Série Diplomacia & Relações Internacionais: A Industrialização Brasileira

A industrialização brasileira teve início quase um século depois do processo europeu e, por isso, é considerada tardia: as potências da Europa tiveram sua revolução industrial no século XVII e, nesse período, o Brasil ainda vivia dentro de uma economia colonial, em outras palavras, numa economia pré-industrial. Assunto recorrente nas provas do CACD, o processo da industrialização brasileira é dividido em quatro fases. Logo é importante entender cada uma delas.

Índice

De forma geral, como se deu o processo da Industrialização Brasileira?

As duas primeiras fases do processo, que ocorreram entre os anos de 1500 e 1929, contemplam o período dos engenhos de açúcar e das primeiras manufaturas do país;

A terceira fase, iniciada em 1930 no governo de Getúlio Vargas, iniciou o processo de desenvolvimento da indústria no Brasil e se estabeleceu impulsionado pelo capital advindo da cafeicultura, principal atividade econômica do país no período anterior. Nesse período, o país passou por grandes mudanças econômicas, políticas e sociais. 

A quarta fase começou em seguida, em 1955, a partir das políticas nacional-desenvolvimentistas implantadas por Juscelino Kubitschek. Sob o slogan governamental “50 anos em 5” houve um crescimento exponencial da industrialização no país, que acontece até hoje.

As quatro fases da industrialização brasileira | resumo

Primeira fase: 1500-1808 (pré-industrial):

Até a chegada da família real portuguesa não havia indústrias no Brasil. Uma vez que o país era uma colônia de Portugal, todos os produtos industrializados existentes em território nacional eram advindos da metrópole.


A produção brasileira era totalmente artesanal, excluindo apenas os engenhos de açúcar, que tranformavam em produto a cana-de-açúcar, matéria-prima abundante no país. Tudo o que era produzido era embalado e distribuído nos mercados interno (bem restrito) e externo.

Em 1785, para evitar a concorrência com os produtos oriundos da capital e a fim de evitar a consolidação de uma certa autonomia financeira da colônia – que possibilitaria uma possível independência -, a Coroa Portuguesa publicou um alvará proibindo a instalação de indústrias, pequenas fábricas e manufaturas no Brasil, atrasando ainda mais o início da industrialização em território nacional.

Segunda fase: 1808 – 1929:

O segundo momento da industrialização brasileira ocorreu com a chegada da Corte Portuguesa no país. Naquele ano de 1808, o alvará que proibia a implantação de indústrias em território brasileiro foi revogado por D. João VI, ainda príncipe regente, visando “promover a riqueza nacional” do país. 

Então, as primeiras fábricas foram instaladas no Brasil: indústrias têxteis, minerais, alimentícias e de produtos de higiene, por não demandarem alto grau de tecnologia. Elas se localizavam principalmente na região sudeste, entre São Paulo e Rio de Janeiro, então capital do país, e nas proximidades de Salvador. 

Juntamente com a revogação da lei de 1785 ocorreu a abertura dos portos, dando fim ao Pacto Colonial e permitindo assim a importação de matéria-prima estrangeira, necessária para o abastecimento das fábricas e manufaturas que começavam a surgir. 

Com o intuito de incentivar ainda mais a produção e o desenvolvimento da indústria nacional, em 1828 foram adotadas medidas comerciais protecionistas, como a cobrança de impostos sobre produtos importados, com tarifas de 15% e 16%. Dessa forma, adquirir bens produzidos em território brasileiro teria um custo muito menor.

Ainda dentro da mesma política protecionista, em 1844 foi instaurada no Brasil a Lei Alves Branco: levando o nome do ministro da fazenda da época, Manuel Alves Branco, a nova tarifa imposta pelo governo estipulava que os produtos importados que não tivessem correspondentes nacionais seriam taxados em 30% sobre o valor do produto, e aqueles que tivessem concorrentes semelhantes ou iguais poderiam sofrer uma cobrança de até 60% a mais do valor da mercadoria.

Tais medidas, além de aumentarem a arrecadação do governo, incentivaram ainda mais o desenvolvimento de produtos nacionais e, consequentemente, o progresso do setor industrial brasileiro: os setores da indústria nacional que tinham condições de competir com os produtos importados expandiram-se ainda mais e tornaram-se interessantes não só aos olhos do mercado consumidor mas também  dos investidores da classe burguesa.

Apesar do crescimento da industrialização brasileira, nesse período a maior parte da receita do país era proveniente da produção agrícola, principalmente o café, maior produto de exportação brasileiro. 

Contudo, dois grandes eventos do início do século XX alteraram drasticamente a dinâmica econômica do Brasil e deram início à terceira fase da industrialização brasileira: a Primeira Guerra Mundial e a crise econômica de 1929.

Terceira fase: 1930-1955:

A Primeira Guerra Mundial e a grande recessão econômica de 1929 afetou diretamente a economia brasileira. A produção cafeeira, até então carro-chefe da economia nacional, sofreu uma queda substancial nos rendimentos advindos da exportação do produto.

Com a Crise do Café, os investimentos antes direcionados à produção agrícola foram transferidos para o setor industrial, principalmente para a compra e desenvolvimento de maquinários e para melhorias nos meios de transporte e portos no Brasil.

Amarcha em direção à industrialização brasileira teve Getúlio Vargas como um de seus principais personagens. Presidente da República a partir de 1930, foi o responsável por levar à frente a modernização industrial da sociedade brasileira.

O início da década de 30 ficou conhecido como o período de substituição de importações: aquilo que antes era importado passou a ser produzido por indústrias brasileiras, num movimento oriundo tanto do setor privado (representado principalmente por ex-cafeicultores) quanto pelo Estado brasileiro.

Além disso, houve grande investimento na criação de indústrias de base e nos setores de logística e energia. Dentre as principais transformações ocorridas neste período, destacam-se:

  • Ampliação da infraestrutura das malhas ferroviária e rodoviária, para o transporte, distribuição e escoamento de produtos;
  • Criação da Companhia Siderúrgica Nacional, para a produção de aço e outros metais que serviam como matéria-prima para a indústria em desenvolvimento no país;
  • Criação da Companhia Vale do Rio Doce, para exploração mineral;
  • Criação da Petrobrás, para exploração energética e petrolífera;
  • Criação da Companhia Hidrelétrica do São Francisco, para produção de energia;
  • Criação de leis trabalhistas.

Nesse período, então, as indústrias brasileiras produziam não somente bens de consumo duráveis como não duráveis, de automóveis a roupas, calçados e alimentos.

Quarta fase: 1956-presente.

A quarta fase da industrialização brasileira iniciou-se em 1956, no governo de Juscelino Kubitschek e tem como característica principal o ingresso de capital estrangeiro no país.

A chegada de indústrias multinacionais, com destaque para aquelas do ramo automobilístico (principalmente montadoras), são marcas das políticas desenvolvimentistas da quarta fase da industrialização.

A abertura de novas empresas nesse período incentivou fortemente o consumo, o consumismo e a competitividade interna e externa e, a partir desse momento, o mercado brasileiro pôde se integrar melhor aos processos de exportação e comércio global

Apesar da crescente presença de capital estrangeiro, o Estado brasileiro manteve sua importância no desenvolvimento industrial através das políticas de incentivo fiscal para novas fábricas e investimentos  na infraestrutura para produção e circulação de produtos: o crescimento da malha rodoviária brasileira promoveu uma maior conexão do território nacional.

As características centrais da quarta fase da industrialização brasileira no governo de Juscelino Kubitschek se resumem em:

  • Internacionalização da economia;
  • Três pilares econômicos principais:
    a) capital estatal investido em indústrias de base e infraestrutura;
    b) capital privado nacional investido em indústrias de bens duráveis;
    c) capital internacional investido em bens duráveis.

Nos anos seguintes ao governo de Kubitschek, as premissas propostas por ele tiveram continuidade no país e o desenvolvimento e internacionalização da da indústria brasileira ganhou força: a entrada de empresas e capital estrangeiro foi intensificada nos anos de ditadura civil-militar e, entre os anos anos de 1968 e 1973, o Brasil viveu o período conhecido como “Milagre Econômico”.

A partir da década de 1990, a industrialização brasileira foi marcada pela adoção de medidas neoliberais, que consistem em privatizações de empresas estatais, flexibilização de leis trabalhistas, redução de investimentos em âmbitos sociais 

A industrialização do Brasil na atualidade

Atualmente a indústria brasileira é responsável por pouco mais da metade do PIB do país. Com um parque industrial amplo e diverso, a indústria brasileira atua em pelo menos 33 ramos produtivos, sendo os principais:

  • Automobilismo;
  • Metalurgia e siderurgia;
  • Petróleo;
  • Papel e celulose;
  • Alimentação;
  • Mineração e extrativismo.

Hoje em dia destacam-se dois padrões industriais no Brasil: a desconcentração industrial e a desindustrialização da economia nacional. 

A desconcentração diz respeito à uma maior distribuição espacial das plantas industriais no território nacional. Os parques industriais, que num primeiro momento encontravam-se na região Sudeste, atualmente estão se deslocando também para outros estados e municípios, como a região Nordeste, por exemplo. Isso se dá por diferentes motivos:

  • Saturação de áreas altamente industrializadas;
  • Ampliação de redes de transporte;
  • Oferta de mão de obra qualificada;
  • Melhores ofertas fiscais.

Já a desindustrialização corresponde à uma menor participação da indústria na economia, devido a fatores como o Custo Brasil e às commodities agrícolas e minerais, que passaram a alavancar a economia brasileira nos últimos anos, superando assim a participação da indústria no volume de exportações brasileiras.

A industrialização brasileira no CACD

A Industrialização Brasileira é uma das matérias que caem no CACD, nas provas de Geografia e Economia, além de Língua portuguesa, Língua inglesa, Língua francesa, Língua espanhola, História mundial, História do Brasil, Política internacional, Direito Internacional Público e Direito Interno.

Portanto, interessados no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata devem estudar essas disciplinas e as bibliografias indicadas no Edital.

Haverá concurso para Oficial de Chancelaria em 2023?

Foi publicado o edital para o concurso 2023 para Oficial de Chancelaria. A prova acontecerá no dia 10 de dezembro e as inscrições vão do dia 22 de setembro até o dia 11 de outubro. Fizemos uma análise completa do edital aqui.

O ano de 2023 chegou, um novo governo está tomando posse e muitos candidatos se perguntam: vale a pena dedicar meu tempo para estudar pro concurso de Oficial de Chancelaria/MRE? 

O objetivo do post é contextualizar o momento em que estamos e indicar a importância dos candidatos irem se adiantando para dar conta de vencer as matérias do edital, e garantir assim a tão sonhada vaga no Itamaraty. 

Índice

Regularidade dos concursos para Ofchan 

No período de 20 anos compreendido entre 2002 e 2022, houveram apenas 5 concursos para Oficial de Chancelaria (Ofchan): 2002, 2004, 2006, 2008 e 2015.  

Percebe-se, portanto, que o Itamaraty promove imprevisibilidade quanto à regularidade deste concurso, principalmente nos últimos anos.  

Uma boa notícia para os candidatos e uma má notícia para o órgão é que por conta desta irregularidade, fica cada vez mais latente que há um déficit de pessoal qualificado para gerir as atividades relacionadas a boa execução da Política Externa e do Serviço Exterior Brasileiro. 

Nos últimos 20 anos, os brasileiros perceberam que o país começou a tomar um rumo diferente no tocante à sua inserção internacional, à relevância que ocupa no cenário internacional e aos números crescentes relacionados à diáspora brasileira (ou seja, mais nacionais necessitando de assistência no exterior).

Apropriando-se da campanha promovida pelo Sindatamaraty, “Servidores ─ sem eles, a estrutura fica comprometida”, podemos afirmar que há um risco grande de shutdown de certas atividades caso não haja uma recomposição urgente da força de trabalho do órgão. 

Para tanto, será necessário organizar novos concursos de forma periódica e regular. 

Todo mundo quer o concurso!

Felizmente, não são apenas os candidatos que sonham com a realização do concurso.

Os próprios Ofchans, o Sindicato e o Itamaraty já indicaram que existe uma necessidade urgente de realização de concurso em 2023. 

O Clipping, buscando dar uma maior previsibilidade e oportunidades para os candidatos, entrou em contato diretamente com o MRE para questioná-los se existe interesse do órgão em realizar um novo concurso público em 2023. Eis a resposta que recebemos:

Apesar de termos um Itamaraty preocupado com a situação interna do órgão já em 2022, o devido reconhecimento dessa luta deve ser dado ao Sinditamaraty, que há anos faz pressão para novos concursos sejam realizados e que as centenas de vagas criadas em 2012 pela Lei 12.601 sejam regulamentadas. Abaixo segue uma recente publicação intitulada “Servidores do MRE: recomposição necessária e urgente!”, que demonstra que a pressão começou a gerar efeitos:

Clique aqui para conferir a nota publicada pelo Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores. 

O começo de um novo ano: qual o status do concurso para Ofchan?

Não nos contentamos apenas com a resposta padrão do Itamaraty, portanto fomos atrás de mais pistas que possam nos indicar se haverá ou não concurso para Oficial de Chancelaria em 2023. 

Acessamos a página do Ministério da Economia onde constam todas as informações referentes ao Orçamento Anual de 2023. Caso você queira conferir por conta própria, basta clicar aqui.

O resumo da ópera é o seguinte: ao acessar os anexo de I a VI do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2023, encontramos especificamente no Anexo V as “AUTORIZAÇÕES ESPECÍFICAS DE QUE TRATA O ART. 169, § 1º, INCISO II, DA CONSTITUIÇÃO, E O ART. 116, INCISO IV, DA LEI Nº 14.436, DE 09 DE AGOSTO DE 2022 LDO-2023, RELATIVAS A DESPESAS DE PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS PARA 2023”. 

Ao rolarmos para a página em que constam os pedidos do Poder Executivo (que é onde se encontra o Ministério das Relações Exteriores), percebemos um fato curioso: constam ali 95 vagas, referentes justamente à Lei 12.601/2012, já citada acima. 

A referida lei criou 400 cargos para diplomata e 893 cargos para Oficial de Chancelaria “para provimento gradual a partir de 2011”.

O candidato mais atento provavelmente perceberá que parte dessas milhares de vagas ainda não foram preenchidas. 

Uma dúvida que ainda não conseguimos responder é: se a Lei 12.601 cria cargos tanto para Diplomata quanto para Oficial de Chancelaria, então quer dizer que as 95 vagas serão o total para essas duas carreiras? 

Como mencionado, ainda não há resposta clara para essa pergunta. 

Entretanto, imaginando um cenário em que as 95 vagas englobem Diplomatas e Oficiais de Chancelaria, o resultado final em 2023 seria:

  • 30 vagas para diplomata (número máximo solicitado pelo MRE ao ME em 2022 para o CACD 2023).
  • 65 vagas para Ofchan (número condizente com o total de vagas em 2015).

Caso você queira entender melhor o número de 30 vagas para diplomata, confira abaixo a resposta enviada pelo Itamaraty no sistema FalaBR:

Agora resta aos candidatos aguardar ansiosamente a aprovação das vagas e a publicação da portaria, edital e realização do certame.

São cenas dos próximos capítulos, que já estão começando ser gestadas pelos responsáveis. 

Quando devo começar a estudar?

Caso o seu sonho seja atuar no Serviço Exterior Brasileiro e ter uma carreira internacional em um dos órgãos públicos mais respeitados do país, só existe uma resposta possível: você deve começar a estudar o quanto antes! 

Já vimos que vale a pena investir em um concurso público que tem altas chances de sair em 2023. 

Não sabemos ainda exatamente em qual período do ano o certame será realizado, mas já ficou claro que todo tempo conta.

Algumas dicas iniciais para quem deseja entrar de cabeça na preparação para Ofchan:

  • Conheça bem as últimas cinco provas; (download gratuito aqui)
  • Busque tirar todas as suas dúvidas sobre a carreira; (clique no botão laranja ao lado para falar com nosso time 👉)
  • Foque na construção de conhecimento nas principais matérias do concurso: Língua Portuguesa e Língua Inglesa; 

Como estudar para Oficial de Chancelaria: 5 dicas para candidatos iniciantes.

Foi publicado o edital para o concurso 2023 para Oficial de Chancelaria. A prova acontecerá no dia 10 de dezembro e as inscrições vão do dia 22 de setembro até o dia 11 de outubro. Fizemos uma análise completa do edital aqui.

Este é um artigo sobre como começar a estudar para o concurso para Ofchan, que será promovido pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), também conhecido como Itamaraty. 

Saber como estudar para ser Oficial de Chancelaria é a dúvida de muitos candidatos. Trata-se de um concurso ainda pouco conhecido, mas que oferece inúmeras oportunidades para os aprovados, tendo em vista uma boa remuneração, a possibilidade de atuar nos 200 postos do Brasil espalhados pelo mundo e também contribuir com o Serviço Exterior Brasileiro, sobretudo na área consular. 

Vamos conhecer as 5 dicas que todo candidato iniciante deve saber? 

Caso você ainda não conheça a carreira, o formato do concurso e as notícias recentes sobre o interesse do MRE em realizar um novo concurso, recomendamos os posts abaixo:

Confira abaixo a divisão das 5 dicas que todo candidato deve saber antes de começar a estudar para o concurso de Ofchan:

1) Não seja pego de surpresa. Leia o último edital

Enquanto não temos um edital novinho em folha para o certame de 2023, o principal guia dos candidatos é o Edital publicado em 2015 pela FGV. Para conferir a página do candidato com todas as informações, clique aqui. 

Se quiser economizar tempo, recomendamos o post onde abordamos tudo o que você precisa saber sobre a prova de Ofchan.

Infelizmente, nos últimos anos não houve regularidade na realização do concurso e foram 4 bancas diferentes para as últimas 5 provas.

Entretanto, percebemos que há um “núcleo duro” quando se trata nos conhecimentos exigidos na prova para quem quer se tornar Ofchan, quais sejam: 

  • Língua Portuguesa
  • Língua Inglesa
  • Direito Constitucional
  • Direito Administrativo
  • Contabilidade Geral
  • Contabilidade Pública
  • Raciocínio Lógico
  • Atualidades. 

Dependendo da edição e do ano, ocorrem variações marginais nessa estrutura básica de matérias. 

Se você leu o nosso post sobre a estrutura da prova e as etapas do concurso para Ofchan, perceberá que para ter sucesso também terá que estudar a matéria de Serviço Consular Brasileiro, geralmente restrita à segunda fase do concurso, denominada “Curso de Preparação”. Na última edição, essa fase foi realizada em Brasília com aproximadamente 180 candidatos. 

2) Saiba por quais matérias você vai iniciar

Sabemos quem em determinado momento o candidato estará estudando todas as matérias concomitantemente. Entretanto, o momento inicial de preparação requer ponderação e estratégia para que o candidato não se fruste e não consiga avançar no domínio dos tópicos do Edital.

Existem inúmeras situações que vão mostrar para o candidato quais devem ser as matérias iniciais de estudo: segurança no conteúdo, fluência (caso se trate de língua inglesa), domínio por conta da formação em nível superior, etc.

Ou seja, não há fórmula mágica. 

Ao conhecer melhor a estrutura do último certame, o candidato mais atento perceberá que metade (50%) da prova objetiva era composta por questões de Português e Inglês, ao mesmo tempo que a prova discursiva tinha a totalidade (100%) de exigência apenas nessas duas matérias.

Isso quer dizer que o candidato pode ignorar os estudos de Direito, Contabilidade e Raciocínio Lógico? De maneira alguma!

Entretanto, o candidato competitivo terá que fazer um diagnóstico de suas forças e fraquezas sobretudo nas matérias de línguas, pois não há como ser aprovado nesse concurso sem ter um excelente desempenho nelas.  

3) Faça leituras diariamente

O Edital de 2015 mencionou explicitamente que, em se tratando da matéria de Português, “os itens [do programa de língua portuguesa] serão considerados sob o ponto de vista textual, ou seja, deverão ser estudados sob o ponto de vista de sua participação na estruturação significativa dos textos”.

Não dá pra ser mais claro que isso, concorda?

O candidato iniciante que almeja se tornar um candidato competitivo não só pode, como deve praticar a leitura diariamente.

As leituras ficam ainda mais importantes quando pensamos no que o último edital menciona explicitamente, considerando a matéria de inglês, que o candidato deverá ter as seguintes estratégias de leitura: “compreensão de tipos textuais diversos; reconhecimento de informações específicas; capacidade de análise e síntese; inferência; reconhecimento de cognatos e falsos cognatos; significação literal e contextual dos vocábulos e expressões; figuras de linguagem”.

Ficou claro por que a dica de leitura diária é fundamental?

Por sorte, o candidato que for se preparar com o Clipping Ofchan contará com uma ferramenta extremamente estratégica para economizar tempo e entrar em contato constante e diário com diversos tipos de textos, autores consagrados e de diferentes gêneros, sejam eles literários ou não literários. 

Quer ficar sabendo de todas as novidades em primeira mão?

INSCREVA-SE NA LISTA DE ESPERA DO CLIPPING OFCHAN 

4) Ambiente-se com a Segunda Fase do Concurso

Na última edição, a Segunda Fase, denominada “Curso de Formação” foi realizada em formato presencial em Brasília-DF, com um total de 40 horas.

Ao final do curso, foi aplicada uma nova avaliação no formato CERTO e ERRADO, com caráter eliminatório e classificatório.

Ou seja, o candidato que deseja se tornar competitivo deve inserir na rotina de estudos a matéria de Serviço Consular Brasileiro, caso ela permaneça como alvo de cobrança na Segunda Fase (o que é altamente provável).

Uma dica inicial é fazer uma leitura panorâmica do “Regulamento Consular Brasileiro” publicado pelo Itamaraty em 2022 e encontrando facilmente na internet. 

Estudar para o concurso de Ofchan não precisa ser uma tarefa árdua. Ler um catatau de mais de 300 páginas sobre regras específicas de tipos de vistos, conselho de cidadãos ou normas consulares pode parecer inicialmente uma atividade intragável.

De forma a contornar isso, vamos recomendar abaixo uma excelente palestra promovida pela OAB-SP, em que servidores públicos que atuam no Serviço Exterior Brasileiro deram um panorama geral de como esse serviço é prestado para a população, como o sistema está cada vez mais informatizado e como esse tipo de serviço é cada vez mais reconhecido pelos cidadãos que necessitam de assistência no exterior. 

O Serviço Consular Brasileiro

Youtube video

Esperamos que a indicação seja útil! Comente aqui embaixo se você curtiu ou caso tenha alguma outra indicação. 

5) Procure bons professores

Estudar as matéria que serão exigidas na prova com cursinhos genéricos, professores que não são especialistas ou de maneira desordenada é a receita do desastre.

Portanto, recomendamos que os candidatos que queiram estudar para o concurso de Ofchan procurem bons professores, que expliquem a matéria de forma didática, concisa e estratégica.

Infelizmente, o mercado de preparação para esse concurso ainda não está sedimentado, tendo em vista a falta de previsibilidade de realização do concurso.

Mas isso está prestes a mudar! Como já indicamos em um post recente, existe uma alta demanda por servidores qualificados no Serviço Exterior Brasileiro. A perspectiva para a realização de um concurso em 2023 está clara, e ainda existe a possibilidade de que o provimento de vagas e a realização de concursos para Oficial de Chancelaria passem a ser anuais, assim como é o caso do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD).

Não deixe de acompanhar as redes sociais do Clipping para conferir o excelente time de professores que estamos montando em nosso preparatório para Ofchan!

6) Dica extra: inscreva-se na lista de espera do Clipping Ofchan

O ano de 2022 foi de intenso planejamento do nosso time para entregarmos o melhor preparatório para quem deseja ser Oficial de Chancelaria. 
Estamos felizes em anunciar que já no início de 2023, os candidatos poderão começar a se preparar conosco, contando não somente com um corpo docente extremamente qualificado, mas também com ferramentas de estudo estratégicas, plataforma de questões e simulados, Edital Esquematizado e muito mais.

Como se tornar um embaixador ou embaixadora?

Nenhum país se sustenta sem olhar para fora, vivendo em um mundo em que barreiras são facilmente transpostas, em que a internet nos conecta a tanta diversidade de culturas e informações é natural que nasça em nós uma vontade de comunicação que vai além de nossa localização geográfica. 

Você sabe que existe um órgão público cuja função é gerir e fazer acontecer as relações internacionais do Brasil? O Ministério das Relações Exteriores trabalha para manter o Brasil como importante peça no tabuleiro internacional, buscando construir através da cooperação entre povos e países um mundo mais próspero, justo e estável. 

Faz parte dos seus sonhos representar seu país junto à comunidade internacional, morando no exterior, conhecer vários países, ter uma carreira de prestígio e bem remunerada? Se você ficou curioso sobre essa possibilidade, ou talvez tenha começado a se interessar por ela agora, fique por aqui que vamos te dar um guia geral de como perseguir a carreira de diplomata. 

Um guia para se tornar embaixador

Uma carreira na diplomacia te oferece todas as oportunidades citadas acima, entre elas a de chegar ao mais alto posto, sendo a voz oficial de seu país em território internacional, chefiando missões diplomáticas, com o título de embaixador. 

Qualquer pessoa pode se tornar um embaixador? Sim, e para tal irá precisar se dedicar muito, pois este é um cargo de extrema importância, um título sobre o qual recaem inúmeras expectativas e cobranças. Intermediar e liderar rodadas de negociações, representando seu país no exterior, intermediando tratados e acordos entre organizações internacionais ou Estados e o governo brasileiro, mantendo o Brasil como uma peça importante e relevante no cenário internacional são algumas das funções do embaixador. Representar o Brasil internacionalmente, participando de mesas de negociação com outros povos e nações, promover o nosso país, defender nossos valores, assistir a missões no exterior de setores do governo e da sociedade, são algumas das funções que o diplomata realiza desde o início de sua carreira. Acompanhe com a gente os passos necessários para alcançar o mais alto cargo do corpo diplomático.

O caminho para se tornar um embaixador

1 – Aprovação no CACD

Aprovação no Concurso de Admissão do Instituto Rio Branco, conhecido como CACD (Concurso de admissão à carreira de diplomata).  

O ingresso te exigirá alguns requisitos obrigatórios: o candidato precisa ter 18 anos, ser brasileiro nato, estar em dia com suas obrigações eleitorais e de serviço militar (para candidatos do sexo masculino) e ter um diploma de graduação em qualquer área. Não existe uma faculdade obrigatória para ser embaixador, ou aquela que te prepare melhor, no entanto alguns cursos te dão maior embasamento para questões cobradas na prova como os cursos de Direito e Relações Internacionais. Nota-se que nos últimos anos a maior parte dos aprovados vêm das áreas de ciências sociais.  

Se você deseja essa carreira, mas ainda não tem a graduação, pode se preparar para o concurso em paralelo à sua faculdade. O Clipping CACD é uma plataforma preparada para te conduzir nesse processo rumo ao seu posto na diplomacia brasileira, afinal é preciso estudar a prova, tanto quanto se preparar para seu conteúdo programático.. 

Como vimos até aqui, com a devida preparação qualquer pessoa pode ingressar no corpo diplomático do Brasil, mas não pense que o estudo e dedicação para a prova do CACD serão suficientes. O diplomata é estimulado a se manter sempre atualizado, suas competências técnicas e comportamentais serão fundamentais para que ele possa alcançar postos maiores dentro da hierarquia. Uma vez aprovado o diplomata receberá todos os ensinamentos necessários para defender os valores de seu país dentro da missão que guia as relações exteriores brasileiras, desenvolvendo suas habilidades e crescendo nessa carreira de grande prestígio.  

2 – Ser promovido para Segundo-Secretário

Após o início da carreira de diplomata como terceiro-secretário, é preciso três anos de efetivo exercício da função para passar a segundo-secretário. O candidato, assim que empossado, já tem direito a receber seu subsídio e inicia seu Curso de Formação do Instituto Rio Branco, com duração de um ano e meio. Após cumpridos esses requisitos o candidato deve aguardar em seu posto até ser promovido ao cargo de segundo-secretário. 

3 – Ser promovido para Primeiro-Secretário

De segundo-secretário a primeiro-secretário, são exigidos mínimo de dois anos de serviços prestados no exterior e conclusão do Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas.  

4 – Ser promovido para Conselheiro

Primeiro-secretário para conselheiro, nessa etapa o diplomata deve ter 10 anos de exercício juntamente de 5 anos de serviços prestados no exterior. O Curso de Atualização em Política externa é um requisito para prosseguir alçando novos postos. 

5 – Ser promovido para Ministro da Segunda Classe

O conselheiro se torna Ministro de Segunda Classe, para tal são exigidos 15 anos de efetivo exercício. 7 anos e 6 meses de serviço prestado no exterior, é preciso também conclusão do Curso de Altos Estudos. 

6 – Ser promovido para embaixador

O Ministro de Segunda-Classe com o mínimo de 20 anos de efetivo exercício, sendo 10 de serviço no exterior acumulados de 3 anos em cargo de chefia passa a Ministro de Primeira Classe ou Embaixador.  

*Você pode saber mais detalhes sobre cada uma das etapas, seus respectivos salários e benefícios nesse post 👈

O que faz um embaixador ou embaixadora?

Um embaixador ou embaixadora é o chefe de uma missão diplomática, é o representante máximo de uma nação em território estrangeiro, a ela cabe defender os direitos dos brasileiros em território internacional, coordenar ações que levem a cooperação benéfica entre os países, defendendo os valores e interesses do Estado brasileiro. 

As habilidades interpessoais, políticas e de liderança de um embaixador são importantíssimas, afinal ele irá se comunicar com culturas diferentes, sendo muitas vezes o primeiro contato com o Brasil, esse cargo é destinado àqueles que já possuem grande experiência e vivência internacional, sendo necessário aprovação da nomeação pelo senado brasileiro, o candidato nomeado passa por sabatina em plenário e é feita uma votação para sua confirmação como embaixador. 

Algumas exceções já ocorreram em que pessoas que não faziam parte da carreira diplomática terem sido nomeadas embaixador, como Assis Chateaubriand ou Itamar Franco, é prerrogativa do presidente da república nomear quem desejar para embaixador, tendo essa pessoa no mínimo 35 anos, ser brasileiro nato e ter experiência em política internacional.  

Como visto, o Brasil mantém as portas abertas para que todos tenham acesso à carreira diplomática, essa diversidade é essencial para bem representar nosso país. Um diferencial é que ainda que seja um cargo público e tenha estabilidade esta não é sinônimo de estagnação, então se você gosta de dinamicidade e procura uma carreira que oferece chances de crescimento pessoal e profissional constantes deve considerar ser embaixador. 

Referências: https://www.gov.br/mre/pt-br/instituto-rio-branco/carreira-diplomatica/a-carreira-de-diplomata

O que é extradição? Tudo que você precisa saber para concursos públicos

Você sabia que o Brasil é responsável por mais de 80% de todas as demandas de cooperação jurídica internacional? Dentre todas as formas de cooperação entre países, uma das mais importantes diz respeito à extradição.

Essa disparidade nas demandas brasileiras revela a importância de sabermos como obter, no exterior, medidas de caráter jurídico e informações sobre como fazer valer os nossos direitos, caso seja necessária alguma providência em outro país.

Mas em quais circunstâncias a extradição ocorre? Uma pessoa brasileira pode ser extraditada em qualquer país? Com quais países o Brasil celebra tratado de extradição? Neste guia, tiraremos todas as suas dúvidas sobre o tema de extradição.

Índice

O que é extradição?

O jurista Francisco Rezek, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), entende a extradição como: 

“a entrega, por um Estado a outro, e a pedido deste, de pessoa que em seu território deva responder a processo penal ou cumprir pena”

Em outras palavras, o instituto da extradição permite que o Estado de origem de um indivíduo solicite a sua “devolução” para que ele responda a processos-crime ou para cumprimento de pena sob jurisdição do seu país.

Qual a diferença entre extradição, deportação e expulsão?

Extradição, Expulsão e Deportação são todas chamadas Medidas Compulsórias previstas na Lei nº 6.815/1980 (Estatuto do Estrangeiro).

Medidas Compulsórias são modalidades de retirada forçada do estrangeiro do Território Nacional. Mas qual a diferença entre essas modalidades? Todas configuram crime no Brasil?

Expulsão

A expulsão é uma medida coercitiva de caráter discricionário de um Estado que, no Brasil, ocorre, segundo o Art. 65 da Lei nº 6.815/80, quando um:

“estrangeiro que, de qualquer forma, atentar contra a segurança nacional, a ordem política ou social, a tranquilidade ou moralidade pública e a economia popular, ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais”.

Caso o Brasil deseje solicitar a expulsão de um estrangeiro, é competência da Secretaria Nacional de Justiça determinar a instauração de Inquérito de Expulsão. No inquérito, são assegurados ao estrangeiro a ampla defesa e o contraditório. 

A decisão sobre a expulsão e sua revogação é de competência do Ministro de Estado da Justiça.

Uma vez expulso, o estrangeiro é impedido de reingressar no território brasileiro, sob pena de configurar-se o delito tipificado no artigo 338, do Código Penal, cuja pena de reclusão é de um a quatro anos.

Repatriação e deportação 

É comum que as pessoas se confundam quanto os termos repatriação e deportação. Apesar de em ambos os casos o estrangeiro não ser impedido de retornar ao território brasileiro, são medidas diferentes.

  • A repatriação ocorre quando um estrangeiro sem autorização é impedido de ingressar no Brasil. Diferentemente da expulsão e deportação, a pessoa repatriada não chega a atravessar a área de controle migratório (seja do porto, aeroporto ou fronteira). 
  • Já a deportação é aplicada quando há entrada ou estada irregular de estrangeiros no território nacional. Ou seja, o estrangeiro deportado se encontra em território nacional, tendo ultrapassado a área de controle migratório. Na maioria dos casos, a medida ocorre quando a pessoa não deixa o território depois de ter sido denunciada e notificada para deixar o país em prazo estipulado, que pode variar de um a oito dias.

Ao contrário da expulsão, o estrangeiro deportado ou repatriado não se torna um criminoso, já que ingressar no território nacional sem autorização não é considerado crime no Brasil. Inclusive, é esse o motivo pelo qual o termo “estada ilegal” não é apropriado. 

Assim, o estrangeiro que ingressa no território nacional sem autorização é reputado como clandestino e sua estada irregular é considerada apenas uma infração administrativa. 

Quais tipos de extradição existem?

Partindo do conceito posto acima, observa-se que a extradição o pressupõe sempre um processo penal. Mas em quais casos o instrumento da extradição pode ser aplicado? 

Extradição instrutória

No caso da extradição instrutória, o Estado solicita a “devolução” de seu nacional para fins de instrução de investigação ou instrução de processo penal ao qual essa pessoa já responde. 

Extradição executória

No caso da extradição executória, o Estado solicita a “devolução” de seu nacional para que ele cumpra uma pena já previamente imposta. 

Brasileiros podem ser extraditados? Em quais circunstâncias? 

Segundo o art. 5º, LI da Constituição Federal:

“nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei.”

Isso significa que nenhum brasileiro nato será entregue pelo governo brasileiro a outra nação para que cumpra pena por crimes cometidos naquele território. A exceção, no entanto, diz respeito às condições impostas a brasileiros naturalizados, ou seja, aqueles que não são considerados brasileiros natos, porém, adquiriram, de forma derivada, o direito à cidadania brasileira.

Essa regra diz respeito ao princípio de não-extradição de nacionais. Ela é consagrada como princípio importante da comunidade internacional desde o século XIII.

Quando a solicitação ocorre, é exigida a decretação de prisão preventiva ou condenação definitiva de pena privativa de liberdade. 

Com quais países o Brasil tem tratado de extradição?

Atualmente, estão em vigor no Brasil 37 acordos de extradição: 30 bilaterais e 7 multilaterais. 

Acordos bilaterais de extradição

  • Brasil – Argentina (1961)
  • Brasil – Austrália (1994)
  • Brasil – Bélgica (1953)
  • Brasil – China (2004)
  • Brasil – Colômbia (1938)
  • Brasil – Coreia do Sul (1995)
  • Brasil – Equador (1937)
  • Brasil – Espanha (1988)
  • Brasil – Estados Unidos (1961)
  • Brasil – França (1996)
  • Brasil – Índia (2017)
  • Brasil – Israel (2019)
  • Brasil – Itália (1989)
  • Brasil – Lituânia (1938)
  • Brasil – México (1933)
  • Brasil – Panamá (2013)
  • Brasil – Peru (2003)
  • Brasil – Reino Unido e Irlanda do Norte (1995)
  • Brasil – República Dominicana (2003)
  • Brasil – Romênia (2003)
  • Brasil – Rússia (2002)
  • Brasil – Suíça (1932)
  • Brasil – Suriname (2004)
  • Brasil – Ucrânia (2006)

Acordos Multilaterais

  • Acordo de Extradição entre os Estados Partes do Mercosul (2004);
  • Acordo de Extradição entre os Estados Partes do Mercosul – Bolívia – Chile (2006);
  • Convenção de Extradição entre os Estados Membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (2013);
  • Convenção Contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e Substâncias Psicotrópicas – Convenção de Viena (1991)
  • Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional – Convenção de Palermo (2004)
  • Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção – Convenção de Mérida (2006)
  • Convenção sobre o Combate da Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Comerciais Internacionais – Convenção de Paris (2000)

Com quais países o Brasil pode realizar ou solicitar extradição?

O Brasil não admite a presença de criminosos foragidos da Justiça internacional, necessitando, assim, dispor de meios capazes de proporcionar a imediata retirada de criminosos de seu território e devolvê-los à jurisdição do Estado que os reclama.

Embora os tratados sirvam como meio de facilitação das atividades técnicas ligadas aos procedimentos que permitem agilidade e eficácia da prestação jurisdicional e administrativa do Estado, o pedido de extradição não se limita aos países com os quais o Brasil possui tratado.

Como funciona a extradição quando não há tratado?

É necessário compreender que a extradição pode ser requerida por qualquer país e para qualquer país

Quando não houver tratado, o pedido será instruído com os documentos previstos na Lei nº 13.445, de 2017, e deverá ser solicitado com base na promessa de reciprocidade de tratamento para casos análogos. Tal promessa constitui declaração de Governo em que, ocorrendo situação análoga no país requerido, o país requerente compromete-se a conceder a extradição nos mesmos moldes.

A promessa de reciprocidade nem sempre existiu nesses moldes. Em 1911, apesar de a Constituição Federal de 1891 proibir a entrega de brasileiros por meio de processo de extradição, a Lei nº 2.416 permitia a extradição de nacionais nos casos em que houvesse reciprocidade de tratamento entre o Brasil e o outro país. A revogação dessa norma demonstra o comprometimento do Brasil em proteger seus nacionais.

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Por conta disso, recomendamos fortemente que você considere se aproximar do Clipping, que é líder de aprovação em concursos do Itamaraty. Nosso objetivo é democratizar o acesso a carreiras internacionais!

O que um dos sindicatos do Itamaraty diz sobre o concurso para Oficial de Chancelaria?

Não é novidade para ninguém que o concurso para Oficial de Chancelaria tem grandes chances de ocorrer em 2023.

E considerando o momento de transição para o novo governo, os candidatos à carreira podem estar se perguntando: qual é o cenário atual do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e quais as perspectivas para o concurso em 2023? Existe possibilidade para o concurso passar a ser anual, como o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata?

No post de hoje nos apoiaremos em algumas notas e informes divulgados pelo Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty) e pela Associação Nacional dos Oficiais de Chancelaria do Serviço Exterior (ASOF). 

Confira por que existe uma demanda alta por servidores de nível superior qualificados para ocupar vagas no MRE. 

O pedido de socorro do Itamaraty e de seus servidores

A redução nos quadros do Itamaraty não é nova, desde o Relatório de Gestão do MRE de 2020, mostra-se que o Departamento do Serviço Exterior esteve buscando soluções para conter a redução do número de servidores oficiais de chancelaria e assistentes de chancelaria.

Em 2020, tivemos uma redução total de 71 servidores administrativos, devido às aposentadorias, falecimentos, exonerações e demissões. O MRE já alertava que, se continuado, essa diminuição poderia comprometer as atividades finalísticas do Ministério. 

No Relatório de Gestão do MRE de 2021, o cenário não mudou, o ministério continuou com uma diminuição no número de servidores. Em 2021, houve redução de 66 servidores administrativos, também em virtude de aposentadorias, falecimentos, exonerações e demissões. Conforme o relatório, o MRE afirma que, para manter o funcionamento satisfatório do órgão, é imprescindível a realização de concursos para Oficiais de Chancelaria.

Fonte: Relatório de Gestão do Exercício De 2021 

Ressaltamos que, ainda em 2021, o Departamento de Serviço Exterior iniciou os procedimentos necessários para viabilizar novos concursos, porém a autorização também depende de outros órgãos. 

A necessidade urgente de mais Oficiais de Chancelaria

O último concurso para a carreira de Oficial de Chancelaria foi em 2015, ou seja, estamos há sete anos sem o certame. E, como visto anteriormente, o número de servidores da carreira só diminui a cada ano. 

Devido a relevância geopolítica do Brasil, hoje temos mais demandas de relações exteriores. Além disso, o número de brasileiros que vivem no exterior cresce a cada ano, segundo dados do MRE de 2020, existem 4,2 milhões de brasileiros vivendo no exterior, o que gera muita demanda de assistência a nacionais do país, funções desempenhadas sobretudo por Ofchans.

Em uma carta aberta escrita pelos(as) oficiais de chancelaria ao Ministério de Estado das Relações Exteriores, os servidores desejam uma solução urgente para o fato de que há mais de 15 anos o sistema de promoção do cargo está emperrado. Os autores ainda comentam a falta de perspectivas de carreira, crescimento e valorização real, além deles terem o menor subsídio de todas as carreiras de nível superior da Esplanada, sem terem a possibilidade de ascensão funcional. 

Os oficiais comentam que precisam do mesmo grau de prioridade dos diplomatas, e que também haja a edição de um decreto regulamentador das 893 vagas, visto que o problema é antigo e fácil de ser resolvido. 

Leia aqui a carta na íntegra.

A transição de governo e os pedidos dos sindicatos e associações

O Sinditamaraty é o Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores, criado em 14 de setembro de 2009, sendo a entidade que representa todos os servidores do MRE, que são eles: os assistentes de chancelaria, diplomatas, oficiais de chancelaria e servidores oriundos do Plano de Classificação de Cargos (PCC) e do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE). 

Os principais objetivos do Sinditamaraty são a defesa dos interesses dos servidores do MRE, a luta pela melhoria das condições de trabalho e a valorização do Serviço Exterior Brasileiro. Entre as conquistas do Sinditamaraty, destacamos a garantia da remuneração por subsídio a todas as carreiras do Serviço Exterior Brasileiro. 

A ASOF é a Associação Nacional dos Oficiais de Chancelaria do Serviço Exterior Brasileiro, fundada em 1990, que possui a missão de representar os interesses da carreira, e atualmente conta com 763 pessoas associadas, dentre oficiais de chancelaria ativos e inativos, além de pensionistas. 

Segundo nossa fonte pessoal, a atual situação da Secretaria de Estado (SERE) é bem crítica, diversas vezes é necessário trazer oficiais de chancelaria que estão no exterior para as “chamadas a serviço” durante dois ou três meses na SERE, para cumprir os picos de trabalho que não podem ser suportados apenas pelos oficiais que estão em Brasília. 

De acordo com dados de 2021 divulgados pela Coordenação Geral e Gestão e Governança (CGG/MRE), no Itamaraty haviam 1.537 diplomatas, 801 oficiais de chancelaria, 428 assistentes de chancelaria e 277 integrantes do PCC/PGPE. Desses números, apenas 37,7% deles estão locados no Brasil, enquanto outros 57,2% estão no exterior. Além disso, o MRE conta com 101 funcionários cedidos a outros órgãos, 46 em licença e outros 8 em afastamento para organismo internacional (AOI).

O Sinditamaraty afirma que é necessária e urgente uma recomposição dos servidores do MRE, e esperam do próximo governo o reforço no papel das relações exteriores e a presença brasileira no cenário internacional, visto que o diplomata Celso Amorim afirmou que o governo Lula pretende reabrir embaixadas fechadas e expandir o número de postos em outros países. 

O sindicato reforça que a pauta de recomposição e modernização dos quadros no MRE deve ser prioridade para que não ocorra uma piora severa do fluxo de trabalho do ministério. Você pode acessar a nota na íntegra aqui

Série Diplomacia & Relações Internacionais: Revoltas ocorridas na Primeira República

Período de suma importância para os historiadores brasileiros, a Primeira República, também conhecida como República Velha, ocorreu entre os anos de 1889 a 1930. 

A primeira fase da República no nosso país é lembrada como uma época de conflitos na política, economia e na sociedade. Marcada por diversas revoltas, a Primeira República é um assunto indispensável àqueles que buscam entender a história brasileira como um todo. 

Para te ajudar, preparamos um resumo com tudo o que você precisa saber sobre as principais revoltas ocorridas durante esse período. Vamos começar os estudos? 

Índice

Guerra de Canudos (1896-1897)

O que foi? 

Durante a presidência de Prudente de Morais (1894-1898), ocorreu na Bahia, o que viria a se tornar uma das maiores e mais conhecidas revoltas do Brasil, A Guerra de Canudos. O movimento social aconteceu quando os habitantes do arraial chamado de Belo Monte entraram em guerra com o exército brasileiro. Popularmente chamado de Antônio Conselheiro, Antônio Vicente Mendes Maciel, um homem considerado como um fanático religioso e monarquista pelo Rio de Janeiro, foi o responsável pela formação e a liderança da revolta sertaneja contra a República. 

Principais causas

A Guerra de Canudos iniciou quando Antônio Conselheiro abrigou a população oprimida da Bahia às margens do rio Vaza-Barris, transformando o arraial, chamado de Belo Monte, em uma comunidade. O lugar era conhecido como centro da promessa e esperança de uma nova vida para a população formada por ex-escravos e pessoas desprovidas de bens e terras. 

Visto que a população do sertão baiano era pobre em sua maioria, Canudos logo se tornou uma cidade, sendo uma das mais povoadas do estado da Bahia. E, aos poucos, a comunidade foi se erguendo. Por meio de um sistema comunitário o povo começou a plantar e colher frutos, que eram repartidos entre todos os moradores. Os fazendeiros e coronéis começaram então a temer a perda de suas terras e trabalhadores, e começaram a enxergar Antônio Conselheiro e seus seguidores como uma ameaça ao poder.  

Consequências da Guerra de Canudos

A Guerra de Canudos, incitada pela repressão do governo à revolta social do Arraial de Canudos, é recordada como um símbolo de resistência, visto que a comunidade baiana conseguiu enfrentar três expedições militares. Belo Monte apenas sucumbiu quando o exército brasileiro reuniu 7 mil de seus homens para travar a batalha que destruiu toda a comunidade de Canudos, matando toda sua população, que defendeu sua terra até o fim. 

Revolta da Vacina (1904)

O que foi? 

No Rio de Janeiro, sob o governo do Presidente Rodrigues Alves (1902-1906), aconteceu, entre 10 e 16 de novembro de 1904, a Revolta da Vacina. A população da cidade, que na época era a Capital do Brasil, passava por um período de insatisfação com o governo e a maneira violenta que processo de sanitização da cidade estava ocorrendo. Além disso, o povo temia a campanha de vacinação contra a varíola, que acontecia de maneira forçada pelo governo.

Principais causas

O movimento social teve início quando o estado do Rio de Janeiro, que vinha enfrentando graves problemas urbanos e sociais, propôs um projeto de combate às doenças epidêmicas, realizado através da vacinação e urbanização da cidade. A Reforma Pereira Passos, como era chamada a campanha de vacinação liderada pelo sanitarista Oswaldo Cruz, atingiu a população mais pobre, causando a expulsão da comunidade e a demolição de cortiços e casebres. 

Assim, a Revolta da Vacina, como ficou conhecida, aconteceu quando o povo, estimulado pela oposição e desconfiado do real motivo da lei da vacinação obrigatória em combate ao surto de varíola, decidiu derrubar o então governo.

Consequências da Revolta da Vacina 

Com o decreto da lei de vacinação obrigatória, a população que se recusava a tomar a vacina passou a ser impedida do direito de necessidades básicas como: realizar matrículas em escolas e ter atendimento médico. Com a exigência do cartão de vacinação e a violência do sistema, a população foi instigada a uma grande revolta. Durante 7 dias as ruas do Rio de Janeiro foram tomadas pelo povo. Como resultado do movimento, 30 pessoas foram mortas, mais de centenas foram feridas e a capital do país foi destruída materialmente. O povo só foi controlado por meio de tropas do corpo de bombeiros e da cavalaria. 

Revolta da Chibata (1904)

O que foi? 

Hermes da Fonseca (1910-1914) era o presidente do Brasil quando a chamada Revolta da Chibata aconteceu, no Rio de Janeiro. Como consequência da insatisfação diante da discriminação social, desigualdade salárial e castigos físicos sofridos pelos cargos mais baixos da corporação, os marinheiros rebelaram-se contra o governo, transformado seus atos em um dos principais movimentos sociais da Primeira República. 

Principais causas

Desde o ano de 1910, os marinheiros já manifestaram a insatisfação com as punições daqueles que descumpriam as regras da corporação, que eram realizadas com chibatadas violentas. O estopim para a Revolta da Chibata sucedeu quando Marcelino Rodrigues Menezes, um dos marinheiros, foi privado de receber tratamento médico após receber como punição 250 chibatadas. 

Liderados por João Cândido ou o “Almirante Negro”, como também é conhecido, os marinheiros assumiram o controle de quatro embarcações e exigiram o fim dos castigos físicos na Marinha. Além disso, os revoltosos redigiram um manifesto onde o presidente do país, Hermes da Fonseca, era ameaçado de sofrer um ataque ao Rio de Janeiro, caso não consentisse as reivindicações. 

Consequências da Revolta da Chibata

O movimento social, conhecido como a Revolta da Chibata, é marcado pela luta contra o racismo sofrido pelos marinheiros negros e mestiços nas embarcações da Marinha brasileira. E teve como consequência a repreensão de milhares de marinheiros, onde estes foram dispensados, presos, torturados ou enviados para a Ilha das Cobras. Outros revoltosos também foram enviados para trabalhar em seringais na Amazônia, sendo muitos deles fuzilados durante o trajeto. 

Guerra do Contestado (1912-1916)

O que foi? 

A revolta conhecida por Guerra do Contestado aconteceu durante a presidência de Hermes da Fonseca (1910-1914) e Venceslau Brás (1914-1918), na divisa dos estados Paraná e Santa Catarina. O movimento se deu após o governo iniciar um projeto de construção na região alvo de uma disputa territorial, conhecida como contestada, e habitada por uma comunidade que vivia da agricultura. Porém, mesmo ciente de que ali moravam pessoas, o governo entregou essa terra para Percival Farquhar, um grande magnata da época. O plano era realizar a construção de uma estrada de ferro que ligasse o estado do Rio Grande do Sul a São Paulo, e explorar a madeira da região. 

Principais causas

A Guerra do Contestado tomou impulso quando a empresa, que era responsável pela exploração da madeira na terra contestada, juntou-se a Farquhar e enviou uma tropa de jagunços para expulsar as pessoas que viviam naquela área. Além disso, diante da precarização dos trabalhos na linha férrea e a falsa promessa do desenvolvimento da região, a população pobre e desabrigada juntou-se a José Maria, líder religioso, e revoltou-se contra a República. 

Após a instalação de uma comunidade em Irani, região que era contestada pelos dois estados, o governo passou a considerar o povo uma ameaça ao poder. Dessa forma, o grupo de pessoas em Irani foi atacado por catarinenses, que alegavam uma invasão ao seu estado. 

Consequências da Guerra do Contestado

Durante o primeiro conflito da Guerra do Contestado José Maria foi morto, porém, sua morte serviu como motim. Os sertanejos continuaram sua revolta contra o governo, formando diversas comunidades autônomas pela região, o que resultou em sua coibição por parte dos coronéis locais. A Guerra do Contestado apenas foi encerrada em janeiro de 1916, com a destruição das comunidades autônomas e a morte de cerca de 10 mil pessoas. Após décadas do final do movimento social, a região passou por um processo de branqueamento.  

Greve geral (1917)

O que foi? 

O movimento urbano conhecido como Greve Geral aconteceu em 1917, na cidade de São Paulo, sob a presidência de Venceslau Brás (1914-1918). De acordo com historiadores, o evento teve início pela precariedade nas condições de trabalho nas fábricas do setor têxtil e pela reivindicação dos funcionários por um aumento salarial. 

Principais causas

A falta de boas condições de trabalho, o aumento da carga horária e a desvalorização salarial foi o que provocou a suspensão dos trabalhadores em suas funções por dias. Outro fato que teve extrema importância para que os grevistas expandissem o movimento, foi a difusão dos ideais anarquistas e socialistas trazidos pelos muitos imigrantes italianos que integravam as greves, mas, apesar disso, a mobilização não teve associação ou influência da revolução russa. 

Consequências da Greve Geral 

Diante do aumento de trabalhadores e fábricas participantes da greve, em 9 de julho, o Comitê de Defesa Proletária foi criado por lideranças sindicais anarquistas e socialistas, com o objetivo de organizar o movimento.

Logo em seguida, no dia 14 de julho, foi assinado um acordo entre os empresários e o secretário de segurança pública em prol da libertação dos operários presos nas manifestações, como também o aumento dos salários e a garantia do direito de reunião. Apesar da negociação, em 16 de julho, a Greve Geral chegou ao seu ápice, contando com cerca de 45 mil trabalhadores, após a revolta pela morte de um trabalhador pela polícia. Como consequência do auge do movimento, por meio da Lei Adolfo Gordo (de 1907), o governo puniu muito dos grevistas os expulsando do país. 

Conclusão

Como você pôde entender, as revoluções ocorridas na Primeira República do Brasil foram de suma importância para a evolução da política e sociedade do nosso país. Apesar de serem marcadas por opressão e violência, os movimentos sociais dessa época são lembrados até hoje como símbolos da luta por um país mais digno, sendo um assunto indispensável nos estudos daqueles que almejam o CACD.

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Como é a prova do concurso para Oficial de Chancelaria?

Se você está buscando entender tudo sobre a prova para Ofchan, então está no lugar certo! Neste post, responderemos as maiores dúvidas relacionadas com esse assunto, que tiram o sono de muitas pessoas que sonham com uma carreira internacional no Serviço Exterior Brasileiro. 

A prova do concurso para Oficial de Chancelaria é uma das mais aguardadas de 2023, pois atualmente existe uma alta demanda para servidores qualificados na chancelaria brasileira. 

Saber quais são os conteúdos exigidos na prova, quais são as matérias mais importantes e como passar no concurso dentro das vagas é o objetivo desse post. 

Índice

Prova para Oficial de Chancelaria: o que é?

Se as primeiras dúvidas que surgem na sua cabeça forem: “o que é o concurso para Ofchan?” ou “concurso para se tornar Oficial de Chancelaria”, então vamos responder pra você! Primeiramente, precisamos saber quando o cargo foi criado. 

A carreira de Oficial de Chancelaria foi criada em 1993 pela Lei n°8.829. Além dos Ofchans, fazem parte do Serviço Exterior Brasileiro os diplomatas e os Assistentes de Chancelaria.

A mesma lei fornece as bases de como as provas do concurso para Oficial de Chancelaria devem ser organizadas:

“O concurso público (…) realizar-se-á em duas etapas, ambas de caráter eliminatório e classificatório, consistindo em:

        a) prova de conhecimentos que incluirá exame escrito;

        b) conclusão do Curso de Preparação à Carreira de Oficial de Chancelaria,com aulas e provas, em disciplinas inerentes às atribuições da carreira”

Ou seja, qualquer novo Edital que apareça na praça, terá que considerar essa estrutura definida pela lei. 

Veremos mais abaixo quais são os conhecimentos exigidos pelo Ministério. 

Uma boa notícia é: existe um “bloco duro” de matérias que permaneceu praticamente constante ao longo dos últimos 20 anos de concurso. 

Os requisitos básicos para alguém virar Ofchan são:

  • Possuir nacionalidade brasileira (nato ou naturalizado);
  • Ter 18 anos completos (na data da posse);
  • Ter curso de nível superior (qualquer curso superior);

Onde a prova para Oficial de Chancelaria é realizada?

Como vimos, o cargo para Oficial de Chancelaria existe desde 1993. Entretanto, o a prova do concurso para Ofchan foi realizada exclusivamente em Brasília até o ano de 2006. 

Por estar mais restrito a um centro geográfico específico, o concurso passou a ser menos conhecido nacionalmente. 

Foi apenas em 2009 que o concurso passou a ser realizado em outras capitais para além de Brasília. 

Na última edição do concurso, em 2016, as provas foram aplicadas em Brasília-DF, Rio de Janeiro-RJ, São Paulo-SP, Recife-PE, Porto Alegre-RS e Belém-PA. 

Panorama geral dos últimos concursos para Oficial de Chancelaria

Infelizmente, as provas do concurso para Ofchan não acontecem com uma periodicidade bem definida. Como a estrutura da prova é definida por lei, houveram poucas alterações no “núcleo duro” das matérias. 

Em linhas gerais, costuma normalmente cobrar conhecimento de Português, Inglês, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Contabilidade e Raciocínio Lógico e Atualidades. No entanto, a estrutura da prova varia bastante de edição para edição.

Nas últimas cinco edições do concurso, houveram quatro bancas organizadoras diferentes. 

Considerando os dados dos últimos 20 anos, pode parecer desanimador para o candidato mais competitivo o fato de que o concurso não acontece com uma periodicadade tão bem definida como é o caso do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD). 

Nos últimos 20 anos, foram 20 concursos ofertando vagas para diplomata, resultando em um total de mais de 1.000 vagas. Quando falamos de provas para Ofchan, foram apenas 460. Por ano, foram aproximadamente 50 vagas oferecidas para diplomatas e apenas 20 para Ofchan.

Entretanto, isso são águas passadas!

Já abordamos aqui no blog do Clipping como o MRE possui uma demanda alta por serviços de qualidade no órgão.

Considerando os recentes plano de remoções do Itamaraty, podemos perceber que são centenas de vagas da chancelaria em postos do exterior que ainda não foram preenchidas. 

A demanda pelo Serviço Exterior Brasileiro (SEB) só cresce: o número de embaixadas e consulados do Brasil aumenta a cada ano, o número de brasileiros no exterior não para de aumentar e existe uma tendência natural de o novo governo (que toma posse em 2023) colocar o Brasil em uma posição de destaque no cenário internacional.

Tudo isso demanda que a realização de concursos volte a ser, pelo menos, bianual.

As movimentações dentro do órgão indicam que apenas haveria uma maior estabilidade de efetividade do SEB caso a prova do concurso para Ofchan passasse a ser anual, assim como é a feita a seleção de diplomatas. 

Como foi a prova da última edição do concurso? 

A última edição do concurso para o cargo de Oficial de Chancelaria ocorreu em 2015, tendo a Fundação Getúlio Vargas (FGV) como banca para o provimento de 60 vagas.

A estrutura básica da prova do concurso para Ofchan naquele ano foi:

  • Primeira etapa: composta por Prova Escrita Objetiva e Prova Escrita Discursiva, ambas com caráter eliminatório e classificatório
  • Segunda etapa: composta pelo Curso de Preparação (Curso  de  Preparação  à  Carreira  de  Oficial  de  Chancelaria), também de caráter eliminatório e classificatório.

Falaremos com detalhes sobre como funciona o Curso de Preparação, que é parte integrante do concurso. 

Já vale ressaltar que uma mudança importante trazida em 2015 foi o fato da Segunda Etapa ser, além de eliminatória, classificatória também! 

A Prova Objetiva contava com 80 questões de múltipla escolha com cinco alternativas e apenas uma resposta correta, assim como é o padrão da FGV em outras provas parecidas. Ela foi aplicada no período da manhã com um total de 4 horas de duração. 

Cada questão vale 1 ponto, ou seja, são 80 pontos possíveis na Prova Escrita Objetiva. 

As matérias cobradas e a distribuição de questões foi a seguinte:

A Prova Escrita Discursiva foi constituída de provas de Língua Portuguesa e Língua Inglesa, com pontuação máxima de 120 pontos. Ela foi aplicada no período da tarde, com duração total de 4 horas. 

DISCIPLINASTipo de questãoValor
Língua Portuguesa elaboração de um resumo, em que o candidato é avaliado pela sua capacidade de síntese. 20 pontos
Língua Portuguesa elaboração de um texto a partir de uma situação comunicativa real, sendo verificado a criatividade e a capacidade de adaptar a formulação linguística a situações comunicativas específicas. 20 pontos
Língua Portuguesa atividade de possíveis interpretações de um texto, priorizando a busca e a identificação de estratégias linguísticas produtoras dos efeitos desejados.20 pontos
Língua Inglesaelaboração de um resumo, em que o candidato é avaliado pela sua capacidade de síntese. 20 pontos
Língua Inglesaelaboração de um texto a partir de uma situação comunicativa real, sendo verificado a criatividade e a capacidade de adaptar a formulação linguística a situações comunicativas específicas. 20 pontos
Língua Inglesaatividade de possíveis interpretações de um texto, priorizando a busca e a identificação de estratégias linguísticas produtoras dos efeitos desejados.20 pontos 
Total: 120 pontos

Como foram as questões discursivas que caíram no Concurso de Oficial de Chancelaria de 2015? Confira aqui: https://clipping.com.br/oficial-de-chancelaria/prova-discursiva-oficial-de-chancelaria/

Segundo o edital de 2015. cada questão da Prova Escrita Discursiva, das línguas portuguesa e inglesa, foi corrigida segundo os critérios a seguir:

  • Parte 1 – Estrutura Textual – 15 pontos: As respostas serão avaliadas segundo parâmetros específicos de cada questão, que pretendem aferir diferentes competências e habilidades.
  • Parte 2 – Correção Gramatical – 5 pontos: Serão verificados problemas de inadequação vocabular ou variedade linguística, segundo a norma culta da língua, e erros ortográficos, de estrutura e de construção de frases.

Para ser aprovado na Prova Escrita Discursivas, os candidatos tiveram que obter nota igual ou superior a 36 pontos em cada uma das línguas. 

O que caiu na última prova? 

Podemos considerar que o Edital publicado pela FGV prezou pela concisão dos conteúdos. 

Abaixo você encontra quais eram os conhecimentos que a prova exigiu dos candidatos

1 – Língua Portuguesa

Elementos de construção do texto e seu sentido: gênero do texto (literário e não literário, narrativo, descritivo e argumentativo); interpretação e organização interna.
Semântica: sentido e emprego dos vocábulos; campos semânticos; emprego de tempos e modos dos verbos em português.
Morfologia:reconhecimento, emprego e sentido das classes gramaticais; processos de formação de palavras;mecanismos de flexão dos nomes e verbos.
Sintaxe: frase, oração e período; termos da oração; processos decoordenação e subordinação; concordância nominal e verbal; transitividade e regência de nomes e verbos;padrões gerais de colocação pronominal no português; mecanismos de coesão textual.
Ortografia.
Acentuação gráfica.
Emprego do sinal indicativo de crase.
Pontuação.
Estilística: figuras de linguagem.
Reescrita de frases: substituição, deslocamento, paralelismo; variação linguística: norma culta.
Observação: os itens deste programa serão considerados sob o ponto de vista textual, ou seja, deverão serestudados sob o ponto de vista de sua participação na estruturação significativa dos textos.

2 – Língua Inglesa

Estratégias de leitura: compreensão de tipos textuais diversos; reconhecimento de informações específicas; capacidade de análise e síntese; inferência; reconhecimento de cognatos e falsos cognatos; significação literal e contextual dos vocábulos e expressões; figuras de linguagem.
Estratégias discursivas: compreensão das práticas sociais de leitura e escrita em situações reais de comunicação; função e estrutura discursiva; significação e uso de marcadores discursivos, reconhecimento de elementos de coesão e coerência, formação de frases interrogativas e negativas, formulação de pedidos, ofertas, sugestões etc.
Aspectos gramaticais: artigos definidos e indefinidos; tempos e modos verbais; preposições; conjunções; pronomes; advérbios; verbos modais; expressões idiomáticas e locuções verbais; comparação; concordância nominal e verbal; formação e classe de palavras; sinonímia e antonímia; relações de subordinação e coordenação; voz passiva; discurso direto e indireto.

3 – Noções de Direito

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e Emendas Constitucionais.
Princípios, direitos e garantias fundamentais; direitos sociais; nacionalidade; direitos políticos.
Organização político-administrativa: competências da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Administração pública: conceito e princípios.
Fontes do Direito Administrativo.
Poderes da Administração Pública: poder hierárquico, poder disciplinar, poder regulamentar poder de polícia, abuso de poder.
Competência administrativa: conceito, avocação e delegação de competência.
Ato administrativo: Conceito, requisitos e atributos.
Atos administrativos vinculados e discricionários.
Validade e eficácia do ato administrativo.
Revogação, anulação e convalidação de atos administrativos.
Teoria dos motivos determinantes.
Processo administrativo (Lei nº 9.784/99).
Lei de acesso à informação e regulamento (Lei Federal nº 12.527/11 e Decreto nº 7.724/12).
Licitações, contratos administrativos e convênios.
Lei nº 8.666/93 e alterações.
Lei nº 10.520/02 e Decreto nº 5.450/05.
Decreto nº 7.892/13. Decreto nº 6.170/07 e Portaria Interministerial MPOG/MF/CGU nº 507/11.
Serviços públicos.
Conceito e elementos constitutivos.
Formas de prestação e meios de execução.
Responsabilidade civil do Estado.
Servidores públicos: cargo, emprego e função pública.
Regime jurídico dos Servidores do Serviço Exterior Brasileiro (Lei nº 11.440/06, Lei nº 8.829/93 e Decreto nº 1.565/95).
Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União (Lei nº 8.112/90 e alterações).
Processo administrativo disciplinar. Improbidade administrativa (Lei nº 8.429/92).
Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/00).
Estrutura Regimental do Ministério das Relações Exteriores (Decreto nº 7.304/10).

4 – Contabilidade geral e pública

Conceito, objetivos, campo de atuação, princípios fundamentais e as normas brasileiras de contabilidade.
O Sistema de informações contábeis. Patrimônio: formação, composição, Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido e Variações Patrimoniais.
Escrituração: Plano de Contas e Lançamentos Contábeis (métodos, sistemas e elementos básicos).
Receitas e Despesas. Principais aspectos Contábeis das Contas Patrimoniais: Ajustes de Exercícios Anteriores.
Conceito, noções gerais, campo de atuação.
Orçamento Público: conceito, objetivo, regime, orçamento anual, ciclo orçamentário, Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Lei Orçamentária Anual (LOA), exercício financeiro, princípios orçamentários, créditos adicionais.
Legislação básica (Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964 e Decreto nº 93.872, de 23 de dezembro de 1986).
Receita e Despesa Pública.
Descentralização de créditos orçamentários e de recursos financeiros.
Estágios da Despesa.
Restos a Pagar e Despesas de Exercícios Anteriores.
Dívida Pública e Dívida Ativa.
Adiantamento ou Suprimento de Fundos.
Variações Patrimoniais e Demonstração das Variações Patrimoniais.
Bens Públicos: conceito, classificações e inventário.
Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000).

5 – Raciocínio Lógico-Matemático

Lógica: proposições, valor-verdade, negação, conjunção, disjunção, implicação, equivalência, proposições compostas.
Equivalências lógicas.
Problemas de raciocínio: deduzir informações de relações arbitrárias entre objetos, lugares, pessoas e/ou eventos fictícios dados.
Orientação espacial e temporal.
Conjuntos e suas operações.
Números naturais, inteiros, racionais, reais e suas operações.
Representação na reta.
Unidades de medida: distância, área, volume, massa e tempo.
Álgebra básica: equações, sistemas e problemas do primeiro grau.
Porcentagem, proporcionalidade direta e inversa, regras de três, juros simples e compostos.
Sequências e reconhecimento de padrões.
Princípios de contagem e noção de probabilidade
Tratamento da informação: noções básicas de estatística, tabelas e gráficos.

Como se dar bem nas provas de línguas do concurso de Ofchan?

Se você prestou bastante atenção em como funciona a prova, já deve ter percebido que as matérias mais relevantes são Língua Portuguesa e Língua Inglesa. 

Na última edição do concurso, o peso dessas disciplinas foi evidente.

Português e Inglês repondiam por metade (50%) dos pontos possíveis na Prova Escrita Objetiva e foram a totalidade (100%) da Prova Escrita Discursiva. 

Uma conclusão óbvia é: o candidato que almeja uma carreira como Ofchan deve focar em dominar a totalidade das competências exigidas no momento da prova. 

Agora que você já sabe que a prova é corrigida a partir da Estrutra Textual (15 pontos) e Correção Gramatical (5 pontos), como é possível se dar bem no concurso para Ofchan quando falamos de língua portuguesa e língua inglesa? 

A dica inicial que todo candidato deveria seguir é: faça muitas leituras em língua portuguesa e língua inglesa. É indispensável conhecer todos os tipos de textos, sejam eles literários ou não literários. Essa será a sua garantia de que conseguirá os pontos essenciais na Prova Escrita Objetiva. 

Pensando na Prova Escrita Discursiva, a máxima de que “a prática leva à perfeição” deve ser aplicada com rigor. Treine escrevendo e busque se certificar de que os erros (que aparecerão inevitavelmente) sejam corrigidos ao longo do tempo.

Outro dica fundamental é ler o Manual de Redação Oficial e Diplomática do Itamaraty. 

Este documento público mostra o que a instituição da qual você fará parte no futuro valoriza em termos de escrita. 

Recomendamos a leitura do primeiro capítulo deste documento na íntegra, porém abaixo deixamos uma seleção das informações mais relevantes:

“A redação oficial deve ser caracterizada pela impessoalidade, pela formalidade, pelo uso da norma culta da língua e pela concisão e clareza.”

“Há tradições diplomáticas sedimentadas ao longo de séculos, tanto na forma das comunicações quanto em aspectos de sua redação e estilo. A existência de fórmulas tradicionais, no entanto, não legitima o uso de jargões, rebuscamentos e contorcionismos sintáticos, que devem ser evitados por comprometerem a clareza e a concisão obrigatórias à redação oficial. “

“Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de conteúdo com um mínimo de palavras, de forma direta e eficiente. Uma boa maneira de verificar a clareza de um texto de autoria própria é relê-lo e submetê-lo, sempre que possível, ao crivo de outros leitores que se sintam à vontade para sugerir correções ou mudanças.”

Curso de Preparação: uma das etapas mais importantes do concurso para Ofchan

Esse tópico vale um post a parte, mas abordaremos brevemente a importância dessa etapa e por que o candidato competitivo não deixará para se preparar para ela.

Conforme abordamos, o Curso de Preparação (CP) faz parte da segunda etapa do concurso.

Segundo o último Edital, o CP teve caráter eliminatório e classificatório, de modalidade presencial, e foi realizado pelo Ministério das Relações Exteriores, em Brasília-DF, com a duração total de 40 (quarenta) horas. 

Uma novidade na edição daquele ano foi que o Curso de Preparação teve apenas uma disciplina: Serviço Consular Brasileiro. 

Confira abaixo os temas exigidos pela banca:

O Serviço Consular: a função consular e a repartição consular.
Assistência e Proteção a Brasileiros: normas gerais.
Conselho de Cidadãos/Cidadania.
Repatriação.
Falecimento de Brasileiros no Exterior.
Emergências Consulares. Assistência a Presos Brasileiros.
Vítimas de Tráfico de Pessoas.
Ouvidoria Consular.
Atos Notariais e de Registro Civil: normas gerais de registro civil e notas.
Nacionalidade.
Naturalização.
Documentos de Viagem: normas gerais e tipos.
Decreto nº 5.978/06 e suas atualizações.
Concessão de Vistos: normas gerais e categorias de vistos.
Legislação específica.
Manual do Serviço Consular e Jurídico – MSCJ (Portaria nº 457, de 2de agosto de 2010 e suas atualizações).
Estatuto do Estrangeiro e Conselho Nacional de Imigração (Lei nº 6.815, de 19 de agosto de 1980) e regulamento (Decreto nº 86.715, de 10 de dezembro de 1981).
Lei nº 12.035, de 1º de outubro de 2009 (Ato Olímpico).
Resoluções Normativas do Conselho Nacional de Imigração (CNIg), dentre elas, as de número 95/11, 97/12, 98/12, 106/13, 108/14 e 116/15.

Participaram do CP 180 candidatos que alcançaram as primeiras posições na Primeira Etapa do concurso (Objetivas e Discursivas). 

Ao longo das 40 horas, os 180 candidatos participaram de palestras, aulas e coffee-breaks para já irem se ambiente com parte da atividade fim do Ministério. 

Um documento de fundamental importância foi o Manual do Serviço Consular e Jurídico, editado pelo próprio Itamaraty.

Ao final deste período, os candidatos realizaram uma nova prova, desta no formato de Certo e Errado, com um total de 60 itens. Cada item valia um ponto, ou seja, a nota máxima final nesta etapa do concurso era de 60 pontos. 

Por conta da importância que esta etapa adquiriu na última edição, recomenda-se que os candidatos competitivos comecem a se preparar para ela desde o início da preparação!

Como se tornar Oficial de Chancelaria? Descubra agora!

Passar no concurso de Oficial de Chancelaria e ter uma carreira internacional é o sonho de muitos brasileiros. Hoje vamos abordar tudo que você precisa fazer para chegar até o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty. 

Trata-se de um concurso bastante cobiçado, pois oferece uma boa remuneração e a possibilidade de trabalhar nos mais de 200 postos do Brasil espalhados pelo mundo. 

No entanto, sonhar com esse emprego não é para qualquer um, pois na mesma medida em que ele é atrativo, também é bastante concorrido. Sendo assim, a primeira coisa que você precisa saber é: terá que estudar bastante!

Provavelmente você já deve saber o básico sobre como chegar na carreira de Oficial de Chancelaria. Inclusive, você pode estar pensando: “Sim, óbvio: é só passar no concurso do MRE”. Mas, há muito mais por trás disso, como saber quais as etapas necessárias para se tornar Oficial de Chancelaria, o que é importante em cada etapa e como estudar para a prova.

Se tudo isso não resultar em respostas imediatas e claras na sua cabeça, continue com a gente e se prepare, porque é sobre isso que vamos falar nesse artigo!

Índice

Dá pra ter uma carreira internacional sem ser diplomata?

Seu objetivo é se tornar um Oficial de Chancelaria?

Então provavelmente você tenha interesse em uma carreira internacional. Muitos brasileiros imaginam que apenas os diplomatas atuam no Serviço Exterior Brasileiro. Mas isso está longe de ser verdade! 

Segundo o último relatório de gestão do Itamaraty, onde são analisadas as principais informações sobre o órgão, podemos perceber que atualmente existem 3.000 servidores atuando no Serviço Exterior Brasileiro. Destes, 1537 são diplomatas, 801 são Oficiais de Chancelaria e 428 são Assistentes de Chancelaria. 

Ou seja, há muita oportunidade para além do tradicional Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata, o CACD. 

Não é novidade para ninguém que o Itamaraty deseja há anos realizar um novo concurso para a carreira de Oficial de Chancelaria. 

Hoje você vai desvendar tudo que é necessário para se tornar um Ofchan. 

Saiba como é o concurso e carreira de um Oficial de Chancelaria!

Qual a periodicidade do concurso para Ofchan?

Não podemos considerar o concurso para Oficial de Chancelaria como uma mera miniatura do CACD. Os dois certames possuem características muito distintas.

Começando pela periodicidade: os CACDistas possuem orgulho em afirmar que o concurso para o qual estudam é realizado anualmente desde 1945. Trata-se de uma segurança importante para os candidatos. 

Infelizmente, o concurso para Oficial de Chancelaria não é realizado anualmente, pelo menos por enquanto.

Entre 2002 a 2008, o concurso para Oficial de Chancelaria acontecia em intervalo de 2 anos. Depois disso, o concurso só voltaria a acontecer 7 anos depois. 

Por coincidência, o último edital para esse cargo saiu no final de 2015. Considerando que há uma grande chance de novo concurso em 2023, novamente o hiato será de 7 anos.

Mas isso é motivo para desespero? Não!

Existe um déficit notável no MRE por conta do baixo número de Ofchans, ao mesmo tempo em que há alta demanda por servidores de qualidade. Com o número de postos do Brasil no exterior crescendo, um número cada vez maior de brasileiros morando fora do país e um posicionamento externo mais assertivo, a necessidade por Oficiais de Chancelaria fica cada vez maior. 

Confira abaixo os detalhes de quais foram as bancas organizadoras nos últimos 20 anos, a relação candidato por vaga e o salário para Ofchan:

CONCURSO DE OFICIAL DE CHANCELARIA
20022004200620082015
Banca OrganizadoraESAFESAFCESPEFCCFGV
Valor das InscriçõesR$ 45,00R$ 65,00R$ 65,00R$ 111,25R$ 120,00
Total de Inscritos5.74521.8445.72210.89315.458
Total de Vagas501356615060
Relação
candidato por vaga
1151618672257
Vagas para PNE37483
Vagas Ampla Concorrência471286214245
Salário Inicial1.781,612.633,412.633,414.818,387.292,02

Quais são os requisitos para se tornar Ofchan?

Conforme consta no último edital, caso você queira se tornar Oficial de Chancelaria, será necessário atender aos seguintes requisitos:

  • ter sido classificado no Concurso Público;
  • ter nacionalidade brasileira; no caso de nacionalidade portuguesa, estar amparado pelo estatuto de igualdade entre brasileiros e portugueses, com reconhecimento do gozo dos direitos políticos, nos termos do §1º do art. 12 da Constituição da República Federativa do Brasil e na forma do disposto no art. 13 do Decreto nº 70.436, de 18 de abril de 1972;
  • ter idade mínima de 18 anos completos;
  • estar em pleno gozo dos direitos políticos e civis;
  • estar quite com as obrigações eleitorais e, se do sexo masculino, também com as militares;
  • firmar declaração de não estar cumprindo e nem ter sofrido, no exercício da função pública, penalidade por prática de improbidade administrativa, aplicada por qualquer órgão público ou entidade da esfera federal, estadual ou municipal;
  • apresentar declaração quanto ao exercício de outro(s) cargo(s), emprego(s) ou função(ões) pública(s) e sobre recebimento de proventos decorrente de aposentadoria e pensão;
  • apresentar declaração de bens e valores que constituam patrimônio;
  • firmar declaração de não estar cumprindo sanção por inidoneidade, aplicada por qualquer órgão público ou entidade da esfera federal, estadual ou municipal;
  • ter aptidão física e mental para o exercício das atribuições da carreira, conforme o art. 14, parágrafo único, da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990;
  • estar apto física e mentalmente para o exercício da carreira, não sendo, inclusive, pessoa com deficiência incompatível com as atribuições deste, condição a ser confirmada por inspeção médica por parte do Serviço Médico do Ministério da Relações Exteriores;
  • apresentar diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de Nível Superior, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério de Educação, comprovado por meio de apresentação de original e cópia do respectivo documento;
  • não apresentar antecedentes criminais e não ter sido condenado a pena privativa de liberdade transitada em julgado ou qualquer outra condenação incompatível com a função pública;
  • não estar incompatibilizado para nova investidura em cargo público federal, nos termos do art. 137 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990.

Qual é o perfil de um Ofchan? 

Para se tornar Oficial de Chancelaria é preciso ser aprovado no concurso realizado pelo MRE e ter qualquer curso superior reconhecido pelo MEC. 

Embora qualquer candidato que seja aprovado no concurso e que tenha nível superior possa seguir a carreira, nem todo mundo tem perfil para ser Ofchan.

Embora muitos se imaginem viajando o mundo e preenchendo o feed do Instagram, boa parte do trabalho do Ofchan se concentra em papelada e assuntos burocráticos inerentes ao órgão, seja em Brasília ou no exterior.

Para se dar bem na função, é necessário ao Ofchan uma capacidade rápida de aprender novos temas, diversificar sua área de atuação e estar preparado para lidar com a cultura de países que nunca imaginou visitar. 

Em síntese, o perfil buscado pelo Ministério é de pessoas ágeis, com alta capacidade para aprender coisas novas e com disposição a lidar com tarefas de cunho administrativo. 

Sendo assim, em função da diversidade de atuação possível, a carreira tem essa peculiaridade de atrair jovens que buscam conciliar as atividades com os mais diversos perfis.

Entretanto, ao contrário dos concursos jurídicos, que normalmente atraem um perfil muito específico de candidatos, a carreira de Oficial de Chancelaria é ecumênica o bastante. Por conta disso atrai tantos candidatos com distintos backgrounds e interesses.

Como é o concurso para Ofchan?

A carreira de Oficial de Chancelaria foi criada pela Lei n°8.829/93

A mesma lei estipula como o concurso deve ser feito:

“O concurso público realizar-se-á em duas etapas, ambas de caráter eliminatório e classificatório, consistindo em:

     a) prova de conhecimentos que incluirá exame escrito;

     b) conclusão do Curso de Preparação à Carreira de Oficial de Chancelaria e de Assistente de Chancelaria, com aulas e provas, em disciplinas inerentes às atribuições das respectivas carreiras.”

Tendo esse contexto em vista, o último edital previu a seguinte estrutura:

  • Primeira etapa: composta por Prova Escrita Objetiva e Prova Escrita Discursiva, ambas com caráter eliminatório e classificatório. As duas provas aconteceram no mesmo dia. 
  • Segunda etapa: composta pelo Curso de Preparação (Curso  de  Preparação  à  Carreira  de  Oficial  de  Chancelaria), também de caráter eliminatório e classificatório.

A Prova Objetiva contava com 80 questões de múltiplas escolhas com cinco alternativas e apenas uma resposta correta. As matérias cobradas foram Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Direito Constitucional e Administrativo, Contabilidade e Raciocínio Lógico.

A Prova Escrita Discursiva foi constituída de provas de Língua Portuguesa e Língua Inglesa, com pontuação máxima de 120 pontos. Cada prova escrita discursiva era composta por três questões, com o intuito de aferir competências diferentes no desempenho das línguas. Cada questão valia 20 pontos, sendo 60 pontos a pontuação máxima obtida em cada uma das provas. 

O Curso de Preparação à Carreira de Oficial de Chancelaria é em modalidade presencial, realizado pelo Ministério das Relações Exteriores, em Brasília-DF, com duração total de 40 horas. Ao final do curso, houve a aplicação de um teste no modelo Certo e Errado referente à matéria de Serviço Consular Brasileiro.

Como posso me preparar para o concurso de Ofchan? 

Preparar-se para se tornar Ofchan é uma decisão importante para a vida de milhares de candidatos.

Não há escapatória: retomando o ponto que trouxemos logo no início, vai ser necessário que você estude bastante. 

Manter a organização, o foco e a disciplina é um desafio comum a todos os candidatos. Uma maneira de tornar isso mais palatável é utilizando ferramentas de produtividade, materiais estratégicos e não sair buscando informações ou conteúdos em lugares que não possuem dedicação exclusiva para fazer você alcançar o seu sonho.

Por conta disso, recomendamos fortemente que você considere se aproximar do Clipping, que é líder de aprovação para carreiras internacionais no MRE.

Série Diplomacia & Relações Internacionais: A Independência do Uruguai

O Uruguai é um pequeno país no sudeste da América Latina, que faz fronteira entre Brasil e Argentina. A independência do Uruguai aconteceu em 25 de agosto de 1825, mas para se tornar um país independente, aconteceu um longo processo de batalhas e tratados.

O Uruguai passou por diversas guerras civis, teve um governo de executivo plural, passou por uma ditadura e conquistou uma democracia presidencial.

A seguir, um resumo da independência do Uruguai, um pouco da história do Uruguai, seu descobrimento, colonização e outros fatos políticos importanetes sobre o país.

Índice

A independência do Uruguai

Falar sobre a independência do Uruguai é uma ótima forma de iniciar a história do Uruguai. 

Em 1821, uma aliança entre os brasileiros e os portugueses resultou em uma ocupação no Uruguai, que anexou o país ao território brasileiro. Essa região foi chamada de Província Cisplatina.

Juan Antonio Lavalleja, um militar e político uruguaio, com ajuda das tropas argentinas liderou uma rebelião contra o Brasil e a favor da anexação da Cisplatina à Província Unida do Rio da Prata (atual Argentina).

Em 1825, os uruguaios conseguiram expulsar os brasileiros e, então, Juan Antonio Lavalleja proclamou a independência uruguaia no mesmo momento.

A  independência do Uruguai  só foi reconhecida por brasileiros e argentinos em 1828, através do tratado de Montevidéu.

Início do processo de independência do Uruguai

O início do processo de independência do Uruguai começou em Buenos Aires, na Argentina. 

A Banda Oriental do Uruguai, região onde o Uruguai estava localizado, demorou para se juntar na Revolução de Maio de 1810. 

Foi a partir do Grito de Ascencio, que começou a surgir um movimento revolucionário. Esse ato ganhou esse nome porque em 27 de fevereiro de 1811, revolucionários se reunirão nas imediações do arroio Asencio.

Arroio Asencio, atualmente, é um lugar chamado de Soriano (departamento do Uruguai, onde sua capital é Mercedes).

Por causa dessa chamada para a revolução, se iniciou uma luta armada na capital uruguaia entre os anos de 1810 e 1814.

Batalha de Catalán

Em 1817, a batalha de Catalán foi liderada pelo general José Artigas. Apesar das tropas uruguaias invadirem o Rio Grande do Sul, os guerrilheiros liderados por Artigas perderam a batalha.

Após essa derrota na batalha de Catalão, como também é chamada, foram iniciados pequenos movimentos de guerrilha que durariam por anos.

Buscando a independência junto às colônias espanholas, e liderado pelo General José Artigas, a Banda Oriental resiste à invasão luso-brasileira. O general, porém, é derrotado na batalha de Catalán, iniciando pequenos movimentos de guerrilha posteriormente. 

Batalha de Tacuarembó

Em 1820, a resistência uruguaia, liderada por José Artigas, foi derrotada durante a Batalha de Tacuarembó. 

Essa batalha foi um conflito militar que envolveu o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e as Províncias Unidas do Rio da Prata.

As Províncias Unidas do Rio da Prata faziam fronteira ao sul, onde possuíam terras ocupadas por nativos indígenas do Pampas e Patagônia.

Após a derrota, o general José Artigas precisou se refugiar no Paraguai, local onde morreu três décadas depois, sem ter retornado ao Uruguai.

Veja o nosso artigo: 200 anos da independência do Brasil.

General José Artigas

A história da independência do Uruguai está enlaçada com o general José Artigas, uma figura que marcou presença na história mundial.

O nome de nascença desse importante líder da resistência republicana era José Gervasio Artigas. 

Conhecido como general José Artigas, primeiramente, ele ganhou destaque como líder emancipacionista no início da Revolução de Maio de 1810.

Essa revolução marcou o início da independência das províncias do Vice-Reino do Rio da Prata, estabelecido em 1776. Esse foi o último e mais curto vice-reino criado pela Espanha durante o período de colonização das Américas.

Com apoio de Buenos Aires, Artigas buscava a independência das outras províncias da Banda Oriental. 

Banda Oriental do Uruguai ou La Banda Oriental, era o território do império colonial espanhol do Cone Sul, localizado a leste rio Uruguai.

Apesar de o apoio de Buenos Aires ser um plano para incorporar o Uruguai, o general uruguaio Artigas buscava apenas a independência do seu país. 

Sete Povos das Missões

Um dos principais objetivos do general Artigas era incorporar a região dos Sete Povos das Missões. 

Essa região é o nome de um conjunto de 7 aldeamentos indígenas fundados pelos Jesuítas espanhóis na Região do “Rio Grande de São Pedro”, atualmente Rio Grande do Sul. 

Os Sete Povos das Missões são conhecidos também como Missões Orientais, por estarem localizados a leste do Rio Uruguai. 

Artigas queria incorporar essa região por considerá-la como posse histórica da Banda Oriental do Uruguai, que estava sob domínios dos portugueses desde 1801.

O general uruguaio conseguiu a vitória sobre o conflito entre os espanhóis e portugueses, e Artigas assumiu o poder da Província Oriental em 1815, mas por poucos anos. 

Primeira Guerra da Cisplatina

Em 1817, os portugueses ocuparam novamente a região que seria convertida em Uruguai, posteriormente. 

Em 1820, aconteceu a Primeira Guerra da Cisplatina, ou como também é chamada, a Guerra contra Artigas. Esse conflito resultou na vitória dos luso-brasileiros.

Como citado nesse texto, após a derrota, o militar uruguaio Artigas foi exilado no Paraguai. Consequentemente, a Banda Oriental foi anexada oficialmente ao Reino do Brasil sob o nome de Província da Cisplatina, em 1821. 

Província da Cisplatina

O Uruguai pertencia ao Brasil? Sim, o Uruguai já foi do Brasil, mas quando ainda era chamado de Província da Cisplatina. 

Após a vitória dos luso-brasileiros na Guerra contra Artigas, a Cisplatina, província que correspondia ao atual território do Uruguai, era do Brasil. 

Em abril de 1825, o grupo “33 Orientales” foi liderado por Juan Antonio Lavalleja, um militar e político uruguaio.

Esse grupo surgiu por um movimento apoiado pelas Províncias Unidas do Rio da Prata para libertar o território da Província Cisplatina (atual Uruguai) sob o domínio do Império Brasileiro.

Abraço de Monzon

O grupo 33 Orientales liderado por Juan Antonio Lavalleja ganhou força com o Fructuoso Rivera, um militar e político uruguaio, destacado para combater uma revolta independentista, mas que se uniu ao Abraço de Monzon.

O Abraço de Monzon foi um episódio da campanha libertadora do grupo dos 33 Orientais às margens do arroio Monzon. 

General Fructuoso Rivera se uniu ao grupo de Juan Lavalleja para realizar a desanexação do território uruguaio do Brasil. 

Em poucos meses, essas forças conseguiram o fazer o exército brasileiro retroceder. Assim, em 25 de agosto de 1825, foi proclamada a independência do Uruguai pelo líder uruguaio Juan Antonio Lavalleja.

Perguntas relacionadas com a independência do Uruguai 

A seguir, algumas perguntas ligadas com a independência do Uruguai. Assim como a independência desse país, que faz fronteira com o Brasil e Argentina, é um assunto que pode cair em provas de concursos públicos, as perguntas a seguir também podem ter temas nas provas. Veja: 

1. Qual a relação da independência do Uruguai e a Assembleia da Pedra Alta?

A Declaração da Independência do Uruguai foi realizada em 25 de agosto de 1825, pelo Congresso de Florida. Pedra Alta é uma cidade próxima de Florida, a 98 km da capital Montevidéu, no Uruguai. 

As deliberações realizadas em Pedra Alta resultaram em um documento, que cortava laços com o Império do Brasil e se declarava parte das Províncias Unidas do Rio da Prata.

Por conta disso, a declaração de Independência do Uruguai também é conhecida como “da Pedra Alta”.

2. Qual era o contexto geopolítico do mundo durante o período de independência do Uruguai?

Entre 1810 a 1825, aconteceram alguns fatos que marcaram a geopolítica do mundo durante o período de independência do Uruguai. Alguns deles são: 

  • A Revolução de 19 de Abril de 1810, ocasionou a criação de um governo autônomo em Caracas, que deu início ao processo de independência da Venezuela.
  • Em 14 de maio de 1811, aconteceu a Independência do Paraguai.
  • Em 9 de julho de 1816, foi declarada Independência da Argentina em relação a Espanha.
  • Em 18 de setembro de 1818, independência do Chile em relação à Espanha.
  • A Grécia a independência do Império Otomano em 1821.
  • O Equador se declara independente da Espanha em 1822.
  • Apesar de a Independência do Brasil ter acontecido em 7 de setembro de 1822, Portugal reconheceu a soberania do Brasil somente em 1825.
  • Independência da Bolívia em relação a Espanha em 6 de agosto de 1825.

3. O que aconteceu depois da independência do Uruguai?

Após a independência do Uruguai, em 25 de outubro de 1825, o Brasil declarou guerra contra o país vizinho em 10 de dezembro do mesmo ano.

O Brasil realizou um bloqueio naval aos portos de Buenos Aires e Montevidéu, oprimindo o comércio no Rio da Prata.

Apesar de as tropas brasileiras terem dado o primeiro ataque pelo bloqueio naval, por terra, não conseguiram dar o xeque-maque contra as tropas argentinas que lutavam ao lado das tropas da Província da Cisplatina (Uruguai).

Nos anos seguintes, a guerra entre Brasil e as Províncias Unidas era dada como um empate técnico, trazendo desgaste político e financeiro. 

Após a negociação de um tratado de paz com mediação da França e da Grã-Bretanha, assinado em 28 de agosto de 1828, foi realizado um desfecho definitivo.

4. Quem descobriu o Uruguai?

O descobrimento do Uruguai é um tema relacionado com a independência do país. O Uruguai foi descoberto pelos espanhóis em 1516, até então habitado por povos indígenas como índios charruas, chances e guaranis.

5. Quem colonizou o Uruguai?

Quem colonizou o Uruguai foram os espanhóis, mesmo povo que descobriu o país. Em 1680, um grupo de portugueses fundou a Colônia del Sacramento. Essa colônia foi encomenda pelo próprio rei de Portugal ao embaixador do Rio de Janeiro, Manuel Lobo.

6. O Uruguai já passou por uma Ditadura? 

Durante 12 anos, de junho de 1973 a dezembro 1985, o Uruguai viveu sob uma severa ditadura, que deixou e 196 desaparecidos, 123 mortos, além de 300 mil pessoas forçadas a sair do país. 

A ditadura no Uruguai aconteceu devido a um aumento de violência e autoritarismo em um país tradicionalmente pacífico e democrático, além do mesmo período que a Guerra Fria e de outras ditaduras militares na região. 

Veja um breve resumo do Sistema Interamericano de Direitos Humanos!

7. Com era a economia da ditadura no Uruguai?

Antes da ditadura no Uruguai, o país já vivia em um cenário de profundo declínio econômico e social. 

Após o golpe de Estado, foi implementado um Plano Nacional de Desenvolvimento 1973-1977, que causou um movimento significativo crescimento da economia, que durou até 1981, quando o país retornou à fraqueza econômica.

Veja a análise da prova discursiva de História do Brasil I CACD 2018.

Por que estudar história mundial para o CACD?

Assim como estudar sobre a História do Brasil, é muito importante que os estudantes para concursos públicos estudem a História Mundial.

Nesse texto, os fatos apontam a independência do Uruguai em relação ao Brasil, além de outras situações importantes envolvendo outros países da América Latina e do mundo.

Sendo assim, o conhecimento sobre essas matérias é extremamente necessário, visto que História do Brasil e a História Mundial são disciplinas que devem ser estudadas para provas como o CACD (Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata).

Portanto, CACDistas que precisam ganhar conhecimento específico sobre essas disciplinas podem estudar os cursos de História do Brasil e História Mundial do Clipping CACD.