM do TPS do CACD. Seria um integrante da banca para cada disciplina?

Doratioto: Olha nosso homem do Prata aí no TPS. A prova de HB do TPS do CACD desse ano estava relativamente tranquila, certo? Bem diferente das questões que o Prof. Doratioto costuma mandar na 3ª fase. O Clipping tem um post antigo sobre o Doratioto, foi uma das nossas primeiras postagens, vale a pena conferir aqui

Antônio José Barbosa: Nome até agora novo para o Clipping. Não consta nos últimos anos como professor responsável pela banca de 3ª fase de HB do CACD. No entanto, o Prof. Antônio José Barbosa tem tudo para estar lá essa ano.

Será que a presença do Prof. Antônio é um sinal de que a composição clássica da banca de HB finalmente vai mudar no CACD 2015? Só vendo para crer.

Vale destacar que a tese da mestrado do Prof. Antônio é denominada "O Brasil e a questão cubana – Punta del Este". Não é por acaso que o Clipping já tinha inscrito sobre como Cuba é o tema mais cobrado na história de todo TPS do CACD. #valeapenalerdenovo aqui

E não é só isso, a tese do Prof. Antônio é "O parlamento e a PEB brasileira em 1961-1967".  

Resumo, fiquem de olho. A presença do Prof. Antônio coloca sim essa dúvida sobre se teremos ou não uma eventual renovação da banca de HB do CACD esse ano!

 

#. Banca de Inglês do TPS do CACD

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Ofal Fialho: O que se sabe é que Ofal Fialho é Prof. da Unb e sua especialidade são traduções. Compõe a banca, que é conhecida pelo seu rigor, há um bom tempo! Não e por acaso que as traduções são partes decisivas da prova de inglês do CACD e questões onde as notas variam muito de candidato para candidato. Vale a pena investir nos estudos!

 

#. Banca de Geografia do TPS do CACD

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Fernando Luiz Araújo Sobrinho: Sua produção acadêmica pode ser verificada aqui. Vale destacar que seu mestrado foi na Unb na área de urbanismo. E que pesquisas sobre o espaço urbano são uma predileção. Isso explica a questão sobre segregação urbana no TPS do CACD? É possível. #misterio

Everaldo Batista da Costa: Lembra daquelas vaaaaarias questões de TPS  passados sobre raízes do pensamento geográfico? Escola alemã? Ratzel? Kant? Humbolt?  Pois então, é altamente provável que tenham um dedo do Prof. Everaldo,da Unb. Afinal, uma de suas áreas de pesquisa é o pensamento geográfico. Conheça mais sobre ele aqui

 

#. Banda de Política Internacional do TPS do CACD

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Note que, se por um lado, é sim interessante conhecer as predileções da banca. Por outro lado, não dá para exagerar na importância desse "conhececer a banca". Veja que em PI, por exemplo, a trajetória acadêmica e profissional da banca em muito pouco contribui para a explicar por que tantas questões envolvendo comércio exterior caiu esse ano.

Tarcízio de Lima Ferreira Fernandes Costa: É Prof. no IRBr e diplomata de carreira. Já fez parte anteriormente de bancas de 3ª fase. Recentemente saiu no Clipping para os assinates na seção MRE as Redes Sociais como ele lecionou a disciplina Pensamento Diplomático Brasileiro no IRBr, curso que deu origem a um caderno de ensaios. (você já é assinante do Clipping né?! Ainda não>>> http://clippingcacd.com.br )

Antônio Jorge Ramalho: Já assumiu cargos como Assessor Estratégico da Presidência para a Defesa. Já fez parte da banca de PI de 3ª fase do CACD. Veja aqui 3 considerações recentes do Prof. Antônio Ramalho sobre Governança Global e fique ligado no #Desvendandoabanca no ClippingTV .

Youtube video

 Aliás, já é assinante do Clipping CACD e tem acesso ao conteúdo exclusivo do Clipping? Ainda não>>> http://clippingcacd.com.br )

 

#. Banca de Economia do TPS do CACD

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Roberto Boccacio Piscitelli: Nunca apareceu na 3ª fase até agora. Suae especialidade: Contabilidade Pública.

Aliás, o Prof. Roberto tem um livro em sua 13ª edição sobre Contabilidade Pública. Vale a pena para o CACD? O Clipping ainda não saberia dizer. Mas a questão definitivamente merece consideração, já que cada vez mais as questões sobre contas públicas estão mais polêmicas. Para quem quiser conferir o livro do Prof. Roberto, fica aqui o link.

Luiz Alberto D´Avilla: Também uma figura nova na banca. Vale destacar que suas especialidades são competição bancária e sistema monetário. Isso explicaria a ênfase em teoria da moeda em questões passadas no TPS? Difícil dizer. O Clipping no entanto te deixa com a lista de seus trabalhos mais antigos e recentes. Tire suas próprias conclusões aqui

 

#. Banca de Noções de Direito e Direito Internacional do TPS do CACD

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Mamede Said: Nunca apareceu na prova de 3ª etapa. É atual vice-diretor da Faculdade de Direito da UnB. Tem experiência na área de Direito Público, com ênfase em Direito Constitucional, Direito Administrativo e Direito Ambiental. Será que a polêmica questão do TPS do CACD sobre Direito Ambiental e soft law desse ano é dele? Saiba um pouco mais sobre ele aqui

Jorge Fontoura: Grande conhecido já nas bancas de 3ª fase do CACD. Definitivamente precisamos falar sobre mais detalhes sobre sua obra e trajetória profissional no ClippingTV. Por ora, vale mencionar que Jorge Fontoura é doutor em direito internacional pela Universidade de Parma, Itália, e pela Universidade de São Paulo. E já atuou como examinador da banca de 3ª fase além lecionar Direito da Integração no IRBr. Aliás, fica lembrança de Vitor Toniolo, que postou um comentário abaixo, no sentido de se trata de um tema em que realmente vale a pena investir.

 

#. Concluindo

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Ficam 2 conclusões:

  • Houve no CACD 2015 um significativo avanço no que se refere à transparência
  • Vários membros da banca de 3ª fase do CACD são, pelo menos esse ano, responsável pelo TPS do CACD

Ficam várias perguntas:

  • Essa banca do TPS tem sido a mesma banca de TPS passado?
  • Quem formulou quais questões?
  • Há uma relação direta entre o que a banca pede e sua obra?

Mas a pergunta que não quer calar:

  • Quem foi o responsável pela antiga questão do maioria do Senado do MDB da prova de História?

 

E você o que acha disso tudo? Deixe seu comment. O Clipping ia adorar>>>

 

Prova discursiva: Como é a segunda fase do concurso de diplomata (CACD)?

segunda etapa cacd

O próximo CACD já está aí: 1ª etapa (TPS) já é passado, agora é a 2ª fase do CACD que bate às portas. E também batem às portas do Clipping muitos email e inbox pedindo uma e outra dica para a 2ª fase.

“Ah, é claro que o Clipping ia escrever um post sobre a 2ª fase, certo?!”

Mais ou menos. O Clipping relutou muito sobre isso. Por quê? Por que a 2ª fase é de longe o tema mais polêmico do CACD. No entanto, por isso mesmo merece um post à parte!

Vamos falar um pouco mais sobre a 2ª fase do CACD?

Antes fica o convite para  para você assinar o Clipping aqui pelo link:

concurso publico diplomata

Dividimos o conteúdo assim:

1. Visã​o Geral da prova de segunda fase

2. Critérios macroestruturais

2.1 Apresentação / impressão geral do texto

2.2 Capacidade de argumentação

2.3 Capacidade de análise e reflexão

3. Critérios Microestruturais

4. A polêmica lista de palavras proibidas

5. Os dois paradigmas de preparação para a segunda fase

6. Ênfase em gramática x ênfase em argumentação

7. Que caminho escolher para se preparar para a segunda fase

8. O uso Clipping CACD na segunda fase

9. Idiossincrasias da banca

10. Redação dos Guias: devo me orientar por elas?

11. Professores e cursinhos para a segunda fase do CACD

12. Concluindo

Vamos por partes. Leia abaixo:

1. Visã​o Geral da prova de segunda fase do concurso de admissão à carreira de diplomata ( CACD )

Começando pelo básico, pelo óbvio, pelo que todo mundo já sabe ou deveria saber.

A prova de 2ª fase vale 100 pontos distribuídos da seguinte forma:

  • 1 redação sobre tema geral valendo 60 pontos com extensão de 600 a 650 palavras
  • 2 exercícios de interpretação, análise e comentário de textos valendo 20 pontos cada um e com extensão de 120 a 150 palavras

Clipping e se faltar ou sobrar palavras na minha redação/exercício?

Simples: para cada palavra sobrando ou faltando você é apenado em -0,20.

Vamos falar sério agora sobre os detalhes dos critérios de avaliação usados pela banca do Concurso de Diplomata (CACD)?

2. Critérios macroestruturais da prova de segunda fase do concurso de diplomata (CACD)

Então, o que são critérios macroestruturais?

São os critérios que avaliam a organização do texto e o desenvolvimento do tema. Em outras palavras são os critério referentes ao conteúdo, à argumentação.

Lembra que o Clipping disse acima que a redação vale 60 e cada exercício vale 20? Então, desses 60 pontos da redação, 30 vão para argumentação e dos 20 pontos dos exercícios, 10 vão para avaliar o conteúdo.

Por aí você já vê: 50% da prova é conteúdo e 50 % é gramática.  Mas e como fica a distribuição dessas 30 pontos de conteúdo?

Bem… Há 3 critérios macroestruturais com idêntico peso:

redação_cacd_discursiva_diplomata

Vamos a cada um deles?

2.1. Apresentação/Impressão geral do texto

Aqui é avaliado a parte formal do texto na prova de segunda fase: legibilidade, estilo e coerência.

Para quem ainda tem dúvida. Vamos deixar bem claro: capricho faz sim toda a diferença.

Ah, mas de que importa minha letra e minha organização, de que importa se seu rasuro ou não o texto?

Você já viu diplomata de barba mal feita? Unha suja? Sapato mal engraxado? Calça amarrotada ou esse tipo de coisa?

Tanto quanto o conteúdo, a forma tem uma importância fundamental para o Itamaraty. Nada mais justo do que avaliar pela organização do seu texto sua capacidade de externalizar uma forma à altura do conteúdo que é esperado de você tanto no CACD quanto na vida profissional futura.

redação_cacd_discursiva_diplomata

Nos Guias de estudo, como as redações estão todas digitadas, essa importância à forma como o texto está no papel não fica muito clara.  Mas que fique claro aqui e agora: 10 pontos são destinados para a apresentação do seu texto. Capriche, portanto, na apresentação.

2.2. Capacidade de argumentação

Avalia-se aqui sua capacidade de convencimento baseada no encadeamento lógico de argumentos bem fundamentados.

Por mais que se diga que não, é um critério altamente subjetivo.

O que é importante guardar é que a banca espera que você exponha uma tese e a defenda de maneira incisiva.

Prova de 2ª fase do CACD não é uma prova para se ficar “em cima do muro” ou naquilo de “equidistância pragmática” ou “ambiguidade construtiva”. Você deve deixar bem claro qual é sua tese e a defender com unhas e dentes. Sua conclusão deve exprimir uma posição forte, mas com elegância.

Seus argumentos devem ser fundamentos e logicamente encadeados. Deve haver uma progressão e fluidez conectando as ideias lançadas no texto. Organização e clareza das ideias conta muito aqui.

Ademais, é preciso escrever em uma linguagem extremamente clara e objetiva. Um dos aspectos avaliados na prova de 2ª fase do CACD é sua capacidade de síntese. Ou seja, sua capacidade de expor de forma concisa ideias complexas no curto espaço de 600-650 palavras.

Sim, 600-650 palavras é um espaço curto para expor uma ideia complexa. Dessa forma, manter a concisão na linguagem é fundamental. Se você está sentido que está “enchendo linguiça” na sua dissertação, há algo de errado. E a banca certamente achará isso também…

2.3. Capacidade de análise e reflexão

Avalia-se aqui sua capacidade de pensamento crítico e de inter-relacionar leituras prévias. Mas atenção: inter-relacionar leituras prévias não significa sair citando Deus e o mundo.

Aliás, muito cuidado com citações. Ao contrário do que muitos julgam, citações não costumam ser bem vistas pela banca, sobretudo se não se mostrarem pertinentes ao tema.

Além disso, foi-se o tempo em que citar conceitos clássicos do pensamento social brasileiro como os do Sérgio Buarque de Holanda, Raymundo Faoro, etc era cool.

Hoje em dia todo mundo sabe fazer faz isso. Acredite, isso dificilmente vai te render pontos de análise e reflexão.

Então, se for citar, fuja do óbvio. Mas o melhor mesmo é que você evite citar. A 2ª fase não é uma dissertação de mestrado em que tudo o que você disser precisa da chancela de um argumento de autoridade.

A capacidade de análise e reflexão que está sendo julgada na prova de 2ª fase do CACD é a sua e não a do autor que você está prestes a citar. Por mais que tudo o que sabemos vem de pensamentos de terceiros, você não precisa dar crédito a todo e qualquer autor mediantes citações na prova de 2ª fase do CACD. Embora seja mais do que justo dar crédito a ideias alheias mediante citações, há sempre o risco da banca de 2ª fase achar que você está se eximindo de emitir suas próprias ideias e se escondendo por trás de ideias alheias. Isso é péssimo!

A pior coisa que você pode fazer em termos de argumentação é uma dissertação que parece um retalho de citações. A 2ª fase do CACD é sobre emitir suas ideias e opiniões! De certa forma, a 2ª fase do CACD é sobre assumir riscos. Se a banca ficar com a impressão de que você está mais preocupado em repetir ideias alheias do que colocar as suas no papel, diga adeus a toda e qualquer chance de lograr alguns pontos a mais nos aspectos macroestruturais.

3. Critérios Microestruturais da prova de segunda fase do concurso de diplomata (CACD)

Critérios microestruturais é um outro nome para adequação à norma culta.

Se nos critérios macroestruturais a lógica é que você tem que ir para o ataque  para arrancar aqueles pontos das mãos da banca, com relação aos critérios microestruturais os pontos de gramática já estão todos na sua mão, quem vai se desdobrar para arrancar eles de você é a banca de 2ª fase do CACD. Em se tratando de gramática, portanto, o que você deve fazer é ficar na defesa.

Defenda-se bem, pois de parágrafo em parágrafo vão-se preciosos pontos. O nível de cobrança da banca com relação à gramática é irritantemente alto.

redação_cacd_discursiva_diplomata_3

A notícia boa é que na parte de gramática a banca de 2ª fase do CACD costuma ser bem receptiva a recursos:

Você já viu um espelho de 2ª fase do CACD?

diplomata_segunda_fase

Pelo espelho dá para ver aí quais são as marcações que a banca usa para te tirar pontos de gramática:

  • Concordância nominal ou verbal
  • Construção de período/ colocação de termos
  • Emprego de conectores
  • Emprego de modos e tempos verbais
  • Grafia/acentuação
  • Pontuação
  • Propriedade vocabular
  • Regência nominal ou verbal

Fique ligado!

O maior terror dos candidatos ao CACD é esse critério chamado “propriedade vocabular“. Ele avalia sua capacidade de usar as palavras certas em contextos certos. Há palavras que em alguns contextos não devem ser usadas pois ensejam penalizações. O exemplo mais clássico é o uso do através / por meio de:

diplomata_exemplo_prova_espelho

O porquê de poder usar “por meio de” e não “através” nesse contexto não vem ao caso.

O que o Clipping gostaria de ressaltar é que propriedade vocabular é o critério em que as idiossincrasias da banca se manifestam com mais força e é, portanto, o critério que mais penaliza o candidato do CACD que preferiu estudar por conta própria sem auxílio de professores especializados na 2 ª fase do CACD.

Decorre do critério de “propriedade vocabular” uma das maiores polêmicas entre professores e cursinhos preparatórios para a 2ª fase do CACD com relação à propriedade vocabular: a famigerada lista de palavras proibidas.

4. A polêmica lista de palavras proibidas no concurso de admissão à carreira de diplomata ( CACD )

Alguns professores, pragmaticamente, defendem que o aluno simplesmente deve evitar usar certas palavras que poderias em alguns casos gerar problemas de propriedade vocabular. Essa “proibição” deu origem à famosa lista de palavras proibidas que há um bom tempo circula entre os candidatos.

De acordo com essa lista, para facilitar a vida dos candidatos certas palavars deveriam ser evitadas e substituídas por outras na 2ª fase do CACD.

Só para ficar em alguns exemplos:

Palavra/expressão proibida Palavra/expressão substituta
utilizar fazer uso
no que tange no que concerne
cenário/ esfera âmbito / contexto
visão perspectiva/ concepção
perceber identificar

A lista de palavras proibidas é muuuuuuuuuito mais extensa do que a tabelinha acima sugere e cresce a cada ano junto com a polêmica em torno dela.

Outros professores e cursinhos, condenam o uso da lista de palavras proibidas na 2ª fase da CACD, sob o argumento de que esse suposto pragmatismo engessa o candidato, tornando difícil desenvolver ideias.

De acordo com os que condenam o uso da lista de palavras proibidas, o importante não é substituir automaticamente uma palavra por outra, mas compreender as relações semânticas para então se definir, caso a caso, se o uso está de acordo com as regras de propriedade vocabular ou não.

Essa disputa em torno da lista de palavras proibidas reflete, de certa forma, uma disputa em torno de 2 paradigmas distintos de preparação para a 2ª fase do CACD.

5. Os dois paradigmas de preparação para a segunda fase do concurso de admissão à carreira de diplomata ( CACD )

O Concurso da Diplomacia é rodeado de polêmicas. #Normal. Afinal, se há uma coisa difícil de encontrarmos é consenso entre professores quando o assunto é CACD. Em se tratando de preparação para a 2ª fase do CACD, pode-se dizer consendo é ainda mais difícil.

Há 2 paradigmas distintos de preparação para a 2ª fase: o paradigma “gramaticista” x paradigma “argumentista”. Gramaticista, argumentista: é possível que essas palavras não existam, mas o Clipping acabou se dando esse licença poética para explicar melhor esses 2 paradigmas.

Vamos deixar algumas coisas bem claro:

O Clipping não está aqui para fazer propaganda ou contra-propaganda de um ou de outro modelo. Acontece que em um post sobre a 2ª fase, não poderíamos deixar de fazer uma comparação entre esses 2 paradigmas. Por quê? Porque  eles apresentam os modelos mais consagrados de preparação para a  2ª fase e essa salutar rivalidade entre os modelos e seus defensores já é bem conhecida pelos candidatos ao CACD há um bom tempo.

Trocando em miúdos e em linhas gerais. O paradigma gramaticista privilegia a parte de gramática,o paradigma argumentista privilegia a parte de argumentação.

Por favor, o Clipping não está dizendo que o primeiro não dá atenção à argumentação e que o segundo não dá atenção à gramática. O Clipping está, sim, dizendo que há uma nítida ênfase de um e de outro por uma determinada face da avaliação.

De forma bem esquematizada, resumimos as principais diferenças entre os modelos.

Paradigma gramaticista Paradigma argumentista
ênfase em correção gramatical ênfase em argumentação
adoção da lista de palavras proibidas condenação da lista de palavras proibidas

Vamos ver em detalhes maior diferença entre os 2 paradigmas.

6. Ênfase em gramática x ênfase em argumentação

Dos 100 pontos atribuídos à prova de 2ª fase, 50% são referentes aos aspectos macroestuturais (argumentação) e 50% são referentes aos aspectos microestruturais gramática. Não é nem preciso dizer que um resultado na prova de 2ª fase ideal do CACD ideal é um resultado equilibrado, com boas notas de gramática e com boas notas de argumentação. Mas fato é que inevitavelmente os candidatos ao CACD  ou professores pendem ou para a gramática ou para a argumentação.

O argumento dos defensores do paradigma gramaticista é:

Dificilmente você conseguirá uma nota diferenciada nos critérios macroestruturais (argumentação). Por mais que se treine a argumentação, é complicado contar com notas boas nesse critério, pois é um critério altamente subjetivo. Por mais que você treine argumentação, na hora H a banca pode chegar e simplesmente não ir muito com a cara da sua tese e com a cara dos seus argumentos. Por outro lado, os critérios microestruturais são objetivos: ou seu texto está de acordo com a norma culta ou não está, independente da subjetividade da banca. Por esse motivo, a forma mais segura de assegurar uma boa nota é fazendo um redação impecável do ponto de vista da norma culta, já que fazendo sua parte na gramática, a banca não pode tirar pontos de você nesse quesito, ainda que não vá com a cara dos seus argumentos.

O argumentos dos defensores do paradigma argumentista é:

Quem foca muito em gramática acaba fazendo um texto padronizado, algo que a banca tem horror. Embora observância à norma culta seja importante, é preciso escrever sem se sentir engessado com uma preocupação exagerada com ortodoxias gramaticais e lista de palavras proibidas. Além disso, o que a banca espera do candidato é um texto original, algo “out of the box”. É  preciso ousar na tese e nos argumentos para diferenciar seu texto em relação aos demais. Essa é a única forma de ter uma nota que te garante uma vantagem sobre os concorrente. Embora seja, sim, importante observar as regras da norma culta, o que vai definir seu sucesso na 2ª fase, em grande medida, é a originalidade e sua capacidade de argumentação e reflexão na abordagem do texto.

Qual desses paradigmas está certo e qual desses está errado?

Não existe uma paradigma mais certo do que outro. São 2 perspectivas igualmente válidas. Entre os aprovados você encontra tanto partidários de um e de outro paradigma. A seu modo cada paradigma tem sua razão de ser.

Procede o argumento gramaticista de que é, sim, mais fácil garantir pontos em gramática do que em conteúdo. Por outro lado, procede o argumento argumentista de que a banca não gosta de ver redações padronizadas e de que baixa densidade argumentativa implica baixas notas.

Mas como saber qual é o mais adequado para você? Leia o próximo tópico…

7. Que caminho escolher para se preparar para a segunda fase do concurso de admissão à carreira de diplomata ( CACD )?

Que caminho escolher? Depende do lugar onde você se encontra e de onde pretende chegar.

espelhos_prova_discursiva_diplomata

É claro que se você está se preparando no longo prazo, o correto é desenvolver seu lado de gramática e seu lado de argumentação.

Para o curto prazono entanto, pragmatismo estilo Barão é fundamental.

Verdade seja dita. Há menos de um mês da prova, dificilmente você conseguirá lapidar a parte de argumentação o necessário para tirar uma nota diferenciada nos aspectos macroestruturais. Já leu o que diz o Guia de Estudos sobre a prova de 2ª fase do CACD? #ficaadica

Produto do complexo processo de domínio da língua escrita, no nível exigido pelo concurso, a redação deve revelar a maturidade intelectual do candidato. Este deverá demonstrar pensamento crítico, proveniente da capacidade de incorporar e inter-relacionar leituras prévias, sem afastar-se do tema proposto. (…) A aplicação de fórmulas prontas, fruto de adestramento precário e simplista, é enfaticamente desaconselhada e será penalizada.

O Clipping negritou tudo aquilo que realmente não dá para atingir no curto prazo: maturidade intelectual, pensamento crítico, capacidade de inter-relacionar leituras prévias.

A essa altura muitos candidatos devem estar com o mesmo dilema:

Poxa. E agora? Passei no TPS, mas não tem a mínima chance de eu conseguir fazer na 2ª etapa uma redação do nível de Guia de Estudos!

A boa notícia é que, ao contrário do que muitos pensam, as redações do Guia não são exatamente um padrão a se seguir na 2ª fase. Não se apavore, portanto, se você sente não estar no nível do Guia  (Por quê? Calma que falaremos sobre isso nos próximos tópicos).

Mas a essa altura do campeonato uma coisa é certa: se você é um candidato que está indo mal na parte de gramática, dá para você pegar alguns pontos com o treino no curto prazo. Dificilmente podemos dizer o mesmo com relação à parte de conteúdo.

Fica a lição do Prof. e diplomata Maurício Costa, já entrevistado pelo Clipping:


Não é mais suficiente alcançar a nota mínima ou ficar na média geral. Como menos de 80% de média, as chances de aprovação são muito reduzidas. Para fazer uma média tão alta, é preciso destacar-se. Para destacar-se, suas respostas precisam ir além do adestramento, que é basicamente o mesmo para todos os candidatos. Para ir além do adestramento, precisa-se de densidade de conhecimento

O que fazer então no curto prazo?

  • Ah, não estou seguro com minha gramática!

#páratudo. Foque todos os seus esforços em fazer uma redação 100% correta gramaticalmente. Isso pode te garantir uma nota digna, mesmo com suas limitações na parte de conteúdo. Mas fique ciente do que disse o Prof. Maurício Costa: menos do que 80% reduz significativamente suas chances de aprovação.

  • Estou bem seguro com minha gramática, o que devo fazer?!

#ótimo. Sem descuidar da gramatica, estude os Guias e os espelhos com boas notas e, sobretudo,  busque orientações dos professores com relação a estratégias de análise e argumentação. Isso pode te valer alguns pontos. Mas, ressaltemos uma vez mais: é bem complicado tirar uma nota acima da média em argumentação, sobretudo sem densidade de conhecimento.

E para investir em argumentação, vale a pena ter em mente o decálogo do Prof. Maurício Costa, adepto ferrenho do paradigma argumentista:

  1. Inicie seu texto tratando diretamente do tema proposto;
  2. É melhor argumentar algo óbvio do que não argumentar;
  3. Não tenha medo e fazer juízos de valor;
  4. Contextualize menos e discuta mais;
  5. Compare seu argumento a outro similar (se usar citações, ela deverão compor a análise do argumento para não configurarem argumento de autoridade);
  6. Não faça afirmações temerárias sobre temas que desconhece;
  7. Não parafraseie o excerto apresentado nos exercícios;
  8. Quando a pergunta for específica, responda direta e especificamente.
  9. Use abundantemente estruturas analíticas: comparações, contraposições, concessões, explicações, relações de causa e efeito;
  10. Não importa qual seja o tema, não importa o que seja proposto, trata-se da prova de redação em língua portuguesa. O que se espera de você é clareza, objetividade, capacidade de argumentação e de análise e correção formal. Jamais trate a redação como uma questão de política internacional, por exemplo.

Agora vamos falar um pouco sobre como conseguir densidade de conhecimento? Vamos ver isso no próximo tópico.

8. O Clipping CACD na segunda fase do concurso de admissão à carreira de diplomata ( CACD )

“Ah , o Clipping aumenta bastante minha produtividade na 1ª e na 3ª fase, mas não tem nada para me ajudar na 2ª fase!”

É claro que o Clipping te ajuda e muito na 2ª fase.

Já ouviu falar do DOE, a compilação esquematizada de discursos oficiais? É a ferramenta por excelência para a 2ª fase.

A compilação de discursos do DOE possibilita que você se familiarize com a linguagem diplomática e incorpore uma série de argumentos fortíssimos para a 2ª fase do CACD. Por que isso é importante? O Douglas, aprovado no concurso passado, fala um pouco sobre isso aqui no video abaixo:

Você sabe quem encabeça a banca de 2ª fase do CACD?

É o Prof. Felipe Fortuna, que é nada menos do que Professor de Linguagem Diplomática no Instituto Rio Branco. Não é por acaso que desde 2010 as redações versam sobre tema de PI e diplomacia de forma geral. Atenção>>> Isso não que dizer que isso se repetirá esse ano!

Ademais, a leitura em massa dos Clippings que você fez (ou deveria ter feio) contribui bastante para densidade de conhecimento. Vale lembrar que se no Clipping nacional é mais pragmático em termos de conteúdo (sendo o ideal para o TPS), o Clipping Internacional está aí há um bom tempo com análises geopolíticas de ponta.

Então é só ler o Clipping e o DOE que eu vou bem na parte de argumentação? É claro que não!

Vale lembrar também que além do Clipping há várias outras leituras fundamentais para a 2ª fase. Tipo:

O “Leituras“, é o livro do momento para a 2ª fase. Ao passo que o “Baquete” há muito já não faz muito sucesso entre os candidatos ao CACD e entrou para o banco de reservas. O “Pensadores“, por sua vez, começa a ser descoberto por agora e vem com tudo.

Qual vale mais a pena? #pergunteoprofessor.

No mais, para quem ainda não é assinante do Clipping, #ficaadica:

9. Idiossincrasias da banca

O erro mais grave que você pode cometer é achar que você escrever bem e por isso vai se dar bem na prova de  2ª fase.

A prova de 2ª fase não tem nada a ver com escrever bem. A prova de 2ª fase tem a ver com escrever de uma determinada maneira. Que maneira? A maneira da banca!

Pense em todos aqueles autores cujas obras são sugeridas para o CACD: Machado de Assis, Graciliano Ramos, Rui Barbosa, Silviano Santiago, etc. É altamente provável que seriam sumariamente eliminados da 2ª fase do CACD. Eles escreverm bem? Claro! Mas, repetir nunca é demais: 2ª fase não tem nada a ver com escrever ou deixar de escrever bem.

“Ah, então vou dar uma olhada nos Guias de Estudo para conhecer o jeitão da banca, certo?!”

Errado! Você vai procurar ajuda especializada já! Há vários cursinhos e professores com experiência de décadas em preparação para a 2ª etapa do CACD. A vida dessas pessoas é desvendar a banca de 2ª fase do  CACD. Todo ano eles tem em média contato com 50 espelhos de candidatos que fazem a prova do CACD de 2ª fase, o que significa que, por baixo, já leram mais de 500 espelhos de candidatos ao CACD ao longo de sua trajetória profissional. Esses, sim, são os caras que conhecem o jeitão da banca. Eles sabem o que funciona e o que não funciona.

Não estamos dizendo que você vai ser eliminado não adotando os conselhos de quem prepara especificamente para a 2ª fase do CACD. É importante que você saiba que desconhecer as idiossincrasias da banca te coloca em nítida desvantagem em relação aos demais candidatos.

Por outro lado, é importante reconhecer que há sim precedentes de redações bem sucedidas que fizeram nada menos o contrário do que boa parte dos professores aconselha. Veja  a redação que consta no Guia de Estudos de 2010 >>>

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O que esse candidato fez é de colocar de cabelo em pé qualquer professor de 2ª fase. Você que já teve algumas aulas de 2ª etapa para o CACD já deve ter percebido como o candidato da redação acima simplesmente chutou o pau da barraca. Esse é o tipo de redação que optou deliberadamente pela Doutrina Sinatra e, tal qual o Gorbatchev, foi na onda do “I did it my way”.

Para a 2ª fase, o que se chama  Doutrina Sinatra é, sim, escolha legítima, mas altamente arriscada. Você que se sente atraído pelo “I did it my way” deve estar ciente dos riscos. 

 10. Redação dos Guias: devo me orientar por elas?

As redações dos Guias do CACD são aquelas que obtiveram as melhores notas. Então eu tenho que me orientar por elas, certo?!

Então, é uma pergunta bem capciosa.

As redações dos Guias realmente tiveram as melhores notas e são incríveis. Mas são um ponto muuuuuito fora da curva (o exemplo do tópico anterior comprova isso).

Se você estiver buscando um padrão para saber o que a banca do CACD espera de você na 2ª fase por meio dos Guias e topar com aquele exemplo que acabamos de dar no tópico anterior, o que acharia? Provavelmente que a banca endossa o uso de perguntas retórica, marcadores discursivos, 1ª pessoa! “Ledo engano” (para usar uma expressão cara a nosso querido Guilherme Bystronski, que aliás entrevistamos aqui )

Você deveria estar mais preocupado em fazer uma redação altamente eficiente do que uma redação brilhante e fora da curva (como as que estão estampadas no Guia). Redações altamente eficientes não necessariamente são aquelas que estão nos Guias. Há várias redações muito mais modestas em termos de argumentação que obtém notas tão boas quanto as das que estão no Guia.

Resumindo. A redação do Guia é um padrão, sim. Mas um padrão ainda mais eficiente pode ser deduzido, ao se analisar em conjunto várias redações que tiveram notas quase tão boas quanto a do Guia.

O problema? Sair por aí pedindo espelhos de colegas já aprovados.

A solução: há cursinhos e professores que oferecem aulas focadas em análises de espelhos. É uma estratégia muito mais rica para deduzir as idiossincrasias da banca do que a analise isolada das redações do Guia.

11. Professores e cursinhos para a segunda fase do CACD

Falando em cursinhos e professores para a 2ª fase do CACD…

Vale a pena fazer a preparação para a 2ª fase do CACD no cursinho ou com professores particulares?

Essa é outro pergunta bem capciosa!

Curiosamente, em se tratando da 2ª fase do CACD há uma grande opção de professores particulares espalhados por aí, além daqueles professores que já atuam nos cursinhos. No entanto, muitos candidatos ao CACD, por desconhecimento,  sentem uma certa insegurança de apostar todas as fichas nas mãos de professores particulares e preferem investir na preparação com os cursinhos.

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Vale a pena lembrar que muito antes da emergência dos cursinhos no mercado de preparação para o CACD, já havia uma série de professores particulares voltados especificamente para a preparação para a prova de 2ª fase do CACD (o lendário João Daniel, chega a falar sobre isso, veja aqui).

São professores recomendadíssimos, com turmas disputadíssimas e com mais de uma década em especialização para o CACD e que podem, inclusive,  se dar ao luxo de escolher trabalhar apenas com alunos já em estágio avançado, como é o caso da Prof.ª Juliana Andrade, que aliás para nossa alegria já topou conceder uma entrevista para a gente. PS. não adianta muito contatá-la agora pois as turmas já estão cheias. Talvez um melhor momento para procurá-la seja após a 2ª fase.

Então, como saber se vale a pena ou não ir de professor particular?

Não há resposta fácil para isso. Cada professor tem seu estilo. Alguns professores, passam leituras teóricas de linguística textual, outros focam apenas na parte prática. Uns são mais gramaticistas, outros mais argumentistas. O importante é ter certeza de que o professor tem experiência comprovada na preparação para o CACD e de que o professor conhece bem o estilo da banca. Exigir menos do que isso é arriscado.

Tudo vale a pena se a alma (e a conta bancária) não é pequena.

É interessante estar disposto a testar-se com vários professores e cursinhos até achar um cuja metodologia seja mais adequada a seu estilo. Você pode vez ou outra cair em umas furadas, mas em algum lugar há um professor ou cursinho com o método certo para desenvolver melhor sua escrita. O seu santo pode bater mais com um do que com o de outro. #normal.

Há várias formas de se preparar para a 2ª fase do CACD. A única forma que não é aconselhável é preparar-se sem ajuda especializada no CACD

Falando nisso você teve uma experiência boa de preparação para a 2ª fase do CACD com um professor não tão conhecido e acha que seu trabalho merece ser divulgado? Mande um email para o Clipping que adoraríamos saber: contato@clippingcacd.com.br 

12. Despedindo e concluindo

Amigo do Clipping, esse post deu um bocado de trabalho. Por quê?

Por que a 2ª fase do CACD é um tema para lá de controverso. Há diversas perspectivas sobre a prova de 2ª etapa. O que está aqui é a perspectiva do Clipping, que só uma entre as várias existentes. Na dúvida, é aquela velha história #pergunteaoseuprofessor! Ele é quem é seu maior aliado nesse momento!

Quer conhecer melhor todas as fases do CACD? Fizemos um vídeo explicando todas elas. É só dar o play abaixo:

Youtube video

É sério! Esse post deu mesmo muito trabalho. Se você gostou, #spreadtheword. Dá um share ou deixe um comment. O Clipping iria adorar e como você já sabe: o Clipping não deixa ninguém no vácuo.

Vai cair Raciocínio Lógico na prova da ABIN?

O concurso da ABIN está quase aí… O Clipping recebe dezenas de carinhosos email por dia com a mesma questão:

O que o Edital da ABIN vai cobrar? 

É completamente compreensível a ansiedade dos queridos ABINistas assinantes do Clipping. Nada mais normal do que querer se antecipar ao Edital e querer saber com antecedência para começar um planejamento estratégico de estudos (você já começou a estudar, certo?)

Acontece que não o Clipping não tem bola de cristal ainda. Os Editais tanto da ABIN não podem ser considerados “Editais estáveis”, como o do Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD). Se os candidatos ao CACD podem ter  a tranquilidade que o mesmo conteúdo cobrado em um ano será cobrado em outro, o mesmo não é verdade para os candidatos da ABIN.

Vamos falar hoje sobre uma matéria que costuma cair> Raciocínio Lógico na ABIN

Antes disso um breve lembrete

Primeiro, lembrando que o Clipping está a todo vapor preparando os candidatos para a fase mais crítica do concurso, que é a parte de atualidades. Lembrando também que o app saiu, mas é exclusivo para assinantes. Quem não assinou o Clipping,

abin

Agora vamos ao que importa>

Vejamos como Raciocínio Lógico vem sendo cobrado no últimos anos:

Concurso Ano Raciocíno Lógico Link para Prova
OFCHAN 2006 não caiu
ABIN 2008 não caiu
OFCHAN 2008 5 questões Clique aqui
ABIN 2010 5 questões Clique aqui

Com o quadro acima, podemos dizer que, desde 2008, observamos um padrão que sugere a cobrança de Raciocínio Lógico tanto na ABIN quanto no concurso de OFCHAN.

Resumindo: Embora não possamos afirmar que VAI cair Raciocínio Lógico na ABIN, podemos sim dizer que é não só  possível como altamente provável que caia. Tanto é assim que boa parte dos cursinhos preparatórios vem oferecendo aulas de Raciocínio Lógico. O que isso significa? Isso significa que se você está brigando por uma vaga na ABIN você não vai ter como fugir de Raciocínio Lógico.

#. Raciocínio Lógico para quê?

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Ah, mas eu já tenho que decorar tanta coisa para passar em um concurso público. Por quê o Cespe a Carlos Chagas inventam de cobrar Raciocínio Lógico? Que diferença faz saber resolver questões do tipo “João é irmão de Maria, que é tia de Florisbela, que é sogra de Antônio, o que Antônio é de João”? para quem quer entrar para a ABIN? 

Toda. Para quem não leu nosso post sobre a ABIN ainda vamos repetir (leia agora aqui)

 ABIN não é concurso para ser o 007 brasileiro (Clipping CACD)

A rotina do agente da ABIN não é sair por aí dirigindo um Aston Martin, com uma licença para matar e paquerando nas horas vagas. Trabalhar com inteligência é identificar padrões escondidos em um emaranhado de informações muitas vezes incompletas e aparentemente desconexas.

Nesse sentido, Raciocínio Lógico tem tudo a ver com a atividade de inteligência. Vale lembrar que a parte de Raciocínio Lógico cobrada no Edital é só a ponta do iceberg de algo muito mais complexo e intrincado que é a “Intelligence Analysis”.

Aliás, para quem acha bobinhos os enunciados das questões de Raciocínio Lógico, vale a pena dar uma olhada em um dos maiores clássicos venerados pelos agentes de inteligência formados pela CIA desde a década de 1950, que é o “Psychology of Intelligence Analysis.”

Essa imagem foram tiradas de lá>>>

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Essa também é de lá>>>

abin-clipping-concurso

Embora não seja especificamente um livro sobre Raciocínio Lógico, é curioso como um livro dedicado a levar os agentes de inteligência da CIA a “pensar sobre como eles pensam” tragam exemplos tão banais quanto os enunciado das questões de raciocínio lógico.

Depois que você passar na ABIN você vai ter muito tempo para aprofundar sobre isso. O importante agora é 100% na prova.  No entanto, para quem é mais curioso e quiser dar uma folheada no Psychology of Intelligence Analysis, fica aqui um trecho gratuito.

Agora que explicamos o porquê Raciocínio Lógico é importante,  chega de firulas, o foco do Clipping é 100% na aprovação. Vamos para a parte prática da coisa.

#. Como estudar Raciocínio Lógico?

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Então. Os estudos de Raciocínio Lógico devem ser divididos em 2 fases:

1) Parte conceitual

Não dá para resolver questões de Raciocínio Lógico só na base do “bom-senso” e fazendo exercícios de assim de cara. É preciso conhecer algumas fórmulas e conceitos. Esteja você tentando ABIN ou OFCHAN, você primeiro tem que saber operar alguns conceitos básicos como “princípio da não contradição“, “calculos de combinação“, “tabela-verdade“, etc. Essa parte conceitual de Raciocínio Lógico é relativamente simples. E fique tranquilo: Raciocínio Lógico não envolve matemática pesada. Na verdade envolve muito pouco matemática… Mas, reiterando, é algo que não dá para acertar na base no “bom senso”, como muitos pensam.

Fica aí um exercício da prova de ABIN de 2010 para você sentir o drama>>>

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Algumas questoes de Raciocinio Logico da prova ABIN 2010

Viu que realmente é preciso saber um pouco operar conceitos (nesse caso de análise combinatória) para resolver?

Onde eu aprendo essa parte conceitual?

Bom, como já dissemos tanto em nosso post sobre a ABIN (leia aqui)  quanto sobre o concurso de OFCHAN (leia aqui), um cursinho ajuda e muuuuuuito. Mas nos tópicos abaixo falamos de que no caso de Raciocínio Lógico, há sim, salvação fora das salas de aulas dos cursinhos.

2) Muitos exercícios

Aí, sim, uma vez interiorizados os conceitos teóricos é fazer muuuuuuuuuuuuuuito exercício. Essa é a parte difícil. Tudo o que parecia muito tranquilo na teoria vai começar a parecer muito difícil. Muita calma nessa hora… Talvez mais do que qualquer outra matéria Raciocínio Lógico demanda muita resolução de exercícios tanto para o concurso da ABIN quanto para o de OFCHAN. Talvez demande muito mais do que qualquer outra matéria um tempo para o candidato interiorizar a “lógica” da matéria e pegar o jeito da coisa.

Onde eu pego exercícios para fazer?

Você já tem uma conta no Qconcursos, certo? Se ainda não tem faça agora uma conta e #partiuestudar

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>>>E se eu assinar o Clipping vou ter acesso a exercícios de Raciocínio Lógico?

Nas interações que rolam na rede social do Clipping você pode, sim, postar uma dúvida sobre Raciocínio Lógico e intimar os colegas da ABIN e do concurso de OFCHAN a responder. O Clipping não é só sobre atualidades. Tem discussões de altíssimo nível rolando por lá de Português, Inglês, Geografia, etc. Cabe aos assinantes criarem a cultura de explorar discussões sobre Raciocínio Lógico também. Afinal, os Editais da ABIN e do OFCHAN estão aí…

#. Quanto estudar Raciocínio Lógico

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Ah, só caiu 5 questões de Raciocínio Lógico na última prova da ABIN e do concurso de OFCHAN. Não vou estudar isso!

Não se sabote dessa forma. Como assim 5 questões é pouca coisa? Não é não!

Além disso, é aquela velha história de sempre. Grande parte dos candidatos acham que o concurso da ABIN e de OFCHAN é decidido sobre quem vai melhor na parte de Direito, Legislação Específica, etc. Não se iluda. Decorar lei seca todo candidato minimamente preparado decora. Não é isso que define quem é aprovado e quem não é… Aquela questãozinha batida do artigo 5º que você acertou todo mundo vai acertar: tenha certeza!

Atualidades, que é o grande foco do Clipping, te dá uma imensa vantagem comparativa sobre o concorrente! Raciocínio Lógico, em certa medida, também te dá esssa vantagem comparativa. Atenção, isso não é um momento jabá do Clipping. Isso é real!!! Pergunte em off a um colega que já fez a prova e não o que tirou ele do páreo e ele vai te dizer… Certamente não foi Direito!

Por favor, isso não quer dizer que, ao prestar ABIN ou OFCHAN,  você vai estudar só Atualidades e Geografia com o Clipping e  Raciocínio Lógico e se esquecer das outras, ok?

É claro que o maior número de questões é de Direito. Isso não significa, no entanto, que a maior vantagem comparativa da prova esteja nas questões de Direito! São coisas diferentes.

#. Onde estudar Raciocínio Lógico

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Bom… aí é aquela coisa: cursinho ajuda muuuuuuuuuuuito. Não só em Raciocínio Lógico, mas em tudo! Aliás, o Clipping ainda está devendo aquele post sobre os cursinhos indicados para a ABIN , neh?! Bom falaremos sim sobre isso… Por hora fica a mensagem: para quem está batalhando sério por uma vaga, o cursinho deve ser visto como investimento.

A notícia boa é: se há tópicos que realmente não dá para ver sem cursinho preparatório, como Legislação Específica da ABIN ou a prova de Inglês do concurso de OFCHAN, pode-se dizer que há muitos recursos para se estudar Raciocínio Lógico fora das salas de aula dos cursinhos. Há muitos vídeos no youtube completos sobre Raciocínio Lógico (alguns melhores do que outros), há boas apostilas bem resumidas sobre a matéria (algumas melhores do que outras), há o Qconcursos repleto de exercícios (muito top).

O que não há é desculpas para pegar firme e #partiuestudar

Gostou do post? Deixe um comentário abaixo que o Clipping não deixa ninguèm no vácuo>>>

O que rolou na formatura da Turma 2013-2015 do IRBr?

Hoje foi dia de cerimônia da formatura dos diplomatas. Assim como o dia de posse, é aquele dia de abrir o face e encontrar muitos rostos de colegas de estudo estampando a fanpage do MRE. É dia de sentir aquela inveja boa e se fantasiar ali no meio dos formandos ou dos aprovados em alguns anos.

Nosso querido membro moderador do SOS Questões e parceiro no hotsite Bruno Novais, não perdeu a chance de intimar o Clipping: 

"Escrevam uma postagem sobre isso! É um momento muito motivador para os candidatos."

E o Bruno está coberto de razão. Não poderíamos deixar passar batido essa ocasião por 2 motivos. Primeiro pois é, sim, muito motivador ver as fotos e entender como funciona esse rito de passagem. Segundo, muitos dos que formam hoje foram de alguma forma membros dessa comunidade CACDística. Todo mundo que tem um bom tempo de CACD tem um amigo ou um amigo de um amigo formando ou já formado no IRBr. 

Já que estamos focados na série #DesvendandoaBanca com o Clipping TV, por que não fazer um postagem #Desvendandoacerimoniadeformatura?

 

# A data

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As formaturas dos novos diplomatas coincide com a celebração do 20 de abril, Dia do Diplomata.

Ops, mas hoje não é 20 de Abril e teve formatura. E aí?!

Então, como a maior tradição do Itamaraty é o pragmatismo de "saber renovar-se", não necessariamente  a formatura deve ocorrer no 20 de Abril. O motivo? Questão de agenda ( provavelmente). Como é uma cerimônia que envolve presença de diversas autoridades, incluindo o Presidente, seria absolutamente "não-Barão" supor que o Dia do Diplomata fosse mandatoriamente celebrado todo dia 20 de Abril.

A Cerimônia de Formatura é marcada por uma série de discursos.

  • Presidente
  • Ministro das Relações Exteriores
  • Paraninfo da turma (um professor homenageado)
  • Orador da turma

Atenção. Os discursos de hoje não são apenas mais um discursos. O que se diz na formatura reveste-se de especial simbolismo em virtude da ocasião. Provavelmente, você CACDista, enquanto estudava PEB ou HB com certeza já deve ter se deparado com uma citação de um Chanceler feita na ocasião da formatura…

Uma frase em particular ecoou na Cerimônia de hoje:

Soberania significa submissão à vontade geral expressa nas urnas (Presidente Dilma)

O que a Presidente Dilma quis dizer? Será que veremos isso nos livros de História nas próximas décadas? Mistério…

Fato é que,se em diplomacia, as palavras nunca são só palavras, os discursos do Dia do Diplomata devem ser lidos e relidos com muita atenção. Aliás, para quem assina o Clipping eles já estão incorporados ao DOE. Desculpem o momento jabá, mas a 3ª fase está aí e nem todo mundo (assinantes do Clipping inclusive) conhece o potencial do DOE.

 

#. A turma e o homenageado

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Vamos falar sobre a turma que forma hoje? Olha ela aí:

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Foto:MRE

 

Localizou algum colega aí? Alguns aí na foto já até contribuiram escrevendo no Blog do Clipping. O tempo voa. Parece que foi ontem e já estão formando…

Essa é a Turma Paulo Kol (2013-2015). Mas que é Paulo Kol? 

A pergunta e legítima. Tanto que o próprio Orador João Lucas Ijino Santana afirma em seu discurso:

" Contrariando a tradição, a turma que hoje se forma, escolheu como patrono uma figura desconhecida do grande público" (Secretário João Lucas Ljino Santana)

Então, a escolha do nome é uma mais que devida homenagem ao professor José Paulo Tavares Kol, professor de inglês do IRBr, falecido recentemente, em 8 de Julho. O professor que leva o nome da turma não apenas contribuiu para a formação de gerações de diplomatas como também formava aspirante à carreira. Era um dos integrantes do tradicionalíssimo curso de inglês da Profª Sara Walker sediado em Brasília e não raro se manifestava nas redes socias esclarecendo dúvidas sobre o grau de proficiência exigido, etc. Uma nota de luto permanece no site do curso da Profª. Sara Walker, esclarecendo sobre a contribuição do professor Kol na formação dos diplomatas.

 As a teacher both at Sara Walker Special English Courses and at the Instituto Rio Branco, he demanded the highest standards from himself and those he taught. He was always sensitive and positive in the feedback he gave to his students and his colleagues. Everybody who studied and worked with him will remember him with deep affection and with gratitude for his human values and professional gifts.

Pelo currículo do Prof. Kol disponibilizado no site é possível conhecer um pouco mais da trajetória homenageado pelos formandos. 

 

#. Medalhas e prêmios 

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Outro destaque da cerimônia de formatura é a entrega da medalhas. 

O prêmio Lafayette de Carvalho de Silva foi dado aos Secretários Alexandre Piana Lemos e Felipe Neves Caetano Ribeiro, os dois primeiros colocados no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata,

O prêmio Rio Branco, concedido aos primeiros colocados no Curso de Formação do Instituto Rio Branco , ficou com Pedro Mariano Martins Pontes e Guilherme Rafael Raicoski. Vale lembrar que, generosamente, Guilherme Raicoski legou um depoimento-guia à comunidade do CACD em  2013. Como todo depoimento, vale muito a pena a leitura. O link é está aqui

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Secretario Guilherme Raicoski, recebendo das maos da Presidenta a medalha Rio Branco

 

#. O discurso do Orador da turma

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Outro destaque da cerimônia fica por conta do Orador, João Lucas Ijino Santana. Como o Clipping disse acima, tudo na cerimônia de formatura se reveste de um simbolismo especial.

E é especialmente simbólico o fato de que justamente no ano em que as cotas entraram para valer no CACD, a turma tenha escolhido como orador um colega que  em seu discurso não só dá ênfase especial à democratização do acesso à carreira como também assume com orgulho de ter feito parte do Programa de Ação Afirmativa do IRBr.

Youtube video

 

Vale a pena conferir esse discurso incrível do Secretário João Lucas Ljino Santana na íntegra. Mas como já virou tradição no Clipping TV (você que está assinando o Clipping está acompanhano, certo?), fazemos os destaque para quem está com o tempo curto.

3:00>>>4:15 Sobre o papel do Prof. Paulo Kol
4:15>>>5:45 Sobre democratização dos fóruns internacionais
5:45>>>7:30 Sobre o paraninfo Graça Lima
13:00>>>13:40 Sobre democratização do acesso à carreira
13:40>>>14:30 Sobre reformas na carreira

 

 

#. Mais sobre a Cerimônia de Formatura

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Há muito ainda a ser dito sobre esse rito de passagem que é a cerimônia de formatura. Mas se continuassemos esmiuçando todo o simbolismo e toda a tradição que envolvem as Cerimônias de Formatura acabariamos extendendo esse post além da conta e deixando de trabalhar no nosso próximo post (tema surpresa).

Além disso, para continuar falando sobre isso o Clipping deveria que copiar muita coisa de um livro muito interessante sobre isso. E se tem uma coisa que o Clipping não é é "copião"

Dessa forma, para quem quiser saber um pouco mais sobre os ritos do IRBr em geral. Fica a dica>>>

 

 

"O que é isso?" você deve estar se perguntando… Esse é o incrível trabalho de Cristina Patriota de Moura sobre o IRBR, é um livro bastante conhecido sobre a carreira diplomática. Você pode dar uma lida nos trechos gratuitamente disponibilizados acima. Gostando do que viu, vale a pena comprar aqui. Afinal, é uma daquelas leituras motivação que tanto precisamos nessa época de início do ciclo para o CACD 2016. 

Bom por hoje é só. Curtiu o post? Seja legal Deixa um comment ai que o Clipping iria adorar >>>