Mauro Vieira: quem é o novo chanceler brasileiro?

Muitos brasileiros aguardam ansiosamente qual será a indicação de ministros do governo que toma posse em 2023.

Para os candidatos à carreira diplomática, o nome mais aguardado é do ministro (ou da ministra) que ocupará o cargo máximo do Ministério das Relações Exteriores (2023).

Mauro Vieira, o último chanceler do governo de Dilma Rouseff, é o nome favorito para ocupar a pasta.

Confira abaixo o cenário atual, com breve panorama dos últimos 4 anos de governo e os sinais de mudança que já começam a aparecer no horizonte. Ao final, falaremos brevemente sobre a carreira de Mauro Vieira, e quem é o nome mais cotado para ser o novo chanceler brasileiro e comandar o Itamaraty.

Os ministros do governo Bolsonaro (2019 – 2022)

Entre 2019 e 2022, a política externa do governo Bolsonaro provocou mudanças visíveis no que diz respeito à inserção internacional do Brasil.

Em meio à disputa entre pragmatismo e ideologia, a política externa do Brasil dos últimos quatro anos diferiu dos padrões observados na trajetória histórica da diplomacia brasileira. Mas em que medida a nomeação dos chanceleres refletiu em mudanças na inserção internacional do Brasil?

Ernesto Araújo (2019 – 2021)

Ernesto Fraga de Araújo foi indicado em 2019 pelo então eleito presidente Jair Bolsonaro. Diplomata desde 1991, sua nomeação como Ministro das Relações Exteriores representou continuidade à tradição de se ter um diplomata de carreira chefiando o Itamaraty.

Mas nem todas as tradições diplomáticas foram seguidas durante sua gestão. De acordo com a professora Miriam Saraiva, entre 2019 e 2021, a política externa do Brasil testemunhou um rompimento no padrão diplomático de:

  • dialogar com parceiros tradicionais;
  • priorizar a integração regional;
  • e engajar em discussões nos foros multilaterais.

As bases para essa política externa ideológica de Araújo nasceram em artigo escrito pelo diplomata em 2016. No texto, o ex-chanceler defendeu que a participação do Brasil para “combater o globalismo em prol dos valores ocidentais” seria feita a partir de uma “metapolítica externa brasileira”.

O presidente Donald Trump propõe uma visão do Ocidente não baseada no capitalismo e na democracia liberal, mas na recuperação do passado simbólico, da história e da cultura das nações ocidentais. A visão de Trump tem lastro em uma longa tradição intelectual e sentimental, que vai de Ésquilo a Oswald Spengler, e mostra o nacionalismo como indissociável da essência do Ocidente. Em seu centro, está não uma doutrina econômica e política, mas o anseio por Deus, o Deus que age na história. Não se trata tampouco de uma proposta de expansionismo ocidental, mas de um pan ‑nacionalismo. O Brasil necessita refletir e definir se faz parte desse Ocidente.

Araújo, Ernesto – “Trump e o Ocidente”. In Cadernos de Política Exterior (IPRI). Vol. 3, N.º 6, 2017, pp. 323-358.”

Carlos Alberto Franco França (2021 – 2022)

Em política externa, as palavras têm peso grande e podem provocar reações de atores externos, mesmo antes de qualquer ação concreta, é o que aponta a professora de Relações Internacionais Miriam Gomes Saraiva. Foi no contexto de fragmentação na formulação da política externa que o então chanceler foi substituído.

“Em política externa, as palavras têm peso grande e podem provocar reações de atores externos, mesmo antes de qualquer ação concreta.”

Saraiva, Miriam Gomes. 2022. “Como mudar uma política externa?”. CEBRI-Revista. Jan-Mar 2022.

Após divergências no Senado, Carlos Alberto Franco França passou a substituir Araújo.

Também diplomata de carreira, França representou a volta do pragmatismo e reduziu pontos de atrito com parceiros externos. Assim, termos como “globalismo” e “climatismo” vêm perdendo vez no exercício da política externa.

Em tom mais “sóbrio”, Carlos França passou a atuar também de maneira mais discreta, em boa parte para preservar o valor de uma instituição [muito] anterior ao bolsonarismo. Isso foi perceptível em uma das suas primeiras aparições já empossado como Ministro das Relações Exteriores:

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Desde então, diferentes expectativas sobre quem será o(a) próximo(a) Chanceler permeiam as discussões diplomáticas.

Chanceler mulher?

Após os resultados das eleições presidenciais, uma intensa movimentação dentro do Itamaraty sobre quem assumiria a função de liderar a nova diplomacia do país deu vez a uma importante reivindicação: a nomeação de uma mulher para a chefia do Itamaraty.

Nas redes sociais, diplomatas, aspirantes à carreira e grupos da sociedade civil têm se manifestado pela causa #ChancelerMulher.

Inúmeros são os motivos para uma mulher assumir o cargo. Dentre eles, está o fato de que, além do Uruguai, o Brasil é o único país na América Latina que nunca teve uma Ministra de Relações Exteriores Brasil.

Considerando os dados do estudo “Gender in Bilateral Diplomacy”, elaborado pela Universidade de Gutemburgo, se a diplomacia é a representação do Brasil no exterior, faz sentido apenas 13% de diplomatas mulheres ocuparem o cargo de Embaixadoras?

Infelizmente, tudo aponta que não será dessa vez que teremos uma chanceler mulher.

Nem tão “novo” assim: quem é Mauro Vieira?

Com as recentes eleições presidenciais, os grupos que trabalham na transição de governo vêm dando indícios de quem serão os futuros ministros do próximo governo. Para a chefia do Itamaraty, tudo indica que o favorito a assumir a pasta é o Embaixador Mauro Luiz Iecker Vieira.

Também diplomata de carreira, Vieira não estará inaugurando sua primeira vez como chanceler do Brasil. O Embaixador já esteve na chefia do Itamaraty durante o Segundo Gabinete de Dilma Rousseff, entre janeiro de 2015 e maio de 2016, quando Vieira foi exonerado do cargo devido ao processo de impeachment da ex-presidenta.

Entre 2016 e 2020, atuou como Embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas. Durante o governo Bolsonaro, Vieira foi designado para o cargo de Embaixador do Brasil em Zagreb, capital da Croácia.

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Na época, como Embaixador do Brasil junto às Nações Unidas, Mauro Vieira falou sobre as prioridades de seu país na cooperação com a organização em 2018.

Para o professor Guilherme Casarões, Vieira foi responsável pela “diplomacia de resultados”, responsável por devolver à política externa do Brasil a sua “força”.

Na economia e na política, 2015 foi um ano para se esquecer. Felizmente, não foi o caso da política externa. Negligenciada durante parte do primeiro mandato de Dilma, ela ganhou força no último ano, sob o comando do chanceler Mauro Vieira e guiada pela diplomacia de resultados.

CASARÕES, Guilherme. O Brasil em tempos de crise (2015)

A expectativa nesse momento de transição é que o Brasil volte a se engajar positivamente no cenário externo. Sem nem mesmo o novo mandato ter se iniciado, já existe um clima de entusiasmo para que o Brasil volte a se portar como uma player de peso nas relações internacionais.

Por aqui, estaremos acompanhando tudo de perto e contribuindo para que mais e mais brasileiros possam servir ao nosso Estado representando o país, negociando em prol do desenvolvimento e informando sobre o que o Brasil tem a oferecer e a obter de vantagens no mundo.

Série Diplomacia & Relações Internacionais: Chauvinismo

O significado de chauvinismo é patriotismo fanático e/ou agressivo. Esse termo é dado a todo tipo de opinião extrema ou tendenciosa em favor de um país, de um grupo ou de uma ideia. 

Por ser um tema polêmico e falado atualmente, o chauvinismo pode ser tema de diversas provas de concursos no Brasil, inclusive o CACD (Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata). 

Por isso, neste artigo, você encontra as principais dúvidas e informações sobre esse assunto. Confira a seguir! 

Índice

O que é chauvinismo?

O chauvinismo é um termo usado para indicar as atitudes do nacionalismo exacerbado. Portanto, quando alguém toma uma atitude exagerada em defesa de seu país, o termo chauvinismo define muito bem o comportamento dessa pessoa. 

Apesar de estar relacionado com a defesa elevada sobre uma nação, essa expressão também ganhou outros significados em diferentes situações, dependendo do período e contexto sobre quando for usada. 

Qual a origem do chauvinismo?

A origem desse termo surgiu a partir do nome de um soldado francês, durante o Primeiro Império Francês, chamado Nicolas Chauvin.

A atuação desse soldado aconteceu durante a segunda metade do século XVIII e no início do século XIX, sob o comando do Napoleão Bonaparte, líder francês que ganhou destaque na Revolução Francesa.

A devoção exagerada pela pátria francesa e por Napoleão Bonaparte acabou culminando na origem do nome desse conceito político exaltado.

O soldado Chauvin também ficou conhecido por servir de inspiração para peças de teatro, como a de A. Scribe, “Le soldat laboureur”, e dos irmãos Cogniard, “La cocarde tricolore, épisode de la guerre d’Alger (1831)”. Essas peças teatrais mostravam o personagem com o estereótipo de um soldado devoto e fanático do nacionalismo francês. 

Saiba como estudar francês para o CACD!

O que são chauvinistas?

A palavra “chauvinistas” pode se referir às pessoas que expressam sua paixão exaltada sobre seu país de origem, ou seja, patriotas fanáticos.

Além disso, esse termo também pode se referir às ideologias chauvinistas. Essas ideologias indicam as expressões de pensamentos nacionalistas extremos, que autenticam os princípios de ordenamento social de caráter autocrático (poder supremo).

Esses pensamentos se originam do nacionalismo, uma ideologia política que valoriza todas as particularidades de uma nação. O patriotismo é uma das formas pelas quais os patriotas ou chauvinistas se expressam, utilizando símbolos nacionais como a bandeira e o hino nacional.

O sentido pejorativo do termo

No final do século XIX, o chauvinismo se tornou um conceito, de certa forma, pejorativo. Isso porque o nacionalismo exagerado, que beira o fanático patriótico, nega o direito aos demais povos, como os estrangeiros, por exemplo.

Esse patriotismo afirma que a própria nação é melhor das demais nações em todos os aspetos. Como a superioridade nacional não é nada a se orgulhar, ao longo dos tempos, esse conceito começou a ser usado como uma conotação negativa e pejorativa. 

Além disso, o termo tem origem bélica, que representa a atitude de um soldado, seja na guerra ou fora dela. 

Ascensão do chauvinismo

Atualmente, no século XXI, o chauvinismo nacional ganhou força por designar grupos de pessoas que defendem a sua superioridade e identidade nacional em relação aos demais. 

Nos últimos anos, esse termo tem sido usado para simbolizar o ultranacionalismo e praticar a xenofobia, principalmente a aversão ao estrangeiro. 

Além disso, os chauvinistas também geram comportamentos irracionais e radicais, ao praticar a exclusão social ao individual conforme a raça (discriminação racial), região geográfica, gênero, religião e política.

Os chauvinistas possuem aversão a esses grupos minoritários por acreditarem que eles são como uma ameaça à sua nação. Entenda a abaixo!

Subdivisões do chauvinismo

Embora a origem esteja relacionada com o nacionalismo e o patriotismo exagerado, algumas subdivisões começam a ser criadas e ligadas com o conceito. Veja como: 

Chauvinismo regional

O movimento regionalista de 1932, conhecido como Revolução Constitucionalista, aconteceu em São Paulo.

Esse movimento já foi chamado de chauvinismo paulista por colocar a cidade paulista superior às demais regiões consideradas “inferiores”. 

Chauvinismo masculino 

Esse conceito de chauvinismo misógino é usado para falar sobre o machismo, ou seja, a crença de que os homens são superiores às mulheres. 

A palavra “chauvinista” foi originalmente usada para descrever alguém fanático ao seu país, mas ao falar do movimento de libertação da mulher, nos anos 60, esse termo foi usado descrever os homens que mantinham a convicção de serem superiores às mulheres.

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Chauvinismo racial 

O chauvinismo étnico ou chauvinismo aos comportamentos de pessoas que possuem preconceito às determinadas raças. 

No século XIX, o chauvinismo era defendido por pessoas que valorizavam a conquista das colônias, o colonialismo, que aniquilara as populações e transformara as pessoas em escravos.

Esse colonialismo resultou em populações culturalmente mistas, como os mestiços das Américas, ou populações racialmente divididas. Desde então, o chauvinismo racial pode ser usado para indicar as atitudes extremas e radicais, como exclusão social e individual por conta da discriminação racial. 

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Chauvinismo político

Durante a crise econômica de 2008, o chauvinismo político esteve em alta. Isso porque surgiu um movimento de protesto da população chamado “establishment”.

O objetivo desse movimento era tirar os políticos que estavam no governo por anos e colocar novos políticos no poder, principalmente líderes chauvinistas. 

Na última década, a política foi marcada pela acensão dos chauvinistas e seu esfriamento, principalmente por conta dos discursos extremistas desses políticos, que não  conseguiram resolver os problemas sociais, políticos e econômicos dos seus países.

Chauvinismo na geopolítica, hoje em dia

Geopolítica é a área que estuda as relações de poder entre os Estados, considerando as vias diplomáticas e militares. 

Atualmente, a geopolítica é fundamental para mostrar como um país é visto pelas outras nações. Além disso, a ação conectada entre os países faz com que a atuação dos governos se destaque no cenário mundial.

Quando um líder de Estado possui expressões chauvinistas, essa nação pode perder a notoriedade mundial e passar uma imagem negativa para outros líderes governamentais.

Ser um político chauvinista, na atualidade, não é bom para nenhum chefe de Estado e nem para o país. 

Na extrema-direita

O chauvinismo é um conceito seguido por muitas pessoas e líderes da extrema-direita, principalmente no Brasil. 

A ideológica da militância nacionalista possui valores e ideologias que se assemelham à perspectiva política de extrema-direita. 

Nos últimos anos, a vitória de líderes de partidos políticos da direita reaqueceu o termo chauvinismo. Como consequência, os casos de xenofobia, racismo e regionalismo, praticados por grupos de direita e extrema-direita também aumentaram.

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Chauvinismo e diplomacia

O chauvinismo e a diplomacia podem se esbarrar em diversas situações, já que o existe um embate entre esses dois termos.

Enquanto quem segue o chauvinismo deseja manter o seu país superior aos demais e possui um combate extremo ao estrangeiro, a diplomacia prega o oposto. 

O diplomata deve conduzir as relações internacionais oficiais entre governos de Estados soberanos, manter uma boa relação internacional e procurar resolver os conflitos por meios pacíficos.

Veja o nosso guia completo do Concurso de Diplomata!

Como o tema pode ser cobrado no CACD?

Interessados em se tornar diplomata e manter uma boa relação entre os governos dos Estados precisa iniciar a sua jornada se inscrevendo no CACD (Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata). 

O primeiro passo é estudar muito para todas as disciplinas solicitadas pelo edital do CACD e conquistar a aprovação. 

Aliás, o tema deste artigo, o chauvinismo, pode cair em questões em História do Brasil ou História Mundial, por exemplo. 

O chauvinismo também pode aparecer relacionado com a extrema-direita, em questões de Política Internacional na prova do CACD.

Exemplo na prova do CACD

Na edição do CACD 2022, a questão 64 da disciplina de História Mundial abordava sobre nacionalismos e citava Hobsbawm na introdução.

O Item 4, sobre ambiguidade, se referia aos nacionalismos chauvinistas e expansionistas, uma citação da obra de Hobsbawm. Esse é um dos exemplos que mostra que o chauvinismo já foi tema da prova do CACD; por isso, merece atenção dos inscritos.

Como estudar para o CACD?

Quem deseja passar no CACD e se tornar um diplomata podem estudar em plataformas online de cursos preparatórios para o concurso.

No Clipping CACD, os estudantes encontram tudo o que precisam para passar no concurso de diplomata. Uma experiência completa de preparação para candidatos de todos os níveis!

Qual é o salário de Oficial de Chancelaria?

Qual é o salário Oficial de Chancelaria, atualmente? Com base no último edital de 2015, do Concurso Público para a carreira de Oficial de Chancelaria, de Nível Superior, serão informados os valores sobre cada cargo. 

No entanto, apesar de estar confirmado que foi solicitada, ao Ministério da Economia, a autorização para a realização de concurso público para as carreiras de Oficial de Chancelaria e de Assistente de Chancelaria em 2023, as informações presentes neste artigo são embasadas no último edital publicado. Confira a seguir!

Índice

O que faz um Ofchan e quanto ganha? 

Primeiramente, é importante lembrar que um Oficial da Chancelaria é um servidor com formação superior que realiza Gestão Administrativa em apoio ao desenvolvimento da política externa brasileira. 

Basicamente, os integrantes desse cargo precisam planejar, implementar e executar análises técnicas em atividades ligadas ao Ministério das Relações Exteriores. 

Um Ofchan também pode coordenar e revisar trabalhos em português ou em língua estrangeira, entre outras atividades que cabem ao seu setor e cargo.

Saiba como é o concurso e carreira de um Oficial de Chancelaria!

Qual o salário Oficial de Chancelaria?

Após saber o que é um Ofchan e o que ele faz, é necessário descobrir quanto ganha um Oficial de Chancelaria.

Antes do reajuste salarial, segundo a tabela de subsídios para a carreira de nível superior de Oficial de Chancelaria, anexo I (Redação dada pela Lei nº 13.464 de 2017), o salário de um Ofchan se iniciava em R$ 9.330,06 e poderia chegar até R$ 13.653,48 (topo da carreira). 

No entanto, com o reajuste de 9%, o salário do Oficial de Chancelaria se inicia em, aproximadamente, R$ 10.169,76.

No topo da carreira, um Ofchan ganhará cerca de R$ 14.882,29.

Além do novo valor salarial, há também um reajuste nos tíquetes dos servidores federais. Anteriormente, um Ofchan recebia R$ 458 para as despesas em alimentação, agora, com o reajuste de 43,6%, o tíquete do Ofchan será de R$ 658.

Esse é o primeiro reajuste no tíquete desde 2016. Enquanto o salário era o mesmo desde 2019.

O novo valor salarial passará a ser recebido pelos servidores a partir de 1º de maio de 2023.

Ressaltamos que o reajuste salarial também foi aplicado para os Diplomatas, com salários iniciais de R$19.199,06, e para os Assistentes de Chancelaria, que passarão a receber inicialmente R$ 5.060,55.

Progressão e promoção de cargos dentro da carreira Ofchan

Como funciona a progressão e promoção de cargos dentro da carreira Ofchan? Para entender os diferentes valores de cada cargo na carreira de chancelaria é necessário saber como funciona essa progressão. 

O desenvolvimento do servidor nas Carreiras de Oficial de Chancelaria acontecem mediante a progressão e promoção. Entenda o que significa:

  • Progressão: é a passagem do servidor de um padrão para o seguinte, dentro da mesma classe. Os padrões são: I, II, III, IV e V.
  • Promoção: é a passagem do servidor do último padrão de uma classe para o primeiro padrão da classe seguinte. As classes são: Classe A, Classe B, Classe C e Classe Especial. 

Por exemplo: na progressão, um servidor entra no Padrão I, na Classe A, e pode progredir para o próximo Padrão, o II. 

Já na promoção, um servidor da Classe A, no último Padrão (V), pode ser promovido para a próxima classe (Classe B), para o Padrão I. 

Progressão e a promoção por merecimento ou antiguidade

A progressão e a promoção de padrão e classe são realizadas por dois critérios: merecimento ou antiguidade.  

É preciso cumprir os 12 meses para a progressão por merecimento e 24 meses para a progressão por antiguidade. 

Anualmente, a Divisão de Recursos Humanos do Ministério das Relações Exteriores, observa os critérios de assiduidade e disciplina dos servidores. 

Essa análise sobre os servidores resultam no Conceito 1 e Conceito 2. Entenda a seguir: 

Progressão por merecimento

Serão progredidos por merecimento os servidores que obtiverem o Conceito 1, que indica que o servidor teve um desempenho funcional satisfatório quanto aos critérios de disciplina e assiduidade. 

No Decreto 1565/95, art. 41, considerarão candidatos a promoção por merecimento aqueles servidores que: 

  • I – à Classe Especial da Carreira de Oficial de Chancelaria o servidor da mesma carreira que contar, no mínimo, vinte anos de efetivo exercício no Ministério das Relações Exteriores e tiver sido habilitado no Curso de Especialização de Oficial de Chancelaria (CEOC);
  • II – à Classe A da Carreira de Oficial de Chancelaria o servidor da mesma carreira que contar, no mínimo, dez anos de efetivo exercício no Ministério das Relações Exteriores e tiver sido habilitado no Curso de Atualização de Oficial de Chancelaria (CAOC).

Leia o depoimento de um Oficial de Chancelaria: entrevista com Carlos Considera!

Progressão por antiguidade

Serão progredidos por antiguidade os servidores que obtiverem o Conceito 2, aos servidores que tenham sofrido pena disciplinar ou faltado injustificadamente ao serviço.

Além disso, a promoção por antiguidade pertencerá ao servidor que possuir mais tempo de efetivo exercício no último padrão da classe. 

Os salários variam de acordo com as classes da Ofchan?

Na verdade, os salários variam de acordo com as 4 classes e 20 padrões. Abaixo, veja os valores dos salários de cada Oficial de Chancelaria. 

Salários Ofchan da Classe A 

Para iniciar na Classe A, é preciso preencher os requisitos do edital do Concurso para Oficial de Chancelaria, ser aprovado no concurso público que possui duas etapas, ambas de caráter eliminatório e classificatório. 

Além disso, após ser aprovado no concurso,  para se tornar oficial de chancelaria é necessário concluir o Curso de Preparação à Carreira de Oficial de Chancelaria ou o Curso de Preparação à Carreira de Assistente de Chancelaria. 

O salário inicial Ofchan é, aproximadamente, de R$ 10.169,76, veja os outros salários da mesma classe:

  • Padrão I: 10.169,76
  • Padrão II: 10.353,37
  • Padrão III: 10.539,14
  • Padrão IV: 10.728,69
  • Padrão V: 10.922,07

Saiba como foi a prova de Oficial de Chancelaria de 2015!

Piso salarial Ofchan da Classe B 

Para a Classe B, 60% das vagas são destinadas aos servidores por merecimento e 40% por antiguidade. Os salários dos Oficiais de Chancelaria dessa classe, são de aproximadamente:

  • Padrão I: 11.234,97
  • Padrão II: 11.437,52
  • Padrão III: 11.644,02
  • Padrão IV: 11.976,78
  • Padrão V: 12.192,82

Salário Ofchan da Classe C

Para o desenvolvimento para a Classe C, 80% das vagas são por merecimento e 25% por antiguidade. Confira como ficará o salário de cada padrão:

  • Padrão I: 12.542,24
  • Padrão II: 12.768,14
  • Padrão III: 12.998,28
  • Padrão IV: 13.232,70
  • Padrão V: 13.471,50

Piso salarial Ofchan da Classe Especial 

Para a progressão para a Classe Especial é necessário contar, no mínimo, 20 anos de efetivo exercício no Ministério das Relações Exteriores. Veja os valores de cada salário, em 2023, referente à cada padrão nessa classe:

  • Padrão I: 13.857,57
  • Padrão II: 14.106,89
  • Padrão III: 14.360,76
  • Padrão IV: 14.619,19
  • Padrão V: 14.882,29

Tabela dos salários do Oficial de Chancelaria

Para reforçar os salários dos Oficiais de Chancelaria, confira a tabela de subsídios para a carreira de nível superior:

Tabela de remuneração para o cargo de Oficial de ChancelariaTabela de remuneração para o cargo de Oficial de Chancelaria (Lei 12.775/12).

Quais as últimas notícias do Concurso de Oficial de Chancelaria?

A última e boa notícia sobre o concurso de Ofchan é que o Ministério das Relações Exteriores solicitou ao Ministério da Economia a autorização para realizar o concurso público para as carreiras de Oficial de Chancelaria e Assistente de Chancelaria em 2023. 

Essa informação foi divulgada na rede social do Sinditamaraty e também confirmada por e-mail pelo MRE aos profissionais do Clipping CACD. 

Apesar de não existem informações oficiais por parte do Itamaraty, no e-mail, a resposta do MRE foi a seguinte: 

Fica confirmado que foi solicitada, ao Ministério da Economia, autorização para a realização de concurso público para as carreiras de Oficial de Chancelaria e de Assistente de Chancelaria com previsão de 50 vagas para cada carreira em 2023.

Saiba como é e o que é cobrado na prova discursiva de Oficial de Chancelaria!

Como estudar para o concurso de Oficial de Chancelaria?

Se após saber os salários de Ofchan, você desejar iniciar os estudos para o Concurso de Oficial de Chancelaria, nossa dica é focar nos estudos sobre as disciplinas indicadas no último edital (2015). 

As disciplinas são: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Noções de Direito, Noções de Contabilidade e Raciocínio Lógico. No Clipping CACD, você encontra aulas sobre essas disciplinas!

Por fim, para você não perder nenhuma novidade sobre o concurso para Ofchan, continue nos acompanhando pelo blog e no Instagram do Clipping CACD e receba tudo sempre em primeira mão!

Carreira Oficial de Chancelaria: tudo o que você precisa saber!

O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, dispõe de 3 cargos: diplomata, oficial de chancelaria e assistente de chancelaria. Neste artigo, falaremos sobre a carreira Oficial de Chancelaria. 

Após a aprovação no Concurso para Oficial de Chancelaria, os aprovados podem começar sua carreira como Ofchan. Saiba a seguir o que o ocupante desse cargo faz, como funciona essa carreira, entre outras informações importantes sobre a chancelaria oficial. Boa leitura!

Índice

Qual a função de um Oficial de Chancelaria em sua carreira? 

Quem segue na carreira Oficial de Chancelaria possui algumas funções analíticas e gestoras no Serviço Exterior Brasileiro, segundo o Instituto Rio Branco. 

Essas atividades incluem as atividades de formulação, implementação e execução dos atos de análise técnica, além da gestão administrativa necessários ao desenvolvimento da política externa brasileira.

Em outras palavras, quem ocupa um cargo na chancelaria oficial precisa oferecer apoio técnico e administrativo às políticas brasileiras no exterior.

No Brasil, os Oficiais de Chancelaria apoiam as diversas áreas que atuam a diplomacia brasileira. No exterior, esses oficiais podem ocupar cargos em setores das Embaixadas, Consulados e Vice-Consulados. 

A carreira de Ofchan foi criada pela Lei nº 8.829, de 22 de dezembro de 1993, como parte integrante do Serviço Exterior Brasileiro. 

Leia o depoimento de um Oficial de Chancelaria: entrevista com Carlos Considera!

Como funciona a rotina na carreira de um Oficial de Chancelaria?

A rotina de um Oficial de Chancelaria inclui muitas atividades importantes relacionadas com a política brasileira no exterior. 

No entanto, o trabalho realizado dependerá do setor onde os Oficiais forem designados e o cargo em que ele ocupa dentro da carreira de oficial da chancelaria. Veja as principais funções:

  • atuar na tradução de documentos oficiais para o português ou para outros idiomas;
  • organizar visitas e eventos nacionais e internacionais;
  • trabalhar em atividades cotidianas dos consulados, como processo de emissão de vistos, busca de desaparecidos internacionais e no atendimento aos cidadãos brasileiros no exterior;
  • prestações de serviços de exportação e investimentos de turismo;
  • entre outras funções. 

Quais os requisitos para ingressar na carreira de Ofchan?

Saiba quais são os requisitos solicitados para se tornar um Oficial de Chancelaria, a seguir:

  • Ser brasileiro ou possuir nacionalidade brasileira; 
  • Ter 18 anos completos;
  • Ter formação ao nível superior em instituição de ensino reconhecida pelo MEC – Ministério de Educação;
  • Estar em dia as obrigações eleitorais;
  • Estar em ordem com as obrigações militares (sexo masculino);
  • Declarar que não possui penalidade por prática de improbidade administrativa;
  • Mostrar a declaração do exercício de outros cargos, empregos ou funções públicas e sobre o recebimento de aposentadoria e/ou pensão;
  • Apresentar a declaração dos seus bens e valores patrimoniais;
  • Firmar declaração de não estar cumprido sanção por idoneidade;
  • Estar apto física e mentalmente para o exercício das atribuições da carreira do Ofchan;
  • Não possuir antecedentes criminais;
  • Não estar incompatibilizado para nova posse em cargo público federal.

Quais são os cargos dentro da carreira de Ofchan?

A Lei nº 11.907/2009 determina que a carreira de Oficial de Chancelaria seja divida em 4 classes e 20 padrões.

 Após ser aprovado no concurso para chancelaria, o aprovado inicia a carreira na Classe A. Entenda como funciona o desenvolvimento na carreira mediante progressão e promoção.

  • Classe Especial (170 cargos) – Padrões I, II, III, IV e V (final da carreira);
  • Classe C (200 cargos) – Padrões I, II, III, IV e V;
  • Classe B (230 cargos) – Padrões I, II, III, IV e V;
  • Classe A (400 cargos) – Padrões I, II, III, IV e V (início da carreira).

Como funciona a promoção de cargos na carreira de Ofchan?

A progressão de cargos na carreira de chancelaria funciona por tempo ou merecimento. Entenda as duas formas, a seguir:

Progressão por tempo

São 12 meses para a progressão de um padrão para outro, obedecendo aos critérios estabelecidos nos regulamentos aplicáveis. 

Veja as etapas a serem percorridas, segundo a lei brasileira:

  • Para a Classe Especial, a promoção será somente por merecimento; 
  • Para a Classe C, 80% das vagas por merecimento e 25% por antiguidade; 
  • Para a Classe B: 60% das vagas por merecimento e 40% por antiguidade. 

Veja como foi a prova de Oficial de Chancelaria de 2015!

Progressão por merecimento

Por merecimento, a progressão na carreira de um Oficial de Chancelaria precisa cumprir alguns quesitos. As principais exigências são a realização de cursos de aperfeiçoamento, tempo mínimo de efetivo exercício na carreira e de serviços prestados no exterior:

  • Para a Classe Especial, 20 anos de efetivo exercício na Carreira de Oficial de Chancelaria, dos quais pelo menos 10 anos de serviços prestados no exterior, e habilitação no Curso de Especialização de Oficial de Chancelaria (CEOC).  
  • Para a Classe C, no mínimo, 12 anos de efetivo exercício na Carreira de Oficial de Chancelaria, dos quais um mínimo de 6 anos de serviços prestados no exterior e ter sido Curso de Capacitação de Oficial de Chancelaria (CCOC).
  • Chegar na Classe B precisa ter, no mínimo, 6 anos de efetivo exercício na Carreira de Oficial de Chancelaria e ter sido habilitado no Curso de Atualização de Oficial de Chancelaria (CAOC).
  • Para a Classe A, é preciso preencher os requisitos e ser aprovado no concurso público para se tornar oficial de chancelaria.

Quais as atribuições de cada setor?

O Oficial de Chancelaria pode ter a função de vice-cônsul e/ou a chefia de setores, como administração, contabilidade, comunicações, processamento de informação comercial ou consular. 

De acordo com a Portaria do Ministro de Estado, interino, das Relações Exteriores, de 15 de agosto de 2005. Os setores são:

Administração

O oficial da chancelaria nesse setor precisa realizar tarefas relativas à administração patrimonial, inventário, compras, obras, manutenção de equipamentos e contratos de prestação de serviços e de admissão e dispensa de Auxiliares Locais.

Contabilidade

Integrantes da carreira Oficial de Chancelaria são responsáveis por todos os atos relacionados ao processo de recebimento e desembolso de dotações e de prestação de contas. 

Além disso, realizam a execução do Programa ADMP [Administração de Postos, que está sendo paulatinamente substituído pelo Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI).

Comunicações

No setor de comunicações, os oficiais são encarregados de todas as tarefas relacionadas à entrada, registro, distribuição e saída de expedientes, inclusive o processamento das comunicações com a SERE (Secretaria de Estado das Relações Exteriores). Além da manutenção dos arquivos do posto.

Processamento de Informação Comercial

O setor de Processamento de Informação Comercial necessita que os oficiais da chancelaria se encarreguem de tarefas administrativas relativas ao processamento de informações afetas atividades na área de promoção comercial.

Consular

No setor consular, os ocupantes da carreira Ofchan precisam se encarregar sobre as tarefas administrativas relativas à prestação de assistência a brasileiros no exterior e emissão de documentos consulares. 

Nos Consulados-Gerais, Consulados e Embaixadas com grande volume de trabalho consular, o Setor Consular poderá ser compartido em: a) Setor de Assistência a Nacionais; b) Setor de Vistos; c) Setor de Passaportes; d) Setor de Atos Notariais.

Saiba a qual a diferença entre o consulado e a embaixada!

Qual o passo a passo para ingressar na carreira?

Como se tornar Oficial de Chancelaria? Para ingressar na carreira de Ofchan é preciso prestar o concurso público e ser aprovado no Concurso para Oficial de Chancelaria. Esse concurso é dividido em duas fases, entenda a seguir: 

Primeira fase do concurso 

A primeira fase do concurso de Oficial de Chancelaria é composta pela prova escrita objetiva e prova escrita discursiva, ambas de caráter eliminatório e classificatório.

A prova objetiva contém 80 questões de múltipla escolha, sobre temas da Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Noções de Direito Constitucional e Administrativo, Noções de Contabilidade e Raciocínio Lógico. 

Para seguir, é preciso, no mínimo, que os candidatos acertam 40 questões do total da Prova Objetiva. Assim, conjuntamente precisam acertar:

  • No mínimo, 20 questões do módulo de conhecimentos linguísticos (Língua Portuguesa e Língua Inglesa); 
  • No mínimo, 16 questões do módulo de conhecimentos especializados (Direito, Contabilidade e Raciocínio Lógico).

Também é necessário ser aprovado na prova escrita discursiva, constituída de 2 avaliações: Língua Portuguesa e Língua Inglesa.

Na Prova Escrita Discursiva, os candidatos precisam seguir para a próxima fase com nota igual ou superior a 36 pontos na Prova de Língua Portuguesa e nota igual ou superior a 36 pontos na Prova de Língua Inglesa. 

Saiba como é o que é cobrado na prova discursiva de Oficial de Chancelaria!

Segunda fase

A segunda fase do concurso para oficiais de chancelaria é formada por um curso preparatório para Oficial de Chancelaria, de caráter eliminatório e classificatório, com duração total de 40 horas, realizado pelo Ministério das Relações Exteriores, em Brasília-DF. 

Nesse curso preparatório, os aprovados na primeira fase ganham conhecimentos sobre o Serviço Consular Brasileiro e podem iniciar no cargo de Oficiais da Chancelaria na Classe A. 

Qual o salário previsto para cada cargo e classe na carreira?

Quanto ganha um Ofchan? O cargo de Oficial de Chancelaria é organizado nas classes A, B, C e Especial, cada uma possui 5 padrões, segundo a Lei nº 12.775, de 28 de dezembro de 2012.

Sendo assim, o servidor que ingressa na carreira na Classe A, padrão I, recebe inicialmente 9.330,06. No entanto, o oficial que chegar no topo da carreira, na Classe Especial, padrão V, o salário será de R$ 13.653,48, desde os efeitos financeiros a partir de 2019.

Qual a diferença entre a carreira de Ofchan e a de diplomata?

A principal diferença entre um oficial de chanceleria e diplomata é que um Ofchan realiza a gestão administrativa em apoio ao desenvolvimento da política externa brasileira, enquanto o diplomata representa o Estado brasileiro perante à comunidade internacional.

As principais funções dos oficiais da chancelaria são o planejamento, implementação e execução das análises técnicas em atividades ligadas ao Ministério das Relações Exteriores. Já os diplomatas precisam desempenhar atividades de natureza diplomática e consular.

Confira o guia completo do Concurso de Diplomata!

Quando é próximo concurso para Oficial de Chancelaria?

O Ministério das Relações Exteriores solicitou ao Ministério da Economia a autorização para realizar o concurso público para as carreiras de Oficial de Chancelaria e Assistente de Chancelaria em 2023, com previsão de 50 vagas para cada. Portanto, é preciso aguardar por novas informações, pois tudo indica que um novo concurso será realizado em 2023. 

Como estudar para o concurso de Oficial de Chancelaria?

Quem deseja seguir a carreira Oficial de Chancelaria precisa focar nos estudos sobre as disciplinas solicitadas na prova do concurso para Ofchan. Sendo assim, quem busca a aprovação no Concurso para Oficial da Chancelaria pode aprender mais com os cursos oferecidos no Clipping Ofchan!

Série Diplomacia & Relações Internacionais: Atos Institucionais | Resumo

Os Atos Institucionais foram decretados durante o regime militar no Brasil, que começou em 1964 e durou até 1985. Esses atos foram editadas por representantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica ou pelo Presidente da República.

Apesar de ser um tema polêmico, esse assunto já foi tema de provas de concursos públicos. Sendo assim, não é possível descartar que os Atos Institucionais das futuras provas do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD). 

Confira um resumo sobre o golpe militar no Brasil e os atos institucionais da ditadura militar, logo abaixo!

Índice

  1. Atos institucionais da Ditadura Militar
  2. O que são os atos institucionais?
  3. Quais são os atos institucionais?
  4. Os 5 principais atos institucionais
  5. AI-1 – Ato Institucional 1
  6. AI-2 – Ato Institucional 2
  7. AI-3 – Ato Institucional 3
  8. AI-4 – Ato Institucional 4
  9. AI-5 – Ato Institucional 5
  10. Constituição de 1967 
  11. Atos Institucionais em provas de concurso 
  12. História do Brasil no CACD 
  13. Exemplo na prova do CACD 
  14. Como estudar para o CACD?

Atos institucionais da Ditadura Militar

Para entender os Atos institucionais é preciso explicar como iniciou a Ditadura Militar no Brasil. Castelo Branco foi o primeiro presidente desse regime ditatorial.

O governo de Castelo Branco ocorreu entre 1964 a 1967 e marcou o início da ditadura. O golpe político-militar, que colocou fim na democracia no Brasil, começou no dia 1° de abril de 1964.

Esse golpe de Estado foi responsável pela derrubada do presidente anterior, João Goulart também conhecido como Jango. Seu mandato ocorreu de 1961 a 1964, antes de iniciar a ditadura militar.

Assim que os militares se estabeleceram no poder, iniciou uma longa e violenta jornada de caçada e repressão aos grupos políticos de esquerda, que haviam apoiado a reforma de base do ex-presidente João Goulart. 

Leia nosso artigo sobre o José Jobim, um diplomata assassinado na ditadura militar e homenageado por alunos do Instituto Rio Branco!

O que são os Atos Institucionais?

Superficialmente, muitas pessoas sabem que os atos institucionais foram criados pelos governos militares para reprimir pessoas. No entanto, é preciso entender mais a fundo os atos institucionais durante a ditadura militar no Brasil.

Afinal, o que é um ato institucional? Os atos institucionais formaram um conjunto de leis de exceção decretadas durante os governos militares entre 1964 a 1985.

Esta ordenação jurídica tinha como característica a superioridade em relação à Constituição Federal do Brasil

Por meio desses atos, o governo cancelou gradualmente os direitos de liberdades individuais, de modo a punir todos aqueles que se opusessem às diretrizes governamentais dos chefes políticos militares.

Quais são os atos institucionais?

Ao todo, foram emitidos 17 atos institucionais nos cinco primeiros anos da Ditadura Militar, entre 1964 a 1969. Esses atos foram editados pelos Comandantes-em-Chefe do Exército, da Marinha e da Aeronáutica ou pelo Presidente da República, com o respaldo do Conselho de Segurança Nacional.

Esses atos não estão mais em vigor desde o fim do Regime Militar, em 15 de março de 1985. No entanto, até hoje, esses atos são comentados em provas de concursos e criticados pela mídia. 

Os 5 principais atos institucionais

Os atos institucionais 1 ao 5 (AI 1, 2, 3, 4 e 5) são os principais atos institucionais criados nos primeiros anos da Ditadura Militar. Abaixo, um resumo de cada ato institucional desse período de repressão à liberdade. 

AI-1 – Ato Institucional 1

O que foi o AI-1? O Ato Institucional 1 foi publicado em 9 de abril de 1964. Esse ato transferiu o poder aos militares, realizou eleições indiretas e conferiu aos Comandantes-em-chefe das Forças Armadas o poder de suspender direitos políticos e cassar mandatos legislativos.

As principais características do AI-1 eram:

  • Transferência do poder político para os militares. Portanto, quem mandava no Brasil, a partir daquele momento, eram os militares do Exército, Marinha e Aeronáutica.
  • Estabelecer eleições indiretas para a escolha do próximo presidente. Esse tipo de eleição não precisa da participação popular, ou seja, quem vota e elege o presente são os deputados e senadores, indicados pelos militares. 
  • Colocar em disponibilidade ou aposentar obrigatoriamente as pessoas se opusessem contra a segurança do país, ao regime democrático e à probidade da Administração Pública.

AI-2 – Ato Institucional 2

Os atos institucionais 2 foram decretados em 27 de outubro de 1965. Esses atos mostravam que a Ditadura Militar se encaminhava para a imposição de um regime ainda mais autoritário.

As principais características do AI-2 eram:

  • Foram estabelecidas novamente eleições indiretas para o cargo de presidente.
  • Todos os partidos políticos existentes até aquele momento foram extintos.
  • Foi formado o bipartidarismo com a criação de 2 partidos: o Arena (Aliança Reformadora Nacional), que representava o governo militar, e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), que representava o partido de oposição ao governo militar.
  • Suspende as garantias de vitaliciedade (2 anos de exercício do cargo público), inamovibilidade (garantia dada aos magistrados e membros do ministério público em não serem transferidos), estabilidade (indenização de um mês de salário por ano trabalhado) e a de exercício em funções por tempo certo. 

AI-3 – Ato Institucional 3

O Ato Institucional 3 foi emitido no dia 5 de fevereiro de 1966. Com esse ato, as eleições indiretas foram estabelecidas para eleger Governador e Vice-Governador também, como já ocorria nas eleições presidenciais, determinada pelo AI-2.

As principais características do AI-3 eram:

  • Os governadores deveriam indicar os nomes dos prefeitos das capitais brasileiras. As assembleias deveriam aprovar esses nomes indicados. 
  • Os Senadores e Deputados Federais ou Estaduais, com prévia licença, puderam exercer o cargo de Prefeito de capital de Estado.
  • Aumentou o controle estabelecido pela junta do governo militar, já que os cargos de prefeitos e governadores eram indivíduos considerados de confiança do Regime Militar.

AI-4 – Ato Institucional 4

O Ato Institucional 4 foi declarado em 7 de dezembro de 1966. Por meio desse ato, a Ditadura Militar realizava a Convocação do Congresso Nacional para a votação e promulgação da Constituição de 1967

As principais características do AI-4 eram:

  • O Congresso Nacional foi convocado para discutir, votar e promulgar uma nova Constituição para substituir a Constituição de 1946, que ainda estava em vigência. 
  • Após a Convocação extraordinária e até a reunião ordinária do Congresso Nacional, o Presidente da República ainda podia expedir decretos com força de lei sobre matéria administrativa e financeira.
  • A Constituição Brasileira de 1967 foi outorgada em 24 de janeiro de 1967 e entrou em vigor no dia 15 de março de 1967.

AI-5 – Ato Institucional 5

O que significa AI-5? Dentre todos os atos institucionais durante a Ditadura Militar, nenhum outro foi tão destruidor da democracia, como o Ato Institucional n° 5, assinado em 13 de dezembro de 1968.

AI-5 características: 

  • Autorização ao Presidente da República para criar leis. Assim, o Poder Legislativo foi anulado no Brasil, naquele momento.
  • Congresso Nacional, Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais foram colocadas em recesso.
  • Suspensão da Magistratura (juízes): os juízes perderam todas as suas imunidades que davam privilégios e direitos, como ser julgado apenas pelos próprios juízes.
  • Decretado estado de sítio por tempo indeterminado, ou seja, a suspensão temporária dos direitos e garantias individuais previstos na instituição.
  • Suspensão de direitos políticos e restrição ao exercício de qualquer direito público ou privado;
  • Cassação de mandatos eletivos;
  • Fim do habeas corpus para crimes para determinados crimes, possibilitando que os presos pudessem ser torturados por mais tempo nas prisões do governo.

Constituição de 1967 

O Regime Militar implantado no Brasil, em 1964, legitimou suas ações políticas por meio do texto da Constituição de 1967. 

Os Atos Institucionais compunham um ordenamento jurídico paralelo àquele que já existia, a Constituição de 1946.  

Castelo Branco foi o presidente eleito indiretamente através dos 4 primeiros Atos Institucionais. Ele quem ordenou aos congressistas que elaborassem um novo texto constitucional entre dezembro de 1966 e janeiro de 1967. 

Essa nova Constituição incorporou o autoritarismo dos primeiros Atos Institucionais, revogada após o fim do governo militar. 

Em 1986, os deputados eleitos, que formaram a Assembleia Constituinte, formularam a nova Carta Magna conforme o novo regime democrático restaurado.

Atos Institucionais em provas de concurso 

Os Atos Institucionais já foram temas em provas de concursos, já que eles fazem parte da Ditadura Militar que marcou a história do Brasil. Portanto, os atos podem aparecer nas próximas provas de diversos concursos públicos. 

Esse assunto faz parte da História do Brasil, uma disciplina que todo concursista precisa saber aos pontos importantes da história brasileira, já que podem ser cobrados nas provas. 

A disciplina de História é analítica, crítica e interpretativa, portanto, os estudiosos devem buscar entender o passado para compreender o presente. 

Leia o artigo: Onde está o Manual de História do Brasil?

História do Brasil no CACD 

História do Brasil é uma das matérias que caem no CACD, além de Língua portuguesa, Língua inglesa, Língua francesa, Língua espanhola, História mundial, Política internacional, Geografia, Economia, Direito Internacional Público e Direito Interno.

Portanto, interessados no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata devem estudar essas disciplinas e as bibliografias indicadas no Edital. 

Veja uma análise geral da Prova de primeira fase de História I CACD 2024!

Exemplo na prova do CACD 

Os Atos Institucionais fazem parte da história da Ditadura Militar, que já foi tema de questão da prova de 2015 do CACD. Veja a seguir:

Q612942 – História – História do Brasil – República Autoritária: 1964- 1984

A experiência democrática brasileira vivenciada a partir de 1946 foi rompida pelo golpe ditatorial de 1964. O melhor retrato que se pode traçar daquele período é o de “um país em movimento”. Rápida industrialização e acelerada urbanização ecoavam por todos os setores da vida nacional, infiltrando-se na política e se expressando pelas mais diversas manifestações artístico-culturais. Cerca de duas décadas de regime autoritário, embora tenham cerceado bastante a participação política da sociedade, não foram capazes de impedir que a luta pela liberdade e pela democracia florescesse. Em 1985, esgotado o ciclo comandado pelos militares e pela força destes, o país retomou a experiência democrática interrompida, então renovada e identificada com as demandas de um novo tempo.

Relativamente a esse contexto da história contemporânea do Brasil, julgue o próximo item:

A coesão das forças militares, encabeçadas pelo Exército, explica a fácil vitória dos que se opunham ao reformismo de João Goulart, a despeito da falta de apoio de setores poderosos da sociedade civil, como o empresarial, o político e o religioso, aos protagonistas do golpe de 1964.

Alternativas: C) Certo ou E) Errado

Resposta correta: Errado

Veja como foi a prova de História do Brasil do CACD 2017!

Como estudar para o CACD?

Os candidatos do CACD devem se preparar para a prova dedicando um tempo diário para a revisão de matérias e realização de exercícios das provas anteriores

Além disso, o estudo da disciplina de História do Brasil e das demais disciplinas solicitadas no concurso para diplomata podem ser estudadas com os cursos do Clipping CACD. Por lá, os concursistas terão:

  • Roteiro completo de estudos, com bibliografia indicada, dividido por semanas. 
  • Seleção diária das notícias mais citadas pela banca do concurso.
  • Checklist pronto para marcar o que foi estudado e o que precisa melhorar.
  • Questões de provas com gabarito comentado.

Veja o nosso Guia de Estudos CACD: lista completa (2023-1951)!

Série Diplomacia & Relações Internacionais: Poder Constituinte Derivado, Decorrente e Originário

O Poder Constituinte Derivado é aquele que pode modificar a Constituição Federal ao longo dos anos, por um procedimento criado e estabelecido pelo Poder Constituinte Originário. Sendo assim, esse poder tem a obrigação de atender as exigências impostas pelo originário para a produção das normas constitucionais.

O Poder Constituinte Derivado também é chamado de poder constituinte instituído, constituído, secundário, de segundo grau e remanescente. Acompanhe o texto para entender melhor o que é Poder Constituinte Derivado, além do Poder Decorrente e Poder Originário. Logo abaixo!

Índice

O que é Poder Constituinte?

O que é o poder constituinte? Primeiramente, devemos lembrar o que é constituinte, que é o poder de estabelecer ou alterar a Constituição. Assim, Constituição é o instrumento de hierarquia máxima, um conjunto de normas jurídicas que visa regular as instituições organizacionais e mantenedoras do Estado.

Os cidadãos são os “proprietários”, ou seja, os titulares do Poder Constituinte. Sendo assim, a população tem o poder de escolher os representantes, por meio das eleições, que recebem a função de elaborar a Constituição.

Em outras palavras, o poder constituinte é o poder político que faz ou refaz as normas jurídicas constitucionais do Estado, em nome de um povo. 

Veja nosso artigo sobre CACD & Ano Eleitoral!

O que é Poder Constituinte Derivado?

Vamos reforçar o que é Poder Constituinte Derivado. O Poder Constituinte Derivado é o poder de reformar uma Constituição já existente, também chamado de Poder Constituinte Derivado Reformador. 

Além do Poder Constituinte Derivado Reformador, o poder derivado pode ser dividido ainda em: derivado decorrente e derivado revisor. Falaremos sobre cada um deles, neste texto.

O Poder Constituinte Derivado também pode complementar o conteúdo da Constituição Federal por meio das Constituições Estaduais e a Lei Orgânica do Distrito Federal, chamado de Poder Constituinte Decorrente. 

Características do Poder Constituinte Derivado

Quais são as características do Poder Constituinte Derivado? Ele é subordinado, condicionado e limitado. Portanto, podemos dizer que ele: 

  • Subordinado juridicamente pelo Poder Constituinte e Originário. 
  • Condicionado porque as reformas deve ser realizada harmonicamente com a Constituição Federal.
  • Limitado, por isso, deve obediência às normas de elaboração impostas, assim como ao conteúdo da Constituição Federal que não pode sofrer alteração.

Exemplos de direito constituinte derivado

Quais são os bons exemplos de direito constituinte derivado? As normas constitucionais derivadas são aquelas que foram adicionadas à Constituição Federal após à sua promulgação pelo Poder Constituinte Derivado, que pode alterar a Constituição.

Importante ressaltar que as normas constitucionais derivadas incorporam a ordenação jurídica no mesmo nível hierárquico das normas constitucionais originárias.

As normas constitucionais originárias foram elaboradas pelo Poder Constituinte Originário (poder que desenvolve uma nova Constituição), que constituem a Constituição desde sua promulgação em 1988. 

Desse modo, as normas constitucionais derivadas são as resultantes de emendas à Constituição, realizado pelo Poder Constituinte Derivado Reformador.

Podemos destacar como um bom exemplo a emenda constitucional nº 115, de 10 de fevereiro de 2022, que altera a Constituição Federal para incluir a proteção de dados pessoais entre os direitos e garantias fundamentais.

O que é Poder Constituinte Derivado Reformador?

Como citado acima, o Poder Constituinte Derivado Reformador faz parte do Poder Constituinte Derivado e pode possibilitar mudanças na Constituição por meio das emendas constitucionais. 

Para uma emenda constitucional ser aprovada, é preciso um Quórum Qualificado de aprovação de três quintos de membros em dois turnos de votação, tanto na Câmara dos Deputados como no Senado Federal devem aprovar o conteúdo da emenda por três quintos em dois turnos nas duas casas.

O que é o Poder Constituinte Decorrente?

O Poder Constituinte Derivado Decorrente é o poder conferido aos Estados-Membros para se organizarem por meio das suas constituições estaduais. A sua Constituição estadual deve sempre respeitar a Constituição Federal, mesmo que cada estado tenha sua própria Constituição Estadual criada pela Assembleia Legislativa.  

No entanto, vale lembrar que os municípios não possuem Poder Decorrente porque eles não são regidos por Constituição. 

O que é o Poder Constituinte Originário?

O Poder Constituinte Originário é o poder de criar uma Constituição, seja ela a primeira Constituição ou uma nova Constituição. Em países democráticos, quem faz a Constituição é a Assembleia Nacional Constituinte eleita pelo povo. 

Em países não-democráticos, é o próprio governante quem faz a Constituição ou determina quem irá fazê-la.  

Características do Poder Constituinte Originário

Já pesquisou na internet por “Poder Constituinte Originário características”, então iremos contar quais são, a seguir: 

  • Inicial: porque ele dá início a uma nova ordem jurídica;
  • Ilimitado: ele não precisa respeitar qualquer limite imposto pela Constituição anterior;
  • Incondicionado: não segue condições pré-estabelecidas;
  • Permanente ou latente: nada impede que a qualquer momento surja um novo movimento constitucionalista.

Relação entre direito constituinte derivado, originário e decorrente

Qual a relação entre direito constituinte derivado, originário e decorrente? A primeira relação é que o Poder Constituinte é um gênero que possui duas espécies: Poder Constituinte Originário e Poder Constituinte Derivado.

O Poder Constituinte Originário é o que estabelece a Constituição de um novo Estado, enquanto o Poder Constituinte Derivado é poder limitado de reformar uma Constituição já existente. 

Já o Poder Constituinte Derivado se manifesta sob a forma de Poder Constituinte Reformador e Poder Constituinte Decorrente, daí a relação. 

Por sua vez, o Poder Constituinte Reformador possibilita a realização de uma alteração no texto constitucional, respeitando as cláusulas pétreas e seguindo o procedimento previsto no artigo 60 da Constituição Federal. 

Já o Poder Constituinte Derivado Decorrente permite que cada Estado-Membro (unidade federativa) realize a criação das constituições estaduais, desde que respeitem as regras limitativas previstas na Constituição Federal. 

Poder constituinte na prova do CACD

Muitas pessoas que desejam saber sobre poder constituinte, Poder Constituinte Derivado, Poder Constituinte Decorrente e Poder Constituinte Originário, são interessadas nesses assuntos por conta da prova do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD).

Como será que esses conteúdos podem ser cobrados na prova do CACD? Normalmente, esse assunto costuma aparecer nas questões sobre Direito, matéria que cai na prova do concurso.

Sendo assim, existe a possibilidade dos temas relacionados com o Poder Constituinte caírem na Primeira Fase (prova de múltipla escolha) e na Terceira Fase, etapa das provas discursivas (redação e provas dissertativas).

Confira nosso artigo sobre como estudar Direito Constitucional para o CACD!

Exemplo real na prova do CACD

Qual o exemplo real sobre o Poder Constituinte Derivado que já foi cobrado nas provas anteriores do CACD? A questão 29 da edição da prova em 2018 sobre Direito. Veja o enunciado:

Com relação à classificação da Constituição, à competência dos entes federativos, ao ato jurídico e à personalidade jurídica, julgue (C ou E) o item que se segue.

A vigente Constituição brasileira é, no que se refere à estabilidade, semirrígida, pois, além de conter normas modificáveis por processo legislativo dificultoso e solene, possui também normas flexíveis, que podem ser alteradas por processo legislativo ordinário.

Nesse caso, era necessário indicar a letra E, de errado, para essa questão. Para essa questão, quanto à alterabilidade, a frase acima está errada porque:

“As fixas, segundo Kildare Gonçalves Carvalho, “… são aquelas que somente podem ser alteradas por um poder de competência igual àquele que as criou, isto é, o poder constituinte originário. São conhecidas como constituições silenciosas, porque não estabelecem, expressamente, o procedimento para sua reforma. Têm valor apenas histórico, sendo exemplos destas Constituições o Estatuto do Reino da Sardenha, de 1848, e a Carta Espanhola de 1876”.59”

Veja todas as provas discursivas do CACD 2018!

Como estudar sobre Direito para o CACD?

Como se preparar para as questões sobre Direito no CACD? Como estudar sobre Poder Constituinte Derivado para o CACD? É preciso ter estratégia, foco e disciplina. 

Além de ler a bibliografia indicada para a preparação para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata, o ideal é assistir às aulas preparatórias para as provas sobre Direito e outras matérias que caem na prova. 

Se você não sabe qual curso escolher, então sugerimos que você busque a preparação para o CACD por meio de nossa plataforma de estudos, a Clipping CACD. Por lá, tem tudo o que você precisa para passar no CACD! 

Cônsul honorário: o que é, suas funções, relação com diplomata e mais!

Se você tem interesse na carreira diplomática, então, com certeza, já se interessou em ser cônsul honorário. Mas será que existe relação entre cônsul e diplomata, por exemplo? Essa e outras perguntas serão respondidas neste texto, logo abaixo!

Saiba, a seguir, tudo sobre a carreira de um cônsul honorário: o que é, suas funções, formação, privilégios, salário e muito mais. Confira!

Índice

O que é cônsul honorário?

O que é um cônsul? Cônsul significado? O que é ser cônsul honorário? Essas perguntas são muito comuns entre os brasileiros. 

Segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, cônsul honorário é: “agente oficial de um país em território estrangeiro, encarregado de lhe promover os interesses e de proteger os seus nacionais em localidades onde não há embaixada”.

Traduzindo o que significa ser cônsul honorário de um país, nada mais do que um título oficial dado às pessoas que se dispõem voluntariamente a atenderem os cidadãos brasileiros no país em que residem.

Nesse caso, os postos dos consulares honorários são criados conforme o tamanho da comunidade brasileira nos países, principalmente por conta da distância entre as embaixadas e consulados. 

Entenda a diferença entre o consulado e a embaixada no nosso artigo!

O que faz um cônsul? 

O que faz um cônsul? Qual a sua função? Primeiramente, é importante saber que os cônsules honorários são pessoas que preservam os vínculos com o país de origem.

Nesse caso, os cônsules do Brasil servem como ponte intermediária entre o MRE (Ministério das Relações Exteriores) e a comunidade brasileira local. 

Mas, o que faz um cônsul, necessariamente? Qual a função de um cônsul? Veja a seguir quais são suas funções: 

  • defender os direitos dos brasileiros no exterior;
  • dar assistência aos moradores e turistas no país estrangeiro;
  • facilitar a comunicação do MRE com a comunidade local;
  • visitar cidadão brasileiros em centros de detenção;
  • apoiar os Consulados Itinerantes;
  • organizar e participar de encontros, eventos e outras atividades relacionadas com a comunidade brasileira no país estrangeiro;
  • pedir o preenchimento de Formulário de Matrículas aos brasileiros residentes para serem incorporadas em seguida ao banco de dados da Repartição Consular a que se subordina;
  • coordenar com a Repartição Consular a evolução das relações comerciais, econômicas, culturais e científicas do Brasil;
  • atuar como elemento de apoio das Missões Diplomáticas e Repartições Consulares a qual esteja subordinada, principalmente nos países em que não há Embaixada brasileira.

Basicamente, essas são as principais funções destinadas aos consulares honorários nos países do exterior. Sem dúvidas, as funções do cônsul são muito importantes, principalmente nas localidades em que não há Embaixadas ou repartições consulares. 

Qual a formação do cônsul?

Agora que você sabe o que um cônsul honorário faz, qual a formação desse tipo de cônsul? Na verdade, não é exigido uma formação acadêmica dos consulares honorários.

Para ser cônsul é necessário se destacar pelo contato com a comunidade brasileira no exterior, além de ter as condições de realizar voluntariamente as funções descritas acima. 

Como é feita a escolha de um cônsul honorário?

Mas como é feita a escolha de um cônsul honorário? O Ministério das Relações Exteriores (MRE) com os Postos Consulares, ou seja, as Repartições Consulares Honorárias, indicam suas escolhas de candidatos para cônsules.

No mínimo, esses candidatos precisam ter conhecimento básico da língua portuguesa e condições de serem convocados como intérpretes, já que existe a possibilidade desse serviço ser solicitado.

Sendo assim, importante ressaltar que o cônsul honorário não é um servidor da carreira diplomática e nem funcionário remunerado do Estado brasileiro.

Quais são os requisitos para se tornar um cônsul?

Quais são os requisitos necessários para ser cônsul honorário? Veja o que precisa para ser um cônsul honorário, logo abaixo:

  • ser um cidadão brasileiro ou estrangeiro que se mostra disposto e capacitado a agir em favor dos interesses do Estado e dos brasileiros; 
  • aceitar realizar suas funções voluntariamente;
  • ser destaque na comunidade brasileira local no exterior;
  • ter, no mínimo, conhecimento básico da língua portuguesa;
  • ao ser escolhido, cumprirá um mandato de 4 anos, podendo ser renovado por igual período;
  • ser submetido a avaliação anual sobre seu desempenho;
  • ter boa convivência com a comunidade brasileira para manter seu mandato.

Como se tornar um cônsul?

E como ser um cônsul honorário? Para ser um cônsul honorário é necessário ser uma pessoa com um determinado nível de influência em uma certa localidade que, se comprometem a cumprir voluntariamente as funções de um cônsul honorário.

Mas como ocupar os cargos de Cônsul-Geral, Cônsul ou Vice-Cônsul? O primeiro passo é  a aprovação do CACD (Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata). Falaremos mais sobre isso, ainda neste artigo! 

Veja o nosso Guia de Estudos CACD: lista completa (2022-1951)!

Como funciona a hierarquia dos cônsules?

Existe uma hierarquia dos cônsules que deve ser respeitada dentro dos consulados ou por seções consulares de Embaixadas. Saiba como são os títulos, a seguir: 

  • Cônsul-Geral: chefe do Consulado-Geral, o mais alto cargo consular, nas metrópoles do país no exterior, não apenas na capital; 
  • Cônsul: quem comanda o consulado de menor expressão ou de cidades menores.
  • Vice-Cônsul: subordinado do Cônsul, ou seja, aquele que substitui o Cônsul nas suas ausências ou impedimentos;
  • Cônsul-Honorário: título concedido para não diplomatas realizado de forma voluntária, a fim de servir e de auxiliar no consulado.

Quanto ganha um cônsul honorário?

Quanto ganha um cônsul honorário? Importante ressaltar que o cônsul honorário não recebe salário ou desembolso de despesas para ocupar esse cargo. Sendo assim, ele exerce suas funções voluntariamente. 

Quais são as vantagens de um cônsul?

Quais as vantagens de ser cônsul honorário? Que privilégios possui quem ocupa esse título? Os funcionários consulares têm: 

  • Imunidade penal, civil e administrativa apenas no que se refere aos atos de ofício, aqueles praticados no exercício das funções consulares;
  • Inviolabilidade penal, somente podem ser presos em caso de crime grave ou quando o ato já foi julgado.

Como é o trabalho de um cônsul no Brasil?

Como ser cônsul no Brasil? Segundo o Decreto-Lei Nº 4.391, a regra de admissão de agentes consulares estrangeiros (Consul Geral, Consul, Vice-Consul ou Agente Consular ou Comercial), nomeado para o Brasil, é a emissão do exequatur.

O exequatur é uma autorização para que uma sentença estrangeira ou um pedido formulado por autoridade estrangeira por carta rogatória sejam cumpridos no Brasil. 

Esse pedido feito por meio de nota, ao Ministro de Estado das Relações Exteriores, aceita e reconhece como o cônsul no Brasil, com a finalidade de exercer as suas funções legalmente.

Como é o trabalho de um cônsul no Brasil? O trabalho de um cônsul no Brasil é agir em prol dos interesses dos cidadãos do seu país de origem em território brasileiro. 

Como é o trabalho de um cônsul no exterior?

Existem 2 tipos de assistência consular a brasileiros no exterior: Assistência Reativa e Assistência Proativa. Saiba mais sobre elas: 

  • Assistência Reativa: resposta a um contato preliminar do consulente, familiares, conhecidos, repartição consular, etc.
  • Assistência Proativa: estabelece uma rede de contatos com autoridades dentro e fora do Brasil (comunidade brasileira e autoridades locais de cada país), bem como políticas e projetos voltados para a comunidade brasileira local.

Como funciona o consulado brasileiro?

O que é um consulado? O consulado é um departamento público do Governo brasileiro no exterior. 

Mas como funciona o consulado brasileiro? Um consulado brasileiro funciona para proteger os interesses e direitos dos cidadãos brasileiros no país estrangeiro onde vivem ou transitam. 

Além disso, os integrantes de um consulado também atuam na qualidade de notário (tabelião) e oficial de registro civil. Dessa forma, podem expedir determinados documentos, como passaportes aos brasileiros e vistos.

Qual a relação do cônsul com o diplomata?

Qual a relação entre um cônsul e diplomata? Importante lembrar que um Cônsul-Geral é o título conferido ao diplomata que chefia um Consulado-Geral. Já o diplomata é o servidor público aprovado no Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD). 

Sendo assim, na carreira diplomática, um diplomata pode chegar a alcançar o título de Cônsul-Geral, Cônsul ou Vice-Cônsul, caso for da sua vontade e do interesse do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e após vários anos no exercício de sua carreira. 

Saiba mais sobre a história da carreira diplomática e suas possibilidades de atuação!

Como trabalhar no consulado?

Por fim, se você deseja virar um cônsul honorário, então precisará ser uma pessoa com influência na comunidade local brasileira no exterior, a fim de ser notado pelos Postos Consulares para ser nomeado e receber esse título honroso.

No entanto, se você deseja trabalhar no consulado, seja como Cônsul-Geral, Cônsul, Vice-Cônsul, entre outros cargos, a primeira etapa é ser aprovado no Concurso de Admissão à Carreira Diplomática, o CACD.

É preciso estudar bastante para conseguir a aprovação nesse concurso, mas a caminhada por ser mais fácil com a ajuda de uma plataforma de estudos completa para candidatos de todos os níveis, o Clipping CACD

CACD Inglês: Como se preparar para a prova [Guia Completo]

A prova de inglês do CACD costuma assustar, e com razão. Ela exige muito mais do que fluência: é preciso ler com precisão, escrever com clareza e dominar a gramática e o vocabulário em nível avançado, tudo dentro de um estilo formal e objetivo.

A boa notícia? Com método e direcionamento, é possível se destacar, mesmo começando do básico.

Neste guia, você vai entender como funciona a prova, quais habilidades são cobradas em cada fase e como organizar seus estudos com foco total no perfil da banca.

Você vai ver nesse post:

Como Funciona a Prova de Inglês no CACD?

A prova de Língua Inglesa no CACD é uma das etapas mais exigentes e, ao mesmo tempo, mais decisivas do concurso. Muita gente subestima sua complexidade, acreditando que basta “saber inglês” para se sair bem, mas isso está longe da realidade.

Na prática, o que a banca cobra vai muito além da fluência: é necessário ler com profundidade, interpretar com precisão, escrever com rigor e, acima de tudo, usar a língua com estratégia, de acordo com critérios específicos de correção. Por isso, compreender o formato da prova em cada fase é essencial para planejar sua preparação de forma inteligente e eficiente.

A seguir, explicamos o que você precisa saber sobre as duas etapas que compõem a prova de inglês: a objetiva e a discursiva.

Primeira Fase: A Prova Objetiva

Na primeira fase, o Inglês aparece na forma de questões objetivas no modelo de verdadeiro ou falso. Todas as perguntas são baseadas na interpretação de textos autênticos, geralmente retirados de fontes como The Economist, The Guardian ou BBC (ou seja, textos densos, com vocabulário variado e estruturas sofisticadas).

O funcionamento da prova é o seguinte:

  • Cada questão apresenta quatro itens (a, b, c, d) a serem julgados como verdadeiros ou falsos;
  • Itens corretos valem 1 ponto;
  • Itens incorretos descontam 0,5 ponto;
  • Itens em branco não somam nem subtraem pontos.

Esse sistema de pontuação exige do candidato uma postura estratégica: o famoso “chute consciente”. Em linhas gerais, recomenda-se evitar deixar itens em branco, especialmente se houver alguma margem de raciocínio. A exceção fica por conta de questões puramente lexicais (vocabulário fora de contexto), em que o risco de erro é maior que o benefício potencial.

Em 2025, por exemplo, a prova contou com 28 itens de Inglês, o que representa aproximadamente 11,7% da nota total da primeira fase, uma fatia significativa. O foco central está na interpretação textual, mas também são avaliadas:

  • Inferência e leitura entrelinhas;
  • Reconhecimento de vocabulário e expressões idiomáticas;
  • Gramática aplicada ao contexto do texto;
  • Estilo e coesão textual.

De forma geral, um desempenho acima de 70% de acertos tende a ser competitivo para a convocação à segunda fase, mas esse número pode variar a depender do nível de dificuldade da prova e da média da concorrência naquele ano.

Segunda Fase: A Prova Discursiva

Se a prova objetiva já exige atenção, a segunda fase eleva ainda mais o nível. Aqui, o candidato precisa produzir conteúdo em inglês, demonstrando capacidade de argumentação, clareza estrutural, coesão, vocabulário preciso e correção gramatical, tudo isso com uma linguagem apropriada ao contexto diplomático.

A segunda fase de Inglês é composta por duas partes:

1. Redação em Inglês

  • Tema geral, com foco em atualidades, relações internacionais ou dilemas sociais;
  • Extensão: 65 a 70 linhas;
  • Valor: 70 pontos.

O que é avaliado:

  • Clareza na organização das ideias;
  • Desenvolvimento lógico da argumentação;
  • Estilo e formalidade compatíveis com o tema;
  • Variedade e correção no uso de vocabulário e estruturas gramaticais.

2. Resumo em Inglês

  • Leitura de um texto em inglês e elaboração de um resumo também em inglês;
  • Extensão: 15 a 30 linhas;
  • Valor: 30 pontos.

O que é avaliado:

  • Capacidade de síntese;
  • Precisão lexical e gramatical;
  • Clareza e coesão textual.

Desde o edital de 2025, não há mais exercício de tradução nesta etapa, o que torna a produção textual ainda mais central no desempenho da prova.

Importante: A prova discursiva tem caráter eliminatório e classificatório. Mesmo que o candidato tenha ido bem na primeira fase, é comum ver eliminações nessa etapa por desempenho fraco em Inglês, inclusive entre candidatos com domínio técnico do idioma. O problema, muitas vezes, está em não adaptar o estilo de escrita ao perfil exigido pela banca.

Em resumo: dominar a prova de inglês exige muito mais do que saber inglês, e exige saber fazer a prova de inglês do CACD. E essa diferença é o que separa os que apenas tentam dos que realmente avançam no concurso.

Inglês no CACD: É Possível Começar do Zero?

Sim, é possível. E não apenas possível: é plenamente viável construir a base necessária em Inglês para o CACD partindo do básico ou intermediário, desde que o estudo seja feito com método, constância e foco nos objetivos certos. A experiência de centenas de candidatos que passaram pelo Clipping mostra que, com o direcionamento adequado, o progresso acontece.

O primeiro passo é entender que a prova de Inglês do CACD exige um tipo muito específico de domínio do idioma. Ela não mede se você conseguiria pedir café em Nova York ou assistir a um filme sem legenda. Ela avalia sua capacidade de:

  • Ler e interpretar textos complexos;
  • Redigir com clareza, coesão e precisão;
  • Aplicar estruturas gramaticais avançadas em contexto formal;
  • Utilizar vocabulário com sofisticação e propriedade.

Essas competências podem (e devem) ser desenvolvidas com base em um plano de estudos progressivo, como o que oferecemos no Clipping (pensado especificamente para o CACD, e não para fins genéricos de comunicação).

Sim, Mas Com Estratégia!

Se você está começando agora, o ponto de partida é o autoconhecimento. Isso significa mapear o seu nível atual de inglês com sinceridade, e entender suas lacunas e pontos fortes.

Algumas perguntas-chave que você deve se fazer:

  • Você já estudou inglês anteriormente, mesmo que informalmente?
  • Consegue compreender ideias principais em textos simples?
  • Tem familiaridade com estruturas básicas (como tempos verbais, preposições, ordem das frases)?
  • Consegue escrever pequenos textos ou frases com coerência?

Responder essas perguntas ajuda a calibrar suas expectativas e direcionar o plano de estudos. Inclusive, o Diagnóstico de Inglês do Clipping, disponível na plataforma, foi feito justamente para orientar esse primeiro passo, com recomendações de ciclos específicos para cada ponto a ser trabalhado.

Etapas Para Sair do Básico ao Avançado

Separamos abaixo um plano de ação em cinco etapas, baseado na metodologia do Clipping, para quem está começando (ou recomeçando) a jornada com o inglês para o CACD:

1. Construa uma Base Sólida

  • Comece pelas estruturas essenciais da gramática (tempos verbais, estruturas afirmativas, negativas e interrogativas).
  • Pratique leitura passiva diariamente com textos como BBC News, The Guardian e os clippings do próprio Clipping.
  • Faça traduções curtas e resumos à mão. A escrita manual é uma aliada poderosa da memorização e do aprendizado motor.

2. Estabeleça uma Rotina de Revisão Espacial

  • Reforçar o conteúdo periodicamente é tão importante quanto aprender algo novo.
  • Utilize técnicas como o método de revisão espaçada e a repetição intercalada dos ciclos.
  • Exemplo: estudou “Simple Past” no nível básico? Em um mês, revise com as atividades do nível intermediário para fixar e expandir.

3. Pratique com Provas Anteriores

  • Resolva questões objetivas e analise os erros com atenção.
  • Foque em entender como os enunciados são construídos e como a banca exige a aplicação da língua.
  • Acompanhe os padrões de cobrança e veja como o conteúdo gramatical aparece em contexto.

4. Desenvolva Habilidades de Escrita Desde o Início

  • Não espere “ficar bom” para começar a escrever: comece desde já, mesmo que com frases simples.
  • Faça pequenos textos e treine com temas reais de edições passadas.
  • Utilize ferramentas como o Clipping.ai para obter correções automáticas com base nos critérios da banca.

5. Planeje e Gerencie Seu Tempo de Estudo

  • Dedique tempo proporcional à importância da disciplina. A redação, por exemplo, vale 70% da nota da segunda fase.
  • Intercale estudo passivo (leitura, escuta) com estudo ativo (escrita, tradução, produção).
  • Separe ao menos dois dias por semana exclusivamente para o inglês (idealmente, um voltado para gramática e vocabulário, e outro para leitura e produção escrita).

Com disciplina, constância e as ferramentas certas, o candidato que parte do nível básico tem todas as condições de competir em alto nível. O segredo está em parar de comparar seu ponto de partida com o de outros candidatos e começar a comparar sua rotina com a sua própria meta.

Como Fazer um Plano de Estudos de Inglês para o CACD?

Se você quer realmente evoluir em Inglês com foco no CACD, não dá para estudar “de qualquer jeito”. O conteúdo é vasto, o tempo de preparação costuma ser longo, e a prova exige competências muito específicas. Por isso, é essencial ter um plano de estudos bem estruturado, com etapas progressivas e foco claro nos objetivos da banca.

Mas calma: isso não significa montar uma grade inflexível ou estudar oito horas por dia. Um bom plano de estudos é aquele que se adapta à sua realidade, mas mantém consistência e lógica pedagógica. Abaixo, te mostramos como começar a organizar o seu.

Estude por Ciclos Temáticos e Níveis de Proficiência

O primeiro passo é organizar os estudos em ciclos de temas gramaticais, respeitando o seu nível atual (básico, intermediário ou avançado). Esse formato ajuda a evitar lacunas e permite uma progressão natural, sem pular etapas.

Por exemplo:

  • Ciclo 1 – Verb to be e Pronomes (nível básico);
  • Ciclo 2 – Simple Present e Adverbs of Frequency (nível básico/intermediário);
  • Ciclo 3 – Past Tenses: Simple, Continuous e Perfect (nível intermediário/avançado);
  • Ciclo 4 – Passive Voice e Reported Speech (nível avançado).

Esses ciclos devem conter:

  • Introdução teórica (com leitura ativa);
  • Exercícios objetivos e discursivos;
  • Traduções curtas e prática de escrita;
  • Revisões regulares.

Você pode criar seu próprio banco de atividades, usar materiais confiáveis como English Grammar in Use, coletar questões anteriores do CACD e até traduzir pequenos trechos de artigos jornalísticos para treinar vocabulário e estilo.

Trabalhe Um Nível Por Vez

Muita gente tenta abraçar tudo ao mesmo tempo e se frustra. O ideal é trabalhar apenas um nível por ciclo. Se está começando, comece pelo básico, sem pressa. Quando for revisar o mesmo tema no mês seguinte, aí sim você pode usar atividades do nível seguinte, aumentando o grau de complexidade.

Exemplo prático:

  • Estudou “Passive Voice” com exercícios do nível intermediário?
  • Na revisão, retome o mesmo conteúdo com exercícios avançados e produções escritas mais exigentes.

Esse processo respeita seu ritmo e promove revisões inteligentes, evitando que o conteúdo “evapore” com o tempo.

Use o Plano de Forma Estratégica

Um bom plano de estudos deve funcionar como um mapa flexível (não como uma prisão). Veja algumas dicas para manter seu plano funcional:

  • Siga uma ordem lógica de ciclos e conteúdos, mesmo que eventualmente precise adaptá-la;
  • Use revisões como forma de avanço: revisar não é voltar atrás, é consolidar;
  • Ajuste o plano conforme seus erros e dificuldades: se um simulado revelou falhas em “conditionals”, volte ao ciclo que cobre esse tema;
  • Mantenha registro do que foi estudado, com datas, tópicos e comentários sobre desempenho.

Se possível, mantenha um caderno (ou documento digital) com o histórico dos seus ciclos, revisões, correções de redações e vocabulário aprendido. Isso ajuda a enxergar progresso e ajustar a rota com precisão.

E Se Eu Quiser um Plano Pronto?

Se você não quer ter o trabalho de montar tudo do zero, ou se sente inseguro sobre a ordem ideal dos conteúdos, vale conhecer o que já existe de pronto, com foco específico no CACD.

O Clipping, por exemplo, oferece um plano de estudos completo e estruturado, dividido por ciclos temáticos, com atividades práticas, recomendações bibliográficas e um sistema multinível (básico, intermediário e avançado). Tudo pensado para acelerar a evolução do candidato, sem que ele precise perder tempo tentando descobrir por onde começar.

Se você está levando a sério sua preparação, vale muito a pena conhecer 👈

Como Estudar Gramática com Foco no CACD?

A gramática é a espinha dorsal do domínio do inglês no CACD. Seja na interpretação de texto da primeira fase, seja na produção escrita da segunda, o conhecimento gramatical é o que sustenta a clareza, a precisão e a formalidade exigidas pela banca.

Mas atenção: estudar gramática para o CACD não é decorar regras. É entender como as estruturas funcionam no contexto da prova, aplicando esse conhecimento de forma prática, consciente e refinada.

A seguir, você encontra as estratégias essenciais para estudar gramática de forma realmente eficaz, especialmente se o seu objetivo é performar bem na prova.

Use Bons Manuais de Referência

Nada de estudar por materiais rasos ou “dicas de Instagram”. Para aprender com profundidade, você precisa investir em manuais de qualidade.

Duas sugestões consagradas são:

  • English Grammar in Use – Raymond Murphy (nível intermediário);
  • Advanced Grammar in Use – Martin Hewings (nível avançado).

Ambos oferecem explicações claras, progressão lógica e exercícios contextualizados, perfeitos para quem está construindo ou consolidando sua base.

Concilie Teoria com Prática (Sempre!)

É comum o candidato passar horas “assistindo aula de gramática”, mas errar em pontos básicos nas provas. Isso acontece porque teoria sem prática não gera retenção real.

A lógica aqui é simples:

  • Estudou um novo tempo verbal? Resolva exercícios específicos sobre ele.
  • Leu sobre inversões gramaticais? Aplique em uma frase própria.
  • Fez uma redação? Revise-a procurando erros estruturais.

Esse ciclo entre aprender e aplicar precisa ser constante. Quanto mais você coloca a gramática em uso, mais ela se torna automática, e é isso que o CACD exige.

Comece Pelo Essencial, Depois Avance

Uma preparação sólida exige um método escalonado. O erro de muitos candidatos é querer estudar “gramática avançada” sem dominar o básico.

Siga esta progressão:

  1. Fundamentos: tempos verbais, formação de frases, pronomes, artigos, preposições;
  2. Intermediário: voz passiva, reported speech, modais, concordância;
  3. Avançado: inversões, estrutura paralela, condicionais complexas, conjunções formais, estilo acadêmico.

Com essa base, você terá estrutura para escrever com naturalidade, mesmo em temas densos ou abstratos.

Estude com Base nas Provas Anteriores

As provas do CACD são a melhor bússola para entender o que importa. Analise edições anteriores e observe:

  • Como a banca cobra estrutura gramatical nos textos;
  • Que tipo de erro costuma ser penalizado nas redações;
  • Como a gramática aparece “camuflada” em questões de vocabulário e interpretação.

Esse estudo direcionado evita desperdício de tempo com conteúdos irrelevantes e te aproxima do estilo de correção da banca.

Aprenda o Estilo Gramatical que a Banca Valoriza

Um ponto decisivo no CACD é o domínio da norma padrão do inglês formal. Isso significa evitar informalismos, gírias, contrações indevidas e ambiguidade gramatical.

Foque em:

  • Concordância verbal e nominal correta;
  • Uso adequado de preposições e conectores;
  • Consistência na estrutura das frases, especialmente em textos argumentativos;
  • Precisão gramatical em períodos longos, como parágrafos inteiros.

Essa é a gramática que a banca espera. E ela não é a do inglês do dia a dia: é a do inglês diplomático, acadêmico e institucional.

Escreva à Mão Sempre Que Possível

Parece detalhe, mas não é: a escrita manual fortalece a memória gramatical e prepara o candidato para a segunda fase, que ainda é realizada em papel.

Além disso, ao escrever à mão:

  • Você reforça a memorização de estruturas complexas;
  • Treina ortografia, pontuação e acentuação;
  • Aprende a revisar o próprio texto com mais atenção.

Revise Seus Erros Com Consciência

Errou uma questão? Não passe batido. Anote. Refaça. Entenda o motivo. A gramática é um terreno onde o erro pode ser o melhor professor, se você souber usá-lo.

Se possível, conte com:

  • Correções especializadas (professores ou plataformas inteligentes);
  • Guias de redações de aprovados;
  • Feedbacks do Clipping.ai (caso utilize a ferramenta).

Com o tempo, você vai identificar seus padrões de erro e construir uma gramática realmente funcional, voltada para o que mais importa: resultado na prova.

Como Expandir seu Vocabulário para o CACD?

Você pode dominar todas as regras gramaticais da língua inglesa, mas se não tiver vocabulário, vai travar. Sem palavras, não há comunicação significativa, nem compreensão profunda. E o CACD cobra um vocabulário extenso, preciso e contextualizado, tanto na prova objetiva quanto na produção textual da segunda fase.

Dominar vocabulário no CACD não é decorar listas aleatórias de palavras difíceis: é saber escolher a palavra certa, no tom certo, para a função certa — seja para interpretar um texto jornalístico denso, seja para redigir uma redação com clareza e sofisticação.

A seguir, você encontra as estratégias essenciais para desenvolver um vocabulário robusto e eficiente para o concurso.

Pratique Leitura Extensiva

A melhor forma de aprender vocabulário de forma duradoura é por meio da leitura frequente, e isso tem nome: extensive reading.

O que isso significa?

  • Ler textos dentro do seu nível de compreensão, mas que desafiem seu repertório;
  • Aprender palavras a partir do contexto, sem precisar consultar o dicionário o tempo todo;
  • Expor-se a vocabulário real e funcional, usado em situações autênticas.

Fontes recomendadas:

  • The Economist (excelente para política e economia);
  • BBC News e The Guardian (textos atualizados, linguagem rica e boa variação temática);
  • Clippings diários de atualidades (quando disponíveis).

O objetivo aqui não é entender todas as palavras: é se acostumar com a língua em uso real, treinando intuição semântica e interpretação contextual.

Domine as Palavras de Alta Frequência

Você sabia que cerca de 90% de todos os textos escritos em inglês utilizam palavras de alta frequência?

Isso significa que, ao dominar esse vocabulário essencial, você aumenta drasticamente sua capacidade de leitura e escrita.

Como fazer isso:

  • Utilize séries sistematizadas como 4000 Essential English Words;
  • Estude em blocos: comece pelas palavras mais comuns e avance gradualmente;
  • Crie frases com os termos aprendidos;
  • Revise frequentemente (de preferência com um sistema de repetição espaçada, como o Anki).

Esse é o vocabulário que sustenta sua base de compreensão e permite que você avance para expressões mais específicas sem ficar perdido.

Explore Palavras de Baixa Frequência (Com Foco)

Depois de dominar o básico, é hora de ampliar o repertório com palavras menos usuais, mas que aparecem frequentemente em textos acadêmicos e jornalísticos, exatamente o tipo de material usado pela banca.

Como fazer isso:

  • Identifique palavras desconhecidas durante leituras mais densas (como The Economist);
  • Registre-as em um caderno ou planilha com:
    • Definição;
    • Frase de exemplo;
    • Tradução (se for útil para você);
    • Collocations comuns (ver próximo tópico);
  • Use o Corpus of Contemporary American English (COCA) para ver como a palavra é usada em diferentes contextos reais.

Essa prática te ajuda a sair do “inglês escolar” e entrar no vocabulário de alto nível exigido pelo concurso.

Estude Collocations

Palavras não vivem sozinhas. Elas se combinam. E saber como essas combinações acontecem faz toda a diferença na naturalidade e precisão do seu inglês.

Collocations são combinações frequentes de palavras, como:

  • Make a decision (e não do a decision);
  • Highly recommended, deep concern, raise awareness.

Por que isso importa?

  • Porque a banca valoriza naturalidade na produção textual;
  • Porque o uso de collocations mostra maturidade linguística e domínio da norma padrão;
  • Porque você vai evitar erros como “do an effort” (em vez de make an effort).

Inclua collocations nas suas anotações de vocabulário. Foque especialmente nas que envolvem:

  • Verbos auxiliares;
  • Preposições;
  • Substantivos abstratos (como strategy, policy, development, etc.).

Crie um Banco de Palavras Pessoal

Um dos recursos mais poderosos que você pode ter na preparação para o CACD é um banco de vocabulário próprio, organizado e revisado com frequência.

Como montar:

  • Separe por temas (política, economia, relações internacionais, meio ambiente…);
  • Marque a frequência de uso (alta, média ou baixa);
  • Inclua exemplos reais de uso;
  • Registre as palavras com sinônimos e antônimos;
  • Use cores, símbolos ou etiquetas que facilitem a navegação.

Ferramentas úteis:

  • Anki (app de flashcards com repetição espaçada);
  • Google Sheets (versátil e pesquisável);
  • Caderno físico (se você gosta de escrever à mão, o que ajuda na memorização).

Aplique o Vocabulário no Contexto da Prova

Não adianta nada aprender 30 palavras novas se você nunca as usa. O vocabulário precisa ser colocado em movimento.

Formas de fazer isso:

  • Utilize palavras aprendidas em redações, traduções e resumos;
  • Resolva questões objetivas e sublinhe os termos que você não conhecia;
  • Reescreva trechos de textos com sinônimos e estruturas alternativas;
  • Estude redações de candidatos aprovados para observar como o vocabulário foi usado (e valorizado) pela banca.

Essa é a hora de integrar vocabulário + gramática + estilo.

Organize o Estudo e Revise com Regularidade

Assim como a gramática, o vocabulário exige organização e revisão sistemática. Não confie na memória: confie no método.

Recomendações:

  • Separe 2 a 3 sessões semanais só para vocabulário;
  • Estabeleça metas claras (ex: revisar 30 palavras, aprender 10 novas, aplicar 5 em frases);
  • Revise sempre antes de começar um novo bloco de estudo;
  • Misture vocabulário novo com já conhecido para reforçar a retenção.

Lembre-se: a banca percebe quando o candidato tem vocabulário “vivo”, e quando está apenas improvisando.

Uma forma muito eficaz de desenvolver vocabulário e compreensão de estruturas idiomáticas é consumir conteúdos autênticos e reflexivos sobre aprendizagem de idiomas, como este vídeo produzido pela BBC Learning English:

Youtube video

Conclusão

Se tem uma coisa que a preparação para o CACD ensina, é que ninguém chega até o fim apenas com força de vontade. É preciso estratégia, método e consistência, especialmente quando o assunto é a prova de Língua Inglesa, uma das mais exigentes do concurso.

Você viu ao longo deste texto que é, sim, possível construir um caminho sólido em inglês, mesmo que esteja começando agora. Com leitura estratégica, prática estruturada de gramática, expansão consciente de vocabulário e um plano de estudos inteligente, o progresso acontece, e aparece nas provas.

Mas se você sente que precisa de mais direção, ferramentas específicas ou quer acelerar sua evolução com mais segurança, vale conhecer os recursos que já existem para facilitar essa jornada.

O Que o Clipping Oferece Para Quem Está Estudando Inglês Para o CACD?

Ao longo dos anos, o Clipping desenvolveu um ecossistema completo para apoiar o candidato em todas as etapas da preparação, inclusive na prova de inglês. Veja algumas das soluções mais valiosas:

  • Plano de Estudos de Inglês com Ciclos Multinível

    Estruturado em níveis (básico, intermediário, avançado), o plano aborda temas gramaticais essenciais para o CACD, com foco progressivo e revisão estratégica.

  • Diagnóstico de Inglês Personalizado

    Uma ferramenta exclusiva que identifica seus pontos fortes e fracos e indica exatamente em quais ciclos você deve focar. Ideal para quem quer estudar com precisão.

  • Simulados e Banco de Questões Comentadas

    Com questões reais do CACD e simulados inéditos que testam a sua evolução na prática, sempre com base no estilo da banca.

  • Clipping.ai

    Inteligência artificial desenvolvida para corrigir redações, resumos e traduções com base nos critérios específicos do CACD. Uma forma rápida e precisa de obter feedback real sobre sua escrita.

  • Atualidades e Clippings Diários em Inglês

    Textos selecionados, com vocabulário estratégico, que ajudam na leitura extensiva e no contato constante com o idioma em temas relevantes para o concurso.

Assine o Clipping e inicie sua preparação para o CACD 👈

Você não precisa reinventar a roda. Com as ferramentas certas e uma abordagem direcionada, o estudo do inglês deixa de ser um obstáculo e se torna um diferencial competitivo na sua preparação.

O CACD é exigente, mas quem estuda com método e inteligência sai na frente. E se você quiser seguir esse caminho com a gente, o Clipping está aqui (como parceiro de verdade) para te ajudar a chegar lá.

Diplomata e Faculdade: precisa de formação para seguir carreira? Saiba aqui!

Muitos brasileiros acreditam que precisam ter formação em Direito ou Relações Internacionais para seguir a carreira diplomática. Mas será que é preciso? Se você é daqueles que já pesquisou na internet “diplomata faculdade”, “diplomacia curso” ou “diplomata curso superior”, então esse artigo é para você!

A seguir, saiba se existe curso superior para ser diplomata e se é necessário fazer alguma faculdade para ter essa profissão. Logo abaixo! 

Índice

Diplomata faculdade: existe curso de diplomacia?

Não existe faculdade para se tornar diplomata, cursos de diplomacia ou o melhor curso para ser diplomata. No entanto, para se tornar um diplomata é necessário ser formado em qualquer curso superior ou curso tecnólogo reconhecido pelo MEC (não vale para os cursos técnicos).

Ficou confuso? Se não existe faculdade de diplomacia, então, por que é necessário fazer um curso superior ou curso tecnólogo reconhecido pelo MEC para se tornar diplomata? Entenda a seguir!

Requisitos para se tornar um diplomata

Apesar de não existir uma faculdade de diplomata específica, como se fosse um pré-requisito, ainda é necessário ter um diploma. Primeiramente entenda melhor quais são os critérios para se tornar um diplomata: 

  • Ter mínimo 18 anos completos (sem limite de idade);
  • Ser brasileiro nato (não vale brasileiro naturalizado);
  • Estar em dia com os deveres políticos;
  • Estar sem pendências com o Serviço Militar (candidatos do sexo masculino);
  • Ter uma formação de nível superior ou curso tecnólogo de uma instituição de ensino credenciada pelo Ministério da Educação (MEC) (cursos técnicos não são aceitos);
  • Apresentar aptidão física e mental na convocados para exames pré-admissionais, após aprovação no CACD;
  • Declarar que está ciente e que aceita os termos do concurso e entregar os documentos comprobatórios exigidos para o cargo, no momento de efetivar sua inscrição no CACD.

Portanto, apesar de não existir um curso superior ou tecnólogo para diplomata, os candidatos interessados em ingressar nessa carreira precisam ter uma formação acadêmica.

Você vai gostar de saber o que faz um diplomata!

Afinal, precisa de faculdade para ser diplomata?

Como dito anteriormente, não existe faculdade de diplomacia, então não irão aparecer opções de cursos superiores ou tecnólogos ao pesquisar “diplomata faculdade” na internet.

Qual faculdade devo fazer para ser um diplomata?

O que estudar para ser um diplomata? Qual formação devo ter para ser um diplomata? Existe uma faculdade específica para quem deseja se tornar um diplomata? Não existe! 

Como não existe uma regra indicando qual o curso específico o interessado em ser diplomata deve fazer, o candidato pode escolher o curso que deseja. Porém, existem algumas faculdades que possuem mais sentido para quem deseja se tornar um diplomata. Veja a seguir!

As 5 melhores faculdades para se tornar um diplomata 

Quais as melhores faculdades para se tornar um diplomata? Nós do Clipping temos algumas sugestões sobre os melhores cursos para quem deseja tentar a carreira diplomática. 

Assim, você pode considerar essas opções se ainda não possui uma formação ou cogita estudar outra faculdade para ajudar nos estudos.

Veja quais são os 5 cursos superiores que o Clipping recomenda

1. Relações Internacionais

O curso de Relações Internacionais pode ser realizado no tipo de Bacharelado e Tecnólogo, em média 4 anos de duração. Também é possível fazer uma Pós-graduação com 2 anos de duração. 

A área de conhecimento desse curso é ciências humanas, ou seja, estuda a organização de conhecimentos segundo seu caráter humano.

Em sua grade curricular, será possível estudar sobre antropologia, cultura brasileira, ciência política, política externa, economia política internacional, entre outros estudos.

Por que Relações Internacionais é um bom curso de faculdade para futuros diplomatas?

O curso de Relações Internacionais costuma ser um dos mais escolhidos por pessoas que desejam se tornar diplomatas. Isso porque, assim como no mercado de trabalho, o internacionalista pode atuar em diplomacia e política internacional.

Sendo assim, esse profissional aprende como analisar a conjuntura econômica, assessorar governos e empresas, lidar com negociações internacionais, entre outros assuntos relacionados com a diplomacia.

Entenda melhor sobre o curso de Relações Internacionais, lendo o nosso post!

2. Direito

Ao se formar em Direito, o profissional bacharelado consegue interpretar, cumprir e aplicar as leis brasileiras aplicadas pela sociedade e pelas entidades públicas.

Além das leis, decisões judiciais e teorias jurídicas, os alunos desse curso aprendem sobre antropologia, ciência política, relações internacionais, direito internacional e muito mais.

Ao passar na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), esses profissionais podem ingressar na carreira de advogado. 

Por que Direito é um bom curso de faculdade para futuros diplomatas?

Não é uma regra ser formado em Direito para ingressar na carreira diplomática. No entanto, cursar Direito pode ajudar muito quem iniciará a jornada da diplomacia.

Isso porque a formação em Direito possui uma abrangência nas competências essenciais para futuros diplomatas. 

Além das matérias abordadas no curso serem interessantes para os estudos do concurso para diplomata, essa formação ajuda o profissional a negociar, persuadir, resolver conflitos e proteger os direitos do país. 

Leia nosso artigo sobre o Sistema Interamericano de Direitos Humanos!

3. História

O curso de História oferece um amplo conhecimento sobre o passado humano. Dessa forma, o profissional formado nessa área consegue estudar, analisar e discutir sobre a sociedade, cultura, economia e cotidiano. 

Além de entender os acontecimentos passados, esse profissional tem mais visão sobre os possíveis desdobramentos e contextualizações. 

A grade curricular do curso de História oferece conhecimentos sobre Filosofia, Educação, Teoria da História, História Antiga, História do Brasil, entre outras.

Por que História é um bom curso de faculdade para futuros diplomatas?

Além de atuar na área da educação e licenciatura, os formados em História podem se interessar pela carreira diplomática. Isso porque o curso de História possui grande afinidade com os temas da prova para diplomacia.

Inclusive, as provas para o Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD) possuem questões sobre História do Brasil e Mundial. Sendo assim, candidatos com formação em História podem usar esses conhecimentos para responder às perguntas.

4. Letras

O principal objetivo de um curso de Letras é ensinar o funcionamento da Língua Portuguesa, de idiomas estrangeiros e de suas respectivas literaturas.

Normalmente, a grade desse curso oferece um amplo conhecimento em línguas modernas, como inglês, espanhol, francês e alemão. Além disso, quem estuda Letras aprende também sobre as línguas clássicas, como latim e grego.

O Letrólogo, profissional formado em Letras, pode realizar traduções, ser intérprete, ser professor, entre outras atuações.

Por que Letras é um bom curso de faculdade para futuros diplomatas?

Os cursos de idiomas para a carreira diplomática são essenciais, já que existem questões e dissertações em inglês, espanhol e francês. Sendo assim, Letrólogos podem usar o conhecimento obtido na faculdade de Letras para se sair bem na prova. 

Além disso, ao ser aprovado no concurso de diplomacia, o diplomata precisará lidar com pessoas de outros países, então saber se comunicar em outros idiomas é essencial.

Veja nosso artigo sobre a literatura e a diplomacia!

5. Curso de Ciências Econômicas

O curso de Ciências Econômicas possui uma grade com assuntos diversos. Economia, matemática, contabilidade e História Econômica Geral são alguns deles.

Uma das principais características desse curso é a capacidade de analisar os fenômenos econômicos com base nas características da sociedade, seus padrões de comportamento, relações sociais e questões políticas.

Além disso, o formado Ciências Econômicas tem um raciocínio mais analítico e profundo sobre as características econômicas internacionais.

Por que Ciências Econômicas é um bom curso de faculdade para futuros diplomatas?

Sem dúvidas, a formação em Ciências Econômicas pode ajudar quem deseja passar no CACD. Afinal, as provas do concurso possuem temas sobre economia, estudos de história econômica do Brasil e economia política.

Além de ter conhecimento sobre a história econômica brasileira nas provas para concurso de diplomata, esse profissional consegue analisar cenários e planejar estrategicamente sobre economia brasileira e mundial.

Temas de estudos para o CACD

Agora você sabe que precisa de formação para ser diplomata e quais os cursos de faculdade que possuem mais afinidade com o concurso. Porém, o que estudar para ser um diplomata? Quais são as matérias para passar no CACD? Confira a seguir:

  • Língua portuguesa;
  • Língua inglesa;
  • Língua Espanhola;
  • Língua Francesa.
  • História do Brasil;
  • História Mundial;
  • Política internacional;
  • Geografia;
  • Economia;
  • Direito.

Qual curso superior pode ajudar você a se tornar um diplomata? A boa notícia é que existem vários cursos que possuem uma grade curricular com mais afinidade com a diplomacia.

Curso para o CACD 

Existe curso para o Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD)? SIM, existe o Clipping CACD! Essa plataforma digital reúne conteúdos de estudos para quem deseja passar no CACD.

Portanto, se você estava pensando na faculdade para diplomata e não conhecia ainda um curso para esse concurso, então já sabe que pode contar com essa opção de estudos!

Embaixador: guia completo com tudo o que você precisa saber!

Um embaixador é a atuação mais elevada de um representante de um governo, junto de outro governo. Parece complicado entender o que é um embaixador? O que um embaixador faz? Quais os requisitos para entrar na carreira? Fique tranquilo que explicaremos tudo! 

Neste post, responderemos as principais dúvidas sobre essa carreira tão desejada por diversos brasileiros. Veja a seguir!

Índice

O que é um embaixador? 

O que é um embaixador? Provavelmente, você já pesquisou na internet por “embaixador significado” e não entendeu muito bem. Segundo o dicionário da língua portuguesa Priberiam, uma das definições é a seguinte: “Representante máximo do chefe de um Estado junto de um outro Estado”.

Após essa definição, é possível entender o que é um embaixador de um país ou o que é uma embaixadora (ocupante do cargo do sexo feminino). Esse cargo cheio de prestígio e responsabilidade trata-se de um representante oficial de um país no exterior.

Qual a função de um embaixador?

Qual a função de um embaixador? Basicamente, o embaixador é o designado para exercer a função de Chefe de Missão Diplomática Permanente, de Chefe de Missão ou de Delegação Permanente junto à organização internacional. 

O embaixador é o último degrau na carreira de um diplomata. Sendo assim, esse designado detém absolutos poderes para proceder em nome do país que representa no exterior, como a celebração de tratados, por exemplo. Muito importante, né?

Você vai gostar de ler também o nosso post sobre como ser diplomata!

O que faz um embaixador?

Após saber o que é embaixador, o que faz um embaixador, exatamente? Afinal, apesar de todas as embaixadas possuírem embaixadores que representam seu governo em um país estrangeiro, cada uma delas tem responsabilidades e funções diferentes.

Por isso, listamos abaixo as principais atividades que um embaixador precisa realizar no seu dia a dia de trabalho. É preciso: 

  • chefiar a missão diplomática em nome do seu país de origem (no caso, o Brasil);
  • criar e manter relações amistosas e diplomáticas;
  • melhorar os vínculos econômicos, culturais e científicos entre o Brasil e o Estado de onde reside;
  • mediar negociações e conflitos de interesse entre os dois Estados;
  • repassar informações sobre o país em que está localizado ao seu país de origem;
  • informar sobre a situação política e econômica do país onde está instalado;
  • assegurar os direitos de brasileiros que moram no país onde a embaixada brasileira está localizada (ou em países próximos);
  • promover a colaboração científica entre os Estados.

Como funciona a hierarquia dos embaixadores?

Existe uma hierarquia dos embaixadores? Segundo a lei nº 11.440/2006, existe uma hierarquia entre os embaixadores. A classificação das carreiras diplomáticas é estruturada da seguinte maneira: 

  • Ministro de Primeira Classe: são os embaixadores, também conhecidos como chefes das missões diplomáticas. Para conquistar esse cargo é necessário a indicação do Presidente da República.
  • Ministro de Segunda Classe: a missão do ministro de 2.ª classe é chefiar as divisões do Itamaraty.
  • Conselheiro: o diplomata deve ter, no mínimo, 9 anos de serviço para conseguir essa promoção. Nesse cargo, o papel do conselheiro é ser chefe de divisões, por exemplo, das Nações Unidas.
  • Primeiro-Secretário: ao chegar ao cargo de 1.º Secretário, o diplomata poderá trabalhar como assessor do ministro das relações exteriores ou do secretário-geral do presidente da República. 
  • Segundo-Secretário: o próximo estágio pode ser a promoção para o cargo de 2° Secretário, que não é automático. Será necessário que o diplomata exerça suas atividades no local ao qual for designado até chegar a ser promovido.
  • Terceiro-Secretário: após a aprovação no CACD, o diplomata exerce esse primeiro cargo, enquanto ainda está em treinamento no Instituto Rio Branco.

Como ser um embaixador?

Como ser embaixador? O que precisa para ser um embaixador no Brasil? Se você não sabe como se tornar embaixador, então está no lugar certo! Mostraremos como virar embaixador, logo abaixo! 

É importante ressaltar que existem duas maneiras de se tornar um embaixador: trajetória iniciada pelo concurso e preferências particulares. Veja quais são os requisitos necessários para ser embaixador nas duas opções:

Requisitos para se tornar um embaixador através do concurso

  1. Estudar para passar no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD);
  2. Ser aprovado no CACD;
  3. Iniciar a carreira diplomática exercendo o cargo de Terceiro-Secretário e realizar o treinamento no Instituto Rio Branco;
  4. Após cumprir um mínimo de 3 anos de efetivo exercício como Terceiro-Secretário, aguardar ser promovido para Segundo-Secretário;
  5. Para se tornar Primeiro-Secretário, o diplomata precisa exercer, no mínimo, 2 anos os seus serviços no exterior e concluir o Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas (CAD);
  6. Para se tornar conselheiro, aguardar, no mínimo, 10 anos de exercício e de 5 anos no exterior. Concluir também o Curso de Atualização em Política Externa (CAP);
  7. Exercer o cargo de Ministro de Segunda Classe será necessário, no mínimo, 15 anos de efetivo exercício e de 7 anos e 6 meses de serviços prestados no exterior. Concluir o Curso de Altos Estudos (CAE);
  8. Por fim, para ser Ministro de Primeira Classe e, então, virar um embaixador, será preciso, no mínimo, de 20 anos de efetivo exercício, de 10 anos de serviços prestados no exterior e de 3 anos em cargo específico de chefia.

Saiba tudo sobre o CACD: lista completa com guia de estudos

Requisitos para se tornar um embaixador por preferências particulares

Agora que você já sabe o que fazer para ser embaixador através da carreira diplomática, é importante saber também que a lei permite que o presidente da República tenha o direito de nomear quem desejar para ser embaixador. 

Nesse caso, os requisitos para se tornar um embaixador são: ser brasileiro nato, ter acima de 35 anos e ter experiência com política internacional.

Quanto ganha um embaixador?

Depois de saber o que é embaixador, você deve ter ficado curioso para saber quanto ganha um embaixador. O salário de um embaixador, ou seja, de um Ministro de Primeira Classe é de R$ 33.086,10.

Saiba mais sobre o salário de Diplomata no Brasil em 2022.

Vantagens de ser embaixador

Quais as vantagens de ser embaixador? Abaixo, listamos as principais vantagens de ser embaixador, caso você ainda tenha dúvidas sobre os benefícios que essa carreira pode oferecer. Veja:

  • recebe ótimos salários;
  • diplomatas que estão no exterior pagam menos Imposto de Renda;
  • auxílio moradia tanto no exterior como no Brasil, quando não ocupam um apartamento funcional, que depende da disponibilidade do Ministério das Relações Exteriores (MRE); 
  • Auxílio-alimentação;
  • Auxílio-creche;
  • Adicional de qualificação para estudos. 

O que é uma embaixada do Brasil?

Agora que você sabe o que é um embaixador, falaremos sobre o que é uma embaixada. Primeiramente, é importante saber que o Brasil possui várias embaixadas espalhadas em centenas de países ao redor do mundo, em todos os continentes. 

Sendo assim, uma embaixada é a instituição oficial que representa um governo dentro do território de outra nação. Em cada embaixada, os embaixadores brasileiros devem trabalhar para criar boas relações econômicas, políticas e culturais.  

Como é o trabalho de um embaixador no Brasil?

O trabalho de um embaixador em terras brasileiras é realizado por diplomatas que assumem cargos políticos em Brasília. Normalmente, eles cuidam de questões diplomáticas e internacionais dentro do Ministério das Relações Exteriores, por exemplo.

Como é o trabalho de um embaixador no exterior?

O Ministério das Relações Exteriores possui uma lista com todas as embaixadas do Brasil no exterior. Dentre suas principais responsabilidades das embaixadas, podemos destacar:

  • preparar tratados entre as duas nações;
  • organizar visitas oficiais;
  • informar os cidadãos sobre todas as questões de segurança;
  • cuidar dos cidadãos em caso de detenção ou prisão;
  • entre outras.

Qual a relação do embaixador com o diplomata?

Muitas pessoas ficam em dúvida sobre a relação entre embaixador e diplomata. Afinal, um embaixador é o cargo de maior autoridade de uma embaixada. É ele quem defende os interesses do seu país de origem em território estrangeiro, mediando as relações entre as duas nações.

Já o diplomata é funcionário pertencente ao serviço diplomático de um Estado e cuida dos interesses do seu Estado, além de integrar os representantes de uma embaixada. 

Sendo assim, a principal relação do embaixador com o diplomata é ser o último cargo na carreira de diplomata. 

Principais dúvidas respondidas sobre embaixador

Por fim, responderemos as principais dúvidas respondidas sobre o embaixador que são mais simples do que você imagina. Confira: 

  • Quanto tempo um embaixador pode ficar no cargo? Pode permanecer, no mínimo, 20 anos de efetivo exercício, 10 anos no exterior e de 3 anos em cargo específico de chefia.
  • Quantas embaixadas o Brasil tem? Possui 196 embaixadas e 64 consulados pelo mundo.
  • Quem nomeia os embaixadores? O Presidente da República indica os embaixadores para o integrantes do Senado Federal sabatinarem, votarem e aprovarem os nomeados.
  • Qual faculdade precisa fazer para ser embaixador? Se você deseja saber qual a formação de um embaixador, então fique tranquilo porque não ​​existe um curso específico para isso. Para ser diplomata e alcançar o cargo de embaixador é necessário iniciar a carreira diplomática após aprovação do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD).

Conclusão

Agora você sabe o que é embaixador e como seguir essa carreira diplomática. É possível perceber que pode levar anos para alcançar o cargo mais alto de uma embaixada. Porém, as vantagens de ocupar essa posição valem a pena! 

Por fim, queremos saber o que você achou dessas informações, nos comentários, logo abaixo! Se possuir outras dúvidas relacionadas com esse tema, acesse outros posts do Blog do Clipping.

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